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Espetáculo Um Passeio no Bosque está em cartaz no teatro Solar de Botafogo

*Por Giovanna Fraguito

Com humor e emoção, espetáculo indicado em três categorias ao Prêmio Aplauso Brasil de Teatro em São Paulo, chega ao Rio de Janeiro com a novidade de uma exposição.  A peça aborda a necessidade do desarmamento entre os homens.

Escrito em 1988, o espetáculo “Um Passeio no Bosque, do autor norte-americano Lee Blessing, propõe a ideia de “desarmamento”, e o alerta para que não deixemos rígido o fio que une os extremos, pois se ele romper; não haverá parte; não haverá todo: não mais haverá. Atemporal, já que ainda presenciamos intolerância e violência a partir da pulverização das fake news no Brasil, a peça, que é dirigida por Marcelo Lazzaratto, tem no elenco o ator que participou da primeira montagem deste autor no Brasil nos anos 2000. O texto indicado ao Pulitzer já foi montado em mais de 60 países.

 

O que faz de um texto de teatro um clássico? Transcender o tempo e o espaço. É quando o particular se torna Universal. Numa época de extremismos político e religioso, o texto de Blessing sobre a amizade entre os opostos, e o desarmamento, seja na esfera nuclear, biológica ou tecnológica; na relação entre dois seres humanos ou em políticas públicas sobre armas, nunca fez tanto sentido. À saída um acordo. Necessitamos acordar – destaca Beto Bellini – ator e idealizador do projeto.

 

Acompanhada de uma exposição composta por imagens e textos – a ser visitada antes e depois do espetáculo – que pauta como o “desejo pelo poder” nos faz gerar maior capacidade de destruição que de preservação. “Um Passeio no Bosque” traz o encontro entre dois diplomatas representantes de potências adversas em um bosque na Suíça, uma terra de neutralidade e perfeição cívica. E, para chamar atenção do público para a complexidade da relação entre os diplomatas que quase coloca em xeque a humanidade, a peça aposta na simplicidade cênica.

A encenação é pautada no jogo entre os dois intérpretes. Um deles, o mais velho, é um russo, Andrey (Beto Bellini), com larga experiência diplomática, cético em relação ao próprio trabalho, com o entendimento de que as coisas não são exatamente possíveis de serem transformadas, e que a paz é uma constante tentativa e não um êxito a ser alcançado. O outro, que ainda acredita que isso é possível, é um jovem americano idealista, John, com firme crença no poder da diplomacia e em sua habilidade pessoal. As grandes questões da política internacional – a guerra ou a paz – são tratadas pelos dois diplomatas de maneira frustrada pois eles não abrem mão de seus próprios benefícios e suas conveniências momentâneas.

SERVIÇOS:

Temporada até 25/09 – sextas e sábados – sempre às 20h

Valores: R$40,00 / R$20,00

Lotação: 90 lugares

Classificação 12 anos

Vendas pela internet: plataforma INTI (INTI – A primeira plataforma 100% transparente do mercado (byinti.com)

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FURNAS incentiva projetos culturais em todo o país

Empresas Eletrobras lançam Programa Cultural 2021
Eletrobras Furnas participa da iniciativa com investimento de R$ 5 milhões

As empresas Eletrobras estão selecionando até o dia 17 de setembro projetos de diferentes manifestações culturais para participarem do Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2021.Com essa iniciativa, as empresas Eletrobras disponibilizarão até 9 milhões de reais à cultura brasileira. Desse total, a Eletrobras Furnas entrará com o investimento de 5 milhões. A inscrição é gratuita e poderá ser realizada através do link.

A Eletrobras Furnas integra o esforço das empresas Eletrobras de fomentar a produção cultural e democratizar o acesso dos cidadãos às diferentes manifestações culturais, além de permitir que artistas possam apresentar o seu pensar e fazer cultural para as comunidades onde a empresa está presente – ressalta Clovis Torres, presidente da companhia.

Serão patrocinados projetos de quatro áreas da Lei Rouanet: artes cênicas (dança, teatro e teatro musical); patrimônio cultural material e imaterial; música (erudita e instrumental); e museus e memória.

