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Culinária Rio

Em busca de sonho, moradora da Rocinha se torna confeiteira

 

 

Filha de Antônio Souza, que trabalha com manutenção de refrigeração, e de Valdeci Paula, funcionária de uma sorveteria, Camila da Silva mora há 10 anos na Rocinha. Hoje, aos 23, ela se divide entre dois trabalhos: de segunda a sexta, se dedica à paixão pela confeitaria e, nos finais de semana, cuida de idosos.
Foi aos 17 anos que a filha de Antônio e Valdeci começou a fazer doces. Na época, trufas:

 

Mas, como não tinha estrutura suficiente para manter as vendas, sempre parava. Depois voltei a vender, mas era fatia de bolo e bolo de pote – explica a confeiteira.

Inicialmente, Camila também teve que interromper a produção de bolo de pote, por gastar muito gás. Quando comprou um forno elétrico, voltou a fazer bolo de pote.

Foi em maio deste ano, quando se tornou aluna do curso de Confeiteiro Profissional, do Instituto Gourmet de São Conrado, que a mãe do pequeno Davy, que completa 5 anos em agosto, deu uma guinada na cozinha:

A confeitaria é minha paixão e não vou desistir dela. Sempre gostei de fazer doces e bolos e depois que comecei o curso, surgiram mais encomendas para meus doces. Já é uma conquista, esse curso vai mudar a minha vida – acredita.

O início no curso do Instituto Gourmet motivou tanto Camila, que ela abriu uma conta no Instagram (@pedacinhodoceu544) para dar conta de todos os pedidos.

Eu sempre quis criar um nome, mas era tão difícil, confesso. Quando a gente não tem condições pra certas coisas, acabamos perdendo um pouco a esperança. Mas, quando comecei a fazer o curso, vi que meu sonho vai começar a se realizar e passei a colocar em prática o que planejava – agradece.

Aliás, a paixão da mãe de Davy pela gastronomia vem de berço:

Este sonho não é só meu, mas do meu pai também. Quero montar uma loja com os salgados dele e com meus bolos e doces. Ele sabe fazer todos os tipos de salgados.

Um sonho cada vez mais perto com o Instituto Gourmet.

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Destaque Diário do Rio Notícias

Programa Luz Maravilha começa a instalar 1.500 novas luminárias de LED na Rocinha

A maior favela da América Latina vai ganhar nova iluminação. A Prefeitura informou que, por meio da Rioluz, começou a instalar na Rocinha 1.500 novas luminárias de LED. A iniciativa faz parte do Luz Maravilha, parceria público-privada que vai modernizar todo o sistema de iluminação pública da cidade até 2022, com 450 mil pontos. Na comunidade, o programa vai beneficiar cerca de 70 mil moradores.

Desde o início de janeiro, a Rioluz tem feito a revisão do cronograma do Luz Maravilha e um dos critérios utilizados para a implementação do programa é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).  A Rocinha tem um IDH de 0,732, considerado um dos mais baixos da cidade, mesmo estando numa região de classe média alta, o que marca um profundo contraste urbano na paisagem da região. Outros critérios analisados para a instalação das novas luminárias são mancha criminal, índice de apagamentos das lâmpadas e regiões de maior vulnerabilidade social.

O programa Luz Maravilha contempla também a modernização de todos os postes da Rioluz, que representam 15% dos postes existentes na cidade.

A parceria público-privada inclui a implementação de serviços dentro do conceito de cidade inteligente (smart city), com a instalação de 10 mil câmeras de segurança, sendo que 40% delas contarão com tecnologia de reconhecimento facial; cinco mil pontos de wi-fi; quatro mil sensores de resíduos sólidos em bueiros; e seis mil sensores de sinais de trânsito, que vão melhorar o fluxo do tráfego.

