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PF apreende cerca de R$ 7 milhões dentro de malas em Búzios

Policiais federais apreenderam cerca de R$ 7 milhões em Búzios, no momento em que que seriam embarcados em um helicóptero com destino a São Paulo, nesta quarta-feira (28).

O dinheiro, que estava acondicionado em três malas de viagem, seria levado para São Paulo por um casal que afirmou trabalhar em uma empresa especializada em criptoativos, com sede em Cabo Frio/RJ e em outras cidades do Brasil.

Os empregados da empresa, que estavam na posse dos valores, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, mas não souberam explicar a origem do dinheiro.

Um inquérito policial foi instaurado para continuidade das investigações.

PF encontrou dinheiro antes das malas serem embarcadas em helicóptero. (Foto: Divulgação/PF)
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Polícia Federal combate fraudes em universidade federal do Rio

Da Agência Brasil

Policiais federais cumprem hoje (20) nove mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fraudar contratos na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Os mandados foram expedidos pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio, nas cidades do Rio, Saquarema e Rio Bonito.

Segundo a Polícia Federal (PF), investigações constataram indícios da prática de direcionamento e superfaturamento em contrato firmado com empresa especializada na prestação de serviços continuados de operação, manutenção preventiva, corretiva e emergencial.

O material apreendido na Operação Predestinado será periciado e usado para aprofundar as investigações. A Agência Brasil entrou em contato com a UniRio e aguarda um posicionamento da universidade.

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A central judiciária do esquema criminoso

 

Por Claudia Mastrange

Os escândalos de corrupção não param no Rio de janeiro. No último dia 2 de março, quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) foram presos pela Polícia Federal na Operação Mais Valia. É um desdobramento da Operação Tris in Idem, que culminou com o afastamento do então governador do RJ Wilson Witzel, em agosto de 2020 , em meio à crise dos gastos absurdos e fraulentos do governo com a pandemia.

O Ministério Público Federal (MPF) apura o pagamento de vantagens indevidas aos magistrados que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso supostamente instalado no governo Witzel. O ex-magistrado teria recebido R$ 554,2 milhões em propina, por meio do escritório de advocacia de sua mulher, Helena Witzel.

Os desembargadores Antônio Carlos de Azevedo Rodrigues, Fernando Antônio Zorzenon da Silva, José da Fonseca Martins Junior e Marcos Pinto da Cruz foram levados para o presídio de Benfica, na Zona Norte o Rio, após a megaoperação da PF, que cumpriu 11 mandatos de prisão no total. No dia seguinte, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ decidiu manter a prisão preventiva do quarteto. De acordo com o STJ, a Corte Especial “referendou as prisões determinadas ontem pela ministra Nancy”.

Na sequência, o Tribunal Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) decretou , no dia 4 e março,  o afastamento cautelar dos quatro desembargadores e um juiz alvos da operação A decisão aconteceu numa sessão extraordinária telepresencial. Por unanimidade, foi decretado o afastamento cautelar, por tempo indeterminado não inferior a 90 dias, dos 4 desembargadores, além do juiz do trabalho Múcio Nascimento Borges.

A engrenagem da propina

De acordo com a  denúncia do MPF, firmas pagavam para a quadrilha para serem incluídas no Plano Especial de Execução da Justiça do Trabalho fluminense. O objetivo era conseguir com que o governo do estado pagasse valores devidos. O inquérito cita pelo menos sete empresas: Pró-Saúde, Átrio Service, MPE Engenharia e quatro consórcios de transporte: Transcarioca, Santa Cruz, Intersul e Internorte.

Witzel foi novamente denunciado no dia 2 de março. É a quarta denúncia da PGR contra o ex-juiz federal, que responde a um processo de impeachment em um Tribunal Especial Misto. O STJ prorrogou o afastamento dele por um ano ao aceitar a denúncia do MPF e torná-lo réu.

De acordo com os investigadores, o desembargador Pinto da Cruz era o principal articulador da organização criminosa que recebia vantagens ilícitas de empresas que prestavam serviço para o poder público. Ele foi preso em casa, uma mansão no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio.

Desembargador Pinto da Cruz é apontado, de acordo com as investigações, como o líder do grupo. (Foto Reprodução)

Os mandados foram expedidos pela ministra do Superior Tribunal de Justiça  (STJ)) Nancy Andrighi, a pedido da Vice-Presidência da Procuradoria-Geral da República (PGR).  Em nota, o TRT ressaltou “seu compromisso com a legalidade” e informou estar “à disposição das autoridades no que for necessário para auxiliar nas investigações que levem ao total esclarecimento dos fatos”.

