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Câmara aprova projeto que cria cartão de vacinação online pelo SUS

Da Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (29) o projeto de lei que cria o Cartão Nacional de Vacinação Online. O documento será vinculado ao CPF dos respectivos titulares. A matéria segue para análise do Senado.

O sistema informatizado da Carteira Digital de Vacinação deverá avisar automaticamente quando o titular precisar comparecer a uma unidade de saúde para atualização das vacinas. Os dados de vacinação permitirão a emissão do Certificado Internacional de Vacinação, conforme a legislação vigente.

Na carteira digital deverão constar dados como o nome completo do titular, a filiação, a data de nascimento, o endereço, telefone para contato e CPF, além das informações sobre as vacinas aplicadas com o nome comercial, o lote e a data de validade. O cartão poderá ser acessado por aplicativo de celular ou por meio de site na internet.

Caberá ao estabelecimento de saúde, público ou privado, onde foi realizada a vacinação registrar as informações no sistema. De acordo com um dos autores, o deputado Luizinho (PP-RJ), onde não houver sistema de acesso aos dados, o cadastramento será feito por meio de formulários enviados à unidade de saúde mais próxima em que haja tal acesso.

“O governo federal já enviou cerca de 50 milhões de doses de vacinas para estados e municípios. Mas nós não temos informação em tempo real de doses aplicadas”, disse o deputado. “Porque sai da unidade de saúde aquela informação, do posto de vacinação, e vai para ser lançada numa unidade básica de saúde. O tempo médio do delay é de 15 dias, o que atrasa muito o conjunto da informação”, argumentou.

Segundo o deputado Luizinho, a carteira de vacinação online também vai desburocratizar a necessidade de registro de vacinas em papel, como funciona atualmente.

“Todos os brasileiros que necessitam viajar para o exterior e para alguns países e precisam apresentar o comprovante de vacinação para a febre amarela sofrem, ao buscar um simples papel para comprovar a sua vacinação”, afirmou o deputado. “A carteira de vacinação online nada mais é do que dar aos brasileiros um formato que, em tempo real, tenha informação de quem foi vacinado”, acrescentou.

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Educação Rio Saúde

Faculdade São Leopoldo Mandic vai capacitar 94 mil profissionais do SUS responsáveis pela vacinação em todo o país

Projeto será feito em parceria o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), que tem como objetivo apoiar o Projeto ImunizaSUS

A Faculdade São Leopoldo Mandic firmou uma parceria o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento do Projeto ImunizaSUS., que vai oferecer formação para profissionais que trabalham com vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS.

A iniciativa, que conta com o apoio do Ministério da Saúde, tem como meta aperfeiçoar até 94 mil profissionais que atuam diretamente nas ações de imunização nas 47 mil UBS em todo território nacional, no período de 10 meses.

A capacitação será realizada pela modalidade EAD, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do CONASEMS. O projeto contará com 1.890 tutores, que serão formados pela Faculdade São Leopoldo Mandic. As aulas serão gravadas, distribuídas para os alunos por diversos canais, possibilitando que seja acessível a todas as unidades do Brasil, com disponibilização de material didático e espaço para diálogo com os tutores. O projeto abordará as práticas de imunização para Covid-19 e para as demais vacinas já existentes no calendário nacional por meio da Política Nacional de Imunização PNI.

“A capacitação de profissionais tem relação direta com as boas práticas e com a estratégia de gestão, que permite que a cobertura vacinal seja o mais ampla possível, já que se trata de uma estratégia coletiva, que deve ser seguida por todos. E as UBS são as unidades de assistência mais próximas da população e contam com estrutura e profissionais que ajudam cotidianamente o Brasil a ter a maior política de imunização do mundo. Ficamos honrados de poder contribuir com essa etapa tão significativa para a Saúde e Educação, com a certeza de que podemos impactar positivamente o Sistema de Saúde Brasileiro”, afirma o diretor de Pós-graduação e Pesquisa da SLMANDIC, Prof. Dr. Marcelo Henrique Napimoga.

