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Crivella libera permanência de banhistas na areia da praia e pistas de dança em alguns estabelecimentos

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou que dará início a sétima fase de flexibilização do município em meio à pandemia de Covid-19. Com isso, está permitida a permanência dos banhistas na areia da praia. E os Ambulantes de praia poderão vender bebidas alcoólicas e alugar guarda sol e cadeiras.

Em relação á educação, a volta às aulas de todas as séries das escolas e creches privadas estão autorizadas. De acordo com a prefeitura, a reabertura da rede municipal de educação será feita voluntariamente, com cada instituição tomando a decisão após reunião do conselho de pais com os professores, onde será decidido se a escola  atende os pré-requisitos para garantir segurança para alunos e profissionais.

A prefeitura libera também, o uso de pistas de dança em lanchonetes, bares, restaurantes, food parks e eventos sociais. Em casas de show e boates, ainda vale a regra de reserva de lugar numerado, com 2/3 da capacidade do ambiente.

De acordo com o último levantamento da Secretaria do Estado do Rio de Janeiro, os números registravam, 311.308 casos confirmados e 20.636 óbitos por Covid-19 no estado. Há 472 óbitos em investigação e 2.163 foram descartados. Entre os casos confirmados, 286.181 pacientes se recuperaram da doença.

 

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Crivella tem sua inelegibilidade suspensa por ministro do TSE

O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) conseguiu uma liminar (provisória) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendendo a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que havia votado sua inelegibilidade. O ministro que concedeu esse documento foi Mauro Campbell Marques, do TSE.

Com a liminar, Crivella deverá ter seu registro de candidatura deferido e poderá concorrer à reeleição ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro. Ele tinha sido julgado inelegível no dia 24 de setembro após decisão unânime de desembargadores do TRE, que analisaram dois processos em que Crivella é acusado de ter cometido crime de abuso de poder político e religioso na realização de dois eventos em 2018: a reunião do “Café Comunhão”, o caso ficou conhecido como “Fala com a Márcia”, e uma cerimônia na Comlurb em que Marcelo Hodge Crivella, filho do prefeito, foi apresentado como pré-candidato a deputado.

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Crivella, o prefeito impopular

São tantas as negativas do governo Marcelo Crivella, que fica difícil achar algo positivo que comprove a eficácia de um bom governo. A problemática na saúde, os casos de indicação que ficou nacionalmente conhecido como “Fala com a Márcia” e os superfaturamentos, comprovam que o Rio não teve sorte.

Um escândalo que motivou várias ações e movimentos de revolta contra Crivella, após vir à tona, informações de uma agenda, que constava um planejamento envolvendo 250 pastores, cujo atendimento nos hospitais municipais seriam facilitados, as cirurgias teriam prioridade, além de amortização de dívidas, isenção tributária de igrejas e muito mais.

Após o vazamento das informações, o vereador Átila Nunes protocolou o primeiro pedido de impeachment do governo Crivella, com 60 páginas, cuja acusação defendia a “apuração de crime de responsabilidade e infração político-administrativa”, além da “inabilitação para exercer a função pública pelo prazo de oito anos.

Em outro momento, Crivella, atualmente bispo licenciado volta a oferecer privilégios para as igrejas e fala explicitamente em utilizar seu cargo para isso. “Às vezes o pastor está na porta da igreja e diz assim: ‘quando o povo atravessa, pode ser atropelado’. Vamos botar um sinal de trânsito. Vamos botar um quebra-molas.

Ou então o pastor diz assim: ‘o ponto de ônibus é lá longe, o povo desce e vem tomando chuva até a porta da igreja’. Então vamos trazer o ponto pra cá. Vamos aproveitar esse tempo que nós estamos na prefeitura para arrumar nossas igrejas”, discursa.

E continua: “Se vocês quiserem fazer eventos no parque Madureira, está aqui o nosso líder, que é o doutor Valmir. Se vocês tiverem problema, tem o Manassés, o nosso companheiro, que cuida das pessoas com problema de vícios em drogas. Contem conosco, este palácio está aberto a vocês. Qualquer coisa, nossa equipe está aqui. Se as igrejas estiverem bem, crescendo, quantas tragédias não vamos evitar?”

