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Trombose pode acontecer até 4 semanas após recuperação da Covid-19

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular identificou que 39% dos profissionais da área atenderam a pelo menos um caso de trombose venosa ou embolia em pacientes que testaram positivo para Covid-19 no ano de 2020. O levantamento ainda aponta que a trombose, causada por coagulações de sangue no interior do vaso sanguíneo, pode acontecer até quatro semanas após recuperação do vírus.

“Já foi estudado e comprovado que chega a ser três vezes maior a incidência de tromboembolismo venoso em pacientes com Covid-19 severo, mesmo quando comparado com outros pacientes graves em ambiente de UTI [unidade de terapia intensiva], mas que não possuem a doença infecciosa”, diz o cirurgião vascular Ivan Benaduce Casella, membro da Comissão de Tromboembolismo Venoso da entidade.

Ele explica que, principalmente em casos moderados e graves, há um grande processo inflamatório no organismo que leva à formação de trombos. Por isso, pessoas com pré-disposição à trombose, quando diagnosticadas com Covid-19, precisam de acompanhamento com angiologista ou cirurgião vascular, para evitar a coagulação excessiva.

“Para quem teve covid-19, particularmente nas formas mais severas, há uma tendência de risco de eventos de trombose venosa nas quatro semanas após o período de recuperação. Então, essas pessoas devem prestar atenção a edemas [inchaço] unilaterais – de uma única perna – ou sintomas súbitos ventilatórios, quando a pessoa sente falta de ar ou dor torácica”, alerta Casella.

Marcelo Calil Burihan, cirurgião vascular responsável pela pesquisa completa que a trombose pode ocorrer pelo processo inflamatório causado pelo vírus. Ele afirma ainda que os casos de entupimento das artérias tiveram um grande aumento em decorrência da Covid-19.

“Muitas obstruções arteriais de membros superiores [braços, antebraços e mãos] estão ocorrendo em maior proporção, assim como dos membros inferiores. Os sintomas mais comuns nesses casos agudos são dor lancinante [pontadas, fisgadas internas], frialdade e palidez da extremidade acometida”, explica.

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Rio distribui medicamentos do kit intubação para municípios do estado

Da Agência Brasil

A secretaria de estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) faz hoje (19) a distribuição de 279 mil unidades de sedativos e de bloqueadores, que compõem o chamado kit intubação, enviadas pelo Ministério da Saúde, para uso em 70 hospitais do estado. Com a entrega desta segunda-feira, a SES completa a distribuição de 373 mil unidades dos medicamentos, que começou na quinta-feira passada (15). A previsão da secretaria é de que a quantidade enviada pelo Ministério da Saúde seja suficiente para o período de até dez dias de atendimento. De acordo com SES, o lote é composto por cisatracúrio, besilato 10mg; fentanila, citrato 0,05 mg/ml; midazolam 5 mg/ml; e propofol 10 mg/ml.

A operação logística de hoje inclui helicópteros da SES, do governo do estado, que decolam desde as 7h, do Grupamento Aeromóvel da Polícia Militar e do 12º BPM, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. As aeronaves levam medicamentos para 34 municípios. Outra parte dos insumos é retirada por hospitais do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá diretamente na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) do estado, também em Niterói.

Na semana passada, 94 mil unidades de medicamentos já tinham sido liberadas a 75 hospitais. Segundo a SES, esses remédios são para uso específico do tratamento de pacientes com covid-19 em leitos Sistema Único de Saúde (SUS).

Na visão do governo do estado, as ações da SES para manter o abastecimento dos sedativos e bloqueadores nos hospitais públicos e privados com leitos covid-19 inseridos no Plano de Contingência do estado têm surtido efeito. Segundo o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, todos os esforços estão voltados para salvar vidas e o momento depende de muito planejamento e uso consciente dos medicamentos.

