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Prefeitura do Rio de Janeiro libera público nos estádios com metade da ocupação

Da Agência Brasil

O público poderá voltar aos estádios do Rio de Janeiro a partir da próxima terça-feira (21), informou a prefeitura da cidade, que liberou metade da capacidade de ocupação das arenas esportivas.

A medida exige que todos os torcedores estejam com esquema vacinal completo para acessar os estádios e ginásios esportivos. O uso de máscara e a manutenção do distanciamento serão obrigatórios.

Na capital, mais de 95% dos adultos já tomaram a primeira dose da vacina e mais de 60% concluíram o ciclo vacinal.

A prefeitura promoveu essa semana um evento teste no Maracanã no jogo entre Flamengo e Grêmio pela Copa do Brasil. Estavam autorizados a acessar o estádio cerca de 25 mil torcedores, mas o público presente foi de pouco mais de 6 mil pessoas.

A prefeitura liberou outros jogos com torcida de Flamengo e Vasco para esse fim de semana, mas a presença de público depende de posições dos conselhos técnicos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.

“Temos uma melhora muito importante no cenário da pandemia no Rio. Queda de 47% nos pedidos de internação e menos casos e óbitos. Tem fila zero de espera na rede de saúde”, justificou o secretário de saúde municipal, Daniel Soranz.

A prefeitura pretende autorizar a reabertura de boates, danceterias e salões de dança, que estão parados na pandemia, quando for alcançado o índice de 65% da população do município com esquema vacinal completo. Eles poderão funcionar com 50% da capacidade.

“Acreditamos que isso deva acontecer em 10 a 15 dias”, disse o prefeito Eduardo Paes.

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Prefeitura do Rio flexibiliza medidas de restrições com cautela

Da Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro flexibilizou algumas medidas restritivas para evitar a disseminação do novo coronavírus na cidade. Nesta sexta-feira (28), o prefeito Eduardo Paes publicou,  no Diário Oficialdo município, um decreto com regras que estão valendo até o dia 14 de junho.

Com as mudanças, a restrição de música ao vivo em bares e restaurantes foi abolida, podendo funcionar até as 23h. O consumo nos bares, lanchonetes, restaurantes, quiosques da orla e congêneres é permitido apenas para clientes sentados e o distanciamento entre as mesas que era de 2 metros passou para 1,5 m, limitado a oito ocupantes.

As aulas em grupo nas academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e condicionamento físico ficam permitidas, mas limitada a um indivíduo a cada quatro metros quadrados.

O decreto não menciona a proibição de entrada de ônibus fretados de outros municípios na cidade, antes não permitido e com exceção apenas aos veículos de linhas convencionais.

As atividades comerciais e de prestação de serviços em shopping centers, centros comerciais e galerias de lojas, museus, bibliotecas, cinemas, teatros, casas de festa, salões de jogos, circos, recreação infantil, parque de diversões, temáticos e aquáticos, pista de patinação, entretenimento, visitações turísticas, aquários, jardim zoológico, apresentações, drive-in, feiras e congressos, exposição e evento autorizado precisam atender a critérios como evitar filas, manter a capacidade de lotação máxima em 40% em locais fechados e de 60% nos abertos, além do distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os participantes.

Proibidos

Continuam sem permissão para funcionar boates, danceterias e salões de dança. Também está proibida a realização de festas que necessitem de autorização transitória em áreas públicas e particulares.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que o município tem atualmente 1,3 mil pacientes internados com covid-19, mas os pedidos de novas internações hospitalares diminuíram. Também há menos casos graves da doença nos hospitais, especialmente nas faixas etárias de pessoas que já se vacinaram. O secretário disse que, ainda assim, é preciso manter a cautela.

“O efeito da vacinação começa a aparecer com muito mais velocidade, mas ainda temos que ter cautela. É por isso que prorrogamos a maioria das medidas restritivas na cidade do Rio de Janeiro. As medidas estão colocadas e é muito importante que as pessoas continuem utilizando máscaras, evitando se aglomerar, seguindo todas as medidas de higiene, a fim de evitar a disseminação da doença, mas também das outras síndromes gripais que vão surgir no período de inverno”, afirmou, ao participar hoje (28) da apresentação do 21º Boletim Epidemiológico da prefeitura do Rio de Janeiro.