A Faculdade São Leopoldo Mandic já conta com participação em outros projetos, nos quais os alunos da instituição, assim como os professores, contribuem ativamente. “É uma ação que auxilia na formação de profissionais em consonância com as melhores práticas e com o SUS. Além disso, é o reconhecimento aos docentes, pesquisadores e a excelência acadêmica, que sempre foram os pilares da SLMandic”, conclui Napimoga.

Sobre a São Leopoldo Mandic

Considerada uma das dez melhores instituições de ensino superior do País há 12 anos consecutivos no Índice Geral de Cursos (IGC) do MEC, a Faculdade São Leopoldo Mandic reúne, no corpo docente, professores doutores formados pelas melhores instituições de ensino do Brasil e do Exterior. Estruturada com laboratórios de última geração e clínicas odontológicas completas, a Instituição oferece aos alunos vivência prática nos cursos de Odontologia e de Medicina desde o 1º ano, atividades de pesquisa e prestação de serviços comunitários, convênio com hospitais e Unidades Básicas de Saúde, cursos de graduação e pós-graduação. Além de laboratórios com exercícios de simulação realística, utilizando recursos modernos para diagnóstico, o HUB de Inovação e o Barco da Saúde. O corpo docente é formado por doutores e pós-doutores com vasta produção intelectual. A Faculdade São Leopoldo Mandic tem outras nove unidades distribuídas pelo País, que oferecem cursos de pós-graduação e mais uma unidade de graduação em Medicina, na cidade de Araras (SP). Canais: slmandic.edu.br facebook.com/saoleopoldomandic .
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Destaque Saúde

Entenda sobre a Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica, progressiva e autoimune. Mas, o que significa uma doença autoimune? Uma doença autoimune é aquela que em o sistema de defesa de uma pessoa resolve atacar a ela mesma ao invés de um agente externo, como um vírus ou bactéria.

Por motivos genéticos ou ambientais, na Esclerose Múltipla o sistema imunológico começa a agredir a Bainha de Mielina, conhecida como “capa que envolve todos os axônios”, que por sua vez, acaba recobrindo os neurônios, e isso leva a comprometer a função do sistema nervoso.

Os surtos – desmielinização –  ocorrem a partir do surgimento de um novo sintoma neurológico ou piora significativa de um sintoma “antigo”, com duração mínima de 24 horas.

Sobre a Esclerose Múltipla não se sabe muito, ou melhor, não são conhecidas as causas da doença. Sabe-se, porém, que a evolução difere de uma pessoa para outra e que é mais comum nas mulheres e nos indivíduos de pele branca que vivem em zonas temperadas.

Segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), a Esclerose Múltipla afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil,  para a qual não há cura. Como a EM é incurável e não costuma encurtar a expectativa de vida, a pessoa vive muitos anos com a doença.

O caso de Willian com a Esclerose Múltipla

Willian da Silva Alves de Melo, uma criança saudável, em seus 11 anos de idade teve sua vida mudada completamente, quando acordou estrábico e com visão dupla. Naquele mesmo instante sua mãe o levou para a emergência oftálmica do Hospital Público de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e de lá foi encaminhado ao Hospital Miguel Couto, onde foi atendido por um neurologista que suspeitou de EM.

Então, o encaminhou ao IFF (Instituto Fernando Figueiras) para a neuropediatra Dra. Tania Saad, que imediatamente submeteu Willian ao exame “liquor”, uma punção da coluna lombar por uma agulha para a extração do líquido espinhal. Com isso, chegou ao diagnóstico final de Esclerose Múltipla em sua primeira forma (Surto-remissão).

Foto: Divulgação

Ao longo de sua vida, o jovem passou por inúmeras internações, cada dia um novo problema e uma nova deficiência surgiam em seu corpo e sistema nervoso. Diversas limitações vinham aparecendo na vida do rapaz, mas nem por isso Willian se entregou à doença. Aos 17 anos, próximo à sua formatura, ele foi convidado por sua professora do Ensino Médio a participar do programa Jovem Parlamentar, para defender e enriquecer um projeto de lei para inclusão de todos os portadores da doença na sociedade e mercado de trabalho.

