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Rio de Janeiro mantém obrigatoriedade de vacinação para servidores

Da Agência Brasil

A obrigatoriedade de imunização contra a covid-19 para servidores e prestadores de serviço da prefeitura do Rio está mantida, afirma o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Segundo ele, o que ainda está em estudo é o tipo de punição para quem não obedecer à norma.

Na terça-feira (14), uma decisão da Justiça do Rio suspendeu o decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado no dia 18 de agosto, que previa, inclusive, a demissão de quem se negasse a tomar a vacina.

A desembargadora Marília de Castro Neves, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), concedeu liminar em resposta à ação proposta pelo deputado estadual Márcio Gualberto dos Santos.

Na decisão, ela destacou que o poder municipal não pode criar sanções não previstas na lei federal ou estadual.

O secretário de Saúde afirmou que a prefeitura vai recorrer da decisão.

“A prefeitura vai recorrer dessa decisão da Justiça que impede a punição desses servidores. Essa decisão não limita a prefeitura sobre a cobrança da vacinação dos servidores, mas, sim, pede que a gente reveja a punição desses servidores que não se vacinaram. Está mantida a obrigatoriedade da vacinação dos servidores. O que está em discussão é qual o tipo de punição que a prefeitura pode realizar ou não para esses servidores que não se vacinaram”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

Na avaliação do secretário, a imunização desses trabalhadores é importante para manutenção dos serviços.

“É um entendimento da prefeitura que para atuar nas escolas, nos hospitais, na prefeitura como um todo, é necessário que a pessoa esteja vacinada para proteger a sua saúde e a saúde dos outros servidores e das pessoas que ela realizará o atendimento.”

Comprovante

O Rio de Janeiro inicia hoje (15) a exigência de comprovação da vacina contra a covid-19 para acessar estabelecimentos como academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento, clubes, estádios, vilas olímpicas, cinemas, teatros, circos, salas de concerto, museus, recreação infantil, pontos turísticos e feiras comerciais.

De acordo com Soranz, o decreto do prefeito que determinou a medida já foi referendado pela Justiça. Já a Câmara dos Vereadores decidiu pela aplicação de multa em caso de descumprimento.

“Isso está mantido e começa a vigorar a partir de hoje. Tem apoio de grande parte da sociedade, principalmente, das instituições”, pontuou.

Vacinas

Segundo o secretário, no momento, o município tem doses suficientes para cumprir o calendário estipulado para hoje e amanhã de meninas de 14 anos e para a segunda dose dos demais públicos.

De acordo com ele, a secretaria aguarda a liberação, pelo Ministério da Saúde, de 166 mil doses de CoronaVac, que já estão no estoque do município.

Soranz informou que, com as doses das vacinas AstraZeneca e Pfizer que o município recebeu esta semana, é possível garantir o calendário de segunda dose até sábado (18).

“A gente espera receber mais 30 mil doses da Pfizer ao longo do dia de hoje para vacinar os meninos de 14 anos [a partir de sexta-feira].”

Para a vacinação dos adolescentes na semana que vem, a secretaria aguarda a liberação de 8 milhões de doses que, segundo o secretário, já estão nos estoques do Ministério da Saúde.

A reportagem da Agência Brasil tentou confirmar o estoque disponível no Programa Nacional de Imunização (PNI), mas não recebeu resposta do Ministério da Saúde até o fechamento desta matéria.

Para Soranz, a campanha de vacinação contra a covid-19 conta com um fator agravante: a escassez mundial de imunizantes. “É muito importante que o ministério também tenha o sentimento de urgência. Que ele receba e que distribua o mais rápido possível evitando o acúmulo de vacinas no seu próprio estoque”, apontou.

Reforço

Sobre as doses de reforço em idosos e pacientes com alto grau de imunossupressão com 60 anos ou mais, a secretaria tem vacina garantida para esta semana.

“A gente sempre trabalha com a aplicação das vacinas que recebe na semana. Para a próxima vacina, a gente aguarda a distribuição das vacinas que já estão no estoque do ministério para poder continuar o calendário”, completou.

Nesta quarta-feira, além da dose de reforço para idosos de 93 anos ou mais, o calendário previa a vacinação das pessoas com alto grau de imunossupressão com 60 anos ou mais e a repescagem para adultos a partir de 22 anos, gestantes, puérperas, lactantes e pessoas com deficiência a partir de 12 anos.