Acima, o diálogo de Marcelo Crivella com os líderes religiosos que tentavam a todo instante, blindar sua campanha, mas por 35 votos contra 13, a denúncia que indicava irregularidades na renovação de contratos com concessionárias estrangeiras e os dados acima mencionados, foi arquivada.

Com a pandemia, os holofotes colocaram o atual prefeito em mais evidências e trouxe de fato, a crise e as jogadas políticas que colocam o governo numa completa saia justa, com novo processo de impeachment de Crivella, as vésperas das eleições.  Se não bastassem os escândalos denunciados pelo doleiro Sérgio Mizrahy numa delação premiada, trazendo à tona, novo escândalo de Crivella com os irmãos Alves e a RioTur.

Marcelo Alves Foto de Tânia Rego Agência BrasilO presidente da Riotur, Marcelo Alves, durante coletiva sobre o Carnaval Rio 2020

Alvos de uma operação da Polícia Civil e Ministério Público do Rio, Marcelo e Rafael Alves são os protagonistas de operar um esquema milionário de propina, conforme divulgado pelo MP-RJ e informações divulgadas pelo RJ2, da Tv Globo. Crivella, que também foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve seu celular apreendido.

No aparelho apreendido, mais de 1949 mensagens trocadas entre Rafael e Crivella confirmam a veracidade das denúncias. Apesar de algumas desavenças que surgiram no meio da trajetória política, Crivella funcionava como quase um subordinado de Rafael Alves, que ao que tudo indica, era articulador e todo poderoso que ditava as ordens ao prefeito, que por motivos ainda não comprovados, executava todas as solicitações de Alves.

Em licitações fraudadas, a  falta de pagamento aos prestadores de serviços, fornecedores e parte do funcionalismo público, a prefeitura do Rio claramente nada fez, para minimizar os impactos da pandemia na cidade, empurrando cada vez mais no poço, milhares de cidadãos que imploravam por um atendimento, por uma medicação, por atenção!

Desde o início da pandemia, em março, a Prefeitura do Rio gastou quase R$ 250 milhões na compra itens de prevenção e combate à doença. Porém, um relatório feito por técnicos do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ) diz que há indícios de superfaturamento na compra de 57 itens pela prefeitura durante a pandemia.

 

Crivella e Rafael Alves Foto de Reprodução

Os técnicos do órgão de controle analisaram contratos da Secretaria, cuja lista de mercadorias compradas, estavam bem acima do preço normal e comparados as notas anteriores, é nítido o superfaturamento principalmente nos remédios e equipamentos de proteção, como máscaras e toucas.

Prefeito omisso, que sempre buscou governar em benefício próprio, tendo como prioridade tudo que pudesse beneficiar as igrejas evangélicas, Crivella se tornou político mais indesejado e rejeitado nos últimos tempos.

A troca contínua do secretariado também chama atenção para a inexperiência, falta de competência e gestão de Crivella. Só na pandemia, o prefeito executou 12 trocas de cargos e a dança das cadeiras parece não parar.

Novamente Crivella entra na mira da justiça, após o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentar no último dia 27, o pedido de impugnação da candidatura à Prefeitura do Rio. O pedido que tem como base, abuso de poder político e conduta vedada a agente público, deixa Crivella na corda bamba.

Condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, mas não se elegeu. O prefeito também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil. A condenação à inelegibilidade pelos próximos oito, contados a partir de 2018.

Na tentativa de buscar fôlego e garantir a reeleição Crivella uniu-se ao presidente Jair Bolsonaro, que autorizou a veiculação de sua imagem junto à campanha. Amigos desde 1977 quando serviram junto o exército, em declaração pública, Crivella disse estar feliz e confiante.