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Cultura Destaque Rio

LUIZ GAMA recebe dupla homenagem na escadaria do Palácio Tiradentes e no Teatro PetraGold com Deo Garcez e Soraia Arnoni

 

 

O Dia de Luiz Gama, 24 de agosto, que entrou em 2019 para o calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro, será comemorado com apresentação gratuita do espetáculo “LUIZ GAMA – Uma Voz pela Liberdade” na escadaria externa do Palácio Tiradentes/Alerj, nesse mesmo dia, às 18h. A data marca os 139 anos de falecimento de Luiz Gama, ex-escravo, Patrono da Abolição e Herói da Pátria.

O convite para essa apresentação veio através da deputada estadual Renata Sousa do PSOL/Rio e do Departamento Cultural da Alerj. O evento homenageia também os advogados, já que agosto é o mês da Advocacia.

Completando essa comemoração, o Teatro Petra Gold abre suas portas para uma única e especial apresentação presencial e on-line do espetáculo no dia 31 de agosto às 19h. O texto é de Deo Garcez, que divide o palco com a atriz Soraia Arnoni, sob direção de Ricardo Torres, numa produção Olhos d’Água. Homenagens estas que respeitarão o distanciamento social e as medidas sanitárias contra a Covid-19.

O Palácio Tiradentes/Alerj fica na Rua Primeiro de Março, s/nº – Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro.
O Teatro Petra Gold fica na Rua Conde de Bernadotte, 26 – Leblon, Rio de Janeiro.

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Espetáculo Muros faz minitemporada no Teatro Armando Gonzaga

Após estrear no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana, Grupo Código apresenta seu novo trabalho no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes, ambos equipamentos pertencentes à Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ). A minitemporada da peça Muros vai acontecer de quinta (19) a sábado (21) às 20h e domingo (22) às 19h.

 

Com direção de Marcos Camelo e texto do dramaturgo cearense Yuri Marrocos, a peça apresenta uma mulher e um homem que dividem um não lugar. Um posto num campo de trabalho. Nesse espaço são deflagradas questões que estão na pauta do dia, como o fato de não concordarem com uma sociedade onde os indivíduos são cada vez mais descartáveis. A obra reflete ainda sobre gênero, decolonialidade, território, direitos trabalhistas, mobilidade urbana, políticas públicas, e como determinados profissionais são desumanizados e equiparados a ferramentas.

 

Muros foi selecionado pelo edital Prêmio FUNARJ de Montagem Teatral, e traz no elenco Juliana França, Jorge Braga Jr e Laíssa Schiavo. A realização é do Grupo Código e da Golden Arte.

 

Em observação ao Protocolo de Segurança Sanitária da FUNARJ, serão vendidos apenas 68 ingressos por sessão (cerca de um terço da capacidade total), que podem ser adquiridos através da plataforma Sympla ou diretamente na bilheteria do teatro. Os bilhetes custam R$20.

 

 

SERVIÇO:

 

Muros

Local: Teatro Armando Gonzaga (Av. General Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Marechal Hermes)

Datas: 19 a 22 de agosto (quinta a domingo)

Horários: Quinta a sábado às 20h e domingo às 19h

Informações: (21) 2332-1040

Ingressos: R$20,00 (inteira) vendidos pela plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro

Duração: 40 min

Classificação indicativa: 16 anos

Capacidade: 68 pessoas por sessão (cerca de um terço da capacidade total do espaço)

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Espetáculo teatral Maíra – Caminhos Ancestrais faz curta temporada no Teatro Glaucio Gill

*Por Giovanna Fraguito

A Cia Teatro Baixo e o Grupo Artesão Teatro, expoentes companhias teatrais da Baixada Fluminense, apresentam o monólogo Maíra – Caminhos Ancestrais, que cumprirá curta temporada no Teatro Glaucio Gill, de 26 a 29 de agosto, às 19h. Os ingressos custarão R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada). A montagem foi contemplada pelo Prêmio FUNARJ de Montagem Teatral – 2020 e conta com o apoio institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da FUNARJ e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