Chaves garantiu que a SES tem se empenhado para que as unidades não fiquem desabastecidas e, para isso, fez inclusive a aquisição dos medicamentos, que devem ser comprados pelas próprias gestões das unidades. O secretário também destacou que os gestores dos hospitais precisam destinar o uso desses medicamentos de forma prioritária aos pacientes que necessitam de intubação dentro do protocolo do tratamento da covid-19. “O cenário é preocupante, não só no Estado do Rio de Janeiro, como em todo o país, mas estamos trabalhando diuturnamente para solucionar esta questão com legalidade e agilidade necessária”, completou.

Conforme a secretaria, a entrega da última semana foi composta por medicamentos comprados pela própria pasta, por meio da adesão a uma ata do Ministério da Saúde, que incluía um aditivo de 50% do quantitativo. A SES informou ainda que também realiza um processo de compra para suprir a necessidade do estado para os próximos três meses. “Todas as etapas dos processos serão compartilhadas com o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública, visando dar transparência às aquisições”.

“Ressaltamos que os medicamentos entregues complementam os estoques dos hospitais, que também são compostos por medicamentos adquiridos pela gestão da própria unidade e/ou município”.

Capital

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que retirou, na quinta-feira (15) e no sábado (17), lotes de sedativos e bloqueadores neuromusculares na central de distribuição da Secretaria de Estado de Saúde. “Todas as unidades encontram-se abastecidas, com estoque para os próximos dias. Novas entregas pelo Ministério da Saúde estão previstas para ocorrer, mantendo o abastecimento”, disse, sem revelar para quantos dias o estoque é suficiente.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse na sexta-feira (16), que com a escassez de medicamentos foi feito remanejamento de insumos, inclusive os que estavam no Centro de Controle de Zoonoses. “Todas as cirurgias eletivas estão suspensas na cidade do Rio de Janeiro. A medida inclui as cirurgias no centro de veterinária. Não faz o menor sentido continuar consumindo itens essenciais de intubação para a saúde humana nas unidades veterinárias, então, a gente está utilizando todo esse material relativo a sedativos e intrabloqueadores neuromusculares nas unidades em que têm um alto atendimento de pessoas com covid-19 ou outras doenças que são necessárias a intubação”, informou durante a apresentação do 15º Boletim Epidemiológico da Prefeitura do Rio.

Soranz explicou que o Ministério da Saúde centralizou a compra desses medicamentos e faz as entregas, por meio do governo do estado, que é responsável pela logística da distribuição às unidades municipais, federais e universitárias e também para o remanejamento da rede privada. “A gente insiste que nenhum hospital deve ter estoques muito longos para não faltar em outro e para que a gente possa fazer o remanejamento e manter a rede abastecida”.

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Vacinação e consciência: únicas saídas para a pandemia

O Brasil ultrapassou nesta semana a marca de 34 milhões de doses de vacina contra a covid-19 aplicadas, e o número de pessoas recuperados já soma mais 12,2 milhões. Esses dois dados trazem esperança aos brasileiros por dias melhores. A vacinação é, no momento, a principal arma para vencer a pandemia, aliada, claro, aos cuidados que cada um deve manter para superar esse momento difícil, como uso da máscara, álcool em gel e o distanciamento social.

Em todo o país, mais de 25,4 milhões já tomaram a primeira dose (12% da população), e 8,5 milhões já foram imunizados com a segunda dose (4%).

34 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

No Rio e demais estados, a vacinação avança, mas ainda a passos lentos, sendo que muitas cidades registram paralisações por falta de doses. Ainda assim, mais de 1,7 milhões já tomaram a primeira dose no estado e 491 mil a segunda (2,83%). O Rio ocupava, até quinta (16), a 20ª posição entre os estados que mais aplicaram doses proporcionalmente a população (10,31%), segundo o Consórcio de Veículos de Imprensa. Os cinco estados que mais imunizaram eram Rio Grande do Sul (16,64%), Mato Grosso do Sul (14,39%), Paraíba (13,79%), Espírito Santo (13,56%) e Bahia (13,43%).