Um momento de extrema importância para a cidade, esse tipo de comportamento não cabe mais. Crivella tem a maioria dos vereadores ao seu favor, nos processos de tramitam pela Câmara de Vereadores, muitos pontos contra e um histórico de completa omissão e descaso com a cidade.

Além de todos os problemas relatados, a cultura, os bairros em geral e desordem urbana, ainda somam a péssima gestão de um prefeito que mantido pela força da igreja, busca reeleição para terminar de sepultar das os sonhos e a vida de quem ainda resiste por aqui.

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Campanha subliminar da Record para Crivella é barrada na Justiça

Uma campanha publicitária da Record TV, que ressalta o número de campanha do candidato Marcelo Crivella para a Prefeitura do Rio, foi proibida pela juíza eleitoral Luciano Mocco Moreira Lima sob o argumento de se tratar de um propaganda subliminar para o político. A decisão foi tomada após o Ministério Público Eleitoral (MPE) elencar uma série do provas sobre a questão.

Entre as provas apresentadas pelo MPE aparece o fato de que os apresentadores faziam referência ao número de Crivella, o 10, ao longo da programação. Em uma das falas, por exemplo, apresentadores destacavam: “Dez, dez! Não esqueçam: Dez, Dez!”.
Segundo o Ministério Público, o número de contato da emissora, citado na propaganda, foi alterado após o registro da candidatura do atual prefeito, passando a ter o final 1010. Para a juíza eleitoral, a atitude “comprova fato grave que merece reprimenda estatal”.

– Não restam dúvidas que a documentação acostada pelo Ministério Público comprova fato grave que merece imediata reprimenda estatal. A atitude da emissora Record e de seus funcionários com mensagens de exposição do número de campanha já utilizado pelo prefeito Marcelo Crivella, pessoa conhecida e candidato à reeleição, com a finalidade de firmá-los no inconsciente do eleitor – destacou a juíza.

Lima disse ainda que a conduta caracteriza “uso indevido dos meios de comunicação” e determinou que a emissora deixe de veicular a propaganda em sua programação até o fim das eleições municipais, sob pena de crime de desobediência.

A juíza determinou que a Record, seus apresentadores e funcionários se abstenham, mesmo que por gestos, de veicular propaganda subliminar através do número 10 em sua programação diária de televisão, até o final da eleição municipal de 2020, sob pena de incorrerem no crime de desobediência.

A emissora também deve parar imediatamente de veicular informação sobre o novo número de Whatsapp ou qualquer outro número com o mesmo final, comprovando, ainda, que passou a veicular outro número de contato em suas redes sociais, no prazo de 48 horas. O mesmo prazo foi dado para Crivella se manifestar nos autos do processo. A decisão foi proferida no dia 5 deste mês.

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Prefeitura libera volta de casas de show e de música ao vivo em bares e restaurantes

A Prefeitura do Rio anunciou na última quinta-feira, 01/10, o início da fase 6B de retomada das atividades na cidade. Entre as novidades, casas de show voltam a ter autorização para funcionar, desde que com lugar marcado, venda de ingressos pela internet e limitação de 50% da capacidade e público. A música ao vivo passa a ser liberada em bares e restaurantes, mas sem pistas de dança (boates ainda não têm permissão de funcionar).

Cinemas e teatros, que estavam autorizados a reabrir com 50% da capacidade desde 14 de setembro, passam, a partir deste dia 1° de outubro, a poder vender comida e bebida aos clientes. É a volta da pipoca nas sessões, como reivindicavam os empresários do setor. Lonas culturais, arenas e circos também podem reabrir. Em todos esses casos, claro, é indispensável que sejam seguidas as regras de ouro, com uso de máscara e higienização constante das mãos, e cumpridas as determinações legais para evitar aglomerações.

Eventos como casamentos, batizados e cerimônias diversas também podem voltar a acontecer, mas com restrição na quantidade de público, limitada a um terço da capacidade. O mesmo vale para casas de festas infantis. Estão liberados eventos de entretenimento em espaço aberto e fechado, exceto rodas de samba e atividades em quadras de escolas de samba. Feiras de arte e artesanato também podem voltar a ocorrer. Idem para os food park, que reúnem food trucks em eventos de gastronomia.

