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Começa neste domingo a reaplicação do Enem

Começa amanhã (9) a reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. A nova rodada do exame, que segue no próximo domingo (16), é destinada a quem estava inscrito no Enem regular, mas teve a aplicação prejudicada de alguma forma. Também fazem o exame as pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL).

Nesta edição, fazem ainda as provas os candidatos inscritos no Enem 2020 que tiveram direito à isenção da taxa de inscrição e não compareceram às provas daquele ano. Pelas regras do exame, eles perderiam o direito a não pagar a taxa, mas por conta da pandemia, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), esses candidatos tiveram um novo prazo de inscrição no Enem 2021 e a isenção novamente garantida.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ao todo, mais de 340 mil candidatos estão inscritos para as provas nos dias 9 e 16 de janeiro. Desses, 54.231 estão inscritos no Enem PPL, que é aplicado desde 2010 pelo Inep, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Além deles, são 280.145 os participantes que tiveram a taxa de isenção garantida. Somados a eles, segundo o Inep, estão os inscritos na reaplicação, 6.986 participantes que foram prejudicados de alguma forma na aplicação regular. Dentre eles, estão os casos dos estudantes prejudicados por conta da Operação Policial em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O Inep afirma que todos os pedidos foram aprovados.

O exame será aplicado em 4.618 locais de prova, sendo 1.435 para o Enem PPL, 2.249 para os participantes isentos que se inscreveram após nova oportunidade e 934 para a reaplicação de quem teve o pedido aceito. Com relação a equipe de aplicação, são 54.053 pessoas envolvidas, sendo 10.470 para o Enem PPL, 40.315 para os isentos ausentes do Enem 2020 e 3.268 para a reaplicação.

 

 

Agência Brasil

Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

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Candidatos fazem a primeira etapa do Enem PPL/2021 neste domingo

Mais de 54,2 mil candidatos farão o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL/2021). Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Exame, as provas serão aplicadas, nos dias 9 e 16 de janeiro, em unidades prisionais e socioeducativas das 27 unidades da federação.

Nas mesmas datas, o Enem será aplicado para os isentos que não compareceram em 2020 e que tiveram nova oportunidade para se inscrever na edição de 2021. Também entram nesse grupo participantes que tiveram a solicitação de reaplicação do Enem 2021 aceita por estar com sintomas de doenças infectocontagiosas ou por conta de problemas logísticos ocorridos no dia da aplicação.

No primeiro dia, os estudantes terão cinco horas e trinta minutos para a realização das provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. A aplicação começará às 13h30 (horário de Brasília), e terminará às 19h.

No segundo dia, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e suas Tecnologias e matemática e suas tecnologias. A aplicação terá início às 13h30 e se encerrará às 18h30, com cinco horas de duração.

A aplicação do Enem PPL também seguirá protocolos de prevenção à covid-19. O uso de máscaras de proteção será obrigatório e frascos de álcool em gel serão fornecidos pela organização da prova. As unidades prisionais e/ou socioeducativas deverão higienizar as salas, bem como proporcionar uma boa circulação de ar, além de possibilitar o distanciamento entre os participantes.

As provas do Enem PPL têm o mesmo nível de dificuldade do exame regular. A única diferença é referente ao local de aplicação, que acontece dentro de unidades prisionais e socioeducativas indicadas pelos respectivos órgãos de administração prisional e socioeducativa de cada unidade da Federação. O exame é aplicado desde 2010 pelo Inep, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Os individuais do Enem também podem ser usados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

 

 

Agência Brasil

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Enem será reaplicado nos dias 9 e 16 de janeiro

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será reaplicado nos dias 9 e 16 de janeiro para os candidatos que fizeram a solicitação ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela prova. Os casos nos quais a reaplicação é permitida são específicos e não valem para todos os candidatos.

