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Opinião: Mais uma vez o título da Libertadores deve ficar pelo Brasil

Por Guilherme Abrahão

A tendência é que mais uma vez o Brasil fique com o título da Copa Libertadores. Com a farra se tornou o número de vagas para  a competição, as equipes brasileiras acumulam mais dinheiro e chegam cada vez mais fortes para a disputa da maior competição continental das Américas. E entre os favoritos mais uma vez surgem Flamengo, Palmeiras e Atlético-MG. Os dois primeiros são os últimos campeões da competição, com o Verdão batendo o Fla na decisão da última competição.

Pelo lado da Argentina, mesmo com muitas vagas, são três a menos que o Brasil. E os times argentinos chegam mais fragilizados. Se no Brasil as surpresas na competição ficam por conta de América-MG e Fortaleza – que dificilmente serão campeões – na Argentina apenas Boca Juniors e River Plate chegam com chances reais de título. O Estudiantes, um gigante, está na fase preliminar e o atual campeão argentino, Colón de Santa Fé, deve fazer apenas figuração.

No Brasil, além dos mais fortes times do país, o Red Bull Bragantino chega com força na competição. E força financeira. Comprado pela empresa austríaca, o Bragantino tem um sólido projeto de conquistar  América em poucos anos. Na sua primeira competição continental, já foi finalista da Copa Sul-Americana, perdendo para outro brasileiro, o Athletico-PR. O Furacão pode incomodar na Libertadores também. Finalista em 2005, a equipe já soma dois títulos sul-americanos e chega para fazer barulho. Quem sabe até ir mais longe do que o esperado.

O Corinthians é sempre muito forte. Apesar de estar atrás de Fla, Galo e Palmeiras, o Timão é outro que entra sonhando alto e em busca do bicampeonato. A força da torcida pode ser um diferencial para conduzir os paulistas. Por fim, o Fluminense não parece chegar tão forte. A equipe entrou na fase preliminar e quer ir mais longe do que em 2021, quando parou nas quartas de finais. A tendência mesmo, é a taça ficar novamente no Brasil.

 

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Opinião: Mescla de jovens e veteranos pode ser a receita ideal no Fluminense

Por Guilherme Abrahão

Acredito que o Fluminense quer sonhar alto na temporada 2022 e  conseguir bons feitos. O Brasileiro de pontos corridos, por exemplo, é uma meta um pouco inalcançável para o Tricolor, mas porque não pensar grande em chegar longe e quem sabe até beliscar um título nos mata-matas que vem por aí como a Libertadores e a Copa do Brasil? Impossível não é, mas o Flu vai se reforçando e envelhecendo um pouco seu elenco, o que pode ser crucial.

Com Fred capitaneando o time, o Tricolor buscou os veteranos Felipe Melo e Willian Bigode, que estavam no Palmeiras. A ideia, nitidamente, é aumentar a experiência de um plantel que possui muitos jovens que são os grandes destaques. André, por exemplo, tem feito dupla com Yago Felipe. A revelação do Brasileiro 2021 tem a muito a ganhar com a chegada de Felipe Melo, bicampeão da Libertadores pelo Palmeiras. Além disso, o meio de campo ainda possui o experiente – mas não muito velho – Paulo Henrique Ganso para dar mais cadência e habilidade. Jhon Arias pode ajudar, mas o Flu vai mapeando o mercado em busca de um nome de peso para fazer a função de camisa 10.

Apesar dos seus 34 anos, Willian ainda é um jogador taticamente importante e com poder de decisão interessante. Com alguns problemas de lesão na carreira, o jogador acabou perdendo espaço no Verdão e chega para protagonizar o ataque tricolor ao lado de Fred e das promessas que por lá estão. Luiz Henrique que o diga. O jovem fez um ótimo nacional e é uma das grandes apostas oriundas de Xerém.

Abel Braga está voltando para comandar essa equipe. Conhece o Tricolor carioca melhor do que ninguém. Campeão Brasileiro em 2012, sabe muito bem como comandar o Fluminense, ainda mais com a mescla entre jovens e veteranos. Com Fred novamente ao seu lado, o treinador quer voos mais altos. O Flu inicia na pré-Libertadores. Em fevereiro começa o ano passado, por sonhos que podem não ser tão distantes quanto parecem.