Nos clubes e academias, as aulas de hidroginástica estão permitidas, mas com limite de 50% da capacidade de público.

– A fase 6B tem previsão de 15 dias, e então será feita uma avaliação. É a última fase dessa retomada de atividades econômicas que iniciamos em junho. Em seguida, poderemos passar ao período conservador, e espero que as pessoas estejam conscientes da necessidade de usar máscara e manter higienização das mãos e evitar aglomeração, até que tenhamos a vacina contra a covid-19 – disse o prefeito Marcelo Crivella.

Flávio Graça, superintendente de educação da Subsecretaria municipal de Vigilância Sanitária, subordinada às Secretaria municipal de Saúde, reforçou o pedido para que as pessoas respeitem as regra de ouro.

– Se ninguém deseja o retorno à quarentena, é muito importante que todos contribuam, cada um com sua parcela, mantendo o padrão de comportamento dentro do novo normal – alertou.

Confira em detalhes as novidades, por setor.

FASE 6B

LANCHONETES BARES E RESTAURANTES

Música ao vivo permitida, proibido pista e espaço de dança.

AMBULANTES EM LOGRADOUROS

Permitidos ambulantes de parques e praças e mercados populares, mantendo-se o distanciamento de 2 metros entre os equipamentos/barracas.

SALÕES DE BELEZA, TATUAGEM E ESTÉTICA

• Permitido serviço de alimentação ao cliente e sala de espera.

ESPORTE E ACADEMIA

• Aulas de hidroginástica abertas com 50% da capacidade. Vedado o compartilhamento de objetos.

CULTURA

• Museus, galerias de exposição, bibliotecas, lonas, arenas, circos e feiras culturais permitidos, respeitando a regra de 4m² por pessoa.

• Eventos culturais em espaços abertos permitidos. Delimitar área para o evento com 50% de lotação. Fazer controle de acesso, com reserva de lugar numerado. Respeitando a taxa de ocupação de 4 m²/pessoa.

• Feirartes e feiras de artesanato permitidas. Permitido a comercialização de alimentos e bebidas industrializadas em embalagem original. Vedado manipulação de alimentos e bebidas.

LAZER E EVENTOS

• Eventos de entretenimento e lazer em espaços abertos e fechados permitidos, exceto boates, rodas de samba e quadras de escolas de samba.

• Food park abertos sem ultrapassar a regra de 4m² por pessoa, permitido a comercialização e manipulação de alimentos e bebidas. Permitido música ao vivo, vedado pista e espaço de dança.

• Casas de show somente com reserva de lugar numerado.

• Eventos em ambientes abertos (praças, parques, praias e afins) autorizados, mas desde que delimitada área para o evento, com 50% de lotação, e com controle de acesso, lugar numerado e reserva antecipada.

• Eventos sociais (exemplos: casamentos, bodas, aniversários, formaturas, confraternizações, coquetéis, inaugurações, lançamentos, cerimônias oficiais e diplomáticas e casas de festas infantil) permitidos com 1/3 da capacidade. Vedado self service e o compartilhamento de objetos. Música ao vivo liberada, proibido pista e espaço de dança.

• Feiras de negócios e exposições abertas, com limite de 1/3 da capacidade.

EDUCAÇÃO

• Escolas privadas abertas de forma voluntária, e respeitando as regras de ouro para distanciamento social

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Tribunal de Justiça permite voltas às aulas na rede particular do Rio de Janeiro

Atribuindo ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) a responsabilidade pela adoção de medidas para evitar a propagação do coronavírus, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça fluminense permitiu na quarta-feira (30/9) a retomada das aulas presenciais em escolas privadas do Rio de Janeiro, de forma voluntária, para o 4º, 5º, 8º e 9º anos.

