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Eleito no Rio, Eduardo Paes prioriza ações de combate à pandemia

Eduardo Paes, do  Democratas, foi aleito prefeito da cidade do Rio de Janeiro, com 64,07% dos votos, derrotando Marcelo Crivella, do Republicanos, na votação em segundo turno e já promete colocar a mão na massa nesta segunda, 30 de novembro. O prefeito eleito terá uma reunião ainda hoje com  seu futuro secretário de Saúde, o médico Daniel Soranz, para  definir estratégias de enfrentamento da pandemia de covid-19, cujo número de casos  e mortes voltou a crescer, levando a lotação das UTIs do sistema SUS a ultrapassar 90%. Paes vai solicitar ao Governo Federal liberação de 400 mil a 450 mil testes de detecção do coronavírus e de  200 leitos  nas unidades de saúde, e que deverão estar disponíveis no início do ano.

Logo após o resultado da apuração, no domingo 29, o prefeito eleito do Rio explicitou que a Saúde é sua prioridade absoluta no memento.   “Minha prioridade é a Saúde voltar a funcionar, recuperar as clínicas da família, o BRT… colocar os serviços novamente para funcionar. E trabalhar em parceria com o governo federal, o governo estadual… Estou sempre aberto ao diálogo. O importante é dizer que os cariocas podem comemorar. Afastamos da prefeitura um governo preconceituoso. A cidade está livre do pior prefeito de sua história.  O Rio vai voltar a dar certo. Essa foi uma.vitória dos cariocas. Quero fazer um governo para todos”, declarou, após a vitória confirmada, Paes, de 51 anos, que inicia o seu terceiro mandato à frente a prefeitura Rio, já governou a cidade entre 2009 e 2017.

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Um prefeito para restaurar o Rio

Eduardo Paes e Marcelo Crivella disputam a chance de mudar a triste realidade da Cidade (ainda) Maravilhosa

Por Claudia Mastrange

É hora de decidir. No segundo turno das eleições 2020, Marcelo Crivella e Eduardo Paes disputam a prefeitura do Rio de Janeiro. Um é o atual prefeito e tenta a reeleição. O outro, já governou a cidade por dois mandatos.  É hora de colocar na balança o que cada um fez em seu governo  e as propostas viáveis  que têm para os próximos quatro anos. Afinal eles estarão à frente da cidade que é a maior vitrine do Brasil para o mundo.

Conhecido como a Cidade Maravilhosa, há tempos o Rio está longe desse titulo no cotidiano dos cariocas. São anos de corrupção em várias instâncias, saúde em constante agonia, com unidades de saúde sucateadas e má gestão; educação nota zero; transportes públicos lotados e em péssimas condições para o usuário; população de rua em níveis crescente; comércio fechando as portas… A lista não tem fim!

Diante de tudo isso, vemos os dois candidatos trocando farpas nesta reta final de campanha.  Crivella acusa  Paes de ser o candidato da corrupção, inclusive por suas antigas relações com Sério Cabral,  e que lhe deixou R$15 milhões a menos nos cofres púbicos para governar. Eduardo Paes rebate que suas contas foram aprovadas e que Crivella, o “pai da mentira”, não teve competência para colocar a administração e os serviços da cidade nos trilhos.

A questão é que a população não quer saber de bate-boca, acusações,  baixarias de campanhas e promessas vãs.  O momento é sério e o povo quer propostas urgentes para o caos estabelecido no Rio de Janeiro. Ninguém agüenta mais tantas mazelas e descaso com o dinheiro, os serviços, o patrimônio público maior, que é a nossa cidade.

Então, que possamos avaliar a plataforma de cada um deles e decidir quem, a despeito de todas as falhas que ambos cometeram em suas administrações, merece uma nova chance. Vamos anotar, abrir bem os olhos, escolher conscientemente e depois cobrar  um trabalho comprometido e sério do novo prefeito.  O Rio merece um gestor à sua altura.

PROPOSTAS DE GOVERNO

Eduardo Paes (Democratas)

Foto: Divulgação/Campanha

Tem se declarado radicalmente contra a corrupção, embora no momento ele mesmo esteja sendo investigado. O ex-prefeito do Rio (entre 2009 e 2017) planeja criar uma secretaria de integridade pública, para poder fazer o monitoramento e acompanhamento e controle de todas as ações governamentais e dos agentes públicos.

No transporte, pretende reativar linhas de ônibus que foram tiradas de circulação e, em 100 dias recuperar o BRT, colocando a Guarda Municipal para monitorar o funcionamento, além de criar o BRT Rosa e finalizar até 2022 o BRT Transbrasil, que ligará Deodoro ao Centro do Rio.  E criar um bilhete único integrado para todos os modais, com duração de 3 horas para cada viagem.

Na saúde, pretende contratar mil médicos e 5 mil funcionários, já em seu primeiro ano de mandato, além de investir  na recuperação de Clínicas de Família e Upas  e diminuir o tempo de espera na fila do Sisreg.

Na Educação, quer diminuir a disparidade entre ensino púbico e privado e promete contratar  3 mil professores até 2022, além de expandir a oferta de ensino em tempo integral e número de vagas em creches  e pré-escolas.

