Categorias
Destaque Diário do Rio Notícias Notícias do Jornal Política

Por 10 a 0, Witzel sofre impeachment por crime de responsabilidade e corrupção na pandemia

Wilson Witzel (PSC), enfim, pagou o pato pelo vírus da corrupção. Acusado de crime de responsabilidade por envolvimento em fraudes na compra de equipamentos e celebração de contratos irregulares durante a pandemia da Covid-19, ele teve o impeachment aprovado por unanimidade (10 votos a 0), na sexta-feira (30), pelo Tribunal Especial Misto (TEM).

Ele estava afastado provisoriamente desde agosto de 2020, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agora, com o impeachment aprovado por deputados e desembargadores, ele fica destituído definitivamente do cargo de governador do RJ – o atual governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), vice de Witzel, agora assume o posto em definitivo.

O primeiro voto lido na sessão foi o do relator do processo, o deputado Waldeck Carneiro (PT). Ele disse que foi devidamente assegurado ao réu o direito de defesa e votou pela condenação. Em seguida, também acompanharam o voto do relator os desembargadores José Carlos Maldonado, Teresa Castro Neves, Fernando Foch, Ines da Trindade Chaves de Melo e Maria da Gloria Bandeira de Mell, e os dos deputados Carlos Macedo (Republicanos), Chico Machado (PSD), Alexandre Freitas (Novo) e Dani Monteiro (PSOL).

O julgamento foi o último capítulo do processo, iniciado há quase um ano, após autorização da Alerj — o pedido foi protocolado pelos deputados Luiz Paulo (Cidadania) e Lucinha (PSDB). O processo foi alvo de inúmeros recursos de Witzel no Supremo Tribunal Federal (STF), como forma de tentar sua suspensão. O último recurso foi negado na véspera do julgamento pelo ministro Alexandre de Moraes.

Caixinha de propina e lágrimas de crocodilo

Duas acusações motivaram o pedido de impeachment. Uma delas foi a requalificação da Organização Social (OS) Unir Saúde. Witzel decidiu, por ato de ofício, reverter a desqualificação da entidade, que apresentava uma série de irregularidades na gestão de unidades de saúde do Rio, permitindo que ela voltasse a contratar com o estado. A decisão contrariou pareceres técnicos anteriores.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo estabeleceu ainda um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs). A acusação afirma que foi montada uma espécie de caixinha de propina paga por OSs na área da Saúde, inclusive na liberação de restos a pagar, e que Witzel era um dos beneficiários. Conforme a investigação, o valor total de propina arrecadado pelo grupo teria sido de R$ 55 milhões.

A outra acusação que levou ao impeachment está relacionada à contratação de hospitais de campanha. Para os membros do Tribunal, Witzel teve participação na contratação da OS Iabas para a construção e operação de sete unidades de saúde, cujo contrato apresenta uma série de ilegalidades. Embora tenham sido pagos R$ 256 milhões dos R$ 770 milhões previstos, apenas dois dos sete hospitais entraram em funcionamento — o do Maracanã e o de São Gonçalo, com número de leitos inferior ao previsto.

Em seu interrogatório, na última etapa antes da conclusão do processo, no início do mês e, Witzel chorou ao se defender das acusações – para muitos, lágrimas de crocodilo –, acusou o ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos de ter recebido propina e alegou que não tinha como saber que o então chefe da pasta integrava um grupo criminoso. Edmar também foi ouvido e, por sua vez, acusou o Witzel de manobras que levaram ao impeachment.

Corrupção e caos na saúde: quem sofre é o povo

A população mais carente, que depende do sistema público de saúde, é quem paga o pato pela corrupção dos governantes. Os leitos dos hospitais de campanha que não saíram do papel poderiam desafogar o atendimento na rede pública e reduzir ou até mesmo extinguir a angustiante fila por leitos. Além disso, o dinheiro descaradamente desviado poderia estar sendo usado hoje para equipar mais unidades de saúde e evitar que o estado chegasse nas mais de 40 mil mortes por covid-19.