O Willian venceu o concurso e foi convidado para falar do seu projeto na Câmara dos Deputados em Brasília, onde passou alguns dias conhecendo a rotina política e apresentando seu projeto.

Quando completou a maioridade, Willian se formou e não pôde mais ser atendido no Instituto Fernando Figueiras, por isso, foi encaminhado por sua médica ao Hospital dos Servidores para o especialista Dr. Marcelo Caji, médico, neurologista que deu continuidade ao tratamento com uma nova medicação recomendada para a fase aguda em que estava a doença do rapaz.

Dá para sonhar com uma carreira quando se tem EM?

Neste momento, a medicação aplicada através de infusão venosa era o TYSABRI® (natalizumabe), tratamento mensal que trouxe excelentes resultados e uma melhora substancial ao quadro do rapaz.

Willian sempre teve o sonho de estudar gastronomia e ser Chef de Cozinha, porém, com a sua doença já em fase aguda, suas funções motoras se complicavam e o impossibilitava de seguir seu sonho. Aos 19 anos, o rapaz prestou vestibular através do Enem e foi aprovado para a Universidade Federal Fluminense (UFF), para seu segundo sonho, o curso de Nutrição.

Apesar de todas as dificuldades, Willian se matriculou, se mudou com a namorada de Realengo para São Gonçalo, onde era mais próximo de sua faculdade. Poucos meses após a matricula da faculdade, Willian se deparou com novas crises motoras, mais internações e, infelizmente, teve que abandonar o sonho da faculdade para iniciar um tratamento intensivo de fisioterapia no IFRJ (Instituto Federal de Educação), recomendado por seu médico para a melhora do seu quadro e uma possível recuperação.

Willian dedicou sua vida a esse tratamento até seus 22 anos, entretanto, um dia o jovem acordou com uma nova crise motora, seu rosto paralisado e muito inchado, e imediatamente se dirigiu ao hospital. Seu médico, o Dr. Caji, o internou por 15 dias, detectando em seus exames lesões neurológicas extremamente graves.

Neste momento, diversas medicações foram aplicadas, e após 15 dias ele teve alta. Depois de um mês o rapaz retornou ao hospital para continuidade ao seu tratamento mensal e fez a aplicação normal da medicação TYSABRI® (natalizumabe), como já havia fazendo há quatro anos.

Após essa aplicação, Willian retornou para sua casa e na manhã do dia 19 de outubro de 2019, quando acordou, o jovem não conseguiu mais se levantar da cama.

O único remédio que pode ajudá-lo

Após esse fato, o médico de Willian informou a mãe de que não poderia fazer mais nada pelo jovem, pois sua doença entrou em estado gravíssimo, tendo apenas uma medicação indicada para salvar a vida do jovem e retomar suas funções motoras: o “Ocrelizumabe Ocrevus 30mg/ml”.

Diferentemente de todas as medicações que o jovem usou em seus tratamentos durante toda a vida, todas fornecidas facilmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o “Ocrevus”, já reconhecido e aprovado pela ANVISA em 2018, ainda não é fornecido pelo SUS.

A medicação existe na rede particular, porém, custa em média R$ 35 mil por cada dose e o tratamento consiste na aplicação de quatro doses anuais. Com todas as negativas e desilusões, a família e amigos de Willian iniciaram uma “Vaquinha Online”, pedindo o suporte financeiro para que pelo menos o jovem possa iniciar o tratamento com as duas doses mínimas necessárias, com a esperança de daqui a um ano seja tempo suficiente da justiça reconhecer a legitimidade do processo e aprovar a compra da medicação para o paciente.

A família já entrou na justiça com um processo pedindo ao Estado que pague ou forneça a medicação ao seu filho, que até agora teve seu pedido negado. Em suma, o caso do menino Willian é o mesmo de milhares de outros jovens e adultos, com Esclerose Múltipla.

A doença ganhou espaço no ano de 2000, quando a artista Cláudia Rodrigues foi diagnosticada com a doença. Claudia é um exemplo de sucesso do tratamento com o Ocrevus, mesma medicação solicitada por Willian. A atriz faz o tratamento com a medicação há alguns anos, comprando diretamente dos Estados Unidos, pois no Brasil burocracia é a mesma enfrentada por Willian.

