Categorias
Brasil Cultura Destaque Notícias

Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para escritores iniciantes

Autores com obras inéditas nas categorias de romance e contos têm até o dia 11 de fevereiro para se inscreverem na edição 2022 do Prêmio Serviço Social do Comércio (Sesc) de Literatura.

Os vencedores terão as obras publicadas e distribuídas pela editora Record, parceira do Serviço Social do Comércio (Sesc) no projeto, com tiragem inicial de 2,5 mil exemplares. O anúncio dos vencedores será divulgado em maio próximo. Desde a criação, mais de 17 mil livros foram inscritos e 33 novos autores ganharam destaque.

“A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, tivemos a inscrição de 1.688 livros, sendo 850 em romance e 838 em conto. O cronograma não foi afetado pela pandemia, porque foi todo executado por trabalho remoto. Dessa forma, o resultado pôde ser divulgado no prazo previsto”, afirmou o analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc, Henrique Rodrigues.

Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, de forma anônima, o que impede que os reais autores sejam reconhecidos, o que garante, segundo Rodrigues, a imparcialidade no processo de avaliação. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras pelo critério da qualidade literária.

Na edição do ano passado, foram vencedores o paraense Fábio Horácio-Castro, jornalista de formação e professor universitário, com o romance “O réptil melancólico”; e o também jornalista pernambucano Diogo Monteiro, com a coletânea de contos “O que a casa criou.”

As inscrições são gratuitas, estão abertas desde ontem (10) e podem ser feitas pelo site do evento. O Prêmio avalia trabalhos com qualidade literária para edição e circulação nacional. O regulamento completo pode ser acessado aqui.

 

Agência Brasil

Categorias
Brasil Cultura Destaque Diário do Rio Educação Eventos Notícias Notícias do Jornal Rio

O maior evento literário do país encerra neste domingo

A Vigésima edição da Bienal do Livro encerra neste domingo (12), no Riocentro localizado na Barra da Tijuca. A edição marcada pelo reencontro pós pandemia,  contou com espaços para toda a família, e com a presença de autores, personalidades e formadores de opinião. Além de programações para o público infantil, jovem e adulto, assegurando marcantes experiências.

O evento também estabeleceu como regras a utilização obrigatória de máscaras, apresentação de comprovante de vacinação para pessoas com mais de 12 anos, visitação em dois turnos, totens com álcool em gel espalhados e avenidas internas mais largas para aumentar o distanciamento.

Esta edição garantiu  como diferencial painéis “instagramáveis”, locais de interação entre o mundo das séries,filmes e livros com o público. Os cenários servem para boas fotos e para quem gosta de registrar os momentos que, futuramente, se tornarão lembranças da presença no evento.O colaborador do Jornal DR1 e quadrinista Estevão Ribeiro participou do Estande da Cultura Rio para divulgar o lançamento do seu livro “Rê Tinta e o pé de jamelão” publicado pela editora Nova Fronteira.

“A mesa foi o lançamento coletivo de vários livros, os quais participaram somente escritores negros onde cada um contou sobre seu livro. No meu caso, estava lançando o meu livro ‘Rê Tinta e o pé de jamelão’. Esse livro foi publicado em agosto e logo que foi impresso, foi adotado pela Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. Logo, vai estar nas mãos de quase 19 mil crianças do ensino fundamental”, explicou o autor.

O autor Estevão Ribeiro contou sobre a história do livro.

“O pé de jamelão é plantado pela mãe da RenataTinta da Silva (Rê Tinta), personagem que está no Jornal DR1, que assim que a fruta atinge a roupa de uma pessoa, causa uma comoção de raiva e um movimento para derrubar a árvore. Então, o livro faz uma alusão sobre intolerância, e como  a pessoa pode se reerguer após alguns erros e danos. É um livro lindo que retrata sobre empoderamento negro”, afirmou  o autor.

 

O corredor G sediou o lançamento do livro ‘Como montar uma administradora de condomínios’ do autor Leandro Souza. O livro didático tem como objetivo auxiliar empreendedores de forma simples e funcional.

“Hoje estou lançando mais um livro, que na verdade é um manual para quem deseja empreender no segmento da área de administração condominial. Segundo estudos da Secovi Rio, possuímos hoje mais de 68 milhões de condomínios espalhados no país, é um segmento que cresce todos os dias. O livro foi escrito de forma prática, onde abordo as minhas experiências, ou seja, o que tive que enfrentar ao montar a administradora e o que enfrento para conseguir sustentar até hoje”, explicou o autor.

O autor também deu uma dica para quem está comprando o livro.

