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Procon-RJ lança manual atualizado contra fraudes virtuais

O Procon Estadual do Rio de Janeiro preparou um manual de prevenção e combate às fraudes virtuais, para evitar que consumidores sejam vítimas de golpes ao realizar compras pela internet. O material contém orientações para comprar de forma segura e dicas para não cair em fraudes virtuais, além de alertar sobre os novos golpes praticados, como o que utiliza o Pix, o sequestro do WhatsApp e os praticados em plataformas de vendas.

O manual pode ser acessado pelo link: http://bit.ly/manual-contra-fraude-virtual-proconrj.

A autarquia, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, também listou sites recomendados a serem evitados.

“Acreditamos que a melhor forma de combater esse tipo de crime é a informação. As chances de o consumidor bem informado ser vítima desse tipo de fraude é muito menor. O manual será uma ferramenta que o internauta poderá sempre consultar antes de efetuar alguma compra pela internet ou outro tipo de operação virtual”, diz o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho.

Além do manual contra fraudes virtuais, a autarquia preparou uma lista com 230 sites não recomendados, que será constantemente atualizada. Para um site ser incluído na lista, os servidores do Procon-RJ analisam diversos fatores. Por exemplo: se a empresa entrega os produtos e serviços comprados e se responde as reclamações do consumidor e as notificações enviadas pela autarquia; se o estabelecimento possui cadastro ativo na Receita Federal e está apto a emitir nota fiscal; se o site disponibiliza informações de contato e dados da empresa e como se relaciona com os clientes que efetuam reclamações. A lista completa pode ser acessada pelo link: https://bit.ly/proconrj-sites-nao-recomendados.

Cuidados ao efetuar compras de forma on-line

Verificar sempre se o site é seguro, desconfiar de ofertas muito vantajosas e muita atenção ao realizar compras por aplicativos de mensagens ou redes sociais. Confira sempre se o endereço no navegador é o oficial da empresa e se no site existem informações de contato do fornecedor. Se for comprar em uma loja virtual desconhecida, verifique antes o que os consumidores estão comentando sobre ela, por exemplo nas redes sociais.

Atenção para não cair em golpes

Ao passar informações pessoais pela internet ou telefone, só informe para quem você realmente conhece. Se alguma empresa ou instituição financeira entrar em contato pedindo seus dados, desconfie e entre em contato com o SAC para confirmar se a ligação realmente era da empresa.

Ao efetuar cadastro do Pix ou auxílio emergencial por exemplo, só utilize os sites ou aplicativos oficiais. Muitas fraudes são cometidas por meio de e-mail e links enviados, por isso muito cuidado. Atenção ao passar códigos recebidos por SMS, pois é assim que golpistas clonam o WhatsApp.

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Notícias do Jornal Saúde

Compulsão por compras na quarentena

Por Franciane Miranda

Comprar é algo que fazemos o tempo todo. Um hábito normal para milhares de pessoas no mundo. Infelizmente, o ato de adquirir algo pode se tornar um vício e trazer muitos problemas para quem desenvolve a compulsão por compras. Mas quando identificamos se estamos exagerando? A reportagem do Diário do Rio conversou com a psicóloga Marina Prado Franco, que explicou o que é a doença, os problemas que ela traz e como a quarentena pode afetar e até desenvolver este transtorno.

De acordo com a psicóloga, a pessoa não consegue diminuir ou se controlar. Há um sentimento de ansiedade e angustia levando muitas vezes a gastar mais do que podem pagar e adquirindo produtos sem precisão. “É um transtorno do controle do impulso, no qual há uma preocupação excessiva com comprar ou impulsos mal adaptativos de comprar”, diz.

O isolamento social aliado às facilidades das compras online pode prejudicar ainda mais quem possui este transtorno. “O mercado online pode ser um ‘vilão’ para quem é um comprador compulsivo”. Segundo Marina, a facilidade de obter sem sair de casa e no horário em que quiser atrapalha ainda mais. “O ato de comprar se torna imediato, sem aquele tempo entre o desejo de comprar e o ir até a loja, que poderia servir como um fator que dificultasse a compra em si”, afirma.