 

O espetáculo adulto Maíra – Caminhos Ancestrais surge do encontro da atriz Jessica Meireles com o primeiro romance de Darcy Ribeiro, um dos mais importantes intelectuais do Brasil, lembrado por defender as causas indígenas e a educação pública de qualidade. Na história, a índia anciã, ao pressentir sua morte, relembra sua trajetória a partir da chegada dos portugueses em terras brasileiras. Na peça, a atriz e dramaturga Jéssica  Meireles, a partir de seu encontro com o texto, faz um paralelo entre a aldeia ficcional e seus próprios desejos de se aproximar de suas ancestrais indígenas através de memórias e questionamentos sobre sua condição de não pertencimento a um grupo étnico racial.

 

“Esse espetáculo é também uma tentativa minha de reconstruir e me conectar com um dos meus caminhos ancestrais, guiada pelas palavras sopradas ao vento por minha bisavó e minha tataravó, mulheres indígenas, apagadas da memória-herança familiar. Elas também estarão presentes na peça”, conta Jéssica.

 

A peça é resultado do encontro de dois grupos iguaçuanos, Artesão Teatro e Teatro Baixo, que têm em comum a pesquisa, o treinamento e a formação do Ator. É o segundo monólogo com temática ancestral da Cia Teatro Baixo, grupo teatral que completa 7 anos de existência em 2021 e que vem se destacando em sua região ao tratar de assuntos que envolvem povos excluídos, perseguidos e marginalizados socialmente no Brasil. Já o Grupo Artesão Teatro atua há 6 anos na Baixada Fluminense com pesquisas teórica e prática sobre o Teatro Psicofísico, influenciado por grandes mestres da arte como Constantin Stanislavski e Jerzy Grotowski.

 

As apresentações do espetáculo seguirão o Protocolo de Segurança Sanitária da FUNARJ, sendo respeitados os percentuais de público permitido, a obrigatoriedade do uso de máscara e a distribuição de álcool em gel.

 

SERVIÇO – MAÍRA – CAMINHOS ANCESTRAIS 

 

Local: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana, Rio de Janeiro

Curta temporada: de 26 a 29 de agosto

Horário: 19h

Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada)

Classificação indicativa: 16 anos

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Comédia “Sem Fadas” estreia dia 20 de agosto no Teatro das Artes

Para comemorar 35 anos de carreira, o ator e diretor Marcello Caridade (“Os Suburbanos”– Multishow) escolheu estrear o seu primeiro monólogo: SEM FADAS.  Isso porque o texto une dois universos teatrais por onde Marcello Caridade transitou ao longo desses 35 anos: a Comédia e o teatro infantil. Uma tragicomédia urbana, de humor cítrico e debochado, escrita por Alessandro Marson (autor das telenovelas “Novo Mundo”, Nos Tempos do Imperador” – Rede Globo) que com elementos do universo infantil, traça um paralelo entre os contos de fadas tradicionais e nossa sociedade contemporânea.

 

Sob a direção de Marcio Trigo (“Sítio do Picapau Amarelo”, “Casseta e Planeta”, “Os Caras de Pau” – Rede Globo; “Multitom”, “Xilindro”, “Baby e Rose” – Multishow), o espetáculo pode se considerar “teatro infantil” para adultos, com um “contador” que interage com a plateia, enquanto narra o calvário da família de Veronella, uma “princesinha” bela, mas nem tão doce, digamos um tanto quanto “barra pesada”. Filha de pai corrupto (o Rei) e de mãe alcoólatra e viciada em barbitúricos e procedimentos estéticos (a Rainha Má), a “princesinha” vive o inferno da vida de uma adolescente rica e mimada em decadência, comum aos emergentes brasileiros da atualidade de nosso país.

 

Marcello Caridade encena todos os 12 personagens que acompanham a trajetória desta “princesinha”, usando o artifício de acessórios e adereços; a luz e a trilha sonora dialogam com a história, pontuando os momentos hilários e trágicos da saga de Veronella.