Segundo Soranz, a mudança na distância entre as mesas de bares, restaurantes e lanchonetes foi decidida porque houve redução na taxa de contágio da covid-19 na capital, mas as proteções sanitárias precisam ser respeitadas

“É necessário usar máscara, manter o distanciamento e utilizar álcool em gel. Festas e boates não estão permitidas. Em algumas exceções com envio de solicitação para a Vigilância Sanitária serão analisadas, mas a gente não autoriza nenhuma festa e não pretende autorizar nesse momento.”

Máscaras

De acordo com o secretário, a flexibilização é “tímida” porque ainda não é tempo de liberar. Segundo disse, a prefeitura montou uma série de ações para monitorar os pontos que costumam ter aglomerações na cidade. Ele afirmou que a prefeitura espera que a população cumpra o decreto e revelou que mais de 10 mil pessoas já foram multadas por não utilizar máscaras.

“A gente espera que essas multas diminuam e que  as pessoas comecem a entender o momento em que vivemos. Não dá para entender o que acontece com as pessoas que ignoram completamente os riscos de transmissão de covid e ficam sem máscaras, se aglomeram e botam a sua saúde e a saúde da população em risco”, disse Soranz.

Público em estádios

Segundo o secretário, ainda não é o momento de autorizar a presença de público nos estádios para o campeonato brasileiro. “Temos muitas pessoas internadas por covid-19″, afirmou. Ele lembrou que vários países estão liberando público em estádios, mas são países que têm uma cobertura vacinal melhor do que a do Brasil e fazem isso com protocolos muito rígidos.

“Acho que podemos pensar em caminhar para isso em algum momento, mas agora precisamos ver se os efeitos da vacina vão conseguir bloquear a entrada de novas variantes ou então bloquear o período sazonal, que é inverno.” Soranz lembrou ainda que o período de inverno é muito crítico para gripe, de maneira geral, e para a covid-19.

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Rio pode recuar se flexibilização de restrições for desrespeitada

Da Agência Brasil

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que a flexibilização das medidas restritivas no Rio de Janeiro, que entra em vigor neste sábado (24) e vai até 3 de maio, é uma transição gradual de retomada das atividades, em que é preciso ter muita cautela. O decreto com as medidas de flexibilização foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial do Município e, segundo Soranz, mantém a recomendação de se evitarem aglomerações e exposições desnecessárias. Se houver desrespeito, a prefeitura poderá recuar, disse.

O decreto inclui a liberação da prática de atividades físicas individuais e coletivas em praças, parques, praias e vias do município, de segunda a sexta-feira. A liberação vale também para espaços de uso comum em áreas particulares, inclusive quando orientadas por profissionais de educação física, desde que não se gerem aglomerações e que se respeitem medidas como o uso de máscaras faciais e o distanciamento social. Como o decreto entra em vigor amanhã, e a restrição continua para os fins de semana, a circulação nesses locais só será autorizada segunda-feira (26). A permanência nas praias continua proibida, mas os estacionamentos na orla foram liberados para todos os dias.

“Os espaços abertos e as áreas de exercício físico são essenciais para manter as pessoas saudáveis, mas é uma transição. Se houver qualquer tipo de aglomeração em bares, restaurantes e áreas de lazer, teremos que retroceder. Fica o nosso pedido para que a população use essas áreas com responsabilidade”, disse Soranz, que sugeriu o Aterro do Flamengo para a prática de esportes e de atividades físicas individuais. “Se virmos piqueniques, aglomerações, pessoas proporcionando festas, obrigatoriamente, teremos que retroceder e fechar novamente essas áreas, que são importantes para atividades físicas, mas precisam ser usadas com parcimônia”, ressaltou o secretário, durante a apresentação do 16º Boletim Epidemiológico.

