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Últimas manifestações de um arteiro

 

O espetáculo “Arteiro em Manifesto” faz, neste domingo (28) suas últimas apresentações,em duas sessões: às 18h e 20h. Uma montagem linda, idealizada e encenada pelo ator Roberto Rodrigues. Ele dá vida a Mestre Palito, que pretende ampliar a criatividade como ferramenta necessária para transformação social, abrindo espaço para reflexões através do riso e do absurdo. A produção pode ser vista, de forma gratuita, pela plataforma Sympla.

“A arte é a única ferramenta, na qual acredito, vislumbrar novos mundos possíveis, onde sejamos mais generosos, empáticos e equitativos. Essa obra abarca com sutileza e acidez assuntos contundentes, como a desigualdade e o capitalismo. E como disse Manoel de Barros: É preciso transver o mundo”, reflete Roberto Rodrigues

Com profissionais de grande reconhecimento nacional que assinam a equipe técnica, “Arteiro em Manifesto” ganha tom cômico e ácido, permeado de teatro e comédia física. E Roberto Rodrigues idealizou o personagem impregnado dessa arte manifestada através do riso, da comunhão democrática da rua, do teatro, do circo, do encantamento da música, da transcendência do espírito pelas artes plásticas, dos questionamentos a partir da filosofia e o poder através da troca de saberes. E, por tudo isso, Arteiro em Manifesto será encenado, e transmitido, diretamente da calçada da casa do ator.

“O caos está na obra como, está em todos nós neste momento. O tempo, as políticas, os colapsos, a obra poderia muito bem se tratar de um universo distópico, porém é presente, está no presente. E é sobre esse momento de mudança que ela aponta, a necessidade de mudar. Acho que é isso”, destaca Roberto Rodrigues

Vale ressaltar que a realização de Arteiro em Manifesto só foi possível através da Lei Aldir Blanc e o incentivo do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Serviço:

Espetáculo: Arteiro em Manifesto

Data: 28 de março de 2021

Horário: 18h e 20h | duas sessões

Intérprete: Roberto Rodrigues

Gênero: Monólogo

Classificação etária: 14 anos

Capacidade: 300 participantes por sessão

Capacidade: 300 participantes por sessão

Local: Sympla/Zoom | Online e gratuito

https://www.sympla.com.br/produtor/arteiroemmanifesto?tab=proximos-eventos

Foto: Leo Bandeira

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Cultura Notícias do Jornal

Mostra virtual homenageia as mulheres no mês de março

 

A exposição virtual “Mulheres do Bembé”, que o fotógrafo Edgar de Souza realiza ao longo de todo mês de março, é uma grande homenagem às mulheres. O conteúdo da mostra foi gerado durante cobertura fotográfica dos festejos do Bembê do Mercado, a partir do ano de 2009, durante a comemoração dos 120 anos do evento. O projeto pode ser acessado gratuitamente através o site www.expomulheresdobembe.com.br.

São 26 fotos inéditas com a coautoria da produtora cultural e Ekedji, do Terreiro Ilê Axé Tokolê, Cris Santana O objetivo do projeto é reafirmar o papel das mulheres no fortalecimento da religião do candomblé através das diferentes vertentes, tais como; atuação sacerdotal, ritual, comercial e o resgate da memória cultural e a preservação dos costumes de um povo.

A festa do Bembé do Mercado é uma manifestação cultural do município baiano de Santo Amaro da Purificação, que acontece desde 1890, quando um grupo de negros, juntou-se em praça pública para celebrar a Abolição da Escravatura. E desde então, é festejado por três dias consecutivos e recebe a adesão dos terreiros de candomblé da região.

A manifestação cultural recebeu o título de Patrimônio Imaterial da Bahia em 2012, dado pelo governo do estado; e em 2019, Patrimônio Cultural do Brasil, concedido pelo Instituto Patrimonial Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O fotógrafo Edgar Souza apaixonado pela manifestação do recôncavo baiano, em 2009 realizou a mostra fotográfica “Bembé do mercado”, expondo pelas cidades de Paris (França), Luanda (Angola) e Nova Iorque (EUA): “Este ano realizo mais uma conquista em minha vida”, afirma Edgar.

O Projeto tem o apoio do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e do Centro de Culturas Identitárias-CCPI (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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Botando os blocos na rede!

 

Não está havendo o tradicional carnaval no Rio, em 2021, e nem há blocos nas ruas…  Mas quem disse que eles estão parados? Os blocos “Escravos da Mauá” e “Meu Bem Volto Já” lançam o projeto “Do Leme à Praça Mauá — Histórias e Músicas do Carnaval Carioca”, dia 12 de fevereiro, no canal do Youtube “Histórias e Músicas do Carnaval Carioca” (https://bit.ly/3qmUBUs).

Com roteiro e direção de Pedro Monteiro, a série terá 12 programas de sete a dez minutos que vão contar algumas das curiosidades dos sambas e compositores que fizeram sucesso no Carnaval da cidade dos anos 90 aos dias atuais.

Na estreia, serão exibidos dois episódios consecutivos. O projeto tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Especial de Cultura e do Ministério do Turismo por meio da Lei Aldir Blanc.