O hospital do Maracanã, por exemplo, foi alvo de diversas denúncias: funcionários relataram falta de pagamento e de equipamentos. Com o fechamento das duas unidades de campanha, os materiais foram levados para um galpão e, com a delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos, no início do ano, descobriu-se irregularidades envolvendo equipamentos superfaturados, respiradores obsoletos, macas que quebravam com o peso do paciente, máscaras de papel e outros absurdos. O aluguel do galpão custava aos cofres públicos R$1 milhão/mês.

Os desmandos administrativos e a corrupção endêmica que assolam o Rio tornaram ainda mais caótica a situação da saúde pública, sobretudo na pandemia. E, para que isso não se repita, é preciso que as punições para os corruptos sejam cada vez mais rígidas e exemplares.

Categorias
Destaque Diário do Rio Notícias Witzel

Justiça marca para abril interrogatório do governador afastado Wilson Witzel

Da Agência Brasil 

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, marcou para os dias 7 e 8 de abril, a partir das 9h, a realização de sessão do Tribunal Especial Misto que julga o pedido de impeachment do governador afastado do Rio, Wilson Witzel.  Os trabalhos vão ser retomados com o depoimento do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos, seguido do interrogatório de Witzel. As intimações já foram expedidas aos acusados.  

No dia 23 de setembro de 2020, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou de forma unânime, por 69 votos a favor e nenhum contra, o relatório que pede o impeachment de Witzel. A sessão reuniu 69 deputados, presencialmente ou de forma remota. Um deputado estava afastado por problema de saúde.

Em novembro do ano passado, o Tribunal Especial Misto acolheu, por unanimidade, a denúncia para o prosseguimento do processo de impeachment do governador afastado. Na sessão, a comissão decidiu também pelo corte de um terço do salário de Witzel e que ele deixasse, junto com a família, a residência oficial do governo do Estado, no Palácio Laranjeiras.

Suspensão

As sessões do Tribunal Misto estavam suspensas desde o dia 28 de dezembro por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o ministro atendeu ao pedido da defesa de Wilson Witzel e determinou que o interrogatório do governador afastado só seria possível, depois que os advogados de Witzel tivessem acesso a todos os documentos remetidos pelo Superior do Tribunal de Justiça (STJ) relativos ao governador, o que incluía a delação premiada do ex-secretário Edmar Santos. Moraes também ordenou que um novo depoimento de Edmar fosse realizado.

A defesa de Wilson Witzel pretendia ter acesso ao inteiro teor da delação premiada feita pelo ex-secretário, mas o compartilhamento da prova deferida pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ, diz respeito exclusivamente aos anexos em que o governador é citado. Os trechos da delação que não dizem respeito a ele, devem ficar resguardados.

Na decisão que convoca a retomada das sessões, o desembargador Henrique Figueira informou que a íntegra da colaboração premiada de Edmar Santos foi enviada pelo STJ e juntada ao processo.  Ainda segundo o magistrado, foi disponibilizado aos advogados do governador afastado “todos os meios essenciais ao pleno exercício do contraditório e à ampla defesa”.

Na época em que sua denúncia foi recebida pelo ministro Benedito Gonçalves, Wilson Witzel  disse, por meio de suas redes sociais, que “tenho as mãos limpas e a consciência tranquila de que ficará comprovada a minha inocência.’

Categorias
Destaque Rio

Polícia Federal e MP cumprem mandado de busca  contra desembargadores do TRT do Rio

 

 

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) cumprem hoje (2) onze mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão contra suspeitos de participação em uma organização criminosa que atua junto ao governo do estado do Rio de Janeiro. Entre os alvos da operação Mais Valia estão desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/1ª Região).

Também são investigados o governador afastado do Rio, Wilson Witzel, e advogados ligados a ele.

A operação Mais Valia investiga o pagamento de vantagens indevidas a desembargadores para que integrantes do esquema criminoso fossem beneficiados.

Denúncia contra Witzel

Witzel foi afastado do cargo de governador em agosto do ano passado, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o MPF, o governador afastado foi denunciado três vezes ao STJ por suspeita de envolvimento em esquemas de corrupção, entre eles, o desvio de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia de covid-19.