Pretende aumentar os níveis de segurança, inclusive nos pontos turísticos  para atrair grandes eventos e possibilitar mais frentes de trabalho e geração de renda,, inclusive com a revitalização do Centro o Rio.

O candidato também propõe a criação de um grupo de elite da Guarda Municipal para reduzir em 20%, até o final de 2023, os crimes em áreas de grande atividade comercial e elevado fluxo de pessoas. Esse grupo usaria armas de fogo.

PERFIL DO CANDIDATO

Eduardo Paes, 50 anos, é Bacharel em direito e ingressou na política como subprefeito da Barra e Jacarepaguá, aos 23 anos, no governo César Maia. Em 1996 foi eleito vereador pelo Partido da Frente Liberal e em1998 foi eleito deputado federal.Três anos depois, ele foi nomeado secretário do Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro, durante a gestão de Cesar Maia e em 2002 foi reeleito deputado federal. Concorreu ao governo do Rio de Janeiro em 2006, mas perdeu a eleição. Dois anos depois, em 2008, venceu a disputa para a Prefeitura do Rio e, em 2012, foi reeleito no primeiro turno com 64% dos votos.

– Patrimônio declarado: R$478.358,42

Marcelo Crivella (Republicanos)

Foto: Antônio Cruz – Agência Brasil

Seu plano de governo prevê a  criação de 100 mil novos empregos diretos com um programa de capacitação de jovens e idosos e investimentos em obras de infraestrutura, mediante convênios com o Governo Federal. Obras de saneamento básico e a despoluição de lagoas e rios são prioridades, assim como a  criação do Banco Carioca de Fomento, para oferecer microcrédito a pequenos empreendedores.

Na Saúde pretende aumentar em 50% o número de leitos e UTIs e propõe a criação do programa Saúde Digital, que vai implementar prontuários eletrônicos. Os usuários do sistema municipal de saúde terão acesso a uma plataforma virtual de atendimento. Quer firmar parcerias com o setor privado para que pacientes da rede municipal sejam atendidos em clínicas particulares com pagamento pela tabela do SUS.

Também vai investir na Escola Digital, com mais recursos tecnológicos e a distribuição de notebooks com acesso à internet para todos os alunos e professores ainda no primeiro ano de mandato. A ideia é viabilizar ensino em tempo integral ‘híbrido’, com metade do tempo presencial e o restante remoto e online.

Crivella, como Paes, também aposta na Guarda Municipal para melhorar a segurança no Rio pretende melhorar o treinamento dos guardas, que deverão usar armas letais. Pretende também aumentar o efetivo com egressos das Forças Armadas para trabalharem de forma temporária.

No transporte, planeja direcionar R%$ 150 milhões de valores de impostos recolhidos de grande empresas para a recuperação do BRT. O plano de governo de Crivella dá atenção também ao uso de bicicletas como modal de transporte. A ideia é elaborar um Plano Diretor Cicloviário.

PERFIL DO CANDIDATO

Marcello Crivella é carioca e tem 62 anos. Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), é cantor gospel e engenheiro civil.

Foi eleito em 2002 para o senado federal pela primeira vez, pelo antigo PL, atual PR. Foi reeleito em 2010, já pelo PRB, partido que ajudou a fundar. Entre 2012 e 2014 foi ministro da Pesca e Aquicultura no Governo Dilma.

Crivella voltou ao Senado e se licenciou do cargo para concorrer à prefeitura pela terceira vez, após duas derrotas, em 2004 e 2008. Venceu a eleição em 2016, no segundo turno, em disputa com Marcelo Freixo.

– Patrimônio declarado: R$665.634,27

Fotos: Divulgação de campanha

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Nova Pesquisa Ibope no Rio, Eduardo Paes lidera com 32% das intenções de voto 

A nova  pesquisa Ibope para Prefeitura do Rio, foi divulgada nesta sexta-feira (30), mostrando que Eduardo Paes (DEM) ampliou sua liderança e venceria em todos os cenários de segundo turno. Enquanto isso, Martha Rocha (PDT) cresceu seis pontos percentuais e empatou numericamente com o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) no segundo lugar —ambos têm 14.

Benedita da Silva (PT) está empatada com Martha e Crivella na margem de erro. Pelo mesmo critério, ela também divide o quarto lugar com Luiz Lima (PSL), que foi a 4%. Ao todo, quatro candidatos marcaram entre 1% e 2%, enquanto outros cinco não pontuaram.

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Candidatos à Prefeitura do Rio – Eduardo Paes x Martha Rocha

Por Alessandro Monteiro

Entre 2009 e 2016 foi Prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Durante sua trajetória política, criou as Clínicas da Família, O BRT, as UPAs, Escola do Amanhã em tempo integral, o Parque de Madureira, o bilhete único tantos outros projetos. Sua carreira política se inicia, quando aos 23 anos, assumiu a Subprefeitura de Jacarepaguá e da Barra, dois anos após foi eleito vereador, em 1998 se tornou deputado federal e atualmente está na disputa pela Prefeitura do Rio pelo Democratas.

Ele, que é réu em recente processo sobre esquemas de corrupção nas investigações pela Operação Lava Jato, que apura crimes na Petrobras e outras instituições públicas do país, vem ganhando mais popularidade nas ruas e liderando as pesquisas. Paes tem a segunda maior coligação, totalizando até o momento.