 

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Opinião: Após ano frustrante, Flamengo entra pressionado outra vez em 2022

Por Guilherme Abrahão

A temporada de 2021 acabou sendo uma grande decepção para o torcedor do Flamengo. A Nação ainda não se acostumou com a ideia de passar um ano sem títulos relevantes. Afinal, desde 2019 o clube estava mal acostumado com taças. De qualquer maneira, o Fla deixou a temporada com o título carioca e a Supercopa do Brasil. Pouco, muito pouco para um dos times mais caros da América do Sul.

E a grande frustração do flamenguista tem que vir da eliminação precoce na Copa do Brasil. Isso mesmo. Por mais que seja dura a derrota na final da Copa Libertadores para o Palmeiras, a Copa do Brasil dói pela forma que aconteceu. Primeiro, a equipe era muito favorita contra o Atlético-PR. Além de arrancar um heroico 2 a 2 em Curitiba no último minuto, o Rubro-negro recebeu os paranaenses com a vitória praticamente confirmada e a final assegurada. Mas não foi assim, o Fla tomou de 3 a 0 em um Maracanã lotado e a humilhação fez a cobrança pelos outros títulos ser ainda maior.

No Brasileiro, o Atlético-MG não deu chances ao Fla. Tanto que foi campeão de forma antecipada e sem trabalho. A derrota para o Fla, por 1 a 0, só animou o torcedor para se decepcionar mais uma vez. O Galo liderou de ponta a ponta a competição, enquanto o Flamengo demorou para se encontrar e com Renato Gaúcho não convenceu em momento algum. Mesmo os massacres inicias na campanha, não foram suficientes para manter o treinador.

Agora, o que o Flamengo deve esperar para 2022? Taças ou entender que existem outros rivais? A diretoria já iniciou seu planejamento. O discurso será o mesmo de que vão brigar por tudo. Mas na situação atual, não da para sabe ro que esperar do Rubro-Negro. Com o vice-campeonato assegurado, se o Galo também faturar a Copa do Brasil, terá a Supercopa do Brasil novamente em busca do tri. O Carioca é favas contadas. Libertadores e Brasileiro só o tempo vai dizer. O Flamengo entrará pressionado mais uma vez em 2022.

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Opinião: Messi é craque, mas Bola de Ouro desta vez não fez o menor sentido

Por Guilherme Abrahão

Ninguém discute que Lionel Messi é um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Ele cansou de empilhar troféus e taças, sejam prêmios individuais ou pelo Barcelona, o argentino marcou uma era e dificilmente vamos rever um atleta desse nível e talento. Neste ano, após mais de 20 anos, enfim, conseguiu ser campeão com a Seleção da Argentina. Palmas para Messi. Entretanto, a Bol de Ouro, entregue na última semana pela France Football como melhor jogador da temporada 2021, não condiz com o que ele demonstrou. E não é só isso, outros fizeram mais do que argentino entre 2020/2021.

O que falar de Robert Lewandowski? O polonês do Bayern de Munique (ALE) vem colecionando temporada atrás de temporada gols e assistência. Não à toa foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em 2020 e tem tudo para vencer outra vez. A Bola de Ouro poderia estar muito bem com ele também mais uma vez. Mas por algum motivo, que quase ninguém soube explicar, foi parar com Messi. Cristiano Ronaldo, desta vez, também não chegou perto de conquistar o prêmio. Neymar ficou apenas em 16º e cada ano que passa fica mais longe de levar o troféu de melhor jogador do planeta.

Além de Lewandowski, outros nomes poderiam ficar com a premiação. O ítalo-brasileiro Jorginho, que defende o Chelsea, da Inglaterra, era um grande nome para tal honraria. O volante além de levar o Chelsea ao título da Liga dos Campeões ainda foi uma peça-chave na conquista da Europa pela Itália. No mesmo Chelsea, o francÊs Kanté também corria por fora. Em um ano espetacular, Benzema do Real Madrid, era mais um que poderia ficar com o prêmio.

Messi pegou sua sétima Bola de Ouro. Ninguém questiona o que já jogou ou até mesmo o que ainda joga e o que tem para jogar. O problema é que dessa vez ele não foi o melhor do planeta. Muitos sabem, talvez até o próprio argentino que dedicou o prêmio ao segundo colocado Lewandowski,. A France Football errou. Torçamos que a Fifa não cometa o mesmo erro.