O secretário municipal de Fazenda, Pedro Paulo, destacou que as áreas de lazer na orla de Copacabana e Ipanema e do Leblon continuarão fechadas nos fins de semana, porque a equipe de saúde teme que possa ocorrer transferência de pessoas que estão nas praias e resultar em aglomeração. No entanto, para a área de lazer no Aterro do Flamengo, o entendimento foi outro, diante das suas características. “Uma observação feita pela Secretaria de Saúde é que não há problema em abrir aquela área de lazer, e até é bom que as pessoas se exercitem ao ar livre”, informou Pedro Paulo no mesmo evento.

Nas academias estão permitidas aulas coletivas para até quatro pessoas, mantendo-se a restrição da ocupação total. As feiras de artes vão voltar a funcionar em qualquer dia da semana, respeitadas as regras de distanciamento e protocolos de proteção à vida já determinados.

Os bares, lanchonetes e restaurantes poderão funcionar até as 22h, com uma hora de tolerância. “A gente manteve a restrição do horário de término, mas o de início passa a funcionar de acordo com cada atividade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Chicão Bulhões.

Escalonamento

Com a liberação do horário de início das atividades de comércio e serviços, acabou o esquema de escalonamento adotado para reduzir as aglomerações nos transportes públicos. “O escalonamento contribuiu para diminuição e controle dos casos, como se tem visto pelos números, mas o transporte é um desafio que envolve não só a cidade, mas o estado também”, ressaltou Bulhões. Ele acrescentou que está sendo negociada uma composição com os trens e o metrô para reduzir as aglomerações nos transportes públicos.

Pedro Paulo lembrou que, quando o escalonamento começou, a prefeitura iniciava a intervenção no sistema de ônibus do BRT. Segundo ele, no fim do mandato anterior do prefeito Eduardo Paes, havia 400 ônibus, mas a atual administração encontrou o sistema com cerca de 120. A intenção é dobrar o número de ônibus até setembro. “Só com a reorganização das estações e a disponibilidade de ônibus, ainda que não sejam articulados, já deu muito mais fluidez ao sistema de BRT. Imaginamos que, mesmo retirando esse escalonamento do horário, as aglomerações não voltarão. Vamos monitorar isso e, se for necessário, voltamos ao escalonamento.”

Internações

O secretário de Fazenda destacou ainda que as mudanças nas liberações foram feitas com base na análise de números que mostravam diminuição na procura por atendimentos nas unidades de urgência e emergência. “Ainda que se mantenham em cerca de 1.400, 1.500 o número de pacientes internados com coronavírus, temos uma diminuição muito grande da fila de espera [por vagas]. Chegamos ao pico dessa terceira onda com 700, 800 pessoas na espera. Ontem (22) à noite, tínhamos 30 pessoas só à espera por leitos. Há segurança na decisão que a prefeitura toma de calibrar as restrições, de fazer ajustes para permitir que a atividade econômica volte aos poucos a uma nova normalidade”, afirmou.

Para o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Márcio Garcia, não é momento de fazer festa, aglomeração e de aumentar o risco de contaminação. Por isso, continua proibido o funcionamento de estabelecimentos como boates, salões de dança, casas de espetáculos, festas públicas ou particulares, rodas de samba, shows e afins. “Temos quase 5 mil óbitos no ano de 2021, 1.400 pessoas internadas neste momento. Por isso, ainda mantemos essas restrições. São necessárias, e a gente pede, mais uma vez, a colaboração da população.”

Segundo o secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale, o esquema de fiscalização não parou em nenhum momento, com a Guarda Municipal patrulhando a cidade, atenta aos chamados no telefone 1746 e fazendo ocupações para evitar aglomerações. “O monitoramento de inteligência em relação a festas e eventos clandestinos continua, embora algumas pessoas ainda não tenham entendido a gravidade da situação. Continuamos firmes na fiscalização, interditando eventos, prevenindo aglomerações. E assim seguiremos, sempre pedindo a colaboração das pessoas para cumprirem as medidas”, disse Carnevale.