Quadrilha operava desde o governo Pezão

De acordo com o as investigações da Operação Tris in Idem, o  TRT era um dos três núcleos do esquema de corrupção no governo Witzel. Três dias após o afastamento do então governador, em  1º de setembro do ano passado, o desembargador Marcos Pinto da Cruz, de 58 anos foi afastado das funções administrativas do TRT.

Segundo a PGR, o objetivo desse grupo era beneficiar Organizações Sociais (OSs) que tinham valores a receber do estado por serviços prestados em anos anteriores, os chamados “restos a pagar”.  As OSs, acreditam os procuradores, também seriam beneficiadas com a aceleração de processos trabalhistas para obtenção da certidão negativa de débitos. Esse documento permite que as OSs voltem a firmar contratos com o poder público.

As investigações mostram que, para participar do esquema, as OSs teriam que fazer pagamentos disfarçados de honorários advocatícios a escritórios apontados pela irmã do desembargador, a advogada Eduarda Pinto da Cruz.

E os números claro, vão às alturas. Nada menos que cerca de R$ 8,5 milhões de propina forma pagos aos desembargadores, a Witzel e os advogados envolvidos no esquema criminoso, segundo a denúncia da PGR . A quadrilha desviava recursos destinados ao pagamento do salário de trabalhadores da saúde do Estado do Rio,

Todas as investigações tiveram como ponto de partida a delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos.  Os autos detalham inclusive a função de cada desembargador no suposto esquema criminoso e cita como ponto em comum o fato de eles usarem familiares  para operar o recebimento de propina.

Vale destacar que, de acordo com as investigações, a ‘central judiciária’, já operava bem antes do governo Witzel. A PGR concluiu que o esquema já funcionava a todo vapor em 2017, na gestão do ex-governador Luís Fernando Pezão.

Agora, na era Witzel, os registros de visitas do Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador, apreendidos na Operação Placebo, confirmam dois encontros entre Cruz e o ex-juiz. Mensagens interceptadas pelos investigadores apontam que o desembargador chegou a se autodeclarar um “soldado” do governador afastado.

Mais uma decepção para o povo do Rio de Janeiro: ver que o exército  de autoridades que deveria estar lutando pelo bem comum, se intitula ‘soldado’ de um batalhão de criminosos corruptos. Roubalheira, ética no chão, descaso com os bens e serviços públicos em todas as áreas, da Saúde, ao Transporte, passando pela Segurança, Educação e tantas outras. Que os criminosos paguem por seus crimes, pois a impunidade há anos validou o caos vergonhoso que as autoridades que comandam o estado estabeleceram. É hora do basta.

Fotos: Reprodução

 

 

 

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Polícia Federal e MP cumprem mandado de busca  contra desembargadores do TRT do Rio

 

 

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) cumprem hoje (2) onze mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão contra suspeitos de participação em uma organização criminosa que atua junto ao governo do estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos da operação Mais Valia estão desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/1ª Região).

Também são investigados o governador afastado do Rio, Wilson Witzel, e advogados ligados a ele.

A operação Mais Valia investiga o pagamento de vantagens indevidas a desembargadores para que integrantes do esquema criminoso fossem beneficiados.

Denúncia contra Witzel

Witzel foi afastado do cargo de governador em agosto do ano passado, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o MPF, o governador afastado foi denunciado três vezes ao STJ por suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção, entre eles, o desvio de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia de covid-19.

Ainda de acordo com o MPF, a primeira denúncia já foi recebida por unanimidade pelos ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Witzel nega as acusações e diz que é vítima de perseguição política.

Foto: ABr

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Hospital de Bonsucesso: depoimentos e mais mortes

No último dia 9 de novembro, a Polícia Federal começou a ouvir as primeiras pessoas que estavam envolvidas diretamente no pronto-atendimento do incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, que aconteceu em 27 de outubro. Além do diretor da unidade federal, Dr. Edson Joaquim Santana, funcionários como seguranças, médicos e enfermeiros também vão comparecer à Superintendência da PF, no Centro do Rio, para dar sua versão dos acontecimentos.

Até o momento, 16 pessoas mortes foram confirmadas após a transferência da unidade, cujo incêndio, segundo o Corpo de Bombeiros,  se iniciou no almoxarifado do prédio 1 que, assim como o prédio 2, continuava interditado. Alguns procedimentos voltaram a ser realizados em outros prédios do complexo, como consultas laboratoriais, sessões de quimioterapia, entrega de medicamentos oncológicos, realização de exames, retirada de resultados e doação de sangue. Permanecem suspensos emergências, cirurgias, internações, hemodiálise e exames de imagens.