Voltas às aulas coloca deve obedecer a protocolos sanitários
Carta Educação
O Decreto carioca 47.683/2020 autoriza a medida a partir de 1º de agosto de 2020. Contudo, pelo risco à vida e à saúde da população, a norma foi suspensa pelo relator do caso, desembargador Peterson Barroso Simão. A Justiça do Trabalho no Rio autorizou a reabertura das escolas particulares. Mas Peterson Barroso Simão reforçou que o Decreto 47.683/2020 seguia sem validade.

No julgamento desta quarta, os desembargadores da 3ª Câmara Cível permitiram que Crivella, sob “sua inteira responsabilidade, e se assim entender, com a adoção de todos os cuidados necessários”, autorize o retorno às aulas presenciais na rede privada a partir desta quinta (1/10).

Os magistrados apontaram que caberá ao município do Rio “administrar e fiscalizar a implementação dos protocolos sanitários de saúde”.

Decisão Teresópolis
Para proteger direitos fundamentais de crianças e adolescentes, a Vara da Infância, Juventude e do Idoso de Teresópolis ordenou o retorno de aulas presenciais do ensino infantil e fundamental na cidade. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Rio.

A juíza Vania Mara Nascimento Gonçalves afirmou que a volta às aulas assegura os princípios da proteção integral aos jovens e da dignidade humana. De acordo com a julgadora, “toda a criança e adolescente tem direito ao acesso à educação, lazer, esporte, cultura e convivência comunitária, sem ter sob risco de qualquer violação, quaisquer de seus direitos”.

Vania Mara fixou prazo de dez dias para que as escolas públicas e privadas se adaptem aos protocolos de prevenção ao coronavírus. Contudo, os estabelecimentos que já tiverem adotado essas medidas podem retornar suas atividades antes.

A juíza também ressaltou o caráter facultativo, sob critério e avaliação dos responsáveis legais, do comparecimento de crianças e adolescentes às unidades, de acordo com as condições pessoais dos próprios ou de integrantes da família. Com informações da assessoria de imprensa do MP-RJ.

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Light corta fornecimento de luz de 22 escolas da prefeitura do Rio

A Light cortou o fornecimento de luz de 22 escolas da prefeitura do Rio, na quarta-feira (30), por falta de pagamento. Segundo, a concessionária, a dívida do município é de R$ 186 milhões. Deste total, R$ 39 milhões são débitos da Secretaria Municipal de Educação, o segundo maior devedor entre os órgãos da administração municipal.

Em função da pandemia do coronavírus, as escolas da rede municipal estão com as aulas suspensas, sem previsão de retorno. Desta forma, o corte não afeta o calendário escolar.
Segundo a concessionária, em março deste ano, a Light chegou a fechar uma negociação com a Secretaria Municipal de Educação, que se comprometeu a pagar em oito parcelas, mas nenhuma delas foi paga.

A concessionária afirma que cumpriu todos os procedimentos estabelecidos pela legislação antes de efetuar os cortes. As unidades municipais em débito foram informadas da possibilidade de suspensão do fornecimento, só efetuado após 15 dias do aviso, como estabelecem as normas do setor.
Em nota, a Light informou que a maior dívida é da Secretaria Municipal de Saúde, de R$ 62 milhões. E por conta da pandemia do coronavírus e em respeito à população da cidade do Rio, a Light não fará cortes no fornecimento de energia dos hospitais municipais.

Ainda segundo a pasta, a SME vai propor que seja cobrada tarifa básica relativa ao período, já que as escolas estavam fechadas e não houve o consumo alegado pela concessionária.

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TRE torna Crivella inelegível até 2026 por abuso de poder político

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro tornou o prefeito Marcelo Crivella inelegível por oito anos, por abuso de poder político. A sessão realizada nesta quinta-feira (24) foi uma continuação do julgamento iniciado na segunda-feira (21), que foi interrompido por pedido de vista do desembargador Vitor Marcelo Rodrigues.

Com o voto favorável ao do relator, dado logo no início da sessão, o resultado ficou em 7 x 0 contra o prefeito do Rio, condenado pela realização de um evento político ocorrido em 2018, quando funcionários públicos foram levados em carros oficiais.