Ainda de acordo com o MPF, a primeira denúncia já foi recebida por unanimidade pelos ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Witzel nega as acusações e diz que é vítima de perseguição política.

Foto: ABr

Categorias
Destaque Política Rio

Edson Torres confirma que entregou R$ 980 mil a Witzel

O Tribunal Especial Misto (TEM), que julga o processo de impeachment contra o governador afastado Wilson Witzel, realizou nesta quarta-feira (13) uma sessão decisiva para o futuro do ex-juiz. O depoimento do empresário Edson Torres, arrolado como testemunha pelo deputado estadual Waldeck Carneiro, relator do processo, foi detalhado e devastador para as pretensões de Witzel de se manter no cargo.

 
Torres, que disse ao Ministério Público ter participado de desvios do governo, confirmou que entregou pessoalmente a Witzel recursos da ordem de R$ 980 mil antes mesmo de ele assumir o cargo, em pergunta feita por Waldeck na sessão. Este valor seria utilizado para as despesas pessoais do governador afastado após largar a magistratura.
 
Disse ainda que a “caixinha” da corrupção chegou a um montante aproximado de R$ 55 milhões. Sobre a divisão dos valores, revelou aos integrantes do Tribunal Especial Misto: “15% eram para mim , 30% para o Edmar (Santos) , 15% para o Vitor Hugo e 40% para (Pastor)Everaldo, que repassava parte a autoridades do governo”.
Contou também que indicou Hélio Cabral para presidir a Cedae e chancelou a nomeação do ex-subsecretário de Saúde do Rio, Gabriell Neves, preso e investigado, para o cargo.

 
Wilson Witzel alimenta a esperança de retornar ao Palácio Guanabara através de chicanas jurídicas para se beneficiar do decurso de prazo. Mas o depoimento de Edson Torres pode ter colocado uma pá de cal em suas pretensões.

Recurso

Em recurso protocolado no fim de dezembro, a defesa de Witzel argumentou que a contagem do prazo de 180 dias não podia ter sido interrompida, como determinou o Tribunal Especial Misto, e que os limites de 180 dias de afastamento e 120 dias para a conclusão do processo, que se encerram nos meses de maio e março, respectivamente, precisavam ser respeitados.
Os prazos foram suspensos no último dia 28 de dezembro, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Witzel só fosse ouvido após a delação do ex-secretário de Saúde Edmar Santos se tornar pública.
Isso acontecerá quando a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que tem por base a delação de Edmar, for aceita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), decisão que a corte não tem prazo para tomar.
Categorias
Destaque Política Rio

Entenda o processo de impeachment de Wilson Witzel

 

DEPOIMENTOS DE TESTEMUNHAS – 17/12

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e do Tribunal Especial Misto (TEM), desembargador Claudio de Mello Tavares, e o colegiado do TEM – formado por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais – ouvem, em sessão marcada para às 9h de amanhã, quinta-feira (17/12), as 27 testemunhas de acusação e defesa que tiveram seus nomes aprovados para depor no processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel.

Os nomes das 27 testemunhas foram aprovados em sessão realizada no dia 4/12, quando o colegiado foi favorável à produção de provas testemunhais e documentais suplementares no processo. As perícias contábeis e de engenharia foram rejeitadas pela maioria.

TESTEMUNHAS ARROLADAS PELA ACUSAÇÃO

Luiz Roberto Martins Soares;
Lucas Tristão do Carmo;
Everaldo Dias Pereira (Pastor Everaldo);
Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso;
Gabriell Carvalho Neves Franco dos Santos ;
Ramon de Paula Neves;
Roberto Bertholdo.