Novas variantes

Conforme os dados da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade do Rio de Janeiro registrou 197 moradores contaminados com variantes do coronavírus. Predomina na cidade a variante P1, mais conhecida como a de Manaus,mas já houve oito identificações da variante B.1.1.7, relacionada ao Reino Unido. Segundo Márcio Garcia, a conclusão é que eles se infectaram na cidade do Rio de Janeiro, não fizeram nenhuma viagem, nem tiveram contato com nenhum viajante no processo de infecção.

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Rio faz 771 autuações no 1º dia de novas medidas de flexibilização

Da Agência Brasil

A prefeitura do Rio registrou 771 autuações no primeiro dia de fiscalização das novas medidas de flexibilização que valem até o dia 19 deste mês, dentro do novo decreto que entrou em vigor ontem (9). Foram realizadas pelas equipes de fiscalização, multas e interdições a estabelecimentos, infrações sanitárias, multas de trânsito, reboques e apreensões de mercadorias. No período, foram aplicadas 45 multas a bares, restaurantes e ambulantes e 24 estabelecimentos foram fechados.

Durante ação da Secretaria de Ordem Pública (Seop), os fiscais foram mobilizados para atender denúncia de aglomeração na Rua Professor Álvaro Rodrigues, em Botafogo, na madrugada deste sábado (10). Os guardas municipais do Grupamento de Operações Especiais (GOE) apreenderam cinco máquinas caça-níqueis em um bar. Além disso, 50 mesas e cadeiras foram apreendidas e o responsável foi conduzido para a delegacia policial no bairro de Botafogo para prestar esclarecimentos. O bar foi interditado pela Vigilância Sanitária.

Os comboios de fiscalização atuaram em diversos pontos da cidade, entre eles a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Botafogo, Guadalupe, Irajá, Santa Cruz, Taquara, Campinho, Curicica, Guaratiba, Ricardo de Albuquerque, entre outros.

Veja como foi uma das atuações da Seop

Decreto

A partir de sexta-feira, (9), entrou em vigor o Decreto nº 48.706, que flexibilizou parte das medidas de restrição na cidade. Com isso, bares, lanchonetes, restaurantes, quiosques da orla e congêneres podem funcionar até as 21h, sendo permitido o consumo apenas para clientes sentados às mesas. Após este horário, eles terão tolerância de 1h para efetivo encerramento do atendimento.

Os clubes sociais e esportivos podem funcionar até as 21h, condicionado o acesso às áreas de lazer e recreação somente a partir das 11h. Museus, galerias, bibliotecas, cinemas, teatros, casas de festa, salas de apresentação, salas de concerto, salões de jogos, circos, recreação infantil, parques de diversões, temáticos e aquáticos, pistas de patinação, atividades de entretenimento, visitações turísticas, exposições de arte, aquários e jardim zoológico podem funcionar entre as 12h e as 21h.

Outras restrições foram mantidas pelo novo decreto, como a proibição da permanência na areia das praias, o estacionamento na orla e o funcionamento de boates, casas de espetáculos, festas públicas, particulares e afins.

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Rio de Janeiro flexibiliza medidas restritivas, mas mantém praias fechadas

A prefeitura do Rio de Janeiro decidiu flexibilizar algumas medidas restritivas a partir de sexta-feira (9), para o retorno do funcionamento de algumas atividades na cidade. Porém, as praias seguem fechadas, sem permitir a entrada de banhistas, ocupação de areias por barraqueiros e ambulantes. Devido a essa decisão, o prefeito Eduardo Paes anunciou a renovação de ajuda à categoria, com o pagamento de um novo auxílio no valor de R$ 500. 

As medidas implementadas terão validade até o dia 19, quando uma nova rodada de debates será feita entre a prefeitura e a saúde.  

A mudança permite o funcionamento presencial de bares e restaurantes até as 21h. Além do fechamento das praias, parques e cachoeiras seguem a mesma restrição. Os órgãos de administração pública seguem funcionando de 8h às 17h, conforme anteriormente. O comércio, por sua vez, que era considerado não essencial e estava fechado, poderá funcionar de 10h às 18h. Os quiosques da orla das praias poderão funcionar no mesmo horário de bares e restaurantes.