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Cidade Cultura Rio

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove colônia de férias para crianças da comunidade

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove até 29 de janeiro a colônia de férias “Fazendo Arte nas Férias” para 20 crianças e adolescentes (de 5 a 15 anos) da comunidade localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. As atividades são gratuitas e acontecem de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h, na sede da Cia, localizada na Via Ápia 44/301. Todas as aulas – Hip Hop, Mix Dance, Jazz, Tiktok, Now United, Circo, Artesanato, Oficina Teatral, Danças Urbanas, Musicalização, Percussão e Dança Afro – são voltadas para a linguagem da dança, ministradas pelos professores, coreógrafos e dançarinos Ana Lúcia Silva, Mikael David, Hanna Guimarães, Alexandre Pires, Gleyce Lima e Yara Batista.

É uma colônia de férias com foco na dança, em que as crianças vivenciam diversas atividades artísticas, criativas e lúdicas que contribuem para a formação de um dançarino”, explica a professora e coreógrafa Ana Lúcia Silva, idealizadora da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura criado por ela na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 1999.

Todas as medidas de prevenção ao novo coronavírus estão sendo seguidas na colônia de férias. Além de as atividades serem simultâneas e restritas a três crianças por vez, cada participante fica em uma área limitada por uma marcação no piso que restringe o espaço. Além disso, não é permitida a entrada com calçados da rua e todos devem levar sua própria garrafa de água, além de máscara e álcool gel.

 

1 - Colônia Fazendo Arte nas Férias - Cia. Livre de Dança - crédito da foto_Nara Raboredo.jpg

Ana Lúcia e a Cia Livre de Dança

Nascida e criada na Rocinha, Ana Lúcia Silva está à frente da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura que criou na comunidade em 1999. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de  ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.

Mais informações:

www.instagram.com/cialivrededanca

www.facebook.com/cialivrededancadarocinha

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Cultura Rio

Cia Livre de Dança, da Rocinha, realiza audição para selecionar bailarinos para espetáculo de dança afro brasileira

“Brasileirices” será apresentado em março no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro

Hoje (15 de janeiro), a professora dança e coreógrafa Ana Lúcia Silva realizará uma audição para selecionar cinco dançarinos para o espetáculo “Brasileirices”, da Cia Livre de Dança, que será apresentado em março no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. A seleção, que acontecerá a partir das 18h na sede da Cia., na Rocinha, está aberta para dançarinos maiores de 18 anos que tenham base de jazz, dança afro e teatro musical. A Cia Livre de dança foi contemplada pela Lei Aldir Blanc.

Com coreografia de Ana Lúcia Silva, “Brasileirices” é um espetáculo de dança afro brasileira que reúne canto, dança, interpretação e percussão ao vivo para contar a história de um jovem que descobre de nasceu no dia em que a Lei do Ventre Livre foi promulgada, mas que passou a vida inteira como escravo.

“A audição será uma aula de dança afro brasileira, com percussão ao vivo; portanto descansem na véspera”, recomenda a professora e coreógrafa Ana Lúcia Silva. “É para levantar a poeira do chão!”, adianta.

Para a audição, os interessados devem comparecer à sede da Cia Livre de Dança (Via Ápia 44, sala 301 – Rocinha) às 18h desta sexta-feira. Devido a medidas de prevenção ao novo corona vírus, não será permitida a entrada com calçados da rua e todos dançarinos devem levar sua própria garrafa de água, além de máscara e de álcool gel.

Ana Lúcia e a Cia Livre de Dança

Nascida e criada na Rocinha, Ana Lúcia Silva está à frente da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura que criou na comunidade em 1999. Ela desenvolve uma série de produtos sociais com o objetivo de lecionar danças para crianças e jovens da comunidade. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando sempre suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de  ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.

Mais informações:

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Destaque Notícias do Jornal Social

Solidariedade faz toda a diferença em meio à pandemia

Por Franciane Miranda

A corrente de solidariedade se multiplica mundo afora com dezenas de iniciativas para ajudar o próximo. Movimentos da sociedade civil, ONGs ou ações individuais, não faltam formas para colaborar durante a pandemia. Grandes e pequenas empresas abraçaram causas sociais e seguem apoiando os mais necessitados. Todas estas iniciativas somadas à esperança de dias melhores indicam que vamos conseguir superar esta fase e sairmos dela mais humanos. É esse espírito positivo que precisamos manter. Não apenas durante a pandemia, mas sempre!