Crivella foi condenado por abuso de poder político, pela participação de funcionários da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) em um encontro de apoio a seu filho, Marcelo Hodges Crivella, que concorria a deputado federal, mas não se elegeu. O prefeito também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 106 mil. A condenação à inelegibilidade pelos próximos oito anos conta a partir de 2018.

Nota

A prefeitura se manifestou em nota, adiantando que o prefeito vai recorrer da decisão, alegando conflito de interesse entre um dos desembargadores que participou da votação e a empresa Lamsa, concessionária da Linha Amarela.

“O prefeito Marcelo Crivella vai recorrer da decisão, e estuda um pedido de anulação da votação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), visto que um dos desembargadores, Gustavo Alves Pinto Teixeira, votou, mas é, ao mesmo tempo, advogado da Lamsa – a concessionária contra a qual o prefeito luta na Justiça para pôr fim ao preço exorbitante do pedágio na Linha Amarela. O advogado Gustavo Teixeira havia se declarado impedido de votar, mas mudou de posição, apesar do conflito de interesses entre a sua cliente, Lamsa, e o prefeito. Cabe destacar que o prefeito Crivella não está, de forma alguma, impedido de disputar as eleições, e vai concorrer à reeleição”, diz a nota.

Com Informações: Agência Brasil

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Eleições 2020 – 14 candidatos e até agora poucas opções

Por Alessandro Monteiro

Uma cidade que clama pelos benefícios básicos de sobrevivência tais como: Educação, Saúde e Segurança, o Rio de Janeiro vive o câncer da corrupção e o desleixo público. Abandonada, suja e cheia de mazelas, a cidade nada e morre na mesma praia que é cenário de cartão postal mundo a fora.

Setembro quase indo e na última semana, os partidos anunciaram listagem de seus candidatos. Até o fechamento desta edição, já tinham sido anunciados 14 candidatos. Diante de toda situação vivenciada nos últimos dias, é difícil acreditar de fato, numa boa vontade. Parece mesmo, é que todos querem morder um pouquinho a máquina pública.

Analisando a vida pública de cada um, dificilmente conseguimos encontrar algo positivo que venha agregar soluções práticas à cidade. Nos discursos ainda não oficiais nas redes sociais, cada qual, tenta vender seu peixe, com soluções milagrosas que irão gerar efeito zero, no caos que vivemos.

Numa retrospectiva rápida, o filme se repete e lá na frente, as legendas se misturam diante dos acordos que sempre geram algum tipo de vantagem aos envolvidos. Hoje vivemos um histórico de corrupção, que coloca cidadãos e trabalhadores da cidade quase beirando o estado de miséria.

Impossível acreditar ainda que dentre os 14, embora alguns tenham uma boa presença dentro daquilo que se comprometeram realizar em suas atividades, outros tem a ficha carimbada por crimes de responsabilidade, desvio de verba pública, corrupção, licitações e muita lavagem de dinheiro. O fato é que não temos opção de voto, de mudança e libertação para uma cidade que um dia foi chamada de maravilhosa.

Nas próximas edições, vamos trazer o perfil individual de cada um, suas trajetórias e propostas de governo, para que o leitor conseguia ter um pouco mais de conhecimento sobre que rumo tomar, nas eleições 2020, que em razão da pandemia, terá o primeiro turno em 15 de novembro, e o segundo, 29 de novembro.

Conheça os pré-candidatos à Prefeitura do Rio

 

Marcelo Crivella (Republicanos)

Engenheiro e atual prefeito do Rio. Já sofreu dois pedidos de impeachment por denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e beneficiar políticos ligados a Igreja Universal do Reino de Deus. No último dia 20, foi julgado pelo TRE, porém o julgamento foi interrompido no final e adiado para o próximo dia 24, para que seja definido o destino de Marcelo Crivella. Cinco desembargadores acompanharam o voto do desembargador relator, Cláudio Dell’Orto na votação para tornar Crivella Inelegível pelos próximos seis anos.