No entanto, sofre os respingos da denúncia do MP-RJ, no qual sustenta que ele teria recebido da Odebrecht aproximadamente R4 10,8 milhões para financiar a campanha de reeleição em 2012, por meio de caixa dois, o sumiço das vigas da perimetral, implodida em 2013.

Em 08 de setembro, Eduardo Paes, foi alvo de um mandado de busca e apreensão, por suspeitas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A denúncia foi aceita pelo juiz Flávio Itabaiana. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, a denúncia está ligada ao recebimento acima mencionado no valor de R$ 10,8 milhões.

Em recente polêmica, Paes teve novamente seu nome atrelado ao ex-governador Sérgio Cabral, que disse apresentar à Justiça, uma carta escrita por Paes, indicando relação de próxima e laços de amizade com o atual Paes. Cabral foi condenado por mais de 200 anos de prisão e por meio de seus advogados, e busca tornar pública uma carta escrita por Paes, em março de 2014.

Nas acusações, Cabral afirma que Paes expediu um alvará em troca de doação para sua campanha em 2016, arrecadando 30 milhões, via caixa dois, para candidatos ao Senado do MDB em 2014.

A estratégia de Cabral é tornar pública a carta, e assim, sua pena, mostrando forte relação de proximidade com Paes. A informação foi publicada com exclusividade pelo jornalista Paulo Cappelli, do Jornal O Globo, que gerou um enorme frisson nos bastidores da política carioca.

Na última terça-feira (20), Paes teve seus bens bloqueados, por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça Fluminense

Gilberto Matos, no qual investiga o candidato por irregularidades nos processos de licitação dos transportes da cidade. O valor da indisponibilidade de bens chega a R$ 240,3 milhões e envolve ex-subscretário de Educação e o sindicato Rio Ônibus

Também foram penhorados os bens dos Consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz e das respectivas empresas líderes Real Auto Ônibus, Viação Nossa Senhora de Lourdes, Viação Redentor e Expresso Pégaso até o valor de R$ 511.734.606,00.

O Ministério Público do Rio aponta haver indícios do direcionamento da licitação em favor das empresas, que já atuavam no ramo de transporte público de ônibus e, por meio da fraude, manteriam um oligopólio no setor.

Além disso, o MP alega ter ocorrido a prática de custeio em duplicidade das gratuidades no transporte por ônibus intermunicipais, ora com prejuízos aos cofres públicos do município, ora com a dupla oneração dos usuários pagantes do transporte por ônibus.

 

Atualmente líder nas pesquisas, seu plano de governo tem como alguns de seus objetivos centrais:

  • Recuperar e restaurar a qualidade dos serviços públicos prestados no município, sobretudo nas áreas da Saúde, Educação e Transportes – com foco em fazer voltar a funcionar a infraestrutura e os equipamentos já existentes;
  • Reduzir a enorme diferença de qualidade entre a educação pública e a educação privada na nossa cidade, a fim de garantir maior igualdade de oportunidades para todos os jovens e crianças cariocas – independentemente da renda de suas famílias ou se vivem em áreas urbanas ou em comunidades;
  • Capacitar melhor o carioca para o mercado de trabalho, atrair investimentos para a nossa cidade com foco nos setores de turismo, tecnologia, saúde, energia e audiovisual e garantir recursos para promover a revitalização de regiões degradadas, em particular da Avenida Brasil por meio de parcerias com o setor privado e com o governo federal – colocando sempre o interesse público do Rio de Janeiro acima de toda e qualquer divergência política ou ideológica;
  • Reduzir os alarmantes níveis de pobreza e indigência na nossa cidade por meio da ampliação de programas de transferência de renda, como o Cartão Família Carioca, da implantação de novos restaurantes e farmácias populares e de ações de acolhimento e promoção de cidadania voltadas para a população de rua.

MARTA ROCHA

Foto: Divulgação/Campanha

Já foi professora, delegada e a primeira mulher a assumir a chefia da Polícia Civil do Rio. Atualmente, é deputada estadual do Estado do Rio de Janeiro, em segundo mandato e busca também a vaga à Prefeitura do Rio, pelo PDT. Marta atualmente sofre com o desgaste de seu nome pela oposição, por ter sido chefe da Polícia Civil durante o governo de Sérgio Cabral, ex-governador preso e condenado por mais de 200 anos.

Durante suas entrevistas, Marta vem dizendo que “o maior desafio do futuro prefeito ou prefeita, será ajustar as finanças da cidade”. Ela que há mais de 19 anos, reside no mesmo apartamento no bairro da Tijuca e tem sua ficha limpa. Em suas falas, intitula-se “Embaixadora da Cidade” e pretende abraçar com responsabilidade a problemática da cidade.

No entanto, a população cansada de promessas, clama por um processo de renovação e princípios básicos como educação e saúde, tão prejudicados com a corrupção que afunda a cada dia, a cidade mais desejada pelo mundo.

O plano de governo da coligação PDT/PSB é o mais longo de todas as candidaturas no Rio de Janeiro, com 128 páginas. A partir do lema “Cidade mais humana, segura, criativa e sustentável”, o documento detalha propostas em 12 eixos.