“A primeira dica é, todo negócio só vai dar certo se você tiver paixão por aquilo que estiver fazendo. Então, se você ama e possui disposição, o que fizer vai dar certo. Segundo, se já estiver inserido no segmento condominial, a probabilidade de dar certo é muito maior porque já sabe os caminhos que pretende seguir. Outra dica ´que ofereço no livro é sobre os licenciamentos necessários para administração do condomínio”, explicou o autor Leandro Souza.

No último sábado do evento, o público adulto embarcou na história de uma das primeiras escritoras negras do país, Carolina Maria de Jesus, na Estação Plural. A mesa formada por Danielle Salles, Eliana Alves, Fernanda Felisberto, Jeferson De, e a filha de Carolina, Vera Eunice de Jesus, contou a história do grande fenômeno da literatura, além de divulgar os últimos lançamentos de Carolina Maria de Jesus.

Negra, catadora de papel e favelada, Carolina Maria de Jesus foi uma autora além do seu tempo. Nasceu em 14 de março de 1914 em Sacramento, Minas Gerais, em uma comunidade rural, filha de pais analfabetos. Em pouco tempo, aprendeu a ler e escrever e desenvolveu o gosto pela leitura. Aos 33 anos, desempregada e grávida, se mudou para a favela do Canindé, na zona norte da capital paulista.

Trabalhava como catadora de papel e registrava o cotidiano da favela em cadernos que encontrava no material que recolhia.Um destes diários deu origem a seu primeiro livro, Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada, publicado em 1960. A obra virou best-seller, foi vendida em 40 países e traduzida para 16 idiomas.

Emocionada e orgulhosa, a filha de Carolina Maria de Jesus, Vera Eunice de Jesus relembrou sobre os momentos com a mãe.

“A minha mãe sempre carregava com ela um lápis e ela sempre escrevia, em qualquer lugar. Lembro que enquanto estávamos catando papel, ela colocava a mão na cabeça e dizia que tinha que escrever. E naquele pedacinho de papel, ela colocava nomes, frases, poemas, o que vinha na mente brilhante dela”, contou Vera Eunice de Jesus.

“Hoje o meu maior objetivo é resgatar os inéditos da Carolina, e colocar à disposição do mundo e das próximas gerações. Ela tinha o sonho de escrever para que as pessoas conhecessem a história dela e é isso que luto todos os dias. Além de colocar a Carolina ao mesmo nível de reconhecimento de Clarice Lispector e Machado de Assis”, afirmou Vera Eunice.

A pandemia de Covid-19 forçou uma adaptação mundial. Com a Bienal, não está sendo diferente, a expectativa é que, nesta edição, o encontro literário receba um público de 300 mil visitantes – metade da quantidade recebida pela Bienal mais recente, realizada em 2019.

O público contou sobre a importância da Bienal e sobre os valores dos alimentos e livros disponíveis para venda.

A professora Michelle Madeira levou sua filha Maria Eduarda à Bienal. Para a mãe, o evento é uma grande oportunidade de incentivar à leitura, principalmente após a pandemia.

“Estou muito feliz por estar aqui com ela porque o hábito da leitura é muito importante para a vida e futuro do jovem. É importante influenciar o acesso à leitura nos jovens. Durante a pandemia, os jovens ficaram presos somente utilizando celular, então estar aqui hoje é muito bom”, afirmou a mãe.

A jovem Maria Eduarda Madeira contou sobre os painéis “instagramáveis”. “Gostei bastante porque me senti próxima às séries e livros, e ainda é possível interagir”, contou a jovem.

A estudante Victória Marujo esteve na Bienal junto aos amigos e contou sobre o evento. “Gostei muito da estrutura, estão exigindo o comprovante de vacinação e isso é muito importante. Alguns livros que estava acompanhando os preços estão com o mesmo valor da internet, mas outros estão com valores maiores”, disse a jovem.

A professora Nathália Exposito esteve no evento junto com o marido Michel Souza e o filho de um ano. “Já vim na Bienal algumas vezes e estou gostando bastante dessa edição. E o meu filho amou a área infantil, tanto que não queria sair. Em relação aos preços dos livros está valendo muito a pena, tanto que comprei 15 livros. O único problema foi em relação aos alimentos, porque achamos os valores altos”, relatou a professora.

No domingo, o público também encontrou no Pavilhão Azul na Estação Plural, grandes nomes da arte e do jornalismo. No horário de 11h, ‘Eu amo ler’ formou uma mesa com Paulo Halm, Lua Oliveira, Otávio Júnior, Antonio Fagundes e Fábio Porchat.

Logo após às 13h, no mesmo local, ‘Gilberto Braga: Homenagem a um grande contador de histórias’, uma mesa será formada por Fernanda Montenegro (on-line), Ricardo Linhares, Mauricio Stycer e Silvio de Abreu, GlóriaPires e Bia Correa do Lago.