 

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PF faz operação contra pagamento de propina a policiais no Rio

A Polícia Federal (PF) faz hoje (15) operação contra um esquema de pagamento de propina por empresários a policiais em troca de proteção em investigações. Estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão.

Essa é a segunda fase da operação Tergiversação, desencadeada em 2019, que investigou a cobrança por policiais federais de propinas a investigados nos inquéritos Titanium (de fraudes envolvendo o plano de saúde dos Correios) e Viupostalis/Recomeço (de fraudes envolvendo o Postalis, fundo de pensão dos Correios).

O esquema de corrupção envolvia um delegado e um escrivão do Núcleo de Repressão a Crimes Postais da Delegacia Federal de Repressão a Crimes contra o Patrimônio (Delepat) do Rio de Janeiro.

Na operação de hoje, os alvos são outros empresários que participaram do esquema de pagamento de propinas aos agentes públicos e advogados que atuaram como intermediários das cobranças das propinas. De acordo com a PF, também são alvos servidores públicos federais e estaduais.

Ainda segundo a PF, as vantagens indevidas recebidas pelos integrantes da organização criminosa giram em torno de R$ 10 milhões.

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PF faz ação contra suposta fraude em compra de respiradores em Japeri

Policiais federais cumpriram hoje (6) cinco mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga irregularidades na compra de respiradores para tratamento de covid-19 pela Secretaria Municipal de Saúde de Japeri, no estado do Rio de Janeiro. A operação Apneuse também cumpriu um mandado de afastamento de função pública.

Segundo a Polícia Federal, os respiradores comprados pela secretaria eram obsoletos e foram adquiridos a preços superfaturados. O prejuízo estimado das supostas fraudes aos cofres públicos é de R$ 2 milhões.

As investigações começaram em junho deste ano, com o apoio do Ministério Público Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti e estão sendo cumpridos nos municípios de Japeri e Nova Iguaçu.

Com informações Agência Brasil

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PF cumpre mandados contra suspeitos de corrupção na Transpetro

Policiais federais cumprem hoje (19) dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão na operação Navegar é Preciso, a 72ª fase da operação Lava Jato. Os alvos são suspeitos de envolvimento com um esquema de fraudes em licitações e pagamento de propina a altos executivos da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte de combustíveis por meio de navios e dutos.

Os mandados, expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, estão sendo cumpridos em Maceió, São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), os crimes teriam sido praticados em licitação e celebração de contrato de compra e venda de navios celebrados pela Transpetro, com um estaleiro não identificado, no âmbito do Promef, o programa federal para a reestruturação da indústria naval brasileira.

A investigação encontrou indícios de que o estaleiro pagou propina a um executivo da Transpetro à época (também não identificado pela PF), em troca de favorecimento de sua empresa na licitação para a construção e fornecimento de navios, em um valor global de mais de R$ 857 milhões.

A escolha do estaleiro foi feita, segundo a PF, sem levar em consideração estudos de consultorias que apontavam que a fabricante de navios não teria as condições técnicas e financeiras adequadas para a construção das embarcações.

O estaleiro ainda teria sido beneficiado com sucessivas prorrogações nos prazos para a entrega dos navios e aditivos contratuais. O pagamento da propina ao então executivo da Transpetro foi feito, de acordo com a PF, por meio de um contrato falso de investimento em empresa estrangeira, que previa o pagamento de uma multa de R$ 28 milhões, em caso de cancelamento do aporte.

O contrato de falso investimento teria sido firmado entre empresa dos executivos do estaleiro e uma ligada ao executivo da Transpetro. Os pagamentos foram feitos por meio de várias transferências a contas bancárias no exterior, em uma tentativa de lavar dinheiro e ocultar patrimônio. O prejuízo para a Transpetro chegaria, em valores corrigidos, a R$ 611,2 milhões.

Em nota, a Transpetro informou que “desde o princípio das investigações, colabora com o Ministério Público Federal e encaminha todas as informações pertinentes aos órgãos competentes. A companhia reitera que é vítima nesses processos e presta todo apoio necessário às investigações da Operação Lava Jato”.

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PF cumpre mandados em inquérito sobre atos antidemocráticos

A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã de hoje (16) 21 mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito que apura violações à Lei de Segurança Nacional em atos de rua que, desde abril, pedem o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ordens foram autorizadas pelo relator do inquérito no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, a pedido do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques. As buscas têm o objetivo de colher provas a respeito da origem de recursos e a estrutura de financiamento dos atos, informou a PF.