Entre as situações, a modalidade é destinada aos candidatos que não fizeram as provas em novembro de 2021 por estarem com sintomas de doenças contagiosas, como a covid-19, que tiveram problemas logísticos ou de infraestrutura, além de outras ocorrências que impossibilitaram a realização do exame na data que foi destinada a todos os candidatos.

Para saber se o pedido de reaplicação foi aceito pelo Inep, o candidato deve acessar a página do Participante e conferir se o cartão de confirmação está disponível. Basta entrar com o login único da plataforma gov.br.

Em 9 e 16 de janeiro, o exame também será aplicado para presos, menores que cumprem medida socioeducativa e candidatos isentos que faltaram ao Enem 2020.

 

Agência Brasil

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Oportunidade de estágio em todo grande Rio

 

 

O CEINEE – Centro de Integração Nacional de Estágios para Estudantes é uma instituição autônoma, de âmbito nacional, por prazo indeterminado, de caráter filantrópico, apolítica e não discriminatória que objetiva desenvolver e aplicar modalidades de atuação capazes de promover integração entre estudantes, instituições educacionais, públicas, empresariais, comunitárias e sociais.

Atuando desde 2004, em seu papel de Agente de Integração, o CEINEE já colocou mais de 46 mil estudantes em estágio, contribuindo com o processo de formação profissional e com o desenvolvimento sócioeconômico. Constituindo-se em ponto de referência em matéria de estágio supervisionado de estudantes, por força de sua larga folha de bons serviços prestados à comunidade.

O CEINEE – Centro de Integração Nacional de Estágios para Estudantes, atua nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. No Rio de Janeiro, a sede fica em Angra dos Reis. Os escritórios físicos contam com o site ceinee.org.br para atender o maior número de estudantes. Além de estudantes, empresas e instituições também podem fazer cadastramento.

Para fazer parte dos programas, os jovens interessados deverão realizar cadastro no site www.ceinee.org.br e acompanhar as oportunidades. Além deste canal, o polo realiza atendimento pessoal de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h00 e das 13h00 às 18h00 pelo fone: (21) 99303-3422.

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Rede de Ensino no Rio oferece plataforma de reforço escolar

Em tempos de aulas híbridas por conta da pandemia, o Colégio CEL Intercultural School, com quatro unidades no Rio de Janeiro,  lançou uma iniciativa para o aperfeiçoamento do aprendizado on-line. Desde o dia 22 de fevereiro, a plataforma Simplifica oferece aulas de reforço para alunos de fora da rede, a partir do 6º ano.

Diretora pedagógica do CEL, May Chagas explica o projeto:

A Simplifica vai além do reforço escolar, ajuda a complementar e a aprofundar o conteúdo. Muitas escolas não retomaram aulas plenamente, outras não voltarão — explica ela. — É oportunidade para acompanhar aulas on-line, tirar dúvidas com professores e monitores, acessar conteúdos permanentes. Nossa estimativa é de termos mais alunos na plataforma este ano.

Fonte: Reprodução

Lançada em setembro de 2020, a plataforma interativa dispõe de trilhas de exercícios, testes, aulas ao vivo, rotina de estudos, relatórios de desempenho e suporte dos professores.  A mensalidade é de R$ 149.

Fundado há 50 anos, o CEL faz parte, assim como o Colégio Franco-Brasileiro, que tem 150 anos de existência, do grupo Sinergia Educação.

Mais informações: www.cel.com.br e celsimplifica@cel.g12.br.

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Brasil Educação

Fundação Estudar abre inscrições para processo seletivo em programa de bolsas de estudos

Com 30 anos de existência, Programa de Líderes ajudou a formar mais de 700 nomes de peso de diferentes setores do Brasil; selecionados terão acesso a eventos exclusivos e programas de mentoria
Jovens inquietos que têm iniciativa, sonham grande, querem deixar um legado e estão buscando conhecimento de ponta, têm até o dia 05 de abril para se inscreverem no Programa Líderes Estudar , o maior processo seletivo de bolsas de estudo do país. A iniciativa, que completa 30 anos em 2021, seleciona estudantes interessados em obter ajuda da organização para concluírem a graduação ou a pós-graduação em instituições nacionais e internacionais.