No horário das 15h, ‘Invisíveis:?’ contará com a participação de Caco Barcellos (on-line), Juliano Spyer, Rene Silva, Edu Carvalho e Erika Hilton. No mesmo Pavilhão Azul, às 17h ‘O amor e outros percalços’ terá a participação de Renata Correa, Igor Pires, Renato Nogueira, Krishna e Natalia Timerman.

A Estação Plural encerrará o final de semana com ‘Vozes LGBTQIAP+: O que vem pela frente?’ às 19h,  com a mesa formada por Felipe Cabral, Amiel Vieira, Renan Quinalha, Letícia Carolina Nascimento, Samuel Gomes e Natalia Borges Polesso.

Para o público infantil, a Bienal também ofereceu uma programação recheada de contos e atividades, levando a criançada para o mundo das histórias infantis e experiências literárias.

No Espaço Infantil Metamorfoses, as crianças viveram experiências sensoriais em ambientes desenhados especialmente para elas. Com curadoria do LERCONECTA, o espaço conta com uma exposição imersiva e cenários interativos, que proporcionaram a cada visitante a possibilidade de viver uma viagem literária em diversas linguagens.

No sábado (11), o Estande Supergasbras, no Pavilhão Laranja proporcionou musicais infantis com personagens, como a Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Os Saltimbancos. Já o estande Petrobras, localizado no Pavilhão Laranja, apresentou a contação de história Teca e Tutti, um filme de animação que será lançado em janeiro. O dia encerrou com um bate papo sobre os livros da autora Alexandra Gurgel com mediação de Carla Lemos, no Estande do Grupo Editorial Record.

No último dia do evento, a Orquestra Petrobras Sinfônica se apresentou aos pequenos leitores com o concerto ‘Sons da Primavera’,  no Estande da Petrobras.

A criançada também se divertiu ainda com releituras de clássicos literários infantis como: Sítio do Pica Pau Amarelo, Saltimbancos, Cinderela, a Bela e a Fera e O casamento da Dona Baratinha. No estande da Supergasbras, localizado no Pavilhão Laranja, ofereceu teatrinho, contação de histórias e fantoches.

 

Categorias
Cidade Destaque Eventos Fica a Dica Livro Rio

Riocentro recebe vigésima edição da Bienal do Livro

A vigésima edição do evento Bienal do Livro iniciou nesta sexta-feira (3). Livros, palestras, painéis e debates estão ocupando dois pavilhões e as áreas externas do Riocentro, localizado na Barra da Tijuca.

Devido à pandemia da covid-19, a Bienal sofreu algumas alterações nesta edição. A expectativa é receber um público de 300 mil pessoas durante os dez dias de evento, ou seja, metade do registrado em 2019, na última edição.

A utilização de máscaras será obrigatória, bem como a apresentação de comprovante de vacinação para pessoas com mais de 12 anos. Além da visitação em dois turnos, totens com álcool em gel estão espalhados pelo Riocentro, e avenidas internas foram ampliadas para aumentar o distanciamento entre os visitantes.

Na lista de autores convidados estão: Valter Hugo Mãe, a escritora argentina e especialista em literatura fantástica Mariana Enriquez, os americanos Matt Ruff, Beverly Jenkins, Julia Quinn e Josh Mallerman e talvez o maior nome dos mangás de horror, Junjo Ito.

Como representantes da literatura nacional estarão no evento Raphael Montes, Nei Lopes, Thalita Rebouças, Luiz Antônio Simas, Tati Bernardi, Conceição Evaristo, Itamar Vieira e Eliane Brum.

No total, 160 expositores irão ocupar um espaço de 100 mil metros quadrados, metade dessa área será montada nas partes externas do Riocentro.

A vigésima edição da Bienal do Livro do Rio será realizada entre os dias três e 12 de dezembro.

Os ingressos estão custando R$ 40 inteira, e R$ 20 meia, e podem ser comprados no site do evento. Como também, estão sendo vendidos no local em dois turnos: das 9h às 15h30 e das 15h30 às 21h ou 22h (dependendo do horário de encerramento de cada dia).

Dias e horários:

Sexta (3): das 9h às 22h;

Sábado (4): das 10h às 22h;

Domingo (5): das 10h às 22h;

Segunda-feira (6): das 9h às 21h;

Terça-feira (7): das 9h às 21h;

Quarta-feira (8): das 9h às 21h;

Quinta-feira (9): das 9h às 21h;

Sexta-feira (10): das 9h às 22h;

Sábado (11): das 10h às 22h;

Domingo (12): das 10h às 22h.