 

Seguindo todas as orientações e protocolos determinados pela OMS: o teatro é esterilizado antes e após as apresentações, é obrigatório o uso de máscaras durante a sessão, aferição de temperatura e álcool gel, assim como o distanciamento das poltronas.

 

SERVIÇO

Local:    TEATRO DAS ARTES (Shopping da Gávea)

Rua Marques de São Vicente, 52

Gávea – Rio de Janeiro

Informações: (21)2540-6004

Datas:   20 e 27 de agosto e 03 de setembro de 2021

Sextas feiras – 20h

Duração: 70min.

Ingressos: R$ 110 (inteira) R$ 55,00 (estudantes, idosos)

Site de vendas: www.divertix.com

Classificação etária: aconselhável para maiores de 16 anos

 

 

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O espetáculo “Pão e Circo” estreia dia 20 de agosto e reflete sobre as consequências do abandono paterno

O que leva um atleta querido e campeão a decidir mudar o rumo de sua vida logo após uma partida histórica? Com direção de Isaac Bernat, o espetáculo “Pão e Circo”, que estreia dia 20 de agosto no Sympla, parte de um momento decisivo da carreira de um goleiro carioca para refletir sobre uma epidemia social silenciosa: o abandono paterno. Idealizada pelo ator e autor Pedro Monteiro, que assina a dramaturgia com Leonardo Bruno, a peça se inspira nos milhões de brasileiros que crescem sem o afeto do pai para criar uma história sobre paixão, sonhos, memória e a importância dos vínculos familiares. As sessões, de sexta a domingo, a partir das 18h, exibirão uma gravação do espetáculo realizada em junho deste ano, com direção de vídeo de Cavi Borges. O projeto tem patrocínio da CONTROL-LAB e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – Secretaria Municipal de Cultura através da Lei do ISS.

 

“Neste espetáculo, quis trazer para o teatro um assunto relevante para a nossa sociedade: o papel do homem na criação dos filhos. E, para isso, optei por falar sobre a não criação. De que maneira essa lacuna influencia na vida do nosso personagem Edu? O pano de fundo da história é o futebol, uma paixão nacional, e um esporte que costuma criar vínculos fortes entre pais e filhos”, explica Pedro Monteiro, idealizador, coautor e protagonista do espetáculo.

 

Edu é um goleiro carioca, nascido e criado em Madureira, e titular do time Capela Futebol Clube. A história começa durante um jogo de decisão de campeonato e vai intercalar cenas da partida com outras que mostram a relação de um garoto e seu pai, um jogador de futebol. Um embate familiar vai mudar o rumo dos personagens. No elenco, estão Pedro Monteiro (Edu), Gabriela Estevão (narradora), Henrique Eduardo (jovem) e Osvaldo Mil (Júlio). “A trama mostra a importância dos vínculos familiares no nosso processo de amadurecimento. Muito do que a gente ouve aos 10, 11, 12 anos de um pai, mãe ou professor, fica guardado para sempre. Ao mesmo tempo, queremos mostrar o processo de cura de alguém que foi abandonado pelo pai. A personagem da Gabriela Estevão é, ao mesmo tempo, narradora, psicóloga e consciência, que vai levantar questionamentos e levar dados jornalísticos para a história”, explica o diretor Isaac Bernat.

 

Para Leonardo Bruno, coautor da peça, o espetáculo quer levar o espectador a pensar sobre o amor entre pais e filhos e a diferença entre os nossos sonhos genuínos e aqueles que herdamos da família. “Estamos em um momento de pandemia, com sentimentos como o luto, o medo, a tristeza a revolta, muito aflorados. E essa peça faz um retorno a um dos nossos sentimentos mais primitivos, que é o amor pela mãe e pelo pai. Temos a vontade de que a história faça o espectador abrir seu leque de afetos neste momento tão difícil”, observa. “A gente optou por não focar nos motivos que levam um pai a abandonar seu filho, mas no que isso vai provocar em quem foi abandonado. E de que maneira é possível superar as dificuldades e nos reconectar com nossos sonhos e com a criança que a gente foi um dia”, acrescenta.