Campanha

O secretário destacou a grande da adesão da população da cidade à vacinação contra a covid-19. “O carioca é incrível. Briga para se vacinar. Já tem 98% das pessoas adultas com a primeira dose e 60% das pessoas adultas com a segunda dose. A adesão é muito alta na cidade do Rio de Janeiro”, comemorou.

“Infelizmente, a gente ainda vê algumas pessoas que se recusam a se vacinar, que precisam de uma série de estímulos para a sua vacinação, que não se importam e que não procuram os postos para a vacinação, mas, de maneira geral, o carioca é uma população muito aderente à vacina e dá um exemplo para todo o Brasil e para o mundo”, comentou.

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Rio de Janeiro garante que tem segunda dose de Pfizer para a próxima semana

Da Agência Brasil

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, disse que o município receberá 86 mil doses do imunizante da Pfizer contra a covid-19, que estava em falta, na cidade. O insumo será utilizado para aplicação da segunda dose em pessoas que tomaram a primeira dose há 12 semanas. A previsão do município é aplicar 90 mil doses da vacina na semana que vem.

Segundo Soranz, no início desta semana, a secretaria já retirou em torno de 22 mil doses do imunizante da Central de Distribuição do estado. Com essas remessas, o secretário disse que está garantida a quantidade necessária de segundas doses da Pfizer.

Já para a primeira dose, segundo ele, ainda não há previsão de entrega por parte do Ministério da Saúde. A vacinação dos adolescentes na cidade do Rio continua suspensa por falta dos imunizantes da Pfizer, única aprovada para esta faixa etária no Brasil.

De acordo com o secretário de Saúde, a retomada do calendário de imunização de adolescentes depende da entrega de novas remessas pelo Ministério da Saúde. “A gente aguarda uma nova remessa do Ministério da Saúde que pode ser feita ainda neste final de semana. Se isso acontecer a gente retoma o calendário dos adolescentes na segunda (6) ou, pelo que está desenhado pelo ministério, chegaria na segunda-feira ou na terça (7) para que a gente pudesse retomar o calendário na quarta-feira (8)”, disse durante a apresentação do 35º Boletim Epidemiológico.

CoronaVac
Amanhã o município recomeça a aplicação da segunda dose da CoronaVac que estava suspensa desde ontem (2). O atendimento será das 8h às 17h. Soranz informou que há 191 mil pessoas aguardando a segunda dose desse imunizante, e a expectativa é de que o município receba hoje aproximadamente 390 mil doses, o que será suficiente para a aplicação da segunda dose até o final da próxima semana.

Soranz acrescentou que, como há previsão de chegarem novas doses da CoronaVac na próxima semana, não há expectativa de nova suspensão de imunização da segunda dose: “O que aconteceu é que na última semana a gente aplicou a CoronaVac na sexta, no sábado e na segunda em um volume além do que a gente estava esperando de um aumento de procura, tanto de segundas doses, quanto de primeira, e de pessoas que estavam atrasadas e não tinham se vacinado na repescagem. Teve essa falta durante dois dias, que poderia ter sido sanada se o Ministério da Saúde tivesse distribuído as doses que recebeu na segunda-feira”.

“O ministério só está distribuindo essas doses no final desta sexta-feira. A previsão é de chegar às 20h aqui. A gente teve esses dois dias sem vacinação de segunda dose de CoronaVac, mas a partir de amanhã está resolvido e a gente pode vacinar todo mundo que não se vacinou nesses dois dias”, concluiu.

AstraZeneca
Com relação a AstraZeneca, há estoque para a próxima semana e segundo o secretário, não há preocupação com relação a este imunizante. O Ministério da Saúde informou que enviará ainda hoje 202,5 mil doses de vacinas para o estado do Rio de Janeiro: 112,3 mil doses da Pfizer e 90,2 mil doses da AstraZeneca.

Repescagem
A partir de segunda-feira será analisada a volta da repescagem no calendário de vacinação para as pessoas acima de 18 anos. Segundo Soranz, será avaliado o comportamento da demanda de amanhã pela vacina.

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Destaque Diário do Rio Saúde

Casos de Covid-19 aumentaram no Rio segundo o novo Boletim Epidemiológico

Por Prefeitura do Rio de Janeiro

A 33ª edição do Boletim Epidemiológico da Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (20/08), mostra que os casos da doença têm aumentado no município do Rio nas últimas seis semanas. Esse efeito pode estar sendo causado pela circulação da variante Delta, que, como estudos apontam, tem maior transmissibilidade. Em oposição à tendência de aumento dos casos por Covid-19, o índice de óbitos mantém queda sustentada, o que pode ser relacionado como reflexo da imunização, que tem como principal objetivo prevenir casos graves e mortes.

