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Presidente da Fifa volta a defender Copa do Mundo a cada dois anos

Da Agência Brasil

Uma Copa do Mundo realizada a cada dois anos não vai diluir a magia do torneio, já que a periodicidade não teria influência em sua qualidade e prestígio, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, nesta terça-feira (12).

A Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, está conduzindo um estudo de viabilidade sobre as questões práticas que envolveriam a realização de uma Copa do Mundo a cada dois anos, uma proposta que foi recebida com críticas ferozes por várias confederações, clubes, jogadores e grupos de torcedores.

“Uma Copa do Mundo com 48 equipes [a partir de 2026] já foi decidida. Se ela acontecerá a cada dois ou quatro anos, isso está em processo de avaliação”, declarou Infantino à imprensa em Israel.

“Definitivamente acredito em termos mais eventos prestigiosos, seja a Copa do Mundo ou qualquer outra coisa […] precisamente porque ser um torneio mágico talvez seja a razão para acontecerem com mais frequência”, afirmou o dirigente.

“O prestígio de um evento depende de sua qualidade, não de sua frequência. Temos o Super Bowl todo ano, Wimbledon, ou a Liga dos Campeões todo ano, e todos ficam empolgados esperando por eles”, concluiu o presidente da Fifa.

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Neymar e Jorginho, da Itália, disputam título de melhor jogador do mundo

Da Agência Brasil

A revista France Football revelou os nomes dos 30 finalistas à Bola de Ouro. A lista conta com os brasileiros Neymar, atacante do Paris Saint-Germain (PSG), da França, e Jorginho, naturalizado italiano, que atua no meio-campo do Chelsea, da Inglaterra, além de defender a seleção da Itália. O renomado prêmio de melhor jogador do mundo é concedido desde 1956. Uma eventual vitória seria inédita para qualquer um dos dois atletas. Os vencedores serão conhecidos em uma cerimônia na capital francesa, programada para 29 de novembro.

Dois veteranos chamam a atenção: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi foram indicados pela 17ª e 15ª vez, respectivamente. Por outro lado, 15 dos 30 jogadores são finalistas pela primeira vez. Um deles é Jorginho. O meio-campista aparece como um dos nomes mais imponentes depois de uma temporada bastante vitoriosa na Europa. Ele conquistou os títulos da Liga dos Campeões (com o Chelsea) e da Eurocopa (com a Itália). Justamente em virtude destes resultados, foi coroado pela UEFA com o prêmio de melhor jogador da temporada 2020-2021, em agosto.

Neymar, por sua vez, concorre à Bola de Ouro pela décima vez. As primeiras duas indicações foram quando ainda defendia o Santos. Foram outras quatro indicações pelo Barcelona e esta é a quarta pelo PSG. Ele nunca venceu. Chegou em terceiro lugar em duas ocasiões: em 2017, quando ficou atrás de Cristiano Ronaldo e Messi e em 2015, quando a premiação ainda era entregue em parceria com a FIFA, com o português e o argentino invertendo posições.

Em termos de clubes, os mais bem representados foram os finalistas da última edição da Liga dos Campeões da Europa: Chelsea e Manchester City, ambos da Inglaterra, tiveram cinco indicados cada um.

Ederson, do City, concorre ao Troféu Yashin

A revista francesa também premiará a melhor jogadora do futebol mundial, o melhor atleta sub-21 e o melhor goleiro. Nesta última categoria, chamada de Troféu Yashin – homenagem ao lendário goleiro russo Lev Yashin –  o brasileiro Ederson, do Manchester City, é um dos concorrentes. O atual vencedor na categoria é outro brasileiro: o goeliro Alisson, atleta do Liverpool. e da seleção brasileira. Ele foi laureado 2019. No ano passado, não houve entrega de nenhum dos prêmios, em virtude da pandemia da covid-19.

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Presidente recebe atletas olímpicos e paralímpicos no Palácio

Da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira (6), no Palácio do Planalto, um grupo de atletas olímpicos e paralímpicos que participaram dos Jogos de Tóquio, realizados entre julho e agosto desse ano. A cerimônia, que contou com a presença de ministros, parlamentares e autoridades, foi uma comemoração da melhor participação brasileira na história dos Jogos, tanto nas Olimpíadas quanto nas Paralimpíadas. 