TESTEMUNHAS ARROLADAS PELA DEFESA

Edmar Santos;
Gabriell Carvalho Neves Franco dos Santos;
Claudio Alves França;
Carlos Alberto Chaves;
Mario Peixoto;
Roberto Bertholdo;
Luis Augusto Damasceno Melo;
Hormindo Bicudo Neto;
Sergio D’Abreu Gama;
Felipe de Melo Fonte;
Luiz Roberto Martins;
Marcus Velhote de Oliveira;
Luiz Octávio Martins Mendonça;

TESTEMUNHAS DO JUÍZO

Deputado Waldeck Carneiro – VOTO

Nelson Roberto Bornier de Oliveira
Mario Pereira Marques Neto
Edson da Silva Torres
Gustavo Borges da Silva
Carlos Frederico Verçosa Duboc
Maria Ozana Gomes
Mariana Tomasi Scardua
Bruno José da Costa Kopke Ribeiro

Deputado Alexandre Freitas

Helena Witzel
Alessandro de Araújo Duarte.

PROCEDIMENTOS

 Após a audição das testemunhas, a acusação e a defesa fazem as alegações finais. Logo após, o relator do processo, deputado estadual Waldeck Carneiro se manifesta e dá seu voto. Os integrantes do Tribunal Especial Misto podem acompanhar ou não o voto do relator.

INTERROGATÓRIO DE WILSON WITZEL – 18/12

Na sexta-feira, dia 18/12, o desembargador Claudio de Mello Tavares e o colegiado do TEM voltam a se reunir, em nova sessão, às 16h, para interrogatório de Wilson Witzel, oportunidade em que o réu, que responde por crime de responsabilidade em processo que pode resultar no seu impeachment do cargo, poderá exercer sua autodefesa.

As duas sessões acontecerão no Tribunal Pleno do TJRJ, no 10º andar do Fórum Central, com acesso pelo Beco da Música, no Centro do Rio.

Categorias
Destaque Política

Wilson Witzel, governador do Rio é afastado por determinação do STJ

Foi deflagrada na manhã de hoje (28) a Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Placebo, que investiga atos de corrupção em contratos públicos do governo do Rio de Janeiro. A ação autorizada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves inclui o afastamento do governador Wilson Witzel por 180 dias.

Participam da operação procuradores do Ministério Público Federal (MPF), policiais federais e auditores da Receita Federal, para cumprir 17 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão em endereços ligados à cúpula do governo fluminense. Além do governador, estão entre os investigados o vice-governador, Cláudio Castro e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerg), André Ceciliano.

Estão sendo cumpridos mandados no Palácio Laranjeiras, no Palácio Guanabara, na residência do vice-governador, na Alerj e em outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de São Paulo, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais e no Distrito Federal. Há, ainda, um endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados que teve prisão preventiva foi decretada.

A investigação aponta que a organização criminosa instalada no governo estadual a partir da eleição de Witzel se divide em três grupos, para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos liderados por empresários. Os grupos teriam loteado as principais secretarias para beneficiar essas empresas.

Em outro inquérito, o ministro do STJ Jorge Mussi autorizou 12 mandados de busca e apreensão no estado do Piauí, relativos a um suposto esquema de funcionários fantasmas no governo fluminense.

Propina
Segundo o MPF, o principal mecanismo dos grupos era o direcionamento de licitações de organizações sociais e a cobrança de um percentual sobre pagamentos das empresas fornecedoras do estado, feito mensalmente a agentes políticos e servidores públicos da Secretaria de Saúde. Entre as operações suspeitas está a contratação da Organização Social Iabas para gerir os hospitais de campanha montados para atender pacientes da covid-19.

Foi apurado também que alguns deputados estaduais podem ter se beneficiado de desvios de dinheiro de sobras dos duodécimos do Poder Legislativo. Os valores eram depositados na conta do Fundo Estadual de Saúde, de onde eram repassado para os Fundos Municipais de Saúde de municípios indicados pelos deputados, de onde recebiam de volta parte dos valores.

O MPF apura também suspeitas do uso do poder judiciário para beneficiar os agentes públicos, por meio de um esquema montado por um desembargador do Trabalho que beneficiaria organizações sociais do grupo por meio do pagamento de dívidas trabalhistas judicializadas.

A Procuradoria-Geral da República ofereceu hoje (28) denúncia no caso de pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto e da família de Gothardo Lopes Netto ao escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel. Segundo a acusação, o esquema transferia recursos indiretamente desses empresários para o governador.

