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UERJ classifica como “estapafúrdia” proposta de deputado de extinguir instituição

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) classificou como “estapafúrdia” a proposta do deputado estadual bolsonarista Anderson Moraes (PSL) de acabar com a instituição. O projeto de lei que pede a extinção da Universidade foi protocolado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e causou muita polêmica, mas foi descartado pelo presidente da Casa, André Ceciliano (PT), na quarta-feira (26).

Em nota divulgada nesta quinta-feira (27), o reitor da instituição, Ricardo Lodi Ribeiro, disse que é com grande satisfação e alívio que a universidade recebeu a decisão da presidência da Alba de sequer colocar em discussão “a estapafúrdia proposta de extinção da Uerj”

“Além de violar a Constituição do Estado, a proposta ignora a extrema importância da Universidade para a população fluminense, que conta com ensino público e gratuito, inclusivo e de qualidade, assim como uma estrutura de pesquisa de ponta, que nos colocam nas primeiras posições dos rankings nacionais e estrangeiros. E também na extensão: nossa Instituição é, hoje, a principal agência de políticas públicas estaduais, além de referência na saúde e, em especial, no combate à Covid-19, por meio do atendimento a pacientes de alta e média complexidade, testagem e vacinação da população fluminense”, diz trecho de nota.

A universidade ainda afirmou que, “fracassada no nascedouro, a tentativa de extinguir a Uerj revela a existência de setores da sociedade, com representação política, que empreendem uma guerra cultural contra a ciência, baseada no irracionalismo irresponsável, cujos resultados já são sentidos pelo povo brasileiro na sabotagem ao enfrentamento da Covid-19”.

“Atacar a Uerj é uma forma vil de suprimir os direitos do enorme contingente de pessoas que têm suas vidas transformadas pela atuação da Universidade. O saldo do lamentável episódio é a fantástica rede de solidariedade que se formou na defesa de nossa Universidade entre parlamentares, reitores de outras instituições, trabalhadores da educação, estudantes e sociedade em geral. Agradecemos a cada pessoa e entidade que se ergue em solidariedade à Uerj e ao seu exitoso projeto de 70 anos de educação superior pública, gratuita, referenciada socialmente, laica e de excelência. A Uerj é grandiosa e um patrimônio do povo brasileiro. A Uerj não será extinta porque ela muda a vida das pessoas para sempre!”, concluiu a universidade.

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Somos todos iguais

O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, usou seu perfil no Twitter para atacar a cantora Alcione. A postagem foi feita em forma de “resposta” a um comentário da cantora durante uma apresentação ao vivo.

Alcione, vê se enxerga! Admiro Jessye Norman, umas das maiores cantoras de ópera da história da música, não uma barraqueira que incita ao crime e à violência contra um negro que tem opiniões próprias. Desprezo suas declarações, assim como sua insuportável ‘música’!

Sérgio Camargo, via Twitter

Após o ataque de Camargo, que também se referiu ao trabalho da artista como “insuportável música”, personalidades da classe artística se mobilizaram e saíram em defesa de Alcione, que também s e pronunciou nas redes sociais informando que não irá responder Camargo.

 

“A gente vê tanto sofrimento. Você vê os negros americanos naquela batalha, por causa daquele senhor que morreu com aquele filha da mãe com o joelho nele. A gente vê as coisas que acontecem no Brasil, com bala perdida e tudo. Então a gente vê uma pessoa da nossa cor falando uma besteira daquelas, tenho vontade de arrancar da televisão e encher de porrada para virar gente”.

Nosso profundo respeito à artista, cantora e mulher que se tornou Alcione!