 

“Pão e Circo” foi um espetáculo idealizado para os palcos e adaptado para o formato virtual devido à pandemia. A obra foi filmada em dois dias no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, em julho de 2021. “Essa experiência foi muito interessante porque tivemos um diretor de teatro e um de cinema, então a gente fez uma mistura de verdade dessas duas linguagens e pensamentos e não apenas um registro da peça. Filmamos plano a plano!”, comenta o cineasta Cavi Borges. Também fizeram parte da equipe criativa Doris Rollemberg (cenário), Bruna Falcão (figurino), Charles Kahn (direção musical), Andrea Jabor (preparadora corporal) e Aurélio de Simoni (iluminador).

 

Serviço:

Pão e Circo

Temporada: de 20 de agosto e 3 de outubro

Dias e horários: sextas, sábados e domingos, a partir das 18h. O vídeo ficará disponível por 24 horas

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Vendas pelo Sympla (www.sympla.com.br)

Tempo de duração: 35 minutos

Classificação etária: Livre

 

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Espetáculo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” estreia nova temporada virtual dia 22 de agosto

Helena Petrovna Blavatsky foi uma das figuras mais notáveis do mundo nas últimas décadas do século 19, tornando-se imprescindível para o pensamento moderno. A vida e obra desta renomada personalidade russa inspirou o monólogo “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, que estreou no ano passado com sucesso de público no país, e agora inicia nova temporada com apresentações ao vivo, a partir de 22 de agosto.

Visto por mais de 7 mil pessoas, o espetáculo, estrelado por Beth Zalcman sob a direção de Luiz Antonio Rocha, mexe com os espectadores ao instigar uma profunda reflexão sobre a busca do homem pelo conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Este é o primeiro texto teatral da filósofa e poetisa Lucia Helena Galvão, cujas palestras na internet são acompanhadas por milhões de admiradores.

As sessões do espetáculo serão aos domingos, às 19h30, e às terças, às 20h, com venda de ingressos pelo Sympla (www.sympla.com.br/produtor/helenablavatskyavozdosilencio) e transmissão pelo Zoom. Logo após cada sessão, haverá um bate-papo com o diretor, a autora e a atriz do espetáculo sobre o legado deixado pela escritora.

Helena Blavatsky foi, antes de tudo, uma incansável buscadora de sabedoria antiga e atemporal, revolucionando o pensamento humano. Sua vasta obra influenciou cientistas como Einstein e Thomas Edison; escritores como James Joyce, Yeats, Fernando Pessoa, T. S. Elliot; artistas como Mondrian, Paul Klee, Gauguin; músicos como Mahler, Jean Sibelius, Alexander Criabrin; além de inúmeros pensadores, como Christmas Humphreys, C. W. Leadbeater, Annie Besant, Alice Bailey, Rudolf Steiner e Gandhi.

O monólogo retoma a parceria entre a atriz Beth Zalcman e o encenador Luiz Antônio Rocha, depois do sucesso da peça “Brimas”, pelo qual a atriz foi indicada ao prêmio Shell de melhor texto. A encenação propõe uma dramaturgia inspirada no conceito desenvolvido pelo artista Leonardo Da Vinci em suas obras, conhecido como “sfumato”. Da Vinci descreveu a técnica como: “sem linhas ou fronteiras, na forma de fumaça ou para além do plano de foco”. O ponto de partida para a direção de arte, cenário e figurinos foram baseados em algumas pinturas do artista impressionista Édouard Manet que traduz com beleza a solidão deste último instante de vida de Helena.

Sinopse – “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”

A luz da vela ilumina o cenário e revela um lugar simples no frio de Londres no final do séc. 19. É um recorte do quarto de Helena Blavatsky, que se encontra sozinha, no seu último dia de vida. Ela revisita suas memórias, seu vasto conhecimento adquirido pelos quatro cantos do mundo, se depara com a força do comprometimento com sua missão de vida e as consequências de suas escolhas. Relembra sua forte ligação com a Índia e seu encontro, em Londres, com Gandhi. “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, é um mergulho no universo que existe dentro de nós.