Foto: Divulgação

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Cultura

Covid-19 deixa cicatrizes expostas no meio musical

Nas primeiras semanas de imposição do isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus no país, já se observava nas redes sociais os primeiros sinais de dificuldades financeiras de músicos por não conseguir trabalhar nem numa mísera apresentação a base de couvert artístico em um bar da esquina.

A maioria deles percebia que fazer live nas redes sociais não colocaria arroz e feijão na mesa, mesmo com chapéu virtual durante a apresentação na internet, já que o espectador-internauta também vive restrição financeira.

Alguns então começaram a colocar à venda seus instrumentos musicais, por meio de rifas ou mesmo oferecendo diretamente a interessados. Com isso, poderia levantar algum dinheiro à sobrevivência, mas se desfazia de seu principal objeto de trabalho.

Esse cenário inicialmente estava restrito a músicos semiprofissionais ou ainda de carreira a consolidar-se, e com coragem de expor nas redes sociais suas inquietações com a dura realidade.

Até que o violonista, diretor, arranjador e estudioso da música brasileira Luís Filipe de Lima, com vasta e sólida carreira, em um texto publicado nas redes sociais, no dia de seu aniversário de 53 anos (24 de maio), revelou suas dificuldades financeiras e anunciou seu violão de sete cordas por R$ 12 mil, seu companheiro de décadas. O assunto ganhou a imprensa.

Dias depois, foi aberto uma campanha de arrecadação virtual para ajudá-lo. O dinheiro reunido foi além do valor proposto por Luís Filipe para vender seu instrumento de trabalho para saldar dívidas, contraídas nos últimos anos de poucos projetos musicais e a falta de perspectivas de pagá-las com a pandemia.

Foi o início do fogo no rastilho de pólvora. Outra figura, dessa vez conhecida além do meio musical, surge publicamente com dificuldades por conta do cancelamento da agenda de shows com o isolamento social imposto.

Nelson Sargento, 95 anos, personagem histórico do samba, também pede ajuda nas redes sociais. E nova campanha de arrecadação virtual é criada par mostrar que o samba “Agoniza, mas não morre”.

A cantora Aline Calixto, com cinco álbuns lançados, no dia 3 de junho anunciou em sua página na rede social que estava deixando o país. Casada com francês e mãe de filho de menos de um ano de vida, escreveu sobre a preocupação com a falta de perspectiva na música e o fato do marido ter sido dispensado do trabalho. Assim, dois dias depois desse texto embarcou à França, prometendo não deixar seus projetos aqui. “Manterei minha carreira dividida entre os dois continentes”, disse.

O fato é que o auxílio emergencial que alguns artistas conseguiram receber foi até um alento, mas a situação mostra-se grave a médio e longo prazo, principalmente por que a atividade musical tem projeção de ser uma das últimas a retornar pós-pandemia.

A apresentação musical é sinônimo de aglomeração, o que mais as autoridades de saúde pedem para não se fazer para evitar a propagação da covid-19.

Lei Aldir Blanc

O projeto de lei que libera R$ 3 bilhões, aprovado dias atrás, em auxílio financeiro a artistas e estabelecimentos culturais durante a pandemia, foi à sanção da Presidência da República.

A chamada Lei Aldir Blanc promete repassar o recurso a estados e municípios, para aplicar em caráter emergencial para os trabalhadores do setor (cita-se que o setor musical, especificamente, não é só feito de artistas e instrumentistas, mas também de produtores e enorme lista de profissionais de apoio) e subsídios para manutenção de espaços culturais, fomento a projetos e linha de crédito.

Aldir Blanc foi o primeiro nome conhecido além do meio musical (sem contar a sua relevância imensurável) a ser vitimado pelo coronavírus. Mas outros músicos se foram nesse período por conta da pandemia aqui no Brasil.

O compositor, cantor e violonista cearense Evaldo Gouveia, 91 anos, muito gravado pela velha guarda da MPB, foi um deles. Mais um que partiu, com o óbito apontando morte por coronavírus, foi compositor portelense David Corrêa, 82 anos, autor de sambas antológicos.

Carlos José, 85 anos, seresteiro de sucesso nas décadas de 1960 e 70, morreu também vítima da covid-19. Ciro Pessoa, 62 anos, que integrou o Titãs em sua primeira formação, tratava de um câncer e se foi após contrair o coronavírus.

Um dos primeiros do meio musical no Brasil a ter morte anunciada por coronavírus foram os maestros Martinho Lutero Galati, 66 anos, e Naomi Munakata, 64 anos, japonesa radicada em São Paulo. Há outros músicos de expressão local em todo o país que infelizmente faleceram de covid-19, e existem relatos também de mortes por conta da pandemia de membros de agremiações de manifestação popular, principalmente em escolas de samba, em geral localizadas em áreas de alta incidência de casos de coronavírus.

O quadro parece dramático, mas as perspectivas da música não são boas até o primeiro semestre de 2021, apesar das animadas lives que têm acontecido diariamente nas redes sociais.

Com informações da Carta Capital