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Opinião: Botafogo avança no caminho certo e fica com título da Série B

Por Guilherme Abrahão

É claro que quando um grande clube é rebaixado, já espera-se o retorno imediato para a Série A do Campeonato Brasileiro. Aconteceu apenas com o Botafogo. Isso mesmo, enquanto Vasco e Cruzeiro vão penar mais uma temporada na Segundona, o Glorioso foi o único que carimbou o passaporte e com o título confirmado além de tudo. Mas o que fez o Botafogo chegar com tanta facilidade ao seu retorno para a Primeira Divisão do Brasil? Planejou-se corretamente e soube fazer trocas no momento em que necessitava de mudanças. 

O Botafogo, apesar de possuir uma das maiores folhas salariais da Série B soube enxergar bem o mercado. Não gastou mais do que devia. Colocou ordem na casa com jogadores necessários e pontuais. Foi buscar nomes com menos badalação do que seus rivais diretos fizeram. Até mesmo Coritiba e Goiás, que subiram junto ao Glorioso, tiveram contratações mais conhecidas do que o Bota. 

A equipe carioca soube garimpar o mercado até encontrar nomes que seriam necessários. São casos de Daniel Borges e Luis Oyama, do Mirassol. Marcos Vinícius do Bahia, o retorno do veterano Joel Carli, capitão e líder dessa equipe, Diego Gonçalves do interior de São Paulo, unidos a uma mescla de jovens da base do clube, como Kanu e Rafael Navarro. A grande cereja do bolo foi Chay, que estava na Portuguesa do Rio e se tornou o principal nome.

O planejamento ainda contou com a troca de técnico na hora certa e uma escolha certeira. Enderson Moreira chegou para ocupar a vaga de Marcelo Chamusca. Enderson pode não ser um dos principais treinadores do Brasil, mas já passou por muitos grandes e conhece o futebol. Já treinou Inter, Fluminense, Grêmio e Santos, por exemplo. Estava esquecido e mudou a vida do Botafogo. O acesso passa muito por ele.

É preciso entender que criticar diretoria é sempre fácil. Elogiar não. E a do Botafogo foi certeira. Espantou a desconfiança e voltou cheio de moral para o lugar que nunca deveria ter saído: a Série A.

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Opinião: Neymar não é mais um menino e a Seleção depende muito dele

Por Guilherme Abrahão

O Brasil depende – e muito – de Neymar. E todos sabem que para a Seleção conseguir levar a Copa do Mundo do ano que vem, no Catar, é preciso que nosso craque esteja no auge de sua forma. E ele garante que está. Em recente entrevista, o camisa 10 garantiu que se cuida e que está pronto para ajudar na busca pelo hexa. Neymar é uma figura diferente no futebol brasileiro. Cobrado desde muito jovem, ele parece não estar acostumado com o peso que carrega. Afinal, dos últimos tempos, após Ronaldos, Romário, Adriano, Kaká, entre outros, o craque é a grande figura da equipe de Tite. E com ele, a Seleção é diferente.

Aos poucos o técnico vem descobrindo alguns nomes que podem ajudar. Raphinha, por exemplo, se tornou uma grande surpresa. Vinícius Júnior, que tem arrebentado no Real Madrid, é outro que pode ser útil neste time. O jovem Anthony. Lucas Paquetá, até os experientes Thiago Silva, Casemiro, Marquinhos, Alisson e Ederson. Mas nenhum deles é Neymar. Espera-se mais na Seleção de Gabigol, Gabriel Jesus, Richarlison e Roberto Firmino, mas espera-se o dobro, talvez o triplo, do camisa 10. E ele parece que está se preparando para essa cobrança.

Ele que antes reclamava se colocava mais à disposição do time. Da imprensa, da torcida. Tem aparecido sempre correspondendo seus fãs. Tem tentado chamar a responsabilidade. É de uma justiça tremenda achar que ele não rende na Seleção. Já é um dos maiores artilheiros da história e se encaminha para ter mais gols ocm a Amarelinha do que até mesmo Pelé. Já ultrapassou Romário. Mas o que mais esperar de Neymar?