Já a capital fluminense aparece entre as que mais vacinaram: 1,1 milhão já tomaram a primeira dose e 297 mil a segunda. A cidade está com calendário de imunização de homens e mulheres em dias alternados, por idade, e com meta de vacinar todos os idosos com mais de 60 anos até o fim de abril.

Em seguida, a meta será imunizar, até 29 de maio, todos com 45 anos ou mais com comorbidades, deficiências permanentes e trabalhadores em atividade da Saúde, Educação, limpeza urbana e das forças policiais e de salvamento – calendário unificado com Niterói, Maricá e Itaguaí.

Brasil é um dos poucos a produzirem vacina

Fiocruz produzirá vacina sem importações no 2º semestre. (Foto: Divulgação)

Na luta contra a pandemia, vários países correm para fornecer vacinas mundo afora. E o Brasil se destaca como um dos poucos com capacidade para produzir imunizantes, ao lado de nações como EUA, Alemanha, Reino Unido, China, Rússia, Índia e Cuba, até então único país da América Latina a iniciar testes de um medicamento próprio. O Brasil pode em breve, inclusive, exportação de doses para outros países latino-americanos, como a Argentina. O Butantan já fechou acordos que totalizam a venda de 40 milhões de doses da Coronavac para países vizinhos.

A Coronavac é produzida no Brasil, mas depende do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da China. A dependência de importação de insumos dificulta a produção acelerada, mas o país já avança para produzir os imunizantes sem necessidade de importações. A Fiocruz, por exemplo, começará a própria produção do IFA, o que permitirá que a vacina seja 100% brasileira — no segundo semestre, prevê produzir 110 milhões de doses com insumo nacional. Duas outras vacinas brasileiras estão em desenvolvimento: a Butanvac, do Butantan, e outra que será resultado de uma parceria entre o governo e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ambas ainda passarão por testes em humanos após aprovação da Anvisa.

O Brasil também vem ganhando destaque no mundo na aplicação de doses contra a covid-19. Entre os países que compõem o G20, as 20 maiores economias do mundo, está em 9ª lugar, considerando o número de doses aplicadas a cada 100 habitantes. Se analisado os números absolutos, o país fica em 5º lugar, atrás apenas de EUA, China, Índia e Reino Unido.

Chegada de novas doses e esperança

Chegada de novas doses deverá acelerar imunização. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)

O ritmo da vacinação deve ser acelerado nos próximos dias, com a disponibilização de novas doses pelos laboratórios. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na quarta (14) a antecipação de 2 milhões de doses da vacina da Pfizer já para o primeiro semestre — 1 milhão de já em abril e as demais ao longo de maio e junho. Com isso, o Brasil totalizará 15,5 milhões de doses até junho.

Com relação à Coronavac, o presidente do Butantan, Dimas Covas, disse que, até 10 de maio, a previsão é entregar 46 milhões de doses e que, além disso, já foram iniciadas entregas de 54 milhões de doses adicionais. Até agosto, a proposta é disponibilizar 100 milhões de doses. A Fiocruz, por sua vez, entregou nesta semana cinco milhões de doses e, até o final de abril, prevê 18 milhões de doses. Depois, a meta será aumentar, disponibilizando 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho.

O Brasil também tem acordos firmados para entrega de 38 milhões de doses da vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, até novembro, sendo a primeira entrega, de 16,9 milhões de doses, até agosto. Outras 33 milhões de doses de diversas vacinas, viabilizadas por meio da Covax Facility, aliança global criada pela OMS, devem ser entregues até o fim do ano.

Brasil é um dos poucos países a produzir vacina no mundo. (Foto: ABr)

Mais 20 milhões de doses da vacina indiana também estão contratadas, mas ainda não houve liberação da Anvisa. A mesma situação acontece com a vacina russa Sputnik V — o governo fechou contrato para 10 milhões de doses, mas a vacina também segue pendente de aprovação.