A solidariedade está fazendo a diferença na sociedade. E em muitas comunidades carentes do Rio de Janeiro têm auxiliado dezenas de cariocas neste momento delicado que passamos. Uma destas iniciativas começou na Rocinha, em São Conrado, com o Corrente do Bem Rocinha, e no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, com o Educação na Quarentena. Dois projetos com ideias diferentes, mas unidos por um só ideal: levar ajuda e esperança à população.

São iniciativas como estas que transformam o mundo. Colabore!

O coletivo do Corrente do Bem Rocinha

A produtora Juliana Cristina Gonçalves da Conceição conhece a Rocinha de perto. Ela, que há 36 anos mora na comunidade, explica que o projeto Corrente do Bem Rocinha surgiu em um grupo de aplicativo de mensagem. “Uma amiga me convidou e comecei a participar mais efetivamente na segunda campanha”. No começo a iniciativa arrecadava kits de higiene e limpeza, mas cresceu e começaram a montar cestas básicas.

As ações dos jovens, aliada à tecnologia, vêm transformando a vida de muitos moradores, cada vez mais engajados com as causas sociais. “Somos um grupo de amigos, todos voluntariados e dispostos somente a fazer o bem”, diz Juliana. Ela explica que são sete liderando o projeto, mas são cerca de 25 pessoas que compõe a iniciativa. “Cada um tem importância, somos um grupo”, define Juliana sobre o quanto o trabalho de todos é fundamental.

Desde que começaram já fizeram três campanhas. A primeira foi via aplicativo e outras duas foram mais divulgadas nas redes sociais. A própria Juliana passa nos dá mais informações sobre a quantidade de cestas básicas arrecadadas. “Na segunda campanha, em abril, foram 507. Agora, em maio, foram 609”. Seis toneladas de alimentos foram arrecadadas e a doação é entregue a qualquer família que esteja precisando. “Sem trabalho, desempregado, passando dificuldades, estamos acolhendo todos os moradores possíveis, todas as classes”, avisa Juliana, relatando que as pessoas entram em contato pedindo ajuda através dos amigos, indicações e mídias.

Novos objetivos e projetos

A equipe segue animada e com muitos planos para a comunidade após passar a pandemia. “A ideia inicial do grupo era uma e acabou despertando uma vontade maior e, além de ajudar a Rocinha, vamos continuar com outros e novos objetivos e projetos”. Eles já recebem ajuda de alguns parceiros, mas estão buscando outros apoiadores que possam contribuir com a causa solidária.

Juliana fala o quanto o coletivo faz uma diferença enorme e qualquer atitude, por mais simples que seja, é bem-vinda. “A importância de cada um fazer a sua parte, de termos consciência que se unirmos e olharmos para o próximo, com amor e solidariedade, todos nós vamos passar por essa pandemia mais fortes”.

Juliana finaliza deixando o contato para quem quiser abraçar esta causa nobre. Depósitos podem ser feitos no banco Itaú (agência 7255, conta poupança 112547 97953-3558). Você pode encaminhar o comprovante e acompanhar de perto o trabalho dos jovens em @correntedobemrocinha.

Solidariedade do Educação na Quarentena

O conhecimento é uma luz que nos liberta. E só através dele podemos enxergar um caminho claro, que nos leva para um futuro melhor. A quarentena afastou das salas de aulas milhares de alunos ao redor mundo, mudou a rotina de muitos jovens e levantou uma questão importante para refletirmos: o quanto estas mudanças afetaram a Educação? Esta difícil realidade impactou bastante, e de forma negativa, os alunos da rede pública municipal, sobretudo as crianças mais carentes que moram em comunidades.

A agente de cidadania que atua no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, Janice Delfim, percebeu o quanto essa crise afetou os alunos e decidiu fazer algo para mudar este cenário. Desenvolveu então o projeto Educação na Quarentena para apoiar jovens da favela. Ela conta que a ideia surgiu porque mora com o seu sobrinho e acompanha de perto sua rotina de estudos.