Uma das linhas de investigação apura se os alvos das buscas “teriam agido articuladamente com agentes públicos que detêm prerrogativa de foro no STF para financiar e promover atos que se enquadram em práticas tipificadas como crime pela Lei de Segurança Nacional (7.170/1983)”, disse a Procuradoria-Geral da República em nota.

Os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e Distrito Federal. Entre os alvos, estão o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e o jornalista Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre.

Ontem (15), a PF cumpriu outros seis mandados de prisão temporária no âmbito do mesmo inquérito. A militante Sara Winter, líder de um grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro chamado 300 do Brasil, estava entre os presos.

Por ordem do governo do Distrito Federal (GDF), o acampamento do grupo foi retirado no sábado (13) dos arredores da Esplanada dos Ministérios, onde estava há diversas semanas.

No domingo (14), o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu abrir uma apuração própria sobre um ataque com fogos artifício que foram lançados contra a sede do Supremo na noite de sábado. Ele determinou que informações sobre o assunto sejam encaminhadas a seu vice, Humberto Jacques, que supervisiona o inquérito sobre atos antidemocráticos.

Esse inquérito foi aberto em abril a pedido de Aras, depois de manifestantes levantarem faixas pedindo a intervenção militar e o fechamento de instituições democráticas durante ato em apoio a Bolsonaro em Brasília e outras cidades do país.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, escreveu Aras na ocasião.

Com informações da Agência Brasil

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Justiça do Rio decreta prisão de 23 integrantes de milícia

A 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou nessa terça-feira (2), a pedido do Ministério Público estadual, a prisão preventiva de 23 acusados de integrar uma milícia que age em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O grupo é acusado de extorquir moradores e comerciantes na região da Freguesia, principalmente no Morro do Tirol. Além de extorsão, a milícia também instala e cobra pontos de internet e televisão clandestinos, explora ilegalmente a atividade imobiliária na região, com invasão de terrenos e construções irregulares, e comercializa botijões de gás, cobrando um preço muito acima das revendas de gás. Os moradores são obrigados a comprar os botijões de gás somente dos milicianos.

A ação foi originada a partir de um inquérito policial que investiga o homicídio de Sergio Luiz de Oliveira Barbosa, vulgo Serginho, em março do ano passado. Um dos denunciados é Fabiano Vieira da Rocha, conhecido como Fabi, apontado como o líder da milícia. Ele assumiu a liderança do grupo depois da prisão de Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, que chegou a ser preso acusado de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

“Há fortes e robustos elementos probatórios acerca dos fatos imputados, consistente no delito de promover, constituir ou integrar organização criminosa, majorado pelo emprego de arma de fogo, que teria como palco principal de suas atividades o Morro do Tirol, bairro da Freguesia”, destaca a decisão. A Justiça mantém em segredo o nome do juiz que decretou a preventiva do grupo por medida de segurança.

A exploração de transporte alternativo, como vans e kombis, é exercida não só para lucrar com o serviço, mas também para subornar agentes públicos e monitorar operações policiais no local, segundo as investigações.

Um dos denunciados é Anderson Soares de Avelar, vulgo Peixe, que por ser habilitado a dirigir veículos de transporte de passageiros, informava sobre a presença de forças policiais aos outros integrantes do grupo enquanto fazia as rondas e trajetos.

Denúncia

De acordo com a denúncia, a estrutura da organização criminosa é composta de um núcleo geral, um local e um de auxiliares. Além de Fabi, o comando geral era exercido por Anderson Gonçalves de Oliveira, conhecido como Andinho, e Almir Rogério Gomes da Silva.

Interceptações telefônicas, acesso a dados armazenados em celulares de suspeitos e depoimentos de testemunhas colhidos durante a investigação evidenciam o uso da violência e coação como formas controle e exploração da população local.

A decisão da Justiça ressalta a organização e a estrutura da milícia, sendo necessária a prisão preventiva como forma de impedir que os denunciados interfiram nas investigações.

A Delegacia de Homicídios da capital informou que os agentes saíram de madrugada para cumprir 24 mandados de prisão e 35 mandados de busca e apreensão. Durante a ação 15 pessoas foram presas.

Com base em investigações e ações de inteligência, a unidade policial identificou o grupo criminoso e conseguiu na Justiça os mandados de prisão. Entre os presos estão quatro policiais militares que integram a organização criminosa.

Com informações e foto da Agência Brasil