Vamos ajudar?

Portanto, se você quiser participar da vaquinha online, clique no https://www.vakinha.com.br/vaquinha/willian-de-pepe-novamente

Ou clique em seu Instagram: https://www.instagram.com/willian_de_pe_novamente para saber mais sobre o Willian e a sua Esclerose Múltipla.

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Destaque Saúde

Brasil negocia com nove laboratórios sobre possíveis vacinas

O Brasil mantém tratativas com nove laboratórios ou centros de pesquisa atuando em estudos e no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. Com os responsáveis pelas vacinas Oxford e Astrazeneca e do consórcio da OMS Covax Facility, já foram celebrados acordos para a aquisição de 140 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, que serão disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização.

O balanço foi apresentado hoje (8), em entrevista coletiva do Ministério da Saúde. As nove iniciativas de pesquisa são: Oxford/Astrazeneca (Reino Unido), Sinovac/Butantan (China), Pfizer (Estados Unidos e Alemanha), Sinopharm (China), Sputinik5 (Rússia), Covaxx e Novavax (Estados Unidos), Janssen (Bélgica) e Merck (Estados Unidos, França e Áustria).

No caso da vacina de Oxford, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por sua fabricação no Brasil a partir da transferência de tecnologia do laboratório Astrazeneca, deu entrada no processo de submissão contínua na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este é o momento em que os proponentes de uma vacina começam a fornecer informações e abrem o processo de análise pela Anvisa.

De acordo com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, há perspectiva de resultados dos estudos da Fase 3 em novembro ou dezembro. Esta é a etapa em que a substância é analisada em sua aplicação em humanos. Os testes estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (USP).

Pelo acordo firmado, a Fiocruz vai receber o ingrediente farmacêutico ativo e deve terminar a primeira entrega de 30 milhões de doses até janeiro de 2021. Para o primeiro semestre do próximo ano, mais 100 milhões de doses. O intuito é ter no segundo semestre entre 100 e 165 milhões, totalizando entre 200 e 265 milhões no ano que vem. “Isso depende da complexidade do processo de incorporação de tecnologia”, justificou Nísia Trindade.

Covax facility

Outra frente de atuação do governo brasileiro está no consórcio de países organizado pela OMS Covax facility. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, informou que o Brasil pagou ontem (7) a primeira parcela. Com isso, o país passa a ter direito a resultados positivos das pesquisas e de eventuais vacinas desenvolvidas no âmbito do projeto.

O país já assegurou 40 milhões de doses para o primeiro semestre de 2021. Como a aplicação pode demandar duas doses por pessoa, Franco estimou que o produto beneficie 20 milhões de pessoas, cerca de 10% da população.

Foram escolhidos como público-alvo dessa vacina profissionais de saúde e pessoas que estão no chamado grupo de risco, que abrange idosos (60 anos ou mais) ou que apresentem condições médicas que as tornam mais vulneráveis à covid-19.

“Já temos garantido para o primeiro semestre de 2021 o acesso a 140 milhões de doses para aderir ao nosso Programa Nacional de Imunização”, afirmou o secretário executivo do Ministério da Saúde.

Programa de vacinação

Caso alguma das vacinas tenha êxito nas análises, a aplicação na população, ou nos segmentos selecionados, ocorrerá pelo Programa Nacional de Imunização.

A participação exigirá a oferta do CPF, como foi explicado pelo diretor do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), Jacson Venâncio de Barros. “O registro vai permitir o monitoramento constante de eventos adversos. Podemos ter uma, duas três, vacinas. E quando tivermos 3, 4, 10? Se não tivermos controle, ele vai tomar uma vacina A e B. A identificação unívoca vai permitir que a gente tenha a carteira nacional digital de vacinação”, justificou.

Com Informações: Agência Brasil

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Destaque Saúde

Fiocruz desenvolve aparelho totalmente nacional para tratamento do ar em UTIs

Da Redação

A Fundação Oswaldo Cruz, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, desenvolveu um aparelho capaz de tratar o ar em UTIs, Unidades de Terapia Intensiva.