Programa Criança para o Bem

A equipe doará 20% da bilheteria para o programa Criança para o Bem (PCPB), que beneficia crianças e jovens do Distrito Federal e é mantido pela Nova Acrópole. Criando em 2007, o programa já atendeu mais de 3 mil crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social da periferia do Distrito Federal.  Atualmente, atende 200 crianças na faixa etária de 4 a 16 anos em 500 oficinas artísticas e esportivas por mês, entre outras atividades. São oferecidos também, de forma gratuita e sistemática, transporte, lanche e assistências médica, psicológica e odontológica.  Na pandemia, as oficinas estão sendo realizadas por teleaulas, aulas on-line e entrega de kit de recreação e escolar. Mais informações: https://criancaparaobem.org.br

Serviço:

Helena Blavatsky, a voz do silêncio – Apresentações virtuais

Monólogo teatral inspirado na trajetória e na obra da escritora russa Helena Blavatsky

Temporada: De 22 de agosto a 28 de setembro. Aos domingos, às 19h30, e às terças-feiras, às 20h.

Ingressos: a partir de R$ 30

Duração: 1h

Onde comprar e assistir:

www.sympla.com.br/produtor/helenablavatskyavozdosilencio

Classificação etária: 14 anos

 

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Enredo do Salgueiro sobre Benjamin de Oliveira, ganhará versão teatral em 2022

 

 

Espetáculo traz circo do século XX e personagens do presente com mensagens de empoderamento e luta contra o racismo.

Em 2020, Benjamin de Oliveira completava 150 anos. Dono de circo, palhaço, dramaturgo, ator, cantor, compositor, músico. Muitos desses talentos foram exaltados durante o desfile da Acadêmicos do Salgueiro na avenida no carnaval carioca. Mas agora é a vez dos palcos.

Com produção em desenvolvimento desde 2018 e alavancado graças às inspirações do desfile da Acadêmicos do Salgueiro em 2020, o musical “Benjamin – O Palhaço Negro” traz o picadeiro aos palcos numa mistura lúdica de passado e futuro. Uma companhia mambembe fracassada resolve criar um novo espetáculo, já sem esperanças de sucesso, têm um encontro com Benjamin, fundador da trupe, informação que, até então, era desconhecida aos artistas. Contando a história de Benjamin, o espetáculo espelha passado e presente, mostrando a luta e o preconceito vivido pelo povo negro desde lá até hoje.

Com direção de Tauã Delmiro, idealização de Isaac Belfort, texto de Rebeca Bittencourt e direção musical de Nakiska Muniz, o espetáculo visa levar a história do palhaço negro e a voz de artistas pretos aos palcos com um grito de luta contra a opressão, trazendo junto a ele uma celebração ao artista inovador e inspirador que foi Benjamin, e que a história tentou abafar. No palco, nove artistas negros de musical darão vida a trajetória: Layla Santos, Isaac Belfort, Elis Loureiro, Maria Antônia Ibraim, Marcelo Vittória, Peterson Ferreira, Alex Carbral, Sara Chaves e Léo Araújo como ator convidado.

A peça, realizada pela Belfort Produções, tem previsão de estreia para abril de 2022 no Rio de Janeiro, com ingressos a preços acessíveis para maior acessibilidade  e democratização do público.

Para mais informações sigam o perfil do espetáculo no Instagram: @musicalbenjamin

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Espetáculo PANÇA estreia, nesta quinta-feira, no Teatro Arthur Azevedo

Com dramaturgia e direção de Cecilia Ripoll, espetáculo se inspira no surgimento da máquina de imprensa, inventada por Gutenberg no século 15, para refletir sobre a comunicação humana, a noção de verdade e a manipulação de discursos na sociedade contemporânea

Não é raro nos sentirmos perdidos e confusos diante da quantidade de informações (verdadeiras e falsas) a que temos acesso diariamente pelos meios de comunicação e redes sociais. A circulação de notícias, obras e ideias está em profunda transformação no mundo atual, passando por fenômenos como os da “fake news”, mas também ampliando em nível vertiginoso nossa possibilidade de acesso ao conhecimento. Com dramaturgia e direção de Cecilia Ripoll, o espetáculo “PANÇA”, que estreia esta quinta-feira, dia 1º de julho, no Teatro Arthur Azevedo, constrói uma fábula para tratar da reprodutibilidade da notícia e das falhas da comunicação humana. Quais os efeitos que o poder de circular ideias pelo mundo gera na sociedade? O espetáculo foi selecionado pelo edital Prêmio de Montagem Teatral, da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ).