Lugares de lazer, como cinema, bibliotecas, pontos turísticos, circos, salões de jogos e demais atividades de prestação de serviço ficam abertas das 12h às 21h. Academias e serviços considerados essenciais seguem com a mesma regra de distanciamento controlado e de funcionamento.

Boates, festas privadas ou públicas, rodas de samba e casas de espetáculos continuam suspensas até a nova mudança no decreto. A permanência nas vias e áreas públicas ainda está limitada no período de 23h às 5h. A circulação para locomoção não é proibida.

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O feriadão não deu certo

 

Por Claudia Mastrange

As medidas  restritivas definidas pelos governos estadual e municipal  no Rio estão longe de mostrar os resultados positivos tão urgentes e necessários nessa pandemia. No momento em que o Rio enfrenta o pior dos cenários em termos de contaminação e mortes – com recorde de 387 óbitos no estado em 24 horas, registrado no dia 1º de março – as decisões tomadas em meio a um impasse entremeado por interesses políticos ficaram com sua execução no meio do caminho. E ainda abrem brechas para o abuso de autoridade.

Comércio de rua, shoppings e instituições públicas fechadas, mas bancos abertos. Praias mais vazias, mas o transporte público lotado, como sempre. E pior: inicialmente houve absurda diminuição da frota, sendo que boa parte da população  precisava seguir sua rotina de trabalho, já que a indústrias e empresas em delivery, por exemplo,  continuam com suas atividades.  Já o tiozinho que vende bananas em sua banquinha de caixote não pode tirar seu já escasso sustento e ainda corre o risco de ser autuado,

Em meio a muito conflito de informações – já que o estado optou por um decreto mais flexível (como manter comércio aberto, por exemplo) e a prefeitura determinou medidas mais rígidas – unida ao comportamento  inconsequente e que muitos já vinham adotando, como circular sem máscara, a prefeitura  fez mais de 6 mil autuações e interditou 58 estabelecimentos por descumprirem as medidas de prevenção. O balanço foi divulgado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública.

Entre as irregularidades, estão multas e interdições a estabelecimentos, infrações sanitárias, multas de trânsito, reboques e apreensões de mercadorias. Além dos estabelecimentos interditados, houve 432 casos de multa contra bares, restaurantes ou vendedores ambulantes.

Somente  no último dia 31 de março, foram dez estabelecimentos fechados e 61 multas aplicadas. O total de autuações em um dia chegou a 1.031.

Os bancos permanecem abertos na chamada pausa emergencial (Foto:Reprodução)

Publicado no Diário Oficial em 22 de março, o decreto nº 48.644 estabeleceu o fechamento dos serviços não essenciais por dez dias, contados a partir de 26 de março.  Em 2 de abril, o prefeito Eduardo Paes  anunciou que as restrições continuam valendo até o dia 9 de abril. Apenas escolas, municipais e particulares, estavamo autorizadas a retomar sua atividades presenciais. No entanto, decisão do Tribunal de Justiça, divulgada no domingo (04/04) manteve as aulas suspensas. O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha informou que vai recorrer. Ou seja: mais um impasse para o cidadão dar conta.

Até o dia 9, então abril, bares e restaurantes podem funcionar apenas com entregas em domicílio e nos sistemas take away e drive-thru. Além disso, segue proibida a permanência na areia das praias, o estacionamento em toda a orla marítima e a entrada de ônibus de fretamento no município.

Desde o primeiro dia de validade para as medidas de restrição,no entanto,  as aglomerações continuaram acontecendo.  Rio e Niterói registraram aglomerações nos terminais rodoviários e nas principais estações do BRT. Na manhã da segunda-feira (29), quarto dia de decreto, os passageiros reclamavam da demora dos ônibus que saíam da zona oeste e seguiam para a região do centro da cidade. No BRT, os usuários reclamavam das longas filas que se formavam nas estações.