O sistema emergencial, desenvolvido em apenas 10 dias, propõe uma solução de baixo custo para reduzir os riscos de infecção em ambiente hospitalar.

O engenheiro mecânico Bruno Perazzo liderou o projeto. Ele ressalta que a ideia surgiu devido à crise sanitária causada pela Covid-19.

O aparelho foi desenvolvido a partir de componentes básicos de fabricação nacional e produção em série. E fornece ar tratado compatível para cada leito de UTI ou para cada 15 metros quadrados de Centro de Terapia Intensivo (CTI), como explica o engenheiro.

Segundo Perazzo, o objetivo agora é viabilizar a produção do aparelho, buscando parcerias com empresas, para ajudar no desenvolvimento do protótipo.

Segundo a coordenadora de Gestão Tecnológica da Fiocruz, Carla Maia Einsiedler, dez empresas já manifestaram interesse em investir no projeto, firmando uma parceria capaz de garantir o fornecimento do aparelho para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A coordenadora ressalta que a parceria entre pesquisadores da fundação, universidades e empresas, vai ajudar a transformar essas invenções em produtos e serviços para a saúde pública brasileira.

A Fiocruz se destaca na formação e na qualificação de recursos humanos para o SUS e para a área de ciência e tecnologia no Brasil.

Na fundação, são executados projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que produzem conhecimento para o controle de doenças.

 

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Rio

Com alta demanda em necrotérios, Prefeitura do Rio comprará containers frigoríficos

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (18) que fará cotação para a compra de novos containers frigoríficos para atender três unidades de saúde do município. A medida dará suporte aos necrotérios que estão com alta demanda devido aos óbitos causados por covid-19.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há data para a compra dos containers. Além dos equipamentos para armazenar os corpos que serão instalados no Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari; na Coordenação de Emergência Regional (CER) Leblon e no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, o governo municipal também fará a aquisição de equipamentos médicos para auxiliar no enfrentamento à covid-19.
Leitos

Em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade do Rio, que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais, há 1.735 pacientes internados com suspeita de covid-19, sendo 529 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As taxas de ocupação de leitos de UTI para covid-19 na rede SUS no município é de 87%. A cidade do Rio de Janeiro é o principal foco do coronavírus no estado. De acordo com o informativo desta segunda-feira (18) da Secretaria de Estado e Saúde do Rio de Janeiro, o município possui 13.443 casos confirmados de covid-19 e 1960 óbitos ocasionados pela doença.

Com informações e foto da Agência Brasil

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Saúde

Falta de saneamento aumenta o número de internações hospitalares

Por Sandro Barros

Entre janeiro e fevereiro de 2020, o Rio de Janeiro teve três mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a doenças provocadas pela precariedade de saneamento básico. Os dados são de levantamento da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), com base em informações atualizadas do Datasus.

Considerando o fato que, do início do ano até agora, nada foi feito para melhorar as condições de saneamento, chegamos à óbvia conclusão que mais adoentados chegam aos hospitais. São leitos que poderiam ser destinados ao tratamento de pacientes da covid-19, mas que acabam sendo utilizados para ocorrências médicas que já deveriam estar erradicadas se tivéssemos os serviços de água e esgoto universalizados. Entre as doenças que levam a essas internações estão: diarreia; gastroenterite; amebíase e outras doenças infecciosas intestinais; além de dengue e outras enfermidades.

As operadoras de saneamento, considerado serviço essencial, cobrem apenas parte da população com coleta e tratamento de esgoto. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no início de maio, revelam que 18,4 milhões de brasileiros não recebem água encanada diariamente. Estima-se, pelos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), que 100 milhões de pessoas no país não têm acesso ao tratamento de esgoto.

Saneamento, saúde e economia

Além de garantir melhores condições de saúde pública, o saneamento possui enorme potencial para alavancar a retomada econômica pós-pandemia. Estudo da consultoria KPMG realizado para a ABCON estima que o investimento necessário para universalizar os serviços do setor em 12 anos é de R$ 750 bilhões, com forte impacto na atividade econômica e criação de empregos.