 

Na última semana, 94 novos casos de diferentes variantes do vírus foram identificados na cidade, sendo 72 moradores locais e os demais pacientes que foram atendidos na cidade, mas moram em outros municípios. Desde a identificação do primeiro caso de novas variantes, o município contabiliza 1.246, sendo 1.007 residentes. Entre os que moram na cidade, 871 casos da Gamma, 123 da Delta e 13 da Alfa. Dos moradores infectados por essas cepas, 59 faleceram, seis permanecem internados e 942 já são considerados curados.

 

– Queria fazer um apelo: nos últimos 30 dias internamos 286 idosos que já poderiam ter tomado as duas doses da vacina e não tomaram quando estavam elegíveis. Vamos fazer uma grande busca ativa de todos que não tomaram a primeira dose, mas quem conhece uma pessoa nesta situação pode levá-la a um de nossos postos. Temos uma nova variante e um aumento expressivo no número de casos, mas ainda vemos pessoas que não se vacinaram – disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

 

Por causa da disseminação da variante Delta e do aumento do número de casos notificados, o boletim aponta ainda o mapa de risco da cidade para Covid-19 retornando ao estágio de atenção. Todas as 33 regiões administrativas (RAs) do município estão classificadas com risco alto (laranja) para transmissão do coronavírus. As medidas de proteção à vida estabelecidas no decreto nº 49.288 são válidas até 30 de agosto, mantendo o nível de alerta para risco alto.

 

Diante do crescente número de casos da variante Delta, a Prefeitura vai encaminhar ao Comitê Científico uma proposta para dar prioridade à aplicação nos idosos de uma terceira dose de reforço da vacina.

 

– Quero deixar bem claro que a Prefeitura entende que, com esse número alto de casos da variante Delta, deve priorizar a terceira dose de reforço para as pessoas mais velhas, que são mais vulneráveis ao agravamento da doença. Nós preferimos fazer a terceira dose dos idosos do que antecipar a segunda dose dos mais jovens – enfatizou o prefeito do Rio.

 

O 33º boletim mostra que, desde março de 2020, o município do Rio soma 429.734 casos de Covid-19, com 31.276 óbitos. Em 2021 são 214.820 casos e 12.239 mortes. A taxa de letalidade deste ano está em 5,7%, contra 8,9% em 2020; e a de mortalidade, em 183,7 a cada 100 mil habitantes, contra 285,8/100 mil no ano passado. A incidência da doença é de 3.224,9/100 mil, quando em 2020 era de 3.226,3/100 mil.

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Brasil Destaque Notícias Política Saúde

Anvisa diz que não há estudo conclusivo sobre 3ª dose de vacinas distribuídas

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou em comunicado nesta sexta-feira (23) que ainda não há evidências suficientes para uma recomendação do uso de terceira dose como reforço às duas doses já tomadas contra a Covid-19 na maioria dos imunizantes, com exceção dos de dose única, como o da Janssen.

A discussão e os estudos sobre terceira dose começaram, especialmente diante do surgimento e circulação de variantes do novo coronavírus. Em seu informe, a Anvisa diz que não se sabe por quanto tempo a proteção dada pelas duas doses (ou dose única) durará e se haverá necessidade de doses de reforço com intervalos.

A Anvisa lembrou que há uma discussão dentro da comunidade internacional de autoridades de saúde, que pondera o fato de se pensar em uma terceira dose quando a maioria do mundo está longe de imunizar o total da população com mais de 18 anos.

“Especialistas e instituições como a Organização Mundial da Saúde dizem que os formuladores de políticas públicas de saúde precisam olhar para o cenário mais amplo quando estão considerando a possibilidade de oferecer doses de reforço, incluindo o fato de que muitas pessoas vulneráveis e profissionais de saúde podem não ter recebido sequer a primeira dose de uma vacina contra a covid-19”, explica a agência.

O órgão informou que avaliará se e quando uma terceira dose será necessária. A agência acrescentou que acompanha os estudos sobre o surgimento de novas variantes e impactos nas vacinas.

“Até o momento, todas as vacinas autorizadas no país mantêm proteção contra doença grave e morte, conforme os dados publicados. Ainda não há dados ou estudos conclusivos que indiquem a necessidade de uma dose de reforço das vacinas autorizadas”, diz a nota da autoridade sanitária.

Até agora já foram aprovados três estudos clínicos sobre a necessidade e conveniência da terceira dose, um da Pfizer/BioNTech e dois da AstraZeneca.