Para participar, é necessário ser brasileiro ou brasileira, ter entre 16 e 34 anos, apresentar excelência acadêmica, e também é preciso estar em processo de aceitação, matriculado(a) ou cursando o ensino superior no Brasil ou exterior em uma das quatro categorias de bolsa: graduação completa no Brasil; intercâmbio acadêmico de graduação ou duplo diploma (intercâmbio), graduação completa no exterior ou pós-graduação no exterior.

Desde 1991, o Programa Líderes Estudar já colaborou com a formação de 725 nomes que se tornaram referências em áreas como Empreendedorismo, Negócios, Tecnologia, Gestão Pública, Ciência e Medicina, gerando impacto em importantes setores. Além do incentivo financeiro, que pode financiar até 95% dos estudos, os selecionados também ganham acesso a essa rede.

A Fundação Estudar tem buscado cada vez mais perfis mais plurais de liderança, para aumentar a diversidade da rede. Em 2019, entre os quase 70 mil pré-inscritos, a jovem trans e estudante de Direito Victória Dandara foi uma das selecionadas. A universitária é a primeira mulher trans aprovada no curso de Direito da USP e sonha em se tornar Ministra da Justiça. Outro líder que serve como inspiração é o estudante de Medicina, José Wellington. Membro da turma 2020, ele tem o objetivo de criar um cursinho para jovens negros que, assim como ele, possam ter a oportunidade de entrar em uma universidade pública.

“Damos todo o suporte necessário para alavancar a trajetória desses grandes talentos. Mais do que bolsas de estudos, esses estudantes terão a oportunidade de entrar para uma rede de líderes excepcionais, inquietos e transformadores. Eles serão inspiração para que outros jovens também sigam seus sonhos e trabalhem para melhorar o mundo ao seu redor”, afirma Anamaíra Spaggiari, diretora-executiva da Fundação Estudar.

O Programa de Líderes já ajudou a formar nomes de peso, como o do deputado federal Felipe Rigoni, primeiro cego a ocupar uma cadeira no Congresso Nacional, o empreendedor Hugo Barra, vice-presidente de Reality Labs do Facebook, Ana Paula Martinez, considerada a melhor advogada do mundo e a dupla Henrique Dubugras e Pedro Franceschi. Com apenas 23 anos, os dois se tornaram os mais jovens fundadores de unicórnios do mundo. Eles são os criadores da BREX, companhia de cartões de crédito avaliada em US﹩ 2,6 bilhões.

Serviço

Link das inscrições: https://bit.ly/2MvfeyR.
Taxas: R$75,00 para inscrição nos programas de graduação e intercâmbio, e R$150 para programas de pós-graduação.
Isenção: Jovens que não tiverem condições financeiras de arcar com o valor da taxa podem solicitar a isenção, comprovando a necessidade.
Tipos de bolsa: Graduação completa no Brasil; Intercâmbio acadêmico de Graduação ou duplo diploma; Graduação completa no exterior ou Pós-graduação no exterior.
Prazo: 05 de abril de 2021.

Etapas:

• Inscrição;

• Testes de perfil e lógica e análise da trajetória;

• Avaliação de vídeo;

• Entrevista de competências;

• Painel com líderes Estudar*

• Painel final*

* A Fundação Estudar irá definir se os painéis serão online ou presenciais. Todas as fases anteriores são online.*
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Brasil Educação

Educação pode retroceder até quatro anos devido à pandemia, aponta estudo da FGV EESP Clear encomendado pela Fundação Lemann