A principal proposta para essa área é a criação do Projeto Estruturante Territórios Seguros para instituir o patrulhamento da Guarda Municipal, em cooperação com a Polícia Militar, “de pontos de concentração de crimes, com base na análise das manchas criminais”. Na primeira etapa serão seis territórios: Bangu, Campo Grande, Centro, Copacabana, Santa Cruz e Tijuca.

Ainda em relação à segurança, a coligação propõe revitalizar e incentivar a ocupação de espaços públicos para recuperar áreas degradadas.

Nos últimos duas, Martha Rocha anunciou que suas propostas contemplam a volta dos Cieps (Centros Integrados de Educação Pública) e reforçou na questão da segurança, com um projeto de fortalecimento da Guarda Municipal.

O que mais esperamos nessa disputa, é o comprometimento com o município e com a população, que já não aguenta mais corrupção, descaso com o dinheiro público, a falta de segurança e gestão pública. Mas vale ressaltar, que Eduardo Paes e Martha Rocha, foram os candidatos que mais receberam dinheiro de campanha.

A cidade atravessa um colapso financeiro que afeta diversas áreas, principalmente na educação e na saúde, que está a mercê.  O voto é um objeto político de transformação social. A única ferramenta capaz de mudar a história do país, das cidades e dos municípios do Brasil, que tanto sofrem com os esquemas de politicagem e corrupção.

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Entrevista com Sabrina Campos, candidata a vereadora do Rio pelo PSL

Sabrina Campos é Advogada Pós-Graduada, cofundadora de Campos e Bastos Advogados, também Árbitra (Juíza Arbitral em Câmara Privada), especialista em Mediação e Conciliação, Comendadora recebedora da Medalha de Honra ao Mérito Juscelino Kubitscheck, escritora premiada pelo TJERJ e voluntária do Projeto Justiceiras.

 

Por que o desejo de vir candidata a vereadora?

Esclareço: não há desejo, há urgência. A motivação nasceu da necessidade em atender à cidade e população do Rio de Janeiro no que há muito tem sido objeto de descaso, desprezo, por parte do Poder Público. Ninguém aguenta mais a situação atual, especialmente a corrupção. Amo a minha cidade natal, cansei de ver pessoas partindo, abandonando sonhos, planos, família, em busca de um lugar melhor para viver. Quero resgatar o Rio de Janeiro, recuperar a cidade da destruição. Todos nós precisamos nos unir em uma só voz para conquistarmos melhor qualidade de vida e voltarmos a admirar a cidade referência no Brasil e no exterior, como o que um dia foi a “cidade maravilhosa”. Que minha voz, há tantos anos sufocada, seja ouvida, e a voz de todos nós ecoe na casa do Povo. Juntos, todos nós insatisfeitos com a velha política e a corrupção no Rio de Janeiro, sejamos UMA SÓ VOZ!

Dentre suas propostas, qual delas você acha a mais importante?

Minhas propostas são muitas, tenho ouvido pessoas de diferentes atuações, formações, escolaridade, classes sociais, regiões, idades, núcleos familiares, suas maiores dificuldades e pleitos. Além de advogada, árbitra (também atuo na função de juíza arbitral em Câmara Privada), sempre trabalhei como voluntária. Há cerca de mais de vinte cinco anos atuo assistindo também vítimas de violência, os mais vulneráveis, como crianças e adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência. Minha proposta principal se dá acerca da Educação. Pretendo que o ensino se dê por período integral, que à criança e ao adolescente haja total atenção e incentivo, a prepará-los com ampla oportunidade de aulas de reforço escolar. Investir no melhor desenvolvimento físico e psicoemocional dos jovens, através de atividades desportivas, artísticas, culturais, nas escolas, reforçar a disciplina, estimular a autoestima. Cursos capacitantes, técnico-formais, preparar o jovem para o mercado de trabalho, independente de decidir cursar faculdade. Parcerias com a iniciativa privada, orientações de direitos trabalhistas, incentivo ao menor aprendiz, feiras, palestras. Manter crianças e adolescentes fora das ruas, diminuir a ociosidade, impedir a evasão escolar.

Se eleita for, qual será a primeira ação?

Se eleita, pela vontade de Deus, agirei para que os Projetos de Lei que já tenho elaborado, com as justificativas que desenvolvi, após muito estudo, pesquisa e trabalho, sejam propostos e sigam à tramitação, em defesa da garantia aos direitos mais básicos do cidadão, como os que citei, também fomentar o empreendedorismo, gerar mais vagas de emprego,  aquecer a economia após essa pandemia, valorizar o turismo, em combate ao tráfico de pessoas, prostituição e exploração sexual infantil.

A população do Rio de Janeiro pode esperar, e terá, uma vereança acessível, canais de comunicação com o cidadão, que é um parceiro nesta empreitada, pois dependo de sua perspectiva do que ocorre ao seu redor, do que a ele e sua família se faz mais necessário, para consiguir atender a coletividade. Que o cidadão do Rio de Janeiro caminhe lado a lado comigo, lutemos juntos por uma cidade livre da violência, sejamos um só!

Qual o principal problema do município hoje?