Nos Jogos Olímpicos, o país ficou na 12ª colocação geral, com 7 ouros, 6 pratas e 8 bronzes. Já nos Jogos Paralímpicos, o desempenho foi impressionante: 7ª colocação geral, com 22 ouros, 20 pratas e 30 bronzes.

“Nenhum desses resultados seria possível se não fosse o programa de incentivo ao esporte no Brasil. Hoje, o Brasil tem um dos maiores programas de patrocínio individual ao atleta de alto rendimento. E é através desses programas, como o Bolsa Atleta, e sua ramificação, o Bolsa Pódio, do qual eu faço parte e muitos aqui também, que a gente pode se dedicar exclusivamente à prática esportiva”, destacou a atleta paralímpica Maria Carolina Gomes Santiago, durante discurso.

Em seu discurso, Bolsonaro falou da sua relação com o esporte, que o levou à seleção das Forças Armadas de pentatlo, e enfatizou a importância dessa prática para o desenvolvimento social. “Não existe nada mais do que o esporte para integrar”.

O presidente também agradeceu o empenho dos atletas que representaram o Brasil nos Jogos, e falou da emoção que era ver a bandeira nacional tremulando no pódio.

“Quero dizer, finalmente, para vocês, que cada vez que lá, do outro lado mundo, entre aquelas três bandeiras, subia uma verde e amarela, era uma vibração enorme aqui. Muito obrigado a todos vocês por esses momentos de satisfação e alegria que vocês proporcionaram a todos nós brasileiros.

Dos 302 atletas olímpicos, 242 recebiam o Bolsa Atleta, o que representa cerca de 80% da delegação. Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil disputou nos Jogos de Japão, 100% dos atletas eram bolsistas do programa.

“Pelo menos pra mim, o Bolsa Atleta foi crucial nesses últimos 5 anos, onde, depois da Olimpíada do Rio, eu perdi absolutamente todos os patrocínios que eu tinha. Hoje eu sou medalhista olímpico, mas eu já passei por algumas situações onde num domingo você tá nadando uma final olímpica, e numa segunda-feira você não tem mais nada entrando. Então, o Bolsa Atleta é o que segura a gente nesses momentos também. E é que o te dá tranquilidade, porque você sabe que está lá por você. Você tem o lastro do governo federal do Brasil te ajudando”, afirmou o nadador Bruno Fratus, medalhista de bronze em Tóquio, nos 50 metros nado livre, em depoimento exibido durante a cerimônia.

Já em relação aos Jogos Paralímpicos, dos 236 atletas em Tóquio, 226 (95,7%) eram bolsistas do programa. Para Vinícius Rodrigues, medalha de prata nos 100m T63, para pessoas com deficiência nos membros inferiores e superiores, o apoio também foi fundamental.

“Quando eu consegui o Bolsa Atleta eu consegui melhorar minhas performances, consegui investir mais em mim. E, depois desse ano atípico, com o corona, aquela incerteza de saber o que vai acontecer, a gente não tinha competição, não tinha nada. E o que me segurou foi o Bolsa Atleta”, afirmou em depoimento exibido na cerimônia.

“Se nós seguirmos com esse desenvolvimento sistêmico, com o programa de capacitação dos professores, e com as escolinhas de esportes, em 2040 o Brasil vai brigar de igual pra igual com a China nos Jogos Paralímpicos”, afirmou Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

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Rio 2016 teve manipulação de resultados no boxe, diz investigação

Da Agência Brasil

Um sistema de manipulação foi usado no torneio de boxe da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016, apontou uma investigação independente encomendada pela Associação Internacional de Boxe (Aiba) em um relatório na quinta-feira (30).

O chefe da investigação, Richard McLaren, disse que os três primeiros estágios da investigação analisaram a arbitragem e os juízes da Rio 2016, na qual decisões polêmicas em certas lutas renderam manchetes.

“As sementes disso foram plantadas anos antes, começando no mínimo nos Jogos Olímpicos do século 21 até os eventos de cerca de 2011 e Londres 2012”, disse McLaren em uma coletiva de imprensa em Lausanne. “As competições eliminatórias ao longo do caminho para a participação no Rio em 2016 foram o campo de treino para a corrupção e manipulação de lutas no Rio”, afirmou. “Na eliminatória olímpica, a metodologia de manipulação foi calibrada em antecipação ao uso no Rio”.