Os números da pandemia ainda são bastante preocupantes – o país já passou da marca dos 13,7 milhões de casos de Covid-19 e 365 mil mortes. Mas, como disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, “as vacinas oferecem uma grande esperança para reverter a maré da pandemia”.

É preciso cobrar dos poderes públicos agilidade na vacinação, fazer nossa parte, adotando os protocolos de saúde, e até fiscalizar por conta própria as imunizações, filmando com celular, por exemplo, para evitar fraudes como as “vacinas de vento”, como temos visto pelo país. Com o avanço da imunização e a consciência de todos, vamos superar esse momento difícil.

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Prefeitura inaugura posto de vacinação no palácio Duque de Caxias

A Prefeitura do Rio de Janeiro, em parceria com o Exército Brasileiro, por meio do Comando Conjunto Leste (C Cj Leste), inaugura nesta sexta-feira (16), às 7h 15min, ponto de vacinação (PV) no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio. O posto funcionará de segunda a sábado, das 8h às 17h, contribuindo para facilitar o acesso da população, conforme calendário de vacinação do Município. Nesta sexta-feira, a vacina é destinada a homens de 62 anos e profissionais de saúde de 50.

Esse será o terceiro ponto de vacinação aberto pela Secretaria Municipal de Saúde na parceria com o Comando Conjunto Leste. No dia 9 de abril, na Vila Militar, em Deodoro, foi inaugurado um, posto tanto drive-thru quanto para pedestres, que até o momento vacinou mais de 440 pessoas. Já no dia 12, foi aberto outro no Museu Militar Conde de Linhares, em São Cristóvão, para pedestres, com mais de 110 vacinados até agora. Em breve, por intermédio da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira, o C Cj Leste montará mais postos de vacinação, em diferentes regiões da cidade, em fase de definição.

SERVIÇO:
Inauguração do Posto de Vacinação ao lado do Palácio Duque de Caxias
Data: 16 de abril de 2021
Horário: 7h 15min
Endereço: Praça Duque de Caxias, 25 – Centro, Rio de Janeiro/RJ (ao lado da Central do Brasil)

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Secretaria de Estado de Saúde amplia leitos para tratamento de Covid-19

Em menos de um mês, o Estado do Rio passou a contar com mais 736 leitos para tratamento da Covid-19. O objetivo da abertura dessas vagas é ampliar o atendimento neste momento em que o Rio de Janeiro atravessa a terceira onda de casos de coronavírus. Os números foram apresentados na tarde desta terça-feira (13), durante coletiva do secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves. As vagas foram abertas nas redes federal (293), estadual (280) e municipais (163).

Além da ampliação, Chaves falou ainda sobre a redução de 32% nos últimos sete dias nas solicitações de internação para casos de Covid-19. A queda também ocorreu na fila de espera, que recuou 31%.

“Temos trabalhado diariamente para ampliar o número de leitos e tornar mais eficaz o processo para internação dos pacientes. Este é um trabalho conjunto do Estado com o Ministério da Saúde e municípios, que recebem recursos para manter esses leitos. É uma força-tarefa para enfrentarmos este momento. Além disso, estamos vendo uma redução nas solicitações por internações e na fila de espera”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

Ao todo, o Estado do Rio conta com mais de 3.550 leitos (1.580 de enfermaria e 1.970 de UTI) específicos para tratamento da Covid. Todos estão disponíveis na rede pública de Saúde (estadual, federal e municipais) e são gerenciados pelo Sistema Estadual de Regulação. Além desses, o Estado do Rio tem ainda outros 355 leitos de UTI e 1.239 de enfermaria, que não foram inseridos pelos municípios na Regulação Unificada, criada por decreto no início deste ano.

“É necessário destacar que o quantitativo de leitos pode ter pequenas oscilações devido a restrições momentâneas. Além disso, o número de pacientes na fila de espera e de solicitações de leitos é flutuante”, explica Luciane Vellasques, coordenadora de Informações em Saúde, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde.