Simulação considerou aprendizado de estudantes nos anos finais do Ensino Fundamental (5º ao 9º) e no Ensino Médio, em língua portuguesa e matemática, em três cenários: otimista, em que os alunos aprendem por meio do ensino remoto tanto quanto aprendem no presencial, desde que realizassem as atividades escolares; intermediário, em que os alunos aprendem por meio do ensino remoto proporcionalmente às horas dedicadas a atividades escolares; e pessimista, em que os alunos não aprendem com o ensino remoto;

No cenário pessimista, os números apontam uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira no Saeb de quatro anos atrás (entre os resultados de 2015 e 2017) em língua portuguesa e de três em matemática (2017), nos anos finais do Ensino Fundamental;

No intermediário, a queda é equivalente ao retorno para o resultado de proficiência do Saeb de 2017 em ambos os componentes curriculares;

Crianças e adolescentes em vulnerabilidade social são os mais prejudicados;

Aumento das desigualdades de gênero, raça/cor, escolaridade da mãe e entre territórios também foi apontada: alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste;

Metodologia foi baseada em estudo do Banco Mundial sobre estimativas de impactos do fechamento das escolas pela Covid-19.

Em 2020, a educação foi atingida profundamente pela pandemia da Covid-19. Com o fechamento das escolas, milhões de crianças e adolescentes brasileiros tiveram as aulas presenciais interrompidas há mais de oito meses, um dos períodos mais longos em comparação com os outros países. Para entender as consequências dessa crise, a Fundação Lemann encomendou um estudo ao Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV EESP Clear), vinculado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), para simular a perda de aprendizado que os estudantes podem ter sofrido com a pandemia do novo coronavírus. O resultado mostra que, este ano, os alunos deixaram de aprender mais em matemática em comparação com língua portuguesa e, na maioria dos casos, os mais prejudicados são aqueles do Ensino Fundamental.

A partir de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), foi possível simular uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira na avaliação de quatro anos atrás (entre 2015 e 2017) em língua portuguesa e de três em matemática (2017) no Ensino Fundamental Anos Finais, considerando o pior dos cenários. Numa estimativa intermediária, ambos os componentes curriculares teriam uma queda equivalente ao retorno à proficiência brasileira de três anos atrás. Mesmo em uma situação otimista, a educação também pode ter perdido três anos em língua portuguesa.

 

O número de horas dedicadas às atividades não presenciais podem fazer a diferença: quando falamos de um cenário intermediário, em que se considera que os alunos aprendem no ensino não presencial proporcionalmente às horas dedicadas a atividades escolares, estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental têm uma perda de 34%, enquanto os estudantes do Ensino Médio, de 33%. Se for considerado um cenário pessimista, em que os alunos não aprenderiam nada com o ensino remoto, ambos os ciclos perdem o equivalente a 72% no aprendizado.

“A simulação mostra a importância da aposta que foi feita no ensino remoto, mesmo com todas as suas limitações. A tecnologia se mostrou uma aliada do processo de ensino e aprendizagem durante a pandemia, e o ensino híbrido continuará fundamental em 2021, inclusive nos processos de superação das defasagens”, afirma Daniel de Bonis, Diretor de Políticas Educacionais na Fundação Lemann.

Para chegar nesses resultados, o estudo da FGV EESP Clear levou em consideração o nível de aprendizado em um ano típico (usando dados do Saeb de 2015 a 2019), o tempo de interrupção das aulas (estimado em 72% do ano letivo) e o eventual aprendizado com o ensino remoto (explorado nos cenários otimista, intermediário e pessimista). A metodologia foi baseada no estudo do Banco Mundial “Simulating the potential impacts of covid-19 school closures on schooling and learning outcome: a set of global estimates” (“Simulando os potenciais impactos do fechamento das escolas pela Covid-19 na educação e nos resultados de aprendizagem: um conjunto de estimativas globais”, em tradução livre).