Comércio com as lojas fechadas no Centro do Rio (Foto ABr)

No Terminal de Madureira, na zona norte do Rio, o tempo de espera chegou a ser mais de 30 minutos, segundo  passageiros.  Havia demora de chegada dos articulados do corredor  e os poucos ônibus que chegavam saíam do terminal lotados e com muitos passageiros sem máscara.

Nos trens, segundo a SuperVia, os passageiros tiveram algum alívio, pois, no pico matinal, até as 9h, a concessionária registrou queda de 32,1% de clientes em relação à segunda-feira passada, no mesmo período. O percentual, segundo a SuperVia, representa cerca de 36 mil passageiros a menos no sistema.

O MetrôRio também informou, o dia 29, ter registrado  redução no fluxo de passageiros nas linhas 1, 2 e 4 de 72%  no horário da manhã. Isso em comparação com o dia da semana equivalente de uma operação regular, quando não havia pandemia. De acordo com o Metrô Rio não houve redução da frota, que mantém nos horários de pico os mesmos intervalos praticados no período pré-pandemia, apesar da redução da demanda diária de passageiros.

Ônibus com 40% da frota em funcionamento: fora de lógica

Ao logo da semana, porém, era visível que,  enquanto órgãos fundamentais como a instâncias de Justiça ficaram sem funcionamento e  comerciantes amargavam prejuízos – alguns tentando driblar as determinações e abrindo à meia porta- , o transporte continuou sendo o calcanhar de Aquiles e segue fora do controle das autoridades.  Até porque, foi um contrassenso autorizar o funcionamento de apenas 40% da frota de ônibus.

Os empresários alegaram prejuízo para diminuir os carros em circulação. Mas o fato é que muita gente continuou trabalhando nesses dias.  E agora, diante das imagens amplamente divulgadas pela imprensa e quase no fim da pausa, a prefeitura anunciou que a frota aumentaria para 80%. Em Niterói  a Justiça determinou  que a frota operasse integralmente.

Na prática,  ao longo da semana muito pouco havia mudado, enquanto a fila de espera nas UTIs segue aumentando. A imprensa flagrou muita gente nas praias, como a do Vidigal, onde banhistas jogavam altinho na beira do mar. Em Pilares, na Zona Norte da cidade, o comércio estava aberto. No Terminal Alvorada, os ônibus saíam lotados e as filas nos pontos de ônibus  eram longas em bairros como Del Castilho, na Zona Norte da cidade.

Agora, as medidas são estendidas, mas as escolas vão voltar a funcionar, e certamente o fluxo de pessoas nas ruas aumentará. Por tudo isso, as medidas restritivas se tornaram um grande ponto facultativo que só favoreceu ao funcionário público e prejudicou a grande maioria dos trabalhadores. Ou o lockdown é completo e engloba tudo, ou torna-se inútil, não é eficaz. Mais uma bola fora das autoridades públicas.

Fotos Reprodução

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Prefeituras do Rio e Niterói vão fechar escolas, bares e restaurantes durante 10 dias

As prefeituras do Rio de Janeiro e Niterói divulgaram nesta segunda-feira (22) novas medidas restritivas que incentivam o isolamento da população para tentar conter o avanço da covid-19. Durante 10 dias, entre 26 de março e o Domingo de Páscoa (4 de abril), as duas cidades seguirão o “superferiado” anunciado pelo Governo do RJ, e somente estabelecimentos comerciais considerados essenciais vão poder funcionar. [Confira abaixo o que poderá e o que não poderá funcionar]

Apesar de seguirem o superferiado do governo estadual, as duas prefeituras anunciaram uma decisão divergente: enquanto o govenador em exercício Cláudio Castro (PSC) disse que os municípios não vão poder manter bares e restaurantes fechados no período, Rio e Niterói decretaram fechamento dos estabelecimentos durante os 10 dias, só podendo funcionar no esquema drive thru ou entrega.