Martha Rocha (PDT)

Delegada aposentada, fraca na política e teve seu nome associado aos esquemas de Sérgio Cabral, por ter sido chefe da Polícia Civil.

Renata Souza (PSOL)

Militante da esquerda, com baixa popularidade, meses atrás, realizou um abaixo-assinado pedindo que Marcelo Freixo reconsiderasse a desistência de disputar a Prefeitura do Rio.

Eduardo Paes (DEM)

Foi prefeito de 2009 até 2017 e virou réu por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e forte esquema de caixa dois.

Luiz Lima (PSL)

Outro sem expressão, bolsonarista que tenta pegar carona ao nome do presidente. Mas atualmente, vem confrontando a família de Bolsonaro.

Eduardo Bandeira de Mello (Rede)

Ex-presidente do Flamengo, com boa gestão no clube, mas teve o nome associado às mortes dos jovens no Ninho do Urubu.

Glória Heloíza (PSC)

Ex-juíza, muito ligada ao carnaval, religiosa, mas já teve seu nome comprometido pelo uso da religião ou pelo que seria desapreço à adoção, com uma tendência por manter crianças com a família biológica.

Clarissa Garotinho (PROS)

Conhecida pelo temperamento explosivo, é filha de Garotinho e Rosinha, ambos envolvidos em escândalos e corrupção, prisões, superfaturamento e forte envolvimento com a Odebrecht.

Fred Luz (Novo)

Ex-CEO do Flamengo, deve usar a máquina do Flamengo para impulsionar a campanha, apesar à inexperiência política e baixa popularidade.

Paulo Messina (MDB)

Ex-secretário da Casa Civil de Crivella, ele sustenta que tem experiência administrativa e que não há investigações contra ele no suposto esquema de corrupção na prefeitura.

Benedita da Silva (PT)

Como deputada, tem histórico de pouca atuação e tida como esquenta cadeira, apesar do apoio conquistado com o Pc do B, tem imagem desgastada por associação ao PT e a fragilidade do partido.

 Cyro Garcia (PSTU)

Bancário e professor universitário foi dirigente do Sindicato dos Bancários e presidente da entidade por dois anos.  Até o momento, não possui arranhões políticos.

Cristiane Brasil (PTB)

Ex-deputada federal, filha de Roberto Jefferson, ambos conhecidos e com trajetória política envolvida em escândalos, a candidata está presa desde o dia 11 de setembro sob acusação de receber propina em dinheiro. No último dia 21, o PTB desistiu da sua candidatura, porém, a Lei da Ficha Limpa só prevê a proibição para condenados por órgão do colegiado, o que não é o caso dela. Até o fechamento desta edição, não houve nenhum comunicado de desistência por parte, de Cristiane.

Henrique Simonard (PCO)

É integrante do Comitê Central do Partido da Causa Operária (PCO), é coordenador da Aliança da Juventude Revolucionária. Conhecido também por seu temperamento, forte, explosivo e bastante revolucionário.

Suêd Haidar (PMB)

É presidente nacional do Partido da Mulher Brasileira (PMB), maranhense de 61 anos, mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 1970. Nas últimas eleições, ela foi candidata à deputada federal pelo estado do Rio, obtendo 5.279.

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TRE tem maioria por inelegibilidade de Crivella

A maioria dos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) votou nesta segunda-feira (21) pela inelegibilidade do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), mas a conclusão do julgamento foi adiada para quinta-feira (24).

Cinco desembargadores acompanharam o voto do desembargador relator, Cláudio Dell’Orto – para ter maioria, eram necessários quatro votos. Mas, antes do fim da sessão, o desembargador Vitor Marcelo Rodrigues pediu vistas do processo. O voto será concluído na quinta, quando a decisão será anunciada.

O prefeito é candidato à reeleição e pode concorrer e levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Lei da Ficha limpa, se for condenado por decisão de órgão colegiado, como é o caso deste julgamento, mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos ele pode ficar inelegível.