Acredito que nosso maior problema hoje seja a violência. A pandemia do COVID-19 evidenciou a falta de estrutura e as falhas graves de administrações anteriores. O isolamento resultou na perda do trabalho, dos negócios e investimentos. Portas fecharam, vagas sumiram, imóveis perderam valor, a população de rua cresceu. O estresse e o desgaste emocional afetaram as famílias, a violência doméstica e sexual, especialmente contra mulheres, crianças e adolescentes, cresceu terrivelmente, assim como os suicídios. Como voluntária a assistir a estas vítimas, venho experimentando a relação entre a perda do poder econômico com o aumento da violência. A ociosidade dos jovens, longe das escolas durante a pandemia, expostos às ruas, permite que fiquem à mercê do “recrutamento” pelo tráfico de drogas, a corrompê-los. O vício em drogas também cresceu, muitas “cracolândias” se formam. É preciso acolhimento de imediato, e mais necessário capacitar, treinar, educar e formar para que se tenha plena condição de emprego. Incentivar o empreendedorismo para criar vagas, restabelecer a economia gerando renda e poder de compra.

Sobre o combate ao tráfico de drogas, considero gravíssimo, crianças e adolescentes cada vez mais jovens têm sido corrompidos por criminosos a formar um exército de guerrilheiros, que são convencidos de que suas vidas não têm valor, e, seguem dispostos a morrer sem apreço a nada. Neles mantenho o meu foco, por isso tantos projetos para a Educação – busco proteger a nossa infância e juventude de quem os sacrificam para impor o terror. Quero essas crianças e adolescentes nas escolas, estimuladas a serem o que quiserem, desejarem, sonharem. Incentivadas ao trabalho digno, honesto, que os valores familiares da decência, da honra, sejam cultivados, a desenvolverem a boa-fé, moral e ética. Enquanto a amoralidade psicopática for o padrão de conduta na sociedade, em que tudo é justificável, as piores atrocidades encontram defensores, jamais haverá paz. Há o certo e há o errado. O moral e o imoral. Tolerar a inversão disto é contribuir para a ausência de limites, que tem feito do Rio de Janeiro um inferno onde reina a impunidade.

O que o você gostaria de acrescentar que não foi perguntado

aqui?

Gostaria de acrescentar que o direito ao voto é um dos mais importantes aos cidadãos. Quem vota mediante favores pessoais é tão corrupto quanto o político criminoso. Tal direito foi conquistado com o sangue de muitos que lutaram por este privilégio. Busque conhecer os candidatos, vote em quem se identifica. Eu lhe convido a não reeleger pessoas que não contribuíram para a cidade, mas dar chance a quem, como eu, sempre trabalhou e se doou ao seu próximo e ao Rio. Vamos juntos? Uma só voz!

 

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Entrevista com André Quizomba, candidato a vereador do Rio pelo PSB

Por Alessandro Monteiro

 

  1. Por que o desejo de vir candidato a vereador? Qual motivação?

A Política é tão importante que deveria estar presente como matéria no currículo do ensino médio. Desde adolescente me interesso pela política e sempre apoiei e fiz campanha para candidaturas que me traziam esperança. Meu desejo em tornar-me vereador vem dessa paixão pela política junto com minha vontade de transformar o Rio numa cidade melhor pra gente viver. Posso dizer que a minha principal motivação vem da atual situação que o Rio se encontra. Uma cidade abandonada e sem perspectiva de melhora. Precisamos de uma câmara mais fiscalizadora e propositiva. Tenho certeza que, com minha formação acadêmica e artística, posso ajudar com boas propostas e retomarmos a nossa cidade maravilhosa.

 

  1. Dentre suas propostas, qual delas você acha a mais importante?

É difícil dizer. Todos os projetos têm sua relevância. Talvez O Plano Municipal de Cultura seja o mais importante porque será o ponta pé inicial para se desenhar toda a política de Cultura pra cidade. Elaborar esse documento dará diretrizes para as ações futuras do setor.

 

  1. Se eleito for, qual será a primeira ação?

Pensar na retomada do Setor Cultural no Pós-Pandemia, começando pelo Carnaval Carioca que ainda está sem definição para ser realizado. Tenho um Projeto de Lei para regularizar e desburocratizar a maior festa popular do planeta que gera muita renda e emprego para a cidade.

 

  1. O que a população pode esperar da sua vereança?

Pertenço ao PSB, um partido ético e progressista que combate as desigualdades e a corrupção e que busca um estado mais eficiente e que entregue um serviço de qualidade a população. Estou alinhado com as convicções do partido e serei um defensor da Cultura Carioca buscando desenvolver projetos que incentivem o setor.

 

  1. Qual o principal problema do município hoje?

Má gestão. Ruim, ineficiente e corrupta.

 

  1. Algum projeto específico para população de rua e as drogas?

Não tenho projeto específico para a população de rua. Porém, o Projeto Polo Municipal de Cultura poderá ter um braço destinado aos moradores de rua.

 

  1. O que o você gostaria de acrescentar que não foi perguntado aqui?

O compromisso com a juventude da nossa cidade. Estamos num momento difícil quando se fala de oportunidades para nossos jovens. Temos uma evasão escolar próxima de 20% e uma grande parcela que não chega a completar o ensino fundamental ou médio. Os dados mostram que quanto maior o nível de educação menos chance de ficar desempregado. Além de negar um futuro melhor para nossos jovens estamos empurrando uma grande parte dessas gerações para trabalho desqualificado ou para ser cooptado pelo crime organizado. Nesse sentido a Cultura pode ser uma ferramenta junto com a educação para criar novos horizontes.