As prefeituras ainda anunciaram fechamento de escolas e creches. Além disso, nesse período permanece valendo o toque de recolher – a permanência de pessoas na rua fica proibida entre 23h e 5h.

As duas prefeituras ainda anunciaram que jogos de futebol e outros eventos esportivos ficam proibidos e disseram que levaram em consideração para adotar as medidas os aumentos de casos, óbitos, atendimentos hospitalares e utilização de leitos da rede pública nos últimos dias.

As medidas, conforme os prefeitos Eduardo Paes e Axel Grael, são uma tentativa de desafogar o sistema de saúde foram tomadas depois de reunião conjunta com os comitês científicos.

Os serviços de saúde, como as clínicas da família e os hospitais municipais e particulares, funcionarão normalmente, incluindo a vacinação contra a Covid-19.

Foi determinado teletrabalho para servidores e empregados públicos (com exceção de serviços essenciais) e incentivo ao teletrabalho em empresas e outros serviços privados. A prática de atividades físicas individuais em praças, parques e logradouros do município, bem como nos espaços abertos de uso comum em áreas particulares está liberada, desde que não gere aglomerações e atenda às medidas de proteção à vida.

“Nenhum de nós toma essa decisão feliz ou por prazer. Fizemos mais por necessidade e ouvindo a ciência. Entendemos as dificuldades sociais e econômicas, mas as medidas são necessárias, é para a preservação de vidas”, disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

“Nossas cidades não são ilhas e sofrem com a falta de ações das cidades vizinhas. Estamos vivendo o momento mais crítico dessa pandemia, nos preocupa demais, as coisas estão acontecendo rápidas demais. As medidas são necessárias”, declarou o prefeito de Niterói, Axel Grael.

O que está proibido de 26 de março a 4 de abril?

  • A permanência de pessoas em vias públicas das 23h às 5h;
  • Atendimento presencial de bares, lanchonetes, restaurantes e quiosques
  • Museus, teatros, cinemas, galerias, casas de espetáculo e bibliotecas;
  • Boates, casas de festa e similares
  • Salões de cabeleireiro, institutos de estética e beleza;
  • Clubes sociais, esportivos e de lazer;
  • Parques de diversão e circos;
  • Comércio não essencial;
  • Funcionamento presencial de creches, escolas e universidades;
  • Feiras, exposições, congressos e seminarios;
  • Concessão de autorizações para eventos e atividades transitórias em áreas públicas e particulares.

O que fica permitido?

• Lanchonetes, restaurantes e bares: exclusivamente para entrega em domicílio, take away e drive-thru, sendo proibido o atendimento presencial e a permanência de público no interior do estabelecimento.

• Serviços de comércio de alimentos e bebidas, como açougues e peixarias supermercados, hortifrutigranjeiros, padarias, lojas de conveniência e outros, sendo proibido o consumo no local e recomendada a ampliação do horário de funcionamento.

• Serviços assistenciais de saúde, farmácias e comércio de equipamentos médicos e suplementares e óticas

• Assistência veterinária, serviços e comércio de suprimentos para animais.

• Comércio de materiais de construção, ferragens e congêneres.

• Estabelecimentos bancários e lotéricos, instituições de crédito, seguro, capitalização, comércio e administração de valores imobiliários e serviço postal.

• Comércio atacadista e a cadeia de abastecimento e logística.

• Feiras livres e móveis.

• Bancas de jornal, sendo proibida a exposição à venda e a comercialização de bebidas alcoólicas.

• Comércio de combustíveis e gás.

• Serviço de mecânica e comércio de autopeças e acessórios para veículos e
bicicletas, além de serviços de locação de veículos.

• Hotelaria e hospedagem, com o funcionamento de serviços de alimentação restrito aos hóspedes.

• Transporte de passageiros.

• Atividades industriais e obras de construção civil.

• Serviços de entrega em domicílio.

• Serviços de telecomunicações, teleatendimento e call center.

• Serviços funerários.

• Serviços de lavanderia.

• Outras atividades que não admitam paralisação.