Fonte: Reprodução

Com estrutura cômica e farsesca, a peça acompanha a história de um talentoso e endividado escritor que, de seu pequeno vilarejo, escuta falar sobre a mais nova invenção da capital: a famosa máquina de imprensa. Com desejo de ampliar a venda de seu mais recente romance, o autor se endivida ainda mais para conseguir comprar a copiadora mecânica. Cheia de peripécias e reviravoltas, a trama faz referência ao surgimento histórico da máquina de tipos móveis (a primeira versão ocidental de copiadora mecânica), divisor de águas na história da humanidade que permitiu a produção em série dos livros, até então copiados um a um a mão. No elenco, estão André Marcos (Escritor), Clarisse Zarvos (Josefina), Diogo Nunes (Rei), Julia Pastore (Padeiro, Sputnik e Fisco) e Ademir de Souza (Máquina – voz).  

Fonte: Reprodução

“Sem compromissos rígidos em dar conta de contexto ou fatos históricos, a fábula está mais preocupada em se perguntar o que acontece com a sociedade quando surgem avanços que transformam a capacidade de reprodutibilidade de obras e ideias. Como a ampliação dos meios de reproduzir discursos impacta na transformação social e no imaginário dos indivíduos?”, questiona a autora e diretora Cecilia Ripoll, que escreveu a peça no ano passado. “De uma hora para a outra, ficamos sabendo da opinião de todo mundo sobre todas as coisas. E há uma dificuldade de aceitar que podem existir diferentes narrativas de uma mesma história. A minha aposta é de que um livre invencionismo acerca do passado nos permita construir metáforas para pensar sobre nossos tempos”, acrescenta.

Para criar a dramaturgia, a autora também se inspirou em clássicos como “O inspetor geral”, de Nikolai Gogol; “Arlequim, servidor de dois patrões”, de Carlo Goldoni; e “Galileu Galilei”, de Bertolt Brecht. “São três textos que eu já li várias vezes e que tocam em temas que eu tinha vontade de desenvolver. “Galileu Galilei” me instiga a refletir sobre os artifícios usados por artistas que desejam pesquisar, sem precisarem ficar à mercê de esquemas engessados. “O inspetor geral” é uma peça que deixa em evidência o ridículo do ser humano a partir de um equívoco, revela o patético por trás de algumas instituições e relações de poder. E “Arlequim, servidor de dois patrões” me inspirou no aspecto formal. A estrutura da trama, com encadeamentos muito precisos, me encanta”, explica Cecilia.

Com estética inspirada no estilo das trupes de comédia dell’arte, “PANÇA” vai contar com linguagem das máscaras teatrais. “Em cena, brincamos o tempo todo com a ideia de que mudanças sutis podem criar uma outra narrativa, uma outra ideia. Também investimos em uma linguagem ágil, que busca unir a ideia do antigo com o contemporâneo”, explica Cecilia. Na equipe criativa, também estão Eduardo Vaccari (supervisor artístico), Carlos Alberto Nunes (cenógrafo), Nívea Faso (figurinista), Tania Gollnick (mascareira), Ana Luzia de Simoni (iluminadora) e Charles Kahn (colaboração musical).

O Teatro Arthur Azevedo e o Teatro Glaucio Gill são espaços da FUNARJ e estão funcionando com a capacidade reduzida, seguindo o Protocolo de Segurança Sanitária da Fundação. Os locais foram equipados com totens de álcool em gel. É obrigatório o uso de máscaras de proteção, de preferência PFF2, e manter o distanciamento. Após as apresentações presenciais faremos uma temporada online para as pessoas que não se sintam seguras possam assistir de casa.