 

 André Quizomba

Economista, ator, músico e produtor cultural. Fundador do Bloco Quizomba em 2001 e, desde sempre, ativista da Cultura. Nascido no Estácio e amante do Carnaval, acima de tudo, um carioca apaixonado pelo Rio que acredita na Arte e na alegria como potência política.

 

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Eleições 2020: Brasil tem 147,9 milhões de eleitores aptos a votar

Mulher, com ensino médio e de 35 a 59 anos é o perfil majoritário do eleitor que votará nas eleições de 2020, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, 147.918.483 pessoas estão aptas a votar, um crescimento de 2,66% em relação às eleições municipais de 2016.

O contingente elegerá novos prefeitos e vereadores em 5.569 municípios em 15 de novembro. Não participam da votação neste ano os eleitores do Distrito Federal e de Fernando de Noronha, que não têm prefeito, e os brasileiros registrados no exterior, que só podem votar em trânsito nas eleições gerais a cada quatro anos.

Biometria

Por causa da pandemia de covid-19, a Justiça Eleitoral excluiu a biometria como meio de identificação nas eleições deste ano. Mesmo assim, a coleta dos dados biométricos continuou a aumentar em 2020. Em dezembro do ano passado, pouco mais de 113,5 milhões de pessoas tinham feito o procedimento, o equivalente a 76% do eleitorado. Em agosto deste ano, quando foi encerrado o registro para as eleições municipais, 117.594.975 pessoas estavam identificadas pela biometria, 79.5% do eleitorado.

Perfil

Na divisão por gêneros, as mulheres somam 77.649.569 eleitores (52,49%) do total. Os homens totalizam 70.228.457 eleitores (47,48%). Outras 40.457 pessoas não declararam o gênero, representando 0,03% do eleitorado. Um total de 9.985 pessoas usarão o nome social no título de eleitor, prática autorizada pela Justiça Eleitoral desde 2018.

Em relação ao grau de instrução, a maior parte dos eleitores informou ter o ensino médio completo, com 37.681.635 (25,47%) pessoas nessa condição. A faixa de menor escolaridade, com ensino fundamental incompleto, vem em segundo lugar, com 35.771.791 eleitores (24,18%), seguida pelo contingente com ensino médio incompleto, com 22.900.434 (15,48%). Somente 10,68% do eleitorado, que somam 15.800.520 pessoas, têm nível superior completo.

Um total de 1.158.234 eleitores se declararam com alguma deficiência em 2020. O número representa aumento de 93,58% na comparação com as 598.314 pessoas que haviam afirmado ter alguma limitação física em 2016. Segundo o TSE, o aumento não significa necessariamente alta na participação de pessoas com deficiência, porque as estatísticas se baseiam em autodeclarações do cidadão no momento do registro eleitoral.

Estados e municípios

Na comparação com 2016, o estado com maior incremento no eleitorado foi o Amazonas, cujo número de eleitores ativos subiu 7,88%, para 2.503.269. O único estado com redução no total de eleitores foi o Tocantins, com queda de 0,17% nos últimos quatro anos, de 1.037.063 para 1.035.289.

Maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo tem 33.565.294 eleitores aptos a votar em 2020, alta de 2,69% em relação a 2016. Na comparação por municípios, a capital paulista concentra o maior número de eleitores, com 8.986.687 no total.

O menor colégio eleitoral do país é Araguainha (MT), com 1.001 eleitores. A cidade, que estava nas mesmas condições na votação de 2016, havia perdido o posto para Serra da Saudade (MG) nas eleições gerais de 2018. Em 2020, o município recuperou o título. Também em Mato Grosso, o município de Boa Esperança do Norte escolherá prefeitos e vereadores pela primeira vez.

Voto facultativo

Nestas eleições, 14.538.651 pessoas têm a opção do voto facultativo, permitido a eleitores com 16 e 17 anos e a idosos a partir de 70 anos. Desse total, 1.030.563 são jovens, 8.784.004 têm entre 70 e 79 anos, e 4.658.495 têm entre 80 e 99 anos. Existem 65.589 idosos com mais de 100 anos aptos a votar em 2020.

Mais informações podem ser obtidas no censo do TSE com o perfil do eleitorado brasileiro em 2020. O tribunal compilou os principais dados neste documento. Também é possível acessar o Repositório de Dados Eleitorais (RDE), que permite baixar tabelas com todos os dados do eleitorado e fazer cruzamentos estatísticos.

Com informações: Agência Brasil

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Aplicativos da justiça eleitoral facilitam eleitores e mesários

Os aplicativos móveis criados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornam a vida dos eleitores e dos mesários mais fácil, a cada eleição, oferecendo diversas informações sobre o pleito, com rapidez e segurança.

Para as Eleições 2020, estão disponíveis cinco apps, que possibilitam a utilização de serviços por eleitores, mesários e candidatos, dando maior transparência ao processo eleitoral e praticidade. São eles: Boletim de Mão, Mesário, e-Título, Pardal e Resultados. Todos estão disponíveis nas plataformas Android e IOS, podendo ser obtidos gratuitamente nas lojas virtuais Google Play e App Store. Confira como funciona cada um deles.