Agora, a secretaria trabalha para diminuir o tempo de espera entre a disponibilização de leito e a chegada do paciente na unidade. Para o secretário, esse é um dos principais desafios de agora e pode ser decisivo no tipo de atendimento que a pessoa vai receber.

“Temos visto demora de até oito horas para que um paciente chegue ao hospital mesmo após a liberação do leito. Isso pode significar o agravamento do quadro do paciente. O foco agora é diminuir esse tempo em articulação com as prefeituras e unidades de saúde”, destaca Chaves.

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Uerj adia vestibular 2021 para julho por causa da pandemia

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiu adiar o Exame Único do Vestibular Estadual 2021, do dia 2 de maio para 18 de julho. A medida foi tomada, segundo a instituição, em função da pandemia da Covid-19 e das “projeções negativas das autoridades sanitárias e das instituições científicas, bem como da Comissão para Acompanhamento e Suporte à Tomada de Decisão sobre o Coronavírus no Âmbito da Universidade”.

O modelo de prova e os programas das disciplinas permanecem os mesmos.

Os candidatos que se inscreveram, mas perderam o prazo para escolha do curso terão uma nova oportunidade. O sistema será reaberto de 14 a 18 de abril, quarta-feira a domingo.

Aqueles que desejarem optar pelas cotas também poderão enviar os documentos necessários neste período. O acesso deve ser feito pelo site www.vestibular.uerj.br.

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Morre no Rio de Janeiro o jornalista Aloy Jupiara

Da Agência Brasil

Morreu na última segunda-feira (12), vítima de covid-19, o jornalista Aloy Jupiara. Ele tinha 56 anos e estava internado desde 29 de março.

O jornalista estava no CTI do Hospital São Francisco, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Chegou a ter uma melhora, mas não resistiu a uma infecção pulmonar.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele iniciou a carreira nos anos 1980 no jornal O Globo ainda como como estagiário e, durante sua trajetória, exerceu diversas funções nas editorias Rio, Política e Nacional.

No início dos anos 2000, se transferiu para a Globo.com e, em seguida, para o site do Globo Online, onde foi editor de conteúdo e editor executivo.

Em 2009, foi convidado para liderar a equipe de criação do site do jornal Extra, também do Grupo Globo.

Em parceria com o jornalista Chico Otávio, Aloy escreveu os livros Os Porões da Contravenção, em 2015, sobre a ligação do jogo do bicho com o poder durante a ditadura militar; e Deus Tenha Misericórdia dessa Nação, uma biografia não autorizada do ex-deputado Eduardo Cunha, em 2019.

Recentemente, participou do documentário Doutor Castor, sobre o bicheiro Castor de Andrade.

Além do jornalismo, Aloy era um apaixonado pelo carnaval carioca. Foi um dos jurados e coordenador do Estandarte de Ouro, criado em 1972 para premiar os melhores do carnaval carioca.

Atualmente, era diretor de redação do jornal O Dia.

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Covid-19: 1,5 milhão de brasileiros estão com segunda dose da vacina atrasada

Da Agência Brasil

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra a covid-19 atrasada. O dado foi trazido nesta terça-feira (13) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante um café da manhã com jornalistas, em Brasília. Segundo ministro, a pasta vai divulgar uma lista, por estado, de pessoas que estão com a segunda dose atrasada. 

A complementação do esquema vacinal, ressaltou, será feito com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Aos que estão com a segunda dose atrasada, o Ministério da Saúde, orienta que não deixem de ir a um posto de vacinação para completar a imunização.

Intervalos

Desde que começou a vacinação da população contra a covid-19, duas vacinas são aplicadas no Brasil: a da farmacêutica CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e da farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz. No caso da CoronaVac, estudos apontam melhor eficiência quando a segunda dose é aplicada num intervalo de 21 a 28 dias. Já a vacina da AstraZeneca, deve ter a segunda dose aplicada em intervalo maior, três meses.

