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Salário mínimo para 2021 ficará em R$ 1.067

A queda da inflação fez o governo reduzir o reajuste do salário mínimo para o próximo ano. Segundo o projeto do Orçamento de 2021, enviado  ao Congresso, o mínimo subirá para R$ 1.067 em 2021.

O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, enviado em abril,  fixava o salário mínimo em R$ 1.075 para o próximo ano. O valor, no entanto, pode ser revisto na proposta de Orçamento da União dependendo da evolução dos parâmetros econômicos.

Segundo o Ministério da Economia, a queda da inflação decorrente da retração da atividade econômica impactou o reajuste do mínimo. Em abril, a pasta estimava que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerraria 2020 em 3,19%. No projeto do Orçamento, a estimativa foi revisada para 2,09%.

A regra de reajuste do salário mínimo que estabelecia a correção do INPC do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) de dois anos antes perdeu a validade em 2019. O salário mínimo agora é corrigido apenas pelo INPC, considerando o princípio da Constituição de preservação do poder de compra do mínimo.

 

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Economia

China registra primeira queda no PIB desde 1992 por conta da pandemia

O Produto Interno Bruto (PIB) da China caiu 6,8% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (17) pelo gabinete de estatísticas do governo.

Essa é a primeira queda para um período de três meses na economia chinesa desde 1992, quando o país passou a produzir estatísticas trimestrais. Na comparação com o último quarto de 2019, o desempenho negativo foi de -9,8%.

Os resultados se devem à pandemia do novo coronavírus, que manteve dezenas de milhões de pessoas sob quarentena no país durante cerca de dois meses e afetou o comércio internacional.

A produção industrial na China caiu 1,1% em março, quando as autoridades começaram a relaxar o isolamento, após ter despencado 13,5% no bimestre janeiro-fevereiro.

Segundo Mao Shengyong, porta-voz do gabinete de estatísticas, a economia chinesa manterá uma “recuperação estável” e a “tendência para cima vista em março”.

Ainda de acordo com os dados, as vendas no varejo caíram 15,8% em março, indicando leve melhora em comparação com o bimestre janeiro-fevereiro, que registrou uma queda de 20,5%. Já o investimento em ativos diminuiu 16,1%.

Com informações da Ansa

Foto: Fotos Públicas

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Mônica Freitas | Ética e Cidadania

A economia do mundo nas mãos dos médicos 

O impacto da pandemia causada pelo covid-19, o coronavírus, que teve início em dezembro do ano passado na China, tem causado perdas significativas em vários setores na atividade econômica: desde empresas aéreas e de turismo, indústrias e fábricas até taxas de câmbios, commodities e bolsas de valores. Sendo a China responsável por um terço das manufaturas do mundo e a primeira em exportações de bens de consumo, pode-se imaginar que a paralisação de algumas de suas fábricas, como medida de contenção da doença, provoca taxas de crescimento mais baixas da economia global e consequente diminuição do PIB.

No entanto, há o outro lado da questão a ser considerado. Ocorre junto a isso a queda da densidade de dióxido de nitrogênio lançado na atmosfera e a diminuição do consumo talvez desenfreado de bens de consumo. Não quero dizer com isso que a tal epidemia seja um mal necessário, mas parece certo dizer que toda e qualquer situação de calamidade, por que passa a humanidade, constitui uma oportunidade, ainda que sofrida, de rever certos valores e curar certos desequilíbrios, os quais têm se tornado crônico no corpo orgânico de nosso planeta.

Para além de tais considerações, é interessante notar o fato, talvez irônico, de que não existe no mundo líder político poderoso ou grande conglomerado financeiro ou moeda de câmbio forte que possa salvar a economia de um possível colapso senão os profissionais da saúde. Diante disso somente nos resta uma pergunta: por que então investimos tão pouco em saúde e educação?