Para Marina, a pandemia, quarentena e o isolamento social que estamos passando são fatores que contribuem para desenvolver ou agravar o quadro. “Pode ser um gatilho para o comprar compulsivo, visto que podemos estabelecer um sistema de recompensa pelo mal-estar sentido, no qual nos ‘presenteamos’ para que possamos nos sentir melhor. O perigo está na repetição e criação de um hábito”.

Psicóloga Marina Prado Franco (Foto: Divulgação)

Marina instrui que a pessoa acaba criando a rotina de comprar como uma maneira de recompensar por algo ruim que está vivenciando, mas deixa claro que isso pode ser um perigo. “No início fazemos isso por querer obter prazer. Mas, ao repetirmos isso algumas vezes, o cérebro ativa o sistema de ‘recompensa’ e passamos a fazer porque ‘precisamos’ sentir aquilo novamente. Então, perdemos o controle aos poucos e podemos nos tornar dependentes”, diz.

Uma pessoa com compulsão por compras geralmente não consegue se controlar sozinha e, por isso, recomenda-se que ela procure ajuda de um profissional para dialogar sobre o que está sentindo e os motivos que o levaram ao ato. “Um comprador compulsivo dificilmente conseguirá se controlar sozinho, visto que o impulso aparece de uma forma avassaladora”, alerta a psicóloga. Em alguns casos, a família dificulta o acesso aos cartões de crédito, gerando conflitos. Nesses casos é essencial a presença desse profissional para ajudá-lo a passar pelo momento.

Sinais da compulsão

Marina avisa que as pessoas precisam ficar atentas aos sinais na compulsão por compras online. “Comprar muito além do necessário, inclusive vários produtos semelhantes ou iguais ao que já tem; comprar escondido; mentir sobre gastos; descontar tristezas e ansiedade nas compras; passar do limite com o cartão de crédito; pegar empréstimos e cartões de créditos de outras pessoas para realizar compras online; se sentir culpado após gastar excessivamente; entre outros, são alguns exemplos”.

A profissional esclarece que, em alguns casos, é necessário o uso de remédios que o ajudem a controlar a compulsão. “O tratamento medicamentoso será necessário somado à psicoterapia e a terapia de grupo, pois com essas medicações o controle da ansiedade e a regulação do humor ajudarão na questão do autocontrole”, informa.

Marina afirma que o apoio dos entes queridos é fundamental na hora de enfrentar o problema. Muitas vezes a família é quem nota os indícios da doença. “O indivíduo está tão emocionalmente ativado que não se autopercebe”. Ela indica algumas situações onde o parente pode ajudar. “Na observação do comprador compulsivo, no controle de estímulos, limite de acesso ao cartão de crédito, controle das finanças do outro”. Outra dica é evitar ir aos shoppings ou ambientes com lojas. E quando a pessoa não aceita que possui o problema é necessário ter ao seu lado alguém que a oriente a procurar um tratamento médico ou psicológico.

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Destaque Economia

Compras por aplicativos têm alta de 30% durante pandemia, diz pesquisa

Durante o primeiro mês de isolamento social devido à pandemia, as compras feitas por meio de aplicativos cresceram 30%, no Brasil, de acordo com levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado nesta quarta-feira (29). A alta foi significativa em dois grupos populacionais: o de pessoas com mais de 50 anos de idade e o das classes C, D e E, que, somadas, representam mais da metade dos consumidores do país.

Quase metade (49%) das pessoas abordadas pelo instituto declarou que pretende ampliar as compras por aplicativos, após o fim do isolamento social. Além disso, cerca de um terço (32%) pontuou que planeja reduzir as idas a lojas físicas.