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Brasil Destaque Notícias Política Saúde

Mais de 100 casos da variante Delta foram registrados no Brasil

Da Agência Brasil

Já foram identificados no Brasil 110 casos da variante Delta do novo coronavírus. Desses, cinco casos evoluíram para quadro grave que resultou em morte. Antigamente conhecida como “variante indiana”, essa modalidade possui uma taxa de infecção maior do que o coronavírus original.

Dos 110 casos registrados, foram 83 no Rio de Janeiro, 13 no Paraná, seis em um navio que ficou parado na costa do Maranhão, um em Minas Gerais, dois em Goiás, três em São Paulo e dois em Pernambuco.

Os dados foram divulgados em um levantamento do Ministério da Saúde (MS) sobre vigilância genômica do novo coronavírus.

A pasta informou que tem dialogado com secretarias de Saúde para ampliar a vigilância sobre a variante. Entre as ações recomendadas está o sequenciamento genômico para mapear a presença da variante em cada estado ou município.

Os casos suspeitos devem ser isolados, com tratamento para aliviar os efeitos e possíveis complicações. O MS também solicita a notificação imediata para gerar ações de resposta em localidades onde a variante for identificada.

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Anvisa autoriza vacina da Pfizer para crianças a partir de 12 anos

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a indicação da vacina Comirnaty, da Pfizer, para crianças com 12 anos de idade ou mais. Com isso, a bula da vacina passará a indicar essa nova faixa etária para o Brasil.

De acordo com a agência, a ampliação foi aprovada após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para esse grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela Anvisa.

Antes, a vacina Comirnaty estava autorizada para pessoas com 16 anos de idade ou mais. Até o momento, esta é a única entre as vacinas autorizadas no Brasil com indicação para menores de 18 anos.

A vacina da Pfizer foi a primeira a receber o registro definitivo para vacinas contra covid-19 no Brasil.

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Saúde distribui 2,3 milhões de doses da vacina da Pfizer

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde começou nesta segunda-feira (7) a distribuir um novo lote de 2,3 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 a estados e municípios. Ainda hoje, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas e o Distrito Federal receberão suas parcelas na divisão.

Já os demais estados devem receber suas remessas até a próxima quarta-feira (9). As vacinas são destinadas para a imunização dos públicos prioritários que estão recebendo as aplicações segundo o plano de operacionalização: pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente e trabalhadores do ensino básico.

O Ministério da Saúde acrescentou que estados e municípios também poderão direcionar as doses para outros segmentos, como trabalhadores de aeroportos e portos, parte das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas.

De acordo com o planejamento do Ministério da Saúde, deverão ser entregues no mês de junho mais de 12 milhões de doses da vacina da Pfizer. Para o período de julho a setembro, estão previstas mais 84,4 milhões de doses.

O Ministério distribuiu até o momento 102,9 milhões de doses. Deste total, foram aplicadas 71,6 milhões de doses, sendo 48,8 milhões da 1ª dose e 22,8 milhões da 2ª dose. Considerando a população, foram imunizados completamente (1ª e 2ª doses) até o momento pouco mais de 10% da população.

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Rio começa a testar passageiros vindos da Índia

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro começaram hoje (1º) a monitorar, nos aeroportos da capital, passageiros que tenham passado pela Índia. O objetivo é evitar a disseminação da variante indiana do novo coronavírus no estado, depois da confirmação de um homem que, tendo viajado para aquele país, ingressou no Rio contaminado com a nova cepa.

O monitoramento envolverá vigilância 24 horas e testes de antígeno para detectar a covid-19 em passageiros que cheguem pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão e pelo Santos Dumont e que tenham passado pela Índia.

Caso o teste seja positivo, esses passageiros serão isolados em um hotel do Rio, onde serão monitorados, e realizarão o teste RT-PCR. As amostras serão encaminhadas para sequenciamento genômico, para que se identifique a variante do coronavírus.

O homem que testou positivo para a variante indiana é um morador de Campos, no norte do estado, e está sendo monitorado no Rio. As pessoas que tiveram contato com ele e que chegaram da Índia também estão sendo acompanhadas pelas vigilâncias municipal e estadual. Segundo a Secretaria Estadual, até o momento não houve outra confirmação de contaminação pela nova cepa.