Que seja o líder, o capitão e o condutor do hexa? Acho que sim. Não é novidade que Neymar é top-5 dos melhores do mundo. Para alguns, até melhor. Disputa com Messi, Cristiano Ronaldo, Mbappé;…Não importa. É ele quem tem que conduzir a Seleção. Neymar não é mais menino. É o craque. Em 2022, o país inteiro espera muito do camisa 10. Ele precisa estar preparado!

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Opinião: Se depender de Renato, Flamengo só vencerá pelo talento individual

Por Guilherme Abrahão

Depois de um início avassalador, a situação do técnico Renato Gaúcho já incomoda a maioria da torcida do Flamengo. Apesar de nunca ter sido unanimidade quando chegou, vitórias acachapantes nos primeiros jogos fizeram com que os rubro-negros dessem uma trégua ao treinador. Entretanto, das polêmicas entrevistas que sempre deu, o comandante acabou pagando pela própria língua. E talvez por uma arrogância que lhe é peculiar.

Afinal, nenhum flamenguista esqueceu sua entrevista em 2019, quando perdeu por 5 a 0 nas semifinais da Copa Libertadores, para o Flamengo de Jorge Jesus, que com “R$ 200 milhões de investimento era fácil”. As goleadas iniciais mostravam que seu discurso era real, mas começou o balde de água fria.

O Flamengo, com o melhor elenco do Brasil, é um cemitério de ideias. Só vence quando seu elenco espetacular resolve. Seja Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro e até mesmo Pedro, sempre tem um craque para salvar a pele do treinador. Mas parece que os adversários entenderam. A eliminação para o Athletico-PR foi vexatória e mostrou todas as fragilidades que Renato tem. O Flamengo é um bando em campo. Se não for no talento, é presa fácil para qualquer um. Quem observa de perto com sorriso de orelha a orelha é o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira. OP português sempre muito contestado é estrategista. E se o Fla entrar em campo sem nenhum padrão tático, como é de costume, ele tem tudo para levar o título novamente à São Paulo.  

Renato vai precisar se reinventar em poucos dias. Fazer o Flamengo ser um time que joga, batalha e, principalmente, sabe o que fazer em campo. Movimentos coordenados que não se veem faz tempo pela Gávea. Hoje, a situação está crítica. O Flamengo virou um time fácil de ser batido, basta observar que Renato não parece saber muito o que faz com seus comandados.

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Opinião: Os frutos colhidos de um Atlético-MG e seu mecenas, Rubens Menin

Por Guilherme Abrahão

O baita investimento feito pelo Atlético-MG já começa a render frutos. Enquanto o clube tem uma dívida acumulada que ultrapassa a casa dos 1 bilhão de reais, um grupo de mecenas, que assim podem ser chamados, liderados por Rubens Menin, dono da MRV Engenharia, foi pesado com o intuito de tirar o Galo da fila que já dura 51 anos sem conquistar o Campeonato Brasileiro. E não é só isso, Menin e seus aliados podem acabar com um estigma que incomoda os torcedores atleticanos: o clube não tem um bi.

Isto é, nas principais competições, Brasileiro, Copa Libertadores e Copa do Brasil, o Atlético venceu uma vez cada e o jejum sem um segundo título incomoda demais os atleticanos. Porém, em uma tacada só, a equipe pode acabar com esse tabu e levar juntamente o Brasileiro e a Copa do Brasil. No torneio de pontos corridos, o Galo lidera com folga para o Flamengo, vice-líder, enquanto no mata-mata passou sem sustos pelo Fortaleza nas semifinais e está na grande decisão.

Ou seja, o investimento desenfreado feito com nomes como Hulk, Diego Costa, Nacho Fernandez,  Guilherme Arana e os demais colocam o Atlético em um patamar nunca antes visto. Apesar das fortes equipes que teve ao longo desses 51 anos, os mineiros sempre bateram na trave na hora de trazer um segundo caneco, principalmente do Campeonato Brasileiro.

E as dívidas acumuladas podem ser resolvidas a longo prazo. A curto, o Galo está em processo de construção de seu primeiro estádio, a Arena MRV, também bancada por Menin. Além disso, o Galo vai acumular caixa com as premiações, seja campeão ou não, as posições alcançadas trazem um bom desafogo para as contas. Apenas s Libertadores ficou para trás. No cenário do Brasil, a equipe figura entre as mais forte, financeira e esportivamente falando, com a ajuda de seu mecenas. Já seu rival, Cruzeiro, segue afundado no calvário da Serie B, encaminhando para o terceiro ano seguido.