Em tramitação no Senado, após aprovação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) propõe um marco legal para o saneamento com regulação federal centralizada na Agência Nacional de Águas, maior competição entre as empresas operadoras do serviço e abertura para a concessão no modelo de blocos de municípios, o que favorece o atendimento em cidades de menor porte, para garantir a universalização.Saúde

Enquanto outros setores de infraestrutura sofrerão com choques negativos de demanda por conta da pandemia e as medidas de isolamento social, o saneamento, em termos práticos, não sofrerá mudança estrutural. Abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto não sofrem quedas bruscas com a pandemia. Dessa forma, garantir o acesso de todos a este serviço é muito mais que importante: é imprescindível.

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Rio

Cidade do Rio tem ocupação de quase 90% dos leitos de UTI públicos

A Prefeitura do Rio de Janeiro informou, na última quinta-feira (16), que a taxa de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), que inclui as unidades municipais, estaduais e federais em toda a capital fluminense, é de 88,45%.

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde destacou que esse percentual engloba pacientes com diferentes doenças e vítimas de infartos, de acidente vascular cerebral, entre outras emergências, e não apenas os infectados pelo novo coronavírus (covid-19).

O percentual de 88,45% significa que 548 leitos de UTI estão ocupados com pacientes de várias doenças do total de 619 leitos de UTI disponíveis na rede SUS na cidade do Rio. Desse total, estão internadas 203 pessoas com suspeita ou confirmação da covid-19 na UTI da rede SUS.

Com informações do Brasil de Fato

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Destaque Política

Em despedida privada com equipe, Mandetta fala em risco de colapso na saúde

Antes de deixar o Ministério da Saúde, Luiz Henrique Mandetta falou sobre ingratidão e risco de colapso no sistema de saúde do país. As declarações ocorreram em uma cerimônia informal para colocar a sua foto na galeria de ex-ministros, acompanhada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Nesta despedida privada, ocorrida algumas horas depois de o presidente Jair Bolsonaro anunciar a sua demissão, Mandetta fez um discurso de cerca de dez minutos para servidores e assessores, após ouvir aplausos, cantorias e falas emocionadas de aliados.

Ele começou falando sobre a Santa Irmã Dulce, religiosa brasileira canonizada recentemente. Por sua solicitação, um quadro da santa católica estava colocado no local. Ele usou do exemplo da santa para se referir ao desafio de implementar medidas de isolamento social durante a pandemia de coronavírus, alvo de críticas de Bolsonaro.

“A obra dela era uma obra para gente pobre, gente da rua de Salvador, que ela nunca negou, nunca fechou a porta. Tudo o que fizemos aqui foi pensando nos mais humildes. No dia que gente desse ministério me falou como era o ônibus que vinha para cá, o grau de proximidade das pessoas, vamos falar em isolamento social como? O SUS vai pagar a conta de séculos de negligência, de favela, de falta de saneamento básico, de falta de cuidado com o povo mais humilde que é a grande massa trabalhadora desse país”, continuou.

“O que é falar para eles: ‘vão trabalhar, por que temos que passar por isso rápido’? Se passar por isso rápido significa estressar muito além do razoável o sistema de saúde”, disse Mandetta, indicando que há risco de um colapso no SUS. “Quando a gente vê o sistema de saúde dos Estados Unidos, quando vê Nova York em colapso, Chicago em colapso, a gente pensa no nosso Brasil e nesse povo daqui e fala: Santa Dulce, nossa senhora, ajuda”.

Ele expressou preocupação com o relaxamento de medidas de isolamento, que poderiam levar a um comprometimento do sistema de saúde como visto na Europa, e disse que idosos “não são e nunca serão descartáveis sob o argumento da economia que for”, em uma indireta a Bolsonaro.

“O Padre Antônio Vieira falava: se tudo que fizeres pela pátria, e ela ainda assim lhe for ingrata, não tereis feito mais do que sua obrigação”, disse. Mandetta esteve à frente do ministério por três meses e 16 dias.

Com informações de Fórum / Foto: Marcello Casal Jr. (Agência Brasil)