Boletim na Mão

Por meio do aplicativo Boletim na Mão, qualquer cidadão pode obter os resultados apurados nas urnas diretamente do seu celular. Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o app fornece ao eleitor, de forma rápida e segura, todo o conteúdo dos Boletins de Urna (BU) impressos ao final dos trabalhos da seção eleitoral. O BU é o documento que contém o total dos votos recebidos pelos candidatos em cada seção.

Resultados

O aplicativo Resultados permite aos cidadãos acompanharem o andamento do processo total das eleições. Com a ferramenta, é possível seguir a contagem dos votos em todo o Brasil e visualizá-la a partir de consulta nominal, conferindo o quantitativo de votos computados para cada candidato, com a indicação dos eleitos ou dos que foram para o segundo turno.

A nova versão lançada pelo TSE traz algumas novidades em relação à anterior. Entre as mudanças, está o aprimoramento do layout do sistema, que aparece completamente renovado com a apresentação das fotos de todos os candidatos que disputam a eleição e a funcionalidade de exibição do BU de todas as seções eleitorais.

Mesário

O aplicativo Mesário, que reúne informações para quem foi convocado ou se voluntariou para atuar como colaborador nas eleições existe desde 2016. O app contém instruções gerais sobre a atividade do mesário na seção eleitoral e tem como função principal, treinar o cidadão que vai prestar esse serviço no dia do pleito, de forma simples e rápida.

Para as Eleições 2020, com foco na prevenção, o TSE disponibilizou um treinamento oficial no aplicativo, possibilitando a capacitação remota dos voluntários em todo o país.

Foto: Pixabay

e-Título

O e-Título consiste na via digital do título eleitoral. O app informa o endereço do local de votação e fornece informações sobre a situação eleitoral.

Entre as vantagens de utilizar o aplicativo estão também as de emitir certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais, o que pode ser obtido a qualquer momento, até mesmo no dia da eleição.

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia da eleição poderão utilizar o e-Título para justificar sua ausência. O TSE liberou, no último dia 30 de setembro, uma atualização do aplicativo que permite realizar justificativa pelo celular ou tablet e, com isso, poderão ser resolvidas pendências existentes com a Justiça Eleitoral.

Pardal

O objetivo do Pardal é incentivar os cidadãos a atuarem como fiscais da eleição no combate à propaganda eleitoral irregular. O aplicativo possibilita informar tais irregularidades em tempo real. Após baixar a ferramenta, o cidadão poderá fazer fotos ou vídeos e enviá-los para a Justiça Eleitoral. O estado informado pelo denunciante como local da ocorrência ficará encarregado de analisar as denúncias.

Além do aplicativo móvel, a ferramenta tem uma interface web, que é disponibilizada nos sites dos tribunais regionais eleitorais para acompanhamento das notícias de irregularidades.

Entre as situações que podem ser denunciadas, estão o registro de uma propaganda irregular, como a existência de um outdoor de candidato, o que é proibido pela legislação e a participação de algum funcionário público em um ato de campanha durante o horário de expediente.

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Destaque Política

Justiça nega pedido de prisão domiciliar de Cristiane Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro negou os pedidos de prisão domiciliar feitos pela ex-vereadora e ex-deputada Cristiane Brasil e pelo empresário Flávio Chadud. A decisão foi da juíza Simone de Faria Ferraz, da 26ª Vara Criminal do Rio. 

Nos pedidos de prisão domiciliar, Cristiane e Chadud alegavam fazer parte do grupo de risco para covid-19, mas não conseguiram comprovar.

Eles foram presos na segunda fase da Operação Catarata, por supostos desvios nos contratos de assistência social, entre 2013 e 2018, que custaram quase R$ 120 milhões aos cofres públicos.

A juíza concedeu a prisão domiciliar a outros dois presos: o ex-delegado Mario Jamil Chadud, pai de Flávio, e o ex-diretor de administração financeira da Fundação Leão XIII João Marcos Borges Mattos. Eles deverão cumprir a prisão em casa, monitorados por tornozeleira eletrônica.

A ex-deputada e Chadud tiveram a  prisão preventiva decretada no mês passado, em operação que também levou à prisão o secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes. No caso de Fernandes, por ter apresentado, no momento da prisão, o exame confirmando que estava com covid-19, a medida cautelar foi convertida de preventiva para domiciliar.

A Operação Catarata investiga esquemas de corrupção na administração pública da capital e do estado do Rio na área de assistência social.

Com informações: Agência Brasil

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Entrevistas

Eleições 2020 – Alex Macedo Alex Macedo é candidato a vereador do Rio em 2020 pelo Solidariedade

Por Alessandro Monteiro

Por que o desejo de vir candidato a vereador?

O desejo surgiu após muitos pedidos dos moradores das comunidades que atuo por mais de 20 anos, com meu projeto social. A partir desse momento, mergulhei na problemática diária, os sonhos, o futuro das crianças, a saúde dos idosos, em seguida, olhei o cenário político e tive a certeza, que de fato, eu posso fazer a diferença na vida daquelas pessoas e no município.

Dentre suas propostas, qual delas você acha a mais importante?

Tenho duas importantes. O combate as drogas nas escolas, fato desconhecido por boa parte da população que não tem a vivência. Atualmente muitas escolas foram invadidas pelas drogas, por jovens, pré-adolescentes que se inscreveram no sistema público escolar não para estudar, mas para comercializar.