McLaren disse que não poderia comentar se os resultados das lutas manipuladas serão revertidos e que, como investigador-chefe, não cabe a ele decidir.

O relatório disse que um estudo abrangente indicou que ao menos nove combates são suspeitos e que dois fizeram o sistema “desmoronar publicamente”.

Entre eles estão a disputa da medalha de ouro dos pesos-pesados entre o russo Evgeny Tischenko, que sagrou-se campeão, e o casaque Vassily Levit, e a luta das quartas de final dos pesos-galo entre o irlandês Michael Conlon e o russo Vladimir Nikitin, que foi medalhista de bronze.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que “aguarda receber o relatório de Richard McLaren para estudar cuidadosamente as conclusões, a fim de definir se e quais consequências precisam ser extraídas”.

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Assembleia Geral da CBF confirma afastamento de Caboclo por 21 meses

Da Agência Brasil

A Assembleia Geral Extraordinária da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou na tarde desta quarta-feira (29) a decisão do Comitê de Ética que afastou, por 21 meses, Rogério Caboclo da presidência da entidade. Todos os representantes das 27 federações estaduais presentes ao encontro votaram favoravelmente ao afastamento.

“A Assembleia Geral da CBF decidiu com a responsabilidade que um caso dessa gravidade exige, dando a resposta aguardada por todos que integram o futebol e a sociedade brasileira. Devemos coibir com veemência qualquer tipo de discriminação ou de assédio”, declarou o presidente em exercício da entidade, Ednaldo Rodrigues.

Após o anúncio da decisão, a assessoria de imprensa de Caboclo emitiu nota na qual qualificou a punição como mais um capítulo do maior e único golpe efetivo deflagrado contra um presidente de entidade esportiva em atividade no Brasil.

“Quem acompanhou a votação, viu que estava evidente o constrangimento de vários dos presidentes de federações estaduais durante a votação”, declarou Cablobo por meio da nota.

Segundo o ex-presidente da CBF, muitos dos presentes estavam compromissados em votar a favor da absolvição, mas prevaleceu a coação que resultou em assinaturas de uma lista pedindo a renúncia do presidente legitimamente eleito.

Caboclo foi punido após investigação e julgamento por meio do Comitê de Ética em processo no qual foi acusado de assédio sexual e moral por uma colaboradora da CBF.

Dessa forma, o presidente em exercício da CBF, Ednaldo Rodrigues, se mantém no cargo no período de afastamento de Rogério Caboclo.

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Clubes da Série B aprovam retorno do público aos estádios

Da Agência Brasil

Os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro aprovaram nesta sexta-feira (17) o retorno do público aos estádios a partir da 25ª rodada, com início já no próximo domingo (19), uma decisão que ainda precisa de aval das secretarias locais de saúde para virar realidade.

A decisão foi aprovada pela maioria dos clubes após a Diretoria de Competições da CBF receber a indicação de que a grande maioria das cidades envolvidas no campeonato vai, ou pretende, liberar a presença de público nos estádios.

“O retorno obedecerá ao percentual de ocupação definido por cada autoridade local e estará condicionado ao cumprimento de um rígido protocolo sanitário desenvolvido pela Comissão Médica Especial da CBF”, informou a entidade.

O Conselho Técnico da Série A se reúne no fim do mês para discutir o tema.

Na última quarta-feira (15), com apoio da prefeitura do Rio, o Flamengo jogou contra o Grêmio pela Copa do Brasil para um público de mais de 6 mil espectadores no Maracanã.

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Com torcida, Flamengo volta a vencer e avança para as semifinais da Copa do Brasil

O Flamengo está nas semifinais da Copa do Brasil. Depois de vencer o primeiro jogo em Porto Alegre, por 4 a 0, o Fla voltou a derrotar o Grêmio, agora por 2 a 0, com dois gols de Pedro, e vai encarar o Athlético-PR na próxima fase. Os jogos acontecem entre os dias 20 e 27 de outubro. A partida ficou marcada pelo retorno de público ao Maracanã, após liberação da Prefeitura.