Medida Provisória

Ainda no café da manhã com os jornalistas, ao dizer que o programa de vacinação é a prioridade número um do ministério, Queiroga adiantou que o governo deve publicar nos próximos dias uma medida provisória para criar uma secretaria específica para ações contra a covid-19. A atual coordenadora do Programa Nacional de Imunização, da pasta, Franciele Francinato deverá comandar a nova secretaria.

Transporte

No encontro com os jornalistas, o ministro da Saúde cobrou disciplina e uso de máscaras pelos usuários de transporte público como forma de evitar ainda mais a disseminação do novo coronavírus. Queiroga adiantou que haverá uma campanha nacional para prevenir a contaminação, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional, mas lembrou que cabe às prefeituras disciplinar regras para trens e ônibus. Segundo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, uma portaria conjunta com o Ministério do Desenvolvimento Regional deverá ser apresentada na próxima quinta-feira (15).

Lockdown

Sobre um possível lockdown nacional, o ministro da Saúde descartou a hipótese e disse que “uma medida homogênea para o país inteiro não vai funcionar”. Ele acrescentou que tomará medidas “para evitar que o país chegue a cenários extremos”.

Vacinas

Sobre vacinas, Queiroga disse que falou ontem com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, e a previsão é manter o calendário de vacinação. “Quando a Fiocruz e o Instituto Butantan receberem mais matéria-prima para fabricarem vacinas, a situação vai melhorar “, garantiu. O ministro lembrou que o governo brasileiro investiu R$ 150 milhões no consórcio Covax Facility para receber vacinas e admitiu que esperava mais doses. “Temos buscado com o diálogo. Estou procurando diminuir a temperatura da fogueira para avançar”, disse.

Ao falar da aprovação de imunizantes e medicamentos que possam ajudar no tratamento do novo coronavírus, Queiroga avaliou que a Anvisa tem feito o trabalho dela “de maneira apropriada”. O ministro garantiu que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não vai faltar dinheiro para a saúde.

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Projeto social reforça serviços gratuitos de saúde durante pandemia

Criado em 2007 por um casal de médicos em Duque de Caxias, o Brasil Sem Alergia surgiu com o intuito de levar tratamento gratuito de processos alérgicos para moradores carentes da Baixada Fluminense, em uma região cercada de indústrias e com prevalência de alergias respiratórias e dermatológicas. Com o passar dos anos, a iniciativa ganhou relevância e expandiu suas atividades, com novos postos de atendimento e a inclusão de mais serviços de saúde. Hoje, a ação social tem três unidades na Baixada Fluminense, uma na Zona Oeste do Rio e um quinto posto, na Região dos Lagos, em parceria com a Cruz Vermelha.

A iniciativa já beneficiou mais de 500 mil pessoas, transformando a vida de muita gente com a oferta gratuita de consultas médicas, testes alérgicos e orientação multidisciplinar, além da realização gratuita da espirometria, que custa em torno de R$ 200 em clínicas particulares. O exame é fundamental para o diagnóstico preciso de doenças respiratórias, agravantes em casos de Covid-19, como asma. A equipe oferece ainda a imunoterapia – vacinas para fortalecer o sistema imune – a custo de fabricação e conta com um centro gratuito de nebulização e um ambulatório antitabagismo.

Por ser um serviço essencial, as atividades do Brasil Sem Alergia não pararam com a chegada da pandemia. Muito pelo contrário. O projeto aumentou seu efetivo e está à disposição de todos os moradores do Estado do Rio, seja com atendimentos presenciais, seja com telemedicina, implementada em tempos de distanciamento social.

Para agendamento de consultas em alergias e doenças imunológicas, tirar dúvidas e saber mais sobre os serviços oferecidos, os interessados poderão enviar uma mensagem pelo WhatsApp para (21) 99374-2042 ou ligar para (21) 4063-8720 ou ainda acessar www.brasilsemalergia.com.br. Os atendimentos são realizados de segunda a sábado, de 9h às 18h, seguindo todas as normas de proteção contra a Covid-19.