A pesquisa mostra que a mudança de padrão no consumo também se refere aos produtos colocados nos carrinhos. Enquanto 39% dos entrevistados disseram estar comprando mais alimentos, 53% afirmaram ter diminuído a aquisição de itens de lojas de departamento.

Uma parcela das pessoas consultadas pelo instituto passou, inclusive, a lançar mão de plataformas online para obter produtos básicos, como alimentos, os de higiene pessoal e de limpeza. No total, 15% dos entrevistados informaram à entidade que não costumavam solicitar entrega de alimentos.

Como se proteger?

Com a pandemia, porém, começaram a fazer pedidos de produtos dessa categoria. A taxa é a mesma em relação a medicamentos. Por outro lado,  os percentuais de pessoas que ainda preferem ir a mercados e farmácias permanecem elevados, sendo de 60% e 45%, respectivamente.

Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a expansão do mercado online já era prevista para antes mesmo da pandemia. Ele avalia, contudo, que esse movimento demoraria mais para acontecer, não fosse o contexto da covid-19. Por isso, avalia que as circunstâncias atuais acabaram se tornando propulsoras do fortalecimento dos aplicativos.

Com informações da EBC

 

Foto: Reprodução

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Brasil Destaque

Cidades com mais de 50 mil habitantes começam a usar pregão eletrônico

A partir desta segunda-feira (6), os municípios brasileiros com mais de 15 mil habitantes terão de usar o pregão eletrônico para comprar bens e serviços com recursos de convênios com a União e demais transferências voluntárias. A nova regra vale para a aquisição de mercadorias e de serviços usadas no dia a dia. Apenas as obras estão fora dessa modalidade de contratação.

Em fevereiro, o pregão eletrônico tornou-se obrigatório nos municípios de mais de 50 mil habitantes. Em 1º de junho, será a vez de as cidades restantes, de até 15 mil moradores, adotarem o sistema. O cronograma foi estabelecido pela Instrução Normativa 206,  editada em outubro do ano passado, pelo Ministério da Economia. Desde outubro, a obrigação vale para os estados e o Distrito Federal.

Segundo o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Heckert, o pregão eletrônico aumenta a economia de recursos públicos de duas maneiras. A primeira é a ampliação da concorrência. Ao permitir a participação de empresas de todo o país nas licitações, o sistema aumenta a oferta.

“Em vez de comprar apenas na região, a prefeitura pode comprar de todo o país, escolhendo o preço mais vantajoso”, explica Heckert. Segundo ele, caberá ao fornecedor oferecer o frete mais barato  no caso de uma prefeitura adquirir bens de regiões distantes. “A responsabilidade, que muitas vezes era do Poder Público, passa para o vendedor”, acrescenta.

segunda vantagem listada pelo secretário consiste na redução da corrupção. “O pregão eletrônico é um sistema mais transparente, que registra todas as transações. As informações estarão disponíveis para o cidadão acompanhar”, afirma Heckert.

Plataforma

Os municípios interessados podem registrar as aquisições com recursos de transferências voluntárias diretamente no Sistema de Compras do Governo Federal (Comprasnet). A ferramenta está integrada à Plataforma +Brasil, criada em setembro do ano passado para informatizar a prestação de contas de transferências federais voluntárias recebidas pelos entes locais.

Desde o início de março, os estados e as prefeituras podem integrar os sistemas locais de compras à União. Com esse processo, as compras poderão ser feitas nos sistemas próprios e serem instantaneamente registradas na Plataforma +Brasil.

Atualmente, a plataforma registra nove modalidades de utilização de recursos de transferências federais. O Ministério da Economia pretende estender a prestação eletrônica de contas a todas as 30 modalidades nos próximos meses.

O estado com mais municípios abrangidos pelas novas normas é São Paulo, com 137 municípios. Em seguida, vem Minas Gerais, com 72. Segundo a Secretaria de Gestão, a União assinou 1.920 convênios com cidades de mais de 50 mil habitantes no ano passado, repassando voluntariamente R$ 2,3 bilhões a essas prefeituras.