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Universidades federais divulgam balanço de combate à pandemia

Da Agência Brasil

As universidades federais foram responsáveis pela produção de pelo menos 691.471 litros de álcool em gel e álcool líquido; 651.254 máscaras de proteção facial; 515.079 escudos faciais (face shields), além de serem responsáveis pela realização de 661.839 exames de testagem para a covid-19 em 2020. Ao todo, 85,5 milhões de pessoas foram impactadas por estas e outras ações conduzidas pelas instituições federais no ano passado, o que corresponde a cerca de 40% da população brasileira.

Os dados foram apresentados hoje (31) pelo Colégio de Gestores de Comunicação das Universidades Federais (Cogecom) como parte da pesquisa Conhecimento e cidadania: ações de enfrentamento da covid-19 realizadas pelas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) 2020, em transmissão online.

“Acho fundamental a apresentação desses resultados. Eles mostram, em números, mostram concretamente o que agente fez, quantos projetos de extensão, projetos de pesquisa, defesa de teses e dissertações, toda a gama de ações que as universidades fazem no dia a dia, apesar da pandemia, apesar da suspensão das atividades presenciais”, diz a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia, Joana Angélica Guimarães, que é 2º vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior.

Joana explica que muitas das atividades passaram a ser desempenhadas remotamente, mas mesmo assim, as instituições impactaram a sociedade. Foram 50.066 estudantes formados na graduação e 133.628 alunos com matrículas ativas em mestrados e doutorados. Ao todo, 197.521 estudantes receberam algum tipo de auxílio para seguirem os estudos.

As instituições voltaram parte das atividades ao combate à pandemia e a mitigação das consequências dela. Nos 50 hospitais universitários vinculados a 35 universidades, foram disponibilizados mais de 2 mil leitos para pacientes com covid-19, sendo 700 de Unidades de terapia intensiva (UTIs).

De todos os 29.451 projetos de extensão conduzidos no ano passado, 2.487 eram diretamente relacionados à pandemia. Dentre os 73.825 projetos de pesquisa registrados, 2.015 estão relacionados de alguma forma à pandemia. Foram realizadas também mais de 1 mil ações voluntárias, em diversas áreas.

Joana diz que todas essas ações evidenciam que, apesar de dificuldades orçamentárias, as instituições seguem cumprindo o papel perante a sociedade. “A universidade precisa de investimento para trabalhar de maneira plena, mas isso mostra o esforço que a universidade faz para manter as atividades e atender às demandas e expectativas da sociedade brasileira”, diz.

Logo após a sanção do Orçamento de 2021, o governo anunciou o contingenciamento de R$ 9,2 bilhões e o veto de R$ 19,8 bilhões em gastos. Os cortes foram necessários para garantir a execução de despesas obrigatórias que haviam sido remanejadas para emendas parlamentares.

Nesse processo, o Ministério da Educação teve cerca de R$ 3,5 bilhões cortados: R$ 2,73 bilhões bloqueados temporariamente e R$ 1,2 bilhão vetados. Quase a totalidade dos cortes, na ocasião, referiam-se a verbas para o ensino superior, com a alegação de que as universidades não estavam funcionando presencialmente durante a pandemia de covid-19.

No último dia 14, o Ministério da Economia anunciou a liberação de R$ 2,61 bilhões para essas instituições de ensino. Os recursos ajudarão a recompor o orçamento de gastos discricionários, como contas de luz, telefone, internet, água, material de escritório, combustíveis, manutenção de prédios e de equipamentos. No caso das universidades, o pagamento de bolsas também é considerado despesa discricionária.  Segundo Joana, os reajustes não vêm apenas deste ano, mas somam-se a restrições orçamentárias de anos anteriores o que impacta as atividades das instituições.

A pesquisa Conhecimento e cidadania: ações de enfrentamento da covid-19 realizadas pelas IFES (2020) foi feita a partir de questionários aplicados entre fevereiro e abril deste ano. Participaram 48 das 69 instituições federais de ensino.

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Jornalista Milton Coelho da Graça morre de covid-19 aos 90 anos no Rio

Da Agência Brasil

O jornalista Milton Coelho da Graça morreu aos 90 anos, vítima de covid-19, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada hoje (29) pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em nota com depoimentos de seus conselheiros.

Milton trabalhou em redações de jornais como O Globo e Última Hora, além de revistas como Placar e Isto É.

“Grande Milton, deixa um legado de um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros nos vários veículos em que militou, com uma trajetória invejável. E eu perco um amigo, um parceiro e um incentivador para realizar um trabalho que tem o objetivo de resgatar o protagonismo da ABI, o seu sonho sagrado”, escreveu o presidente da ABI, Paulo Jeronimo.