 

Sobre Cecilia Ripoll

É dramaturga, diretora e atriz, formada em Licenciatura Plena em Artes Cênicas pela UNIRIO. Indicada ao Prêmio Shell (RJ) pela dramaturgia ROSE (direção de Vinicius Arneiro) em 2018, publicada pela Editora Cobogó e composta por Cecilia Ripoll em 2017 no Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI, coordenado por Diogo Liberano. Fundadora do Grupo Gestopatas, que tem projetos pedagógicos e montagens cênicas adultas e infanto-juvenis, dentre elas PACO E O TEMPO (texto e direção de Ripoll), uma das dramaturgias vencedoras do III Concurso Jovens Dramaturgos do Sesc 2013 e premiada no FENATA por Melhor Texto e Melhor Espetáculo infanto-juvenil. Também como dramaturga, participou da residência BETSUD/Primavera Dei Teatri, Castrovillari, Itália. Além da formação pela UNIRIO, considera igualmente importante sua formação através do teatro de grupo, iniciada em 2000 na Companhia do Gesto, com a qual participou de diversas montagens como atriz e assistente de direção.

FICHA TÉCNICA

 

Dramaturgia e Direção: Cecilia Ripoll

Elenco: André Marcos, Clarisse Zarvos, Diogo Nunes, Julia Pastore e Ademir de Souza (voz).

Supervisão Artística: Eduardo Vaccari

Cenografia: Carlos Alberto Nunes

Figurino: Nívea Faso

Costura: Madalena Lourette

Máscaras: Tania Gollnick

Colaboração nas máscaras: Ademir de Souza

Costura das máscaras: Silvia Maria Gonçalves

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Composições musicais: Julia Pastore

Colaboração musical: Charles Kahn

Programação visual: Fernando Nicolau

Fotos: Thaís Grechi

Vídeo: Diogo Nunes e Felipte Dutra

Intérprete de Libras: Jadson Abraão (JDL Traduções)

Mídias sociais e Planejamento de divulgação: Lyana Ferraz e Gabriel Innocencio

Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Produção executiva: Clarissa Menezes

Gerência Financeira: Estufa de Ideias

Direção de produção: Cecilia Ripoll e Clarissa Menezes

Grupo parceiro: Gestopatas

 

Serviço:

Pança

Primeira Temporada: 1º a 4 de julho

Teatro Arthur Azevedo: Rua Vitor Alves, 454 – Campo Grande

Telefone: (21) 2332-7516

Dias e horários: 5ª a dom., às 19h.

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia)

Tempo de duração: 50 minutos

Classificação etária: 14 anos

Capacidade: 83 pessoas

Vendas de ingressos: na bilheteria do teatro e pelo Sympla (www.sympla.com.br)

Redes sociais do espetáculo: Instagram: @panca.teatro

Facebook: https://www.facebook.com/panca.teatro

Youtube: http://bit.ly/PANÇA-YouTube

Segunda Temporada: 30 de julho a 2 de agosto

Teatro Glaucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº – Copacabana.

Telefone: (21) 2332-7904

Dias e horários: 6ª a seg., às 19h. Haverá uma apresentação com intérprete de Libras, no dia 31 de julho (sábado).

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia)

Tempo de duração: 50 minutos

Classificação etária: 14 anos

Capacidade: 36 pessoas

Vendas de ingressos: na bilheteria do teatro e pelo Sympla (www.sympla.com.br)

Redes sociais do espetáculo: Instagram: @panca.teatro

Facebook: https://www.facebook.com/panca.teatro

Youtube: http://bit.ly/PANÇA-YouTube

 

Temporada 3 online: 5 a 9 de agosto

Canal do Youtube do espetáculo PANÇA

Dias e horários: 5ª a seg., às 19h.

Gratuito

Tempo de duração: 50 minutos

Classificação etária: 14 anos

Redes sociais do espetáculo: Instagram: @panca.teatro

Facebook: https://www.facebook.com/panca.teatro

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