Cerca de 6 mil torcedores foram ao estádio. A situação segue gerando conflito, já que 17 dos 20 clubes da Série A do Brasileiro são contra o retorno de torcida em apenas alguns estados. A ideia defendida é a isonomia e por isso os rivais se juntaram para impedir que o Fla receba torcida no domingo, novamente diante do Grêmio, mas agora pelo Brasileiro.

FLUMINENSE PERDE PRO ATLÉTICO-MG E SE DESPEDE

No outro jogo, o Fluminense foi eliminado pelo Atlético-MG, em Belo Horizonte. Após perder por 2 a 1 no Rio, o Tricolor perdeu outra vez, agora por 1 a 0. O Galo encara nas semifinais o Fortaleza, que eliminou o São Paulo, após vencer por 3 a 1, no Castelão.

As duas equipes agora voltam a jogar pelo Campeonato Brasileiro. O Flamengo recebe novamente o Grêmio, enquanto o Fluminense vai até Cuiabá enfrentar o time da casa, na segunda-feira (20)

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Conselho do Brasileirão rejeita retorno de público a estádios

Da Agência Brasil

O Conselho Técnico da Série A do Campeonato Brasileiro decidiu nesta quarta-feira (8) não permitirá o retorno do público aos estádios enquanto todas as cidades que têm times na primeira divisão não autorizarem a presença de torcedores, informou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A decisão só não teve apoio do Flamengo, que não compareceu à reunião, após a Prefeitura do Rio de Janeiro liberar a presença de público em jogos do time no Maracanã a partir da semana que vem.

O Flamengo argumenta que o Conselho não tem competência para deliberar sobre o tema e considera que não cabe à CBF ou aos clubes deliberar acerca da presença de público nos estádios, por não se tratar de questão desportiva.

“Compete exclusivamente às autoridades governamentais locais dispor sobre a possibilidade ou não de público em eventos esportivos ou de outra natureza”, afirmou o clube da Gávea em nota.

Uma nova reunião de clubes da Série A deve ocorrer no dia 28. Os clubes pretendem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e ameaçam até parar a competição caso a volta de público não seja igual para todos.

“Os clubes manifestaram, por unanimidade, que irão pleitear à CBF que sejam suspensas rodadas da competição nas quais clubes sinalizem com a utilização de liminar para contar com público nos estádio”, afirmou a CBF em nota.

A prefeitura do Rio liberou na última terça-feira (7) a presença de milhares de torcedores no estádio em partidas do Flamengo a partir da semana que vem, em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19) e apesar da disseminação da variante Delta, que é mais contagiosa, na cidade.

O clube já pressionava há algum tempo pela volta do público aos estádios, e já havia feito várias tentativas de obter permissão das autoridades neste sentido.

A prefeitura do Rio liberou a presença de convidados no Maracanã neste ano na final da Copa Libertadores e na decisão da Copa América. Nos dois casos houve aglomeração dentro do estádio e desrespeito aos protocolos sanitários, o que levou a prefeitura a multar a CBF e a Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano.

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Prefeitura do Rio libera público no Maracanã para três jogos do Flamengo como teste

A Prefeitura do Rio de Janeiro liberou, após muita pressão do clube perante as autoridades, a presença de público no Maracanã para os duelos do Flamengo com o Grêmio, pela Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, e Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores. Os jogos diante dos gaúchos acontecem nos próximos dias 15 e 19, enquanto a partida diante do Barcelona será no dia 22 de setembro. 

A capacidade será aumentada gradativamente e a retirada dos ingressos dependerá da apresentação de comprovação da vacina contra covid-19 e teste realizado em até 48 horas antes. A ideia é que no primeiro jogo o estádio receba aproximadamente 24.783 torcedores, cerca de 35% da capacidade total do Maracanã. No segundo duelo, novamente diante do Grêmio, a capacidade aumentará para 40%, enquanto a partida com os equatorianos poderá receber 35.035, aproximadamente 50% do que comporta o estádio.

As partidas são consideradas como “evento-teste”. Neste mês, o Rio de Janeiro iniciou um plano de retomada e a presença de público nos estádios está contemplada já nessa primeira fase. Segundo documento assinado no último dia 6, a retirada do ingresso estará condicionada à apresentação de comprovação de vacinação contra covid-19, cumprindo as regras do Decreto Rio 49.335, de 26 de agosto de 2021, e resultado negativo de teste de antígeno para covid-19 realizado em até 48 horas anteriores à partida, “exclusivamente, por laboratório autorizado pelo clube organizador da partida”.