Decreto

Na última sexta-feira (19), a Prefeitura do Rio publicou no Diário Oficial o Decreto nº 48.641, ampliando as medidas restritivas de proteção à vida. No último fim de semana, foram fechadas as praias e áreas de lazer, assim como houve a proibição do estacionamento em toda a orla marítima e a entrada de ônibus de fretamento no município. Algumas medidas deste decreto ficam mantidas, como:

• Eventos e festas em áreas públicas e particulares, incluindo rodas de samba.

• A permanência de indivíduos nas areias das praias, em qualquer horário.

• A entrada de ônibus e demais veículos de fretamento no município, como ônibus de turismo, exceto aqueles que prestem serviços regulares para funcionários de empresas ou para hotéis, cujos passageiros comprovem, neste caso, reserva de hospedagem.

• O estacionamento de veículos automotores em toda a orla marítima, exceto para os moradores, idosos, pessoas com deficiência, hóspedes de hotéis e táxis.

• A utilização das pistas de rolamento das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica e de ambos os sentidos das pistas de rolamento do Aterro do Flamengo como áreas de lazer.

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Praias proibidas no Rio

 

Novas medidas publicadas hoje no Diário Oficial determinam a proibição do acesso às praias para conter o avanço da Covid na cidade. A decisão faz parte do pacote de medidas restritivas implementadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro e está sendo explicada em entrevista coletiva à imprensa pelo Prefeito Eduardo Paes, nesta sexta-feira (19).As regras se somam às do decreto publicado há uma semana e, a princípio, valem somente para este fim de semana — da 0h de sábado (20) até as 5h de segunda-feira (22).

Proibições:

  • Ficar na areia da praia;
  • Praticar esportes na praia;
  • Tomar banho de mar;
  • Comércio e serviços na praia, incluindo ambulantes;
  • Entrada de ônibus e vans fretados na cidade, exceto de hotéis;
  • Estacionar na orla.
Prefeito Eduardo Paes anuncia novas medidas restritivas: praias e ônibus fretados estão proibidos (Foto: Reprodução TV)

Quiosques podem abrir normalmente, mas as ás áreas de lazer da orla não vão funcionar no domingo.. É proibido permanecer nas areias em qualquer horário, inclusive para a prática de esportes, o banho de mar e o exercício de qualquer atividade econômica, como o comércio ambulante.

A entrada de ônibus e outros veículos de fretamento na cidade também está proibida, com a exceção dos que prestam serviços regulares para os funcionários de empresas ou para hotéis. Neste último caso, os passageiros devem confirmar a reserva de hospedagem.

Fica proibido também  estacionar na orla, exceto para os moradores, idosos, portadores de necessidades especiais, hóspedes de hotéis e táxis.

As áreas de lazer nas pistas das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica, além do Aterro do Flamengo, também estão suspensa.

Foto: Tomaz Silva/ABr

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Prefeitura do Rio anuncia restrições à circulação em via pública e proíbe quiosques e eventos

 

A Prefeitura do Rio publicou no Diário Oficial, nesta quinta-feira (4)  a determinação de novas medidas restritivas para tentar conter o avanço da Covid-19 no município. A partir de amanhã, 5 de março, fica proibido permanecer em espaços públicos e praças entre 23h e 5h . A circulação será permitida. Quiosques, bares e feiras de artesanato estão proibidas de funcionar. As medidas valem até 11 de março.

De acordo com o prefeito Eduard Paes, aumentos dos atendimentos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave foram determinantes para a adoção de regras mais rígidas na capital. “Todas as medidas que anunciamos hoje tem um objetivo principal de evitar que se repita em 2021 o genocídio de 2020 na cidade do Rio de Janeiro”, disse Paes durante coletiva nesta manhã.

Bares e restaurantes só poderão abrir das 6h às 17h, e com 40% de ocupação, inclusive em shoppings centers. Não será permitido o funcionamento de qualquer atividade comercial e de prestação de serviços nas praias, incluindo o comércio ambulante e os quiosques; assim como eventos, festas e rodas de samba.

Fotos: Reprodução TV