Foram denunciados o governador Wilson Witzel, a primeira-dama Helena Witzel, Lucas Tristão, Mário Peixoto, Alessandro Duarte, Cassiano Luiz, Juan Elias Neves de Paula, João Marcos Borges Mattos e Gothardo Lopes Netto.

Governo
Em nota, a defesa do governador Wilson Witzel informou que “recebe com grande surpresa a decisão de afastamento do cargo, tomada de forma monocrática e com tamanha gravidade”. Os advogados estão aguardando para ter acesso ao conteúdo da decisão “para tomar as medidas cabíveis”.

Categorias
Destaque Saúde

UPAs do Rio de Janeiro terão Fisioterapia

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em sessão virtual o Projeto de Lei nº 2942/2020, que prevê a criação da Unidade de Pronta Resposta de Urgência em Fisioterapia (UPRUF) em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas.

A UPRUF é uma unidade composta por um grupo de profissionais com conhecimento específico para ofertar assistência fisioterapêutica imediata ao paciente, nas UPAs 24h. A equipe fará o primeiro atendimento e, após a assistência emergencial, o paciente será encaminhado para acompanhamento para que aquela situação para não agrave. Resultando em menos custos para a Saúde estadual.

Buscando um olhar de que o profissional da fisioterapia precisa ser valorizado, o presidente do Crefito-2, Dr. Wilen Heil e Silva comentou após a aprovação do texto pelos Deputados, e afirmou que o resultado é uma vitória não só dos fisioterapeutas do Estado do Rio de Janeiro mas de todo o povo brasileiro que passará a ter acesso a esta assistência em nosso Estado. Hoje o Crefito-2 não é um time e sim uma família, composta por diferentes entidades (SINFITO-RJ, AFERJ, ABFO, ABRAFIN, AFQ, ABRAFISM, ASSOBRAFIR-RJ, ABRASFIPICS entre outras), que juntas com cada colega que compõem nossas representações e participam de nossos grupos, fazem acontecer. e agradece a todos os deputados estaduais que entenderam a importância do fisioterapeuta no protagonismo de qualidade de vida à sociedade. A aprovação é resultado do trabalho em conjunto que estamos desenvolvendo e queremos somar, pois somente juntos seremos mais fortes”, comentou Dr. Wilen.

O texto aprovado é de autoria do Deputado Estadual e presidente da Alerj, André Ceciliano e fruto de encontro realizado entre a diretoria e colegiado do Crefito-2 e o parlamentar, em 10 de agosto. Na ocasião, Ceciliano disse que durante o período em que foi prefeito de Paracambi, na Baixada Fluminense, teve uma gestão voltada para a saúde, por meio do Programa Saúde da Família.

Projeto de Lei

O PL nº 2942/2020 autoriza o Governo do Estado a implantar as Unidades de Pronta Resposta de Urgência em Fisioterapia (UPRUF) nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24hs). Além disso, o texto diz que a Unidade de Pronta Resposta de Urgência em Fisioterapia (UPRUF) está em consonância com as estratégias prioritárias da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) e dentro das linhas de cuidado ventilatório, cardiovascular, cerebrovascular e traumatológica.

Às UPRUFs compete prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes utilizando técnicas de fisioterapia manual, métodos e técnicas com uso de instrumental fisioterapêutico ou quaisquer outros meios devidamente reconhecidos e regulamentados como prática profissional do fisioterapeuta.

Após a aprovação, o texto será encaminhado para sanção do Governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Caso aprove sem vetos, o documento se torna Lei. Em caso de vetos, o texto retorna à Alerj para apreciação dos Deputados Estaduais.

Categorias
Destaque Política

Impeachmet: Witzel é esperado para prestar depoimento nesta quinta

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), deve prestar depoimento, na manhã desta quinta-feira (9), na superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, Região Portuária do Rio. Um segundo depoimento deve acontecer já nesta sexta-feira (10), sobre suspeita de irregularidades em contratos emergenciais na área da Saúde, durante a pandemia da covid-19.

Paralelamente, inicia nesta quinta a contagem do prazo, que expira em 30 de julho, para que o governador apresente sua defesa no processo de impeachment aberto pela Alerj. O tempo do prazo equivale a dez sessões plenárias da Assembleia.

