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Bruno Covas morre aos 41 anos vítima de câncer

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu às 8h20 deste domingo (16) aos 41 anos, em São Paulo, informou a prefeitura, em nota. Desde 2019, ele lutava contra um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. Deixa o filho Tomás, de 15 anos.

De acordo com o comunicado, Covas morreu “em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento.”

O corpo de Bruno Covas será velado no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, às 13h. Somente familiares e amigos próximos devem participar de uma cerimônia restrita, para evitar aglomerações na pandemia. Após a cerimônia, um cortejo em carro aberto vai percorrer a região central da cidade, em trechos como o Viaduto do Chá e Rua da Consolação, até chegar na região da Avenida Paulista. O prefeito vai ser sepultado em sua cidade natal, Santos, no litoral paulista. A cerimônia será restrita aos familiares.

POLÊMICA RECENTE

Já se tratando do câncer, Bruno Covas foi muito criticado por estar entre os convidados da final da Copa Libertadores, no Maracanã, em janeiro. Santista declarado, Covas e mais cerca de 5 mil convidados assistiram ao vivo a vitória do Palmeiras sobre o Santos.

O prefeito, então na época, afirmou que aceitou o convite, mesmo sabendo da pandemia, porque queria passar este momento de lazer ao lado de seu filho. O Santos lamentou nas redes sociais a morte de Covas e postou foto dele com o seu filho.

 TRAJETÓRIA DE VIDA

Filho de Pedro Lopes e Renata Covas Lopes e pai do jovem Tomás Covas, Bruno nasceu em Santos, no litoral paulista, no dia 7 de abril de 1980, e foi advogado, economista e político brasileiro.

Mudou-se para a capital paulista em 1995 e, dois anos depois, filiou-se ao PSDB, seguindo os passos do avô, o ex-governador Mário Covas (1930-2001), sua grande inspiração e influência política . No partido, chegou a ser presidente estadual e nacional da Juventude do PSDB e ocupou cargos na Executiva Estadual.

Sua carreira política começou em 2004, quando se candidatou a vice-prefeito de sua cidade natal. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo e reeleito para o mesmo cargo e m 2010, com mais de 239 mil votos, sendo o mais votado daquele ano.

No ano seguinte, assumiu a Secretaria Estadual do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin, permanecendo no cargo até 2014, quando foi eleito deputado federal para o mandato 2015-2019.

Além de Bruno Covas, morreu neste domingo também a  atriz Eva Wilma vítima de câncer.

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Prefeito Marcelo Crivella é preso no Rio

 

A nove dias do fim de seu mandato, o prefeito Marcello Crivela foi preso por volta das seis da manhã desta terça-feira, 22 de dezembro, no Condomínio em que mora na barra da Tijuca, no Rio. A prisão faz parte de uma operação conjunta da Polícia civil  com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que desde 2018 investiga um esquema de corrupção dentro da prefeitura do Rio. Crivella já está prestando depoimento na Cidade da Polícia, em Benfica e se disse alvo de perseguição. “É tudo perseguição política. Acabei com o pedágio da Linha amarela, tirei dinheiro do carnaval, negociei o BRT… Fui o prefeito que mais lutou contra a corrupção”, declarou aos jornalistas., ressaltando também que sua expectativa é por Justiça.

Além de Crivella, foram presos também o empresário Rafael Alves, apontado como o ‘chefe do QG da propina’;  o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, além do empresário  Adenor Gonçalves dos Santos.

Também alvo da operação, o  ex-senador Eduardo Lopes e não foi encontrado em sua casa no Rio. Ele teria se mudado para Belém e deverá se apresentar à polícia. Lopes foi senador do Rio pelo Republicanos, ao herdar o cargo de Crivella, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel.

Com a prisão de Crivella e em decorrência da morte de seu vice-prefeito, Fernando McDowell,  em maio de 2018, quem assume a prefeitura enquanto o prefeito estiver preso é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felipe (DEM).

Foto: Reprodução TV Globo

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Eleito no Rio, Eduardo Paes prioriza ações de combate à pandemia

Eduardo Paes, do  Democratas, foi aleito prefeito da cidade do Rio de Janeiro, com 64,07% dos votos, derrotando Marcelo Crivella, do Republicanos, na votação em segundo turno e já promete colocar a mão na massa nesta segunda, 30 de novembro. O prefeito eleito terá uma reunião ainda hoje com  seu futuro secretário de Saúde, o médico Daniel Soranz, para  definir estratégias de enfrentamento da pandemia de covid-19, cujo número de casos  e mortes voltou a crescer, levando a lotação das UTIs do sistema SUS a ultrapassar 90%. Paes vai solicitar ao Governo Federal liberação de 400 mil a 450 mil testes de detecção do coronavírus e de  200 leitos  nas unidades de saúde, e que deverão estar disponíveis no início do ano.

Logo após o resultado da apuração, no domingo 29, o prefeito eleito do Rio explicitou que a Saúde é sua prioridade absoluta no memento.   “Minha prioridade é a Saúde voltar a funcionar, recuperar as clínicas da família, o BRT… colocar os serviços novamente para funcionar. E trabalhar em parceria com o governo federal, o governo estadual… Estou sempre aberto ao diálogo. O importante é dizer que os cariocas podem comemorar. Afastamos da prefeitura um governo preconceituoso. A cidade está livre do pior prefeito de sua história.  O Rio vai voltar a dar certo. Essa foi uma.vitória dos cariocas. Quero fazer um governo para todos”, declarou, após a vitória confirmada, Paes, de 51 anos, que inicia o seu terceiro mandato à frente a prefeitura Rio, já governou a cidade entre 2009 e 2017.