“O objetivo do nosso trabalho foi entender e estabelecer algumas conjecturas razoáveis de como a pandemia do Covid-19 poderia afetar o aprendizado dos estudantes brasileiros. Primeiro, ao revisar sistematicamente a literatura internacional, concluímos que a interrupção das aulas leva a uma redução significativa no aprendizado dos alunos. Em segundo lugar, entendemos que, em um cenário de interrupção das aulas presenciais, o aprendizado dos alunos depende do acesso ao ensino remoto e esse acesso é desigual no Brasil como evidenciado pelos dados da Pnad Covid-19. Por fim, analisando dados do Saeb, concluímos que, em 2020, o crescimento do aprendizado dos alunos brasileiros poderá desacelerar ou mesmo retroceder. Esse resultado ocorre de maneira desigual no país, afetando mais fortemente os menos favorecidos. Assim, esforços para mitigar essa perda e garantir o acesso a um ensino remoto de qualidade a todos são urgentes, de modo a evitar a perda de aprendizado e o aumento das desigualdades educacionais”, afirma André Portela, pesquisador líder do estudo e Professor Titular de Políticas Públicas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP).

Desigualdade
Foram realizadas simulações também levando em conta características pessoais dos estudantes: sexo, raça/cor e escolaridade da mãe. A partir desses subgrupos, analisando apenas o cenário intermediário, foi estimado que os meninos aprenderam menos que as meninas, especialmente em matemática nos anos finais do Ensino Fundamental.

Os grupos populacionais mais prejudicados, para os anos finais do Ensino Fundamental (5º ao 9º ano) e Ensino Médio, em ambos os componentes, são os do sexo masculino, pardos, negros e indígenas, com mães que não finalizaram o Ensino Fundamental. Já os menos prejudicados são, na maioria dos casos, do sexo feminino, que se declararam brancas, com mães com pelo menos ensino médio completo.

A desigualdade aparece também nos cálculos feitos para cada um dos estados brasileiros. Em ambas as etapas de ensino, os alunos das regiões Norte e Nordeste deixaram de aprender mais que alunos do Sul e Sudeste.

Avaliação diagnóstica e flexibilização curricular
A desigualdade entre grupos de estudantes, componentes curriculares, ciclos escolares e territórios, apontada na pesquisa, indica um desafio para as redes no planejamento das aulas presenciais. “Mensurar o nível em que se encontra cada aluno, a partir de avaliações diagnósticas, será necessário nesse contexto de incerteza, pois o acesso dos estudantes ao ensino remoto foi bastante desigual”, afirma De Bonis. “Identificar essas defasagens possibilitará uma abordagem flexível de conteúdo, focada no que cada estudante precisa para recuperar o aprendizado perdido”, completa.

Para apoiar as redes de ensino de todo o Brasil nessa etapa, foi lançada a Plataforma de Apoio à Aprendizagem, que fornece ferramentas para aplicação de avaliações diagnósticas. As atividades de verificação de aprendizagem são disponibilizadas gratuitamente para professores e gestores escolares. A partir dessa avaliação, a plataforma auxilia na construção de planos de aula efetivos, ancorados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e em um conjunto de orientações para que todos os estudantes possam avançar no conteúdo pedagógico. A iniciativa é do Consed e da Undime, por meio da Frente de Avaliação, com apoio do BID, CAEd/UFJF, Fundação Lemann, Fundação Roberto Marinho, Instituto Ayrton Senna, Instituto Reúna e Itaú Social.
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Light corta fornecimento de luz de 22 escolas da prefeitura do Rio

A Light cortou o fornecimento de luz de 22 escolas da prefeitura do Rio, na quarta-feira (30), por falta de pagamento. Segundo, a concessionária, a dívida do município é de R$ 186 milhões. Deste total, R$ 39 milhões são débitos da Secretaria Municipal de Educação, o segundo maior devedor entre os órgãos da administração municipal.

Em função da pandemia do coronavírus, as escolas da rede municipal estão com as aulas suspensas, sem previsão de retorno. Desta forma, o corte não afeta o calendário escolar.
Segundo a concessionária, em março deste ano, a Light chegou a fechar uma negociação com a Secretaria Municipal de Educação, que se comprometeu a pagar em oito parcelas, mas nenhuma delas foi paga.