Minha luta tem mais de 20 anos. Faço palestras não somente no Rio, mas pelo Brasil e no exterior, explicando como funciona o sistema do tráfico, dando relatos e mostrando que é possível transformar esse cenário.

No Rio, já conseguimos tirar muitos jovens das drogas e da criminalidade. Um outro projeto seria instalar escolas e cursos profissionalizantes, com foco na ressocialização desses jovens. Inserindo a força do trabalho, a renda honesta e mostrar que é possível ter o próprio negócio, sustentar a família de forma íntegra e permanecer como um cidadão de bem.

É importante atacar nas crianças e jovens, preparar o futuro. Caso contrário, nunca sairemos desse círculo vicioso de pessoas adultas inoperantes, desempregadas, incapacitada, tendo a droga, o mundo da criminalidade, o tráfico, como a única opção e realidade de vida.

Se eleito for, qual será a primeira ação?

Imediatamente chamar algumas empresas do setor privado para canalizar de forma séria, a inserção de projetos de capacitação de jovens e adultos. Embora saiba que é possível realizar através do Poder Público, mas é demorado, burocrático, mas não impossível. E vamos fazer!

O problema do Rio é droga. Existem casas de recuperação lotadas e quero fazer parceria com eles, que estão cheios de bons talentos e vontade de mudar, mas sem oportunidade.  As ruas lotadas, sendo a maioria negros, moradores de periferia, ociosos e que precisam ser trabalhados urgentemente. Então, esse será um dos pontos iniciais da minha vereança.

 O que a população pode esperar da sua vereança?

Uma vereança transparente, clara, objetiva, com projetos. Não quero ser mais um falastrão, não é meu estilo. Meu objetivo é focar em resultados que possam agregar ao município, a vida das pessoas e mostrar a sociedade, que é possível realizar uma política séria, com foco, sem corrupção e de resultados.

Como pastor, sabemos que a bancada evangélica tem muita força atualmente dentro do Estado. No entanto, é importante criar políticas que possam abranger todas as religiões, não é? Qual o seu olhar? Existirá diálogo, relacionamento e projetos com outras religiões?

Eu sou um pastor que não compactuo com intimidação de credo, cor e raça. Eu tenho uma visão política de igualdade, de sociedade. A bancada evangélica é grande, forte, mas precisa aprender muito. Sou favorável a união de todos. Hoje, vejo a sociedade evangélica bem distante do conceito de sociedade, uma visão singular de um corpo somente. É necessário somar, aproximar e focar no bem comum, independente da religião, opção, escolhas.

Amo pessoas, acredito nelas e acho que o ser humano merece tudo de melhor, porém, somos esmagados por esse sistema criado e liderado por uma minoria que manipula, exclui e destrói. Não é essa, a minha visão de política, sociedade e vida.

O meu desejo é de agregar, juntar, misturar, somar e promover resultados sérios, com base em projetos transparente não só em números, mas na vida das pessoas, que a coisa mais importante que temos.

Qual o principal problema do município hoje?

A infraestrutura, o BRT foi uma ideia muito boa, porém dividiu bairros. Eu sou da Zona Norte, mais precisamente do bairro da Penha, criado no conjunto do Quitungo, uma comunidade que fica entre Vila da Penha, Brás de Pina e Cordovil.

A população sofre com a falta de ônibus, a dificuldade é grande. Os BRTs estão lotados, transbordando de gente. É preciso reavaliar a problemática do transporte urbano. Meses atrás, moradores de vários bairros denunciaram a falta de transporte. Alguns esperam por mais de duas horas no ponto, durante a noite e a escassez aumenta, na madrugada. Como o trabalhador volta para casa?

Até agora, ninguém se debruçou para essa situação. As ruas e estradas esburacadas. Nas comunidades, nem se fala! A quantidade de lixo é enorme, as construções irregulares, outras beirando precipício, crianças, jovens e idosos ali. Temos que dar uma atenção as questões de infraestrutura. Virar os olhos, só acelera o caos.

A sensação é que a cidade parou no tempo. Não aceito a justificativa da pandemia. Isso vem acontecendo por anos e anos. É preciso uma renovação urgente, ou seremos ainda mais espagados e o município afundado em tantas problemáticas que são causadas, pelo simples desinteresse de quem ocupa dos cargos públicos, e se julgam representantes do povo.

O que o você gostaria de acrescentar que não foi perguntado aqui?

A falta de comunicação tanto dos vereadores, do prefeito com a população. Ninguém se fala. Cada um, vive debruçado em seus interesses, canetando o que lhe convém, sem ouvir a população. A dificuldade de falta de mobilização continua, não existem mais protestos, reações. Uma situação jamais vista numa cidade como o Rio. A população parece que desistiu de lutar pela oposição do que está aí, todos anestesiados. ´

Parece que a cidade não tem prefeito, vereador, também quero acrescer a situação da falta de emprego. Cidades menores que nós, já conseguiram se reestruturar, e o Rio não consegue andar, continua nessa panaceia, estático. Uma cidade linda, maravilhosa e funcional para o turista. Para nós, que vivemos aqui, os desafios e os problemas são imensos, mas sou complemente apaixonado por ela.