Nas primeiras semanas viu que as escolas estavam enviando bastante material para os estudantes. “Foi pensando nas condições que a Secretaria Municipal de Educação do Rio deu como opção para as crianças o estudo em casa. Eles mandam um link toda semana com uma apostila onde a criança tem que imprimir e dentro deste link tem as aulas online”, detalha.

A moradora diz que achou estranho muitas crianças estarem pelas ruas se havia tanto conteúdo para elas aprenderem e buscou entender o que estava acontecendo. Viu então que muitas delas, desta e outras favelas, não têm condições financeiras para ter um computador, internet, celular ou uma impressora para ajudá-los a fazerem as atividades enviadas. Comovida com a situação, começou a imprimir as apostilas. E, para incentivar os pequenos, doa lanches, que faz toda diferença. Ela conta com a ajuda financeira de amigos e parceiros para realizar o projeto e conseguir entregar toda segunda-feira o material didático e o brinde. E estão conseguindo, ainda que nas últimas semanas não tenham recebido muitas doações.

Realidade bem diferente

Janice sempre reforça para os garotos separarem umas horas do seu dia para estudar e comer o lanchinho após, como se estivessem na escola, além de aconselhá-los para que fiquem em casa. O lanche é um incentivo enorme, uma vez que as crianças só conseguem ter por um período. “Só tem contato com um biscoito ou um Danone no início do mês, quando o pai recebe, quando sai o Bolsa Família, e depois não tem mais”. A equipe do projeto também analisa as tarefas feitas pela criançada sempre que trocam as apostilhas. São 287 crianças apadrinhadas pela iniciativa, da pré-escola ao nono ano.

Janice também chama a atenção para um problema sério que estes alunos estão passando. “Quando a quarentena passar, nós pretendemos montar uma escola de reforço na comunidade, porque é extremante necessário, já que as crianças estão com um déficit de aprendizagem muito grande”. Mantê-los interessados nos estudos é essencial, destaca Janice, falando também sobre outras atividades do projeto, como concursos de desenho e de redação. “Estamos procurando criar toda semana algo para motivá-los”, diz.

Além da falta de condições financeiras da maioria dos alunos, algumas crianças não possuem uma estrutura em casa que favoreça o desenvolvimento do aprendizado. “Eu tenho crianças que pai e mãe não leem, outras que são criadas pelos avós. É muito complicado”, diz Janice ao abordar a enorme lacuna. “É completamente diferente do que eles têm na sala de aula”, avalia, citando ainda que vem se esforçado para fazer de uma maneira que não fique maçante para os alunos.

Janice revelou que conversa com alguns de seus amigos que possuem filhos que estudam em escolas privadas e nota uma realidade bem diferente. “Eles têm aula diretamente com o professor, começam estudar oito horas da manhã e param meio-dia, mas na casa deles existe uma base: um computador, tablet, tem uma mãe ali em cima, tem uma série de coisas que crianças que moram em favelas não têm”, finaliza.

Separamos mais dois projetos bacanas para você ajudar!

Toca de Assis

Dedicados a ajudar pessoas em situação de rua, os religiosos continuam apoiando no período de isolamento, entregando as refeições em vários pontos da cidade. Conheça o trabalho em @tocadeassis_rj. Contato: (21) 2137-7912

Você pode contribuir com qualquer valor na Caixa Econômica ─ agência 4084, conta corrente 1323-8, CNPJ 18.043.864/0006-60.

Corrente pelo Bem

Um projeto lindo que realiza ações sociais em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Com o objetivo de diminuir a pobreza e a desigualdade social, a ONG está arrecadando dinheiro para comprar cestas e outros itens básicos para entregar às famílias do Jardim Gramacho. Conheça o trabalho em @correntepelobem.

Você pode contribuir com qualquer valor no banco Itaú ─ agência 0304, conta corrente 02999-4, titular: Associação Civil Corrente pelo Bem, CNPJ 17.244.169/0001-90.

Fotos dos projetos: Divulgação