A concessionária afirma que cumpriu todos os procedimentos estabelecidos pela legislação antes de efetuar os cortes. As unidades municipais em débito foram informadas da possibilidade de suspensão do fornecimento, só efetuado após 15 dias do aviso, como estabelecem as normas do setor.
Em nota, a Light informou que a maior dívida é da Secretaria Municipal de Saúde, de R$ 62 milhões. E por conta da pandemia do coronavírus e em respeito à população da cidade do Rio, a Light não fará cortes no fornecimento de energia dos hospitais municipais.

Ainda segundo a pasta, a SME vai propor que seja cobrada tarifa básica relativa ao período, já que as escolas estavam fechadas e não houve o consumo alegado pela concessionária.

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SP: reabertura de escolas amplia risco de covid-19 para 340 mil idosos

A aposentada Maria Elisa Victorino Geraldo, de 72 anos, divide a casa onde mora, na zona leste da capital paulista, com a mãe, Dinah de Rossi Victorino, de 94 anos, a filha e as netas. Ela é uma dos cerca de 340 mil idosos da cidade que coabitam com crianças e adolescentes em idade escolar.

Com a pandemia de covid-19 e a discussão sobre o retorno às aulas presenciais em São Paulo, Maria Elisa teme estar mais exposta ao novo coronavírus quando as crianças voltarem a frequentar a escola.

“Tememos muito o retorno às aulas. Tenho diabetes e minha mãe tem enfisema pulmonar. Aqui em casa temos duas crianças em fase escolar, Francesca, de 14 anos, e Antonella, de 12 anos. Elas devem permanecer em casa, nas aulas online, se isso for opcional até o fim da pandemia. Caso contrário, minha filha, mãe delas, verá como poderá ser feito esse processo”, admite a aposentada.

“Nosso maior medo, além do que já conhecemos da potência do vírus através de reportagens, é que os médicos sempre descobrem novos sintomas e sequelas, ou seja, ainda temos desconhecimento do que o vírus realmente pode causar a curto e a longo prazo, fora o perigo de morte”, completou Maria Elisa, que mora na Vila Prudente.

O casal de aposentados Luís Pinheiro Silva, de 69 anos, e Miriam Cristina Borges Pinheiro, de 67 anos, também mora com os netos e teme o retorno das crianças à escola. Para Luís, a volta às aulas só deveria ocorrer depois da descoberta da vacina contra o novo coronavírus e da imunização de todos.

“Se reabrirem as escolas, sem garantia nenhuma, porque não foi feita a vacina, quem pode dizer que a criança vai manter 1,5m longe um do outro se, no dia a dia, ninguém faz isso, nem dentro do supermercado, nem shopping! A criança pode se contaminar e transmitir para seus familiares, principalmente para os avós, então não acho certo voltar agora. Creio que deveria voltar sim, depois que tiver uma vacina para todos”, disse o avô de Luiz Gustavo, de 8 anos, e de Kethlyn Cristiana, de 6 anos, moradores do Jardim Marília, também na zona leste.

Até este momento, a prefeitura de São Paulo liberou, a partir de 7 de outubro, as aulas presenciais para alunos do ensino superior ou para atividades extracurriculares do ensino infantil, fundamental e médio.

Com Informações: Agência Brasil

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Começam hoje inscrições para bolsas remanescentes do Prouni

Começam hoje (15) as inscrições para o processo seletivo de bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (Prouni), para o segundo semestre deste ano. Ao todo, serão ofertadas cerca de 90 mil bolsas que não foram ocupadas no decorrer do processo seletivo regular.

A disponibilidade dessas bolsas ocorre por desistência dos candidatos pré-selecionados ou falta de documentação, por exemplo. O prazo para inscrição termina em 30 de setembro e o estudante interessado deve acessar a página do Prouni na internet.