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Reviver Centro permite opinião da população sobre proposta de revitalização para atrair moradores

A população do Rio poder dar a sua opinião sobre o Plano Urbano Reviver Centro, que visa a recuperação urbanística, social e econômica do Centro do Rio e bairros do entorno e para atrair mais moradores à região. A terceira pesquisa sobre a moradia na área central foi lançada e traz essa possibilidade de participação popular sobre o Projeto de Lei Complementar que institui o plano e que será analisado na Câmara de Vereadores.

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano diz que o objetivo é tornar o debate mais participativo. Para opinar e deixar contribuições, basta acessar o site: www.prefeitura.rio/revivercentro.

O centro tem abundante comércio e serviços, facilidade de acesso a transportes e possui rica diversidade cultural, além de patrimônio histórico cultural relevante, que inclui museus, teatros e centros culturais. Ainda assim, possui baixa densidade residencial, o que faz com que muitas áreas fiquem desertas fora dos dias e horários comerciais. Com a pandemia, a situação se agravou, contribuindo para o enfraquecimento das atividades econômicas.

O Reviver Centro tem na construção de novas moradias e no retrofit (conversão de imóveis comerciais em residenciais ou de uso misto) o carro-chefe da iniciativa de atrair moradores, aproveitando o potencial já construído e terrenos vazios, sem uso há décadas. O Centro já possui núcleos de moradias no Castelo, Cruz Vermelha, Bairro de Fátima e Lapa, e o objetivo é avançar, trazendo novos habitantes de várias faixas de renda e movimentação social e econômica.

O projeto propõe, por exemplo, isenção de dívida ativa, IPTU, ITBI e ISS, além de liberação de taxas de licenciamento, para projetos de residenciais ou uso misto. A exploração do andar térreo dos prédios com lojas, com objetivo de trazer vitalidade e movimento às ruas da região também foi incluído. Ele propõe ainda o aproveitamento das coberturas dos prédios com áreas de uso coletivo, mirantes, restaurantes ou áreas de lazer.

A concessão de benefícios a quem aderir ao programa de Locação Social que a Prefeitura pretende criar, com público-alvo de estudantes universitários, estudantes cotistas e servidores públicos, também foi incluída no projeto.

A revitalização do espaço público é outra meta, com melhorias nas ruas, passeios e áreas públicas para estimular a caminhada ou a mobilidade limpa, com o uso de veículos não motorizados ou motorizados com tecnologia limpa, integração entre os modais de transporte e a preservação da paisagem cultural.

Há previsão de criação de ciclorrotas, de manter e ampliar estações de compartilhamento de bicicletas, ampliar espaços de circulação de pedestres, estimular a criação de áreas com vegetação, que contribuam para o sombreamento, redução da temperatura, redução de emissões de gases de efeito estufa e melhoria da qualidade do ar, e a criação de jardins de chuva em áreas coletivas, áreas de recuo, galerias de pedestres, largos e praças, de modo a reduzir a área impermeabilizada da região e contribuir com a microdrenagem urbana.