No parecer favorável à presença de público no Maracanã, ressalta-se que está “condicionado à rigorosa observância ao protocolo” apresentado pelo Flamengo, e, dentre os ajustes pedidos, há a indicação de que “todo público presente no estádio do Maracanã, nos dias 15,19 e 22 de setembro, será monitorado pela SMS através do número do CPF pelo prazo de 15 dias”.

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Solon e Marllos: pai, filho e o sonho olímpico no polo aquático

 

 

A história do polo aquático no Brasil está diretamente ligada à família Santos. A começar pelo saudoso nadador e jogador da modalidade Álvaro Augusto dos Santos, que, entre outros feitos, inaugurou a primeira piscina olímpica da América Latina, em plena Baía de Guanabara, em 1935. Solon, filho de Álvaro, completa 50 anos da modalidade em 2022. Seu filho, Marllos, aos 27 anos, representa, com muito orgulho, obviamente, a terceira geração de uma família acostumada a conquistas.

Solon não acompanhou as façanhas do pai como atleta nas piscinas, uma vez que Álvaro tinha 40 anos quando o herdeiro nasceu. Mas Solon, hoje com 60 anos, vem desfrutando do privilégio de treinar Marllos, de 27, no Tijuca Tênis Clube:

É uma emoção muito grande ver meu filho seguindo o caminho do pai e do avô, sendo ele a terceira geração de aquapolista da família. É importante ser hoje seu técnico, que me deixa orgulhoso de saber que ele herdou a paixão da família pelo polo aquático.

E, como não poderia deixar de ser, Solon teve influência na escolha do filho pelo polo aquático:

Comecei a jogar no Botafogo com 12 anos, mas já havia praticado desde mais novo em diversos clubes por onde meu pai passou e com 14 anos decidi entrar na rotina de treinos sérios de equipe.

Um dos principais nomes da modalidade no Brasil, Solon, além de troféus como atleta, vem colecionando conquistas como treinador. Entre elas, ter comandado, durante oito anos, o projeto de polo aquático da Rocinha. Seu maior legado lá.

 É saber que pude contribuir na formação de vários jovens que começaram comigo e estão brilhando em clubes do Rio e da seleção brasileira. Eles se formaram como cidadãos do bem e brilham em suas vidas profissionais.

O pai de Marllos também fez história pelo Flamengo, clube que defendeu nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, e pelo Botafogo, cuja camisa ele vestiu e honrou por 30 anos.

Ter tido uma carreira nesses dois clubes me deixa muito orgulhoso – conta Solon, que é atleta emérito do Alvinegro e laureado e hall da fama pelo Rubro-Negro.

E qual a melhor lembrança dos Jogos de 84?

 A cerimônia de abertura, por saber que o mundo todo estava reunido para esta grande festa do esporte.

O maior sonho do caçula da família é justamente repetir o feito do pai na Olimpíada. Só que a missão não é das mais fáceis. Desde 84, o Brasil só disputou a modalidade nos Jogos em 2016, por ter sido sede.

E o que falta para o polo aquático brasileiro voltar a figurar no principal evento esportivo do planeta?

Mais investimento e intercâmbio com os países de ponta para podermos ter o polo aquático classificado no Pré-Olímpico – aponta Solon, enumerando desafios como a falta de investimento para o Brasil voltar à competição.

GRATIDÃO AO CEL

Campeão pela seleção brasileira sub-18, da Taça Brasil, pelo Fluminense, e sul-americano, pelo Botafogo, Marllos também colecionou vitórias e amigos nos 3 anos nos quais estudou no CEL Intercultural School:

As melhores memórias que eu tenho do CEL são as amizades de atletas que também estudavam lá, a grande forma como o colégio proporciona aos alunos conciliarem esporte com a educação. Pra mim era uma rotina até tranquila, pois os treinos de polo são só na parte da noite, assim conciliava estudo durante o dia e os treinos à noite.

Solon, que foi técnico da escola no Intercolegial, também é grato ao colégio na formação do filho:

O CEL teve uma grande importância em sua formação profissional, com seus professores e sua referência como escola padrão.

Pelo colégio, pai e filho foram campeões juntos. Mais uma emoção para a família Santos.