A Polícia Federal apurou que há suspeitas de corrupção no contrato entre a Secretaria de Saúde e a Organização Social Iabas, no valor de R$ 835 milhões, para a construção de sete hospitais de campanha. Apenas dois deles foram entregues, sendo que todos deveriam estar funcionando até o final de abril.

Witzel foi um dos alvos dos 12 mandados de busca e apreensão cumpridos pela Operação Placebo, deflagrada pela PF, no dia 26 de maio. Os agentes estiveram no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, e em seu imóvel particular, no Grajaú, Zona Norte do Rio. Os celulares do governador e de sua esposa, Helena Witzel, foram apreendidos na ocasião.

Categorias
Política Rio

Witzel pode ter que deixar governo do RJ ainda este mês

Ciente da abertura do processo de seu impeachment na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o governador Wilson Witzel pode ser afastado do cargo ainda neste mês de julho. A informação foi divulgada pelo colunista Guilherme Amado, da revista Época.

De acordo com a publicação, o relator Rodrigo Bacellar pretende iniciar a contagem do prazo das sessões para votação a partir da próxima semana.

Ainda segundo a publicação, como a Alerj não terá recesso em julho, caso os deputados votem pelo impeachment, o governador pode deixar o cargo no fim do mês. O tribunal seria formado por cinco deputados e cinco desembargadores.

Witzel teve uma reunião com seus advogados, na última quarta-feira (1º), em Brasília para discutir os passos que serão tomados em sua defesa.

O governador e a esposa, Helena, são alvos da Polícia Federal (PF) na Operação Placebo, sobre suspeitas de desvios na Saúde do RJ para ações na pandemia de coronavírus. Foram realizados 12 mandados de busca e apreensão, um deles no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC), e outro na casa dele no Grajaú.

Categorias
Destaque Rio

Comissão Especial para analisar impeachment de Witzel é formada na Alerj

Os 25 partidos que ocupam as 70 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) indicaram os deputados estaduais que vão integrar a Comissão Especial, a mesma que vai elaborar e discutir o parecer sobre o processo de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC). A comissão será instalada na próxima quinta-feira (18), às 13h, e o grupo será formado por 25 parlamentares.

O presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), informou que pretende citar e entregar cópia do processo ao governador apenas depois da instalação da comissão. O prazo de dez sessões para a apresentação de defesa só começará ser contado após o recebimento da citação pelo governador.

A denúncia acusa Witzel de crime de responsabilidade por suspeita em compras fraudulentas e superfaturadas de equipamentos para o combate a covid-19, na construção de hospitais emergenciais de campanha e por firmar contratos públicos com o empresário Mário Peixoto, preso em maio na Operação Favorito.

Ao pedido de impeachment, elaborado pelo deputado Luiz Paulo (PSDB) e aceito pelo presidente da Alerj, na semana passada, foi acrescentada a rejeição das contas de 2019 do Governo Witzel pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). O Tribunal aponta descumprimento mínimo de investimentos em áreas como saúde.

Veja a lista dos deputados que integram a Comissão Especial do Impeachment na Alerj:

Luiz Paulo (PSDB)
Enfermeira Rejane (PCdoB)
Dionísio Lins (PP)
Renan Ferreirinha (PSB)
Carlos Macedo (Republicanos)
Chico Machado (PSD)
Márcio Canella (MDB)
Val Ceasa (Patriotas)
Waldeck Carneiro (PT)
João Peixoto (Democracia Cristã)
Martha Rocha (PDT)
Subtenente Bernardo (PROS)
Brazão (PL)
Marcus Vinícius (PTB)
Rodrigo Bacellar (SDD)
Marcos Abrahão (Avante)
Léo Vieira (PSC)
Alexandre Freitas (Novo)
Eliomar Coelho (PSOL)
Marina Rocha (PMB)
Valdecy da Saúde (PTC)
Bebeto (Podemos)
Dr. Deodalto (DEM)
Welberth Rezende (Cidadania)
Gustavo Schmidt (PSL)