 

Trabalho na pandemia

 

Durante a pandemia, o Brasil Sem Alergia intensificou suas atividades dentro e fora dos postos de atendimento, inclusive com um ônibus itinerante em ações voluntárias de saúde ao redor do estado. Respeitando todas as orientações sanitárias, a equipe percorreu municípios da Baixada Fluminense, como Mesquita, Nova Iguaçu e Queimados, além de Iguaba Grande e Maricá, com foco na prevenção das alergias e promoção da saúde. No período, mais de 2 mil pessoas foram atendidas nas 20 ações itinerantes do projeto, com testes alérgicos, consultas médicas, prescrição de medicamentos essenciais e orientações relacionadas à Covid-19.

Além disso, o Brasil Sem Alergia doou a seus pacientes mais de 3 mil kits com remédios para asma, um dos principais fatores de risco em casos de coronavírus. Antes da pandemia, a asma já era a quarta maior causa de hospitalização no país. No projeto, pacientes asmáticos ganharam atenção redobrada, inclusive com opção de consultas on-line.

 

Até o início da pandemia, o Brasil Sem Alergia também contava com um coral, o Canto que Cura, formado por 40 pacientes do projeto com problemas respiratórios. O grupo foi criado com o objetivo de melhorar a condição de saúde destas pessoas, já que há estudos demonstrando a eficácia da prática do canto no controle de sintomas pulmonares. Além das aulas gratuitas, cada integrante era acompanhado pelo departamento médico e recebia medicamentos para o tratamento de sua doença respiratória. Muitos alunos apresentaram melhora significativa dos sintomas, com ganho comprovado da condição pulmonar.

A equipe espera retomar os ensaios tão logo acabe esse período, voltando a proporcionar momentos de cultura e lazer para seus pacientes, além de retomar as performances da turma em eventos culturais.

 

– Ao longo desses quase 15 anos à frente do Brasil Sem Alergia, transformamos a realidade de muita gente, levando saúde e qualidade de vida para centenas de milhares de pessoas que não teriam acesso a serviços médicos na rede particular. Tenho muito orgulho do trabalho que nós desenvolvemos até aqui e espero que possamos fazer ainda mais pela população do Rio e do país – comenta Marcello Bossois, médico alergista e pesquisador, coordenador técnico do Brasil Sem Alergia.

 

*Atualmente, cerca de 35% dos brasileiros têm algum tipo de alergia, de acordo com o Ministério da Saúde.

 

Endereços das unidades do Brasil Sem Alergia

 

Duque de Caxias: Rua Conde de Porto Alegre, 155, 25 de Agosto

Nova Iguaçu: Rua Iracema Soares Pereira Junqueira, sem número, Cruz Vermelha Nova Iguaçu

Xerém: Praça da Mantiqueira, 18, Centro Médico Estrela de Davi

Realengo: Av. Santa Cruz, 1896

Iguaba Grande: Rua Paulino Pinto Pinheiro, 133, Centro, Cruz Vermelha Iguaba Grande

Canais oficiais do Brasil Sem Alergia

Site: www.brasilsemalergia.com.br

Instagram: www.instagram.com/brasilsemalergia

Facebook: www.facebook.com/brasilsemalergiaoficial

YouTube: www.youtube.com/alergiahormonal

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Mais dois pontos de vacinação extras contra a Covid-19 são inaugurados no Rio

Mais dois pontos de vacinação extras contra a Covid-19 foram inaugurados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nesta segunda-feira (12).

O primeiro foi no Museu Militar Conde de Linhares em São Cristóvão, numa parceria com o Exército Brasileiro, por meio do Comando Conjunto Leste. No local, a vacina é aplicada de segunda a sábado, das 8h às 17h.

O segundo foi no Club Municipal na Tijuca e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Nesta segunda, a vacina está sendo aplicada em mulheres de 63 anos, profissionais de saúde de 54 anos e a segunda dose de quem já tomou a primeira.