 

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Opinião: Retorno do público aos estádios faz muito bem ao futebol brasileiro

Por Guilherme Abrahão

Aos poucos o brasileiro vai retomando a vida após o período de pandemia e entre os seus principais meio de descontração está o futebol. E em todos os estados, o público já está liberado, seguindo determinadas restrições, obviamente. Mas o que já se viu nesse início de retomada normal do futebol, é que possuir público, realmente faz uma baita diferença em cada situação. Como exemplo mesmo, podemos pegar o clássico da última rodada entre São Paulo e Corinthians. Foram mais de 23 mil pessoas presentes no Morumbi, e uma atmosfera diferente para os donos da casa.

Em baixa no Brasileiro, o São Paulo contou com a ajuda do seu torcedor para voltar a vencer, depois de seis rodadas só empatando. Ainda mais em um clássico. A torcida tricolor fez a diferença e empurrou a equipe para a vitória e para tirar o time do sufoco que estava no Brasileiro. O Corinthians, por sua vez, quer utilizar o artifício de ter seu torcedor do lado para seguir subindo na classificação. Para o jogo contra a Chapecoense, a equipe pediu adiamento para o dia 1 de novembro, aceito pela CBF.

Isto porque, a partir desta data, está liberada a presença de 100% do público nos estádios de São Paulo. Como o jogo estava marcado para o dia 31, o Timão só poderia utilizar 50%. Além do ganho financeiro, o retorno da torcida dá ganho esportivo para as equipes.

No Rio de Janeiro não é diferente. Neste fim de semana, Flamengo e Fluminense se enfrentam no Maracanã, com as duas torcidas presentes. A CBF autorizou a entrada de torcedor visitante novamente e a expectativa é de todos os ingressos vendidos para o clássico. O acordo prevê bilhetes vendidos meio a meio para cada clube.

O retorno do público em alta é um sinal da melhora da pandemia no Brasil. Seguindo todos os protocolos corretamente, o futebol brasileiro volta a ganhar em espetáculo. E o povo pode voltar a sorrir nos estádio. Bom para todos!

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Opinião: O esquizofrênico futebol brasileiro segue em dúvida do que vale: planejamento ou resultados!

Por Guilherme Abrahão

Bate-se muito na tecla no Brasil que os treinadores não possuem uma continuidade no trabalho e que troca-se muito os comandos técnicos. A CBF até tentou mudar colocando uma regra que cada time só pode ter dois treinadores diferentes no Brasileirão, porém se tiver demissão. O sistema é fácil de burlar e continua criando uma dúvida em qual é o verdadeiro planejamento de qualquer equipe brasileira. Ou melhor, qual é a ideia dos dirigentes no país ao comandarem as equipes. O Grêmio é um caso clássico. O que se espera dos gaúchos é a sequência do trabalho, afinal foram quase cinco anos de Renato Gaúcho no comando até a famosa saída “em comum acordo”. Essa expressão, inclusive, é o nome para burlar o sistema.

Como a CBF só permite duas trocas, o Grêmio já tirou “em comum acordo” Tiago Nunes e Luiz Felipe Scolari. Isso mesmo, a equipe gaúcha vai para seu terceiro treinador só no Brasileiro, porque os técnicos teriam pedido demissão. E mais uma vez é questionado o que se espera dos clubes brasileiros que querem evoluir cada dia mais. Não adiante, o que importa aqui é resultado. Se joga bem, se tem planejamento, se tem padrão ou estrutura, nada disso vem ao caso. O importante é o resultado. E o Grêmio precisou desses acordos para buscar seu terceiro treinador diferente porque está na zona de rebaixamento. Ou seja, ninguém quer saber de seguir o planejado. Muito menos respeitar a CBF que criou tal regra para proteger os treinadores. O importante é resultado,

Hernán Crespo no São Paulo á a nova vítima do comum acordo. Campeão Paulista, resolveu sair – segundo prega a diretoria paulista – após um pífio Brasileiro. Venceu apenas seis dos 25 jogos. Beira a zona do rebaixamento. Além dele, tivemos Cruzeiro, Santos, Sport, Inter…. Todos com “comum acordo”. Essas decisões só mostram a esquizofrenia do futebol brasileiro: o que importa é planejamento ou resultado? Nunca vamos entender.