 

Fonte: G1

 

 

Categorias
Destaque Entrevistas

“Minha primeira experiência foi com 50 tons de cinza, embora os meus livros sejam bem diferentes da maioria dos livros eróticos”

Nascida em Niterói, Rio de Janeiro, Valéria Veiga é uma mulher extremamente determinada e corajosa. Tanto que, largou sua vida estável e se mudou de mala e cuida com a filha, a atriz Lana Tyler, para San Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. E ela tomou a decisão certa! Morando na América desde 2016, Valéria viu sua vida mudar para muito melhor da noite para o dia. Enquanto estava presa no lockdown, ela resolveu escrever seu primeiro livro. Em oito meses, lançou mais seis livros e virou Best-seller com mais de 15 milhões de leituras online. Nessa entrevista exclusiva para o Jornal DR1, Valéria Veiga fala de como é morar longe da família, de como virou uma escritora erótica famosa, entre outros assuntos. Confira:

 

JornalDR1- Você deixou o Brasil e foi morar com a sua filha em San Francisco. Foi difícil deixar o seu país?

Valéria Veiga- Eu já tinha morado nos Estados Unidos e voltar sempre foi o meu maior sonho, e por isso pra mim a mudança foi tranquila e com a certeza que estava vindo para ficar.

 

Jornal DR1- Como foi a adaptação?

VV- A adaptação não foi difícil, mas se estabilizar em outro país não é fácil como muitos pensam, porque você deixa tudo e chega aqui com uma mala na mão e tudo pra construir. É uma experiência única e agradeço todos os dias por estar aqui.

 

Jornal DR1- Quais são os prós e os contras de se morar em outro país?

VV- Amo morar aqui, sou muito feliz.  A única coisa difícil é ficar longe da família.

 

Jornal DR1- Como foi viver longe durante a pandemia?

VV- Foi bem complicado, porque como eu disse você leva tempo para se estabilizar e a pandemia deixou a gente em casa de um dia para o outro e aqui foram um ano e quatro meses de lockdown de verdade. Só que por outro lado, a pandemia fez com que tivéssemos tempo pra olhar pra dentro de nós, para nos reinventarmos e foi justamente quando me tornei escritora.

 

Jornal DR1- Como você virou escritora?

VV- Resolvi escrever a minha autobiografia porque eu queria que todos soubessem que existe muito mais do que aquilo que podemos tocar, e que almas gêmeas existem, só que não são como as das novelas. Três meses depois com a pandemia, eu resolvi escrever “Casa Comigo?” meu primeiro romance hot para passar o tempo e em seguida minha primeira série da máfia Doce Perigo, e o sucesso foi enorme.

 

Jornal DR1- E do dia para a noite, você virou best seller. Já tinha se imaginado famosa?

VV- Nunca pensei em fama, escrevo porque gosto e me distrai, como uma terapia. Quando lancei Casa Comigo em março, não imaginei que em oito meses escreveria mais sete livros e todos best-seller na Amazon. São 15 milhões de leituras on-line em um ano, e às vezes ainda me assusto com os números e em ter os meus e-books entre os mais vendidos no Brasil e nos Estados Unidos.

 

Jornal DR1- Do que fala seus livros?

VV- Meu primeiro livro conta a história da minha vida e minha missão ao escrever a Trilogia Sem Fim foi rasgar o véu entre os dois mundos. No livro Sem Fim – A História Real de Felipe e Juliana eu conto a minha vida atual e em Sem Fim – A História de Mabelle, como é nascer e crescer sensitiva e a minha vida como Mabelle, onde eu  morri acusada de bruxaria no século XV.

 

Jornal DR1- Você é considerada uma escritora hot. Dá onde tira essas inspirações eróticas?

VV- Sou escritora hot que é a literatura erótica. Penso nos personagens e começo a escrever dando vida à história sem roteiro. Costumo primeiro escolher os avatares (atores ou modelos que me inspiram naqueles personagens) e a partir daí é como se eu fosse assistindo um filme na minha mente e passando para o computador.

 

Jornal DR1- Você sempre gostou desse tipo de leitura?

VV- Minha primeira experiência foi com 50 tons de cinza, embora os meus livros sejam bem diferentes da maioria dos livros eróticos porque as minhas personagens femininas são mulheres empoderadas e donas de si.

 

Jornal DR1- Como você vê o crescimento do mercado erótico? Acha que as mulheres estão se liberando mais?

VV- No Brasil e no mundo todo são os livros que mais vendem. As mulheres descobriram que elas também têm direito ao prazer e a chegada das escritoras eróticas fez com que esse gênero literário se voltasse para os nossos desejos. Os filmes e os livros eram escritos e dirigidos por homens, que pensavam no prazer deles, e nós mulheres escrevemos com os sentimentos e desejos da mulher.

 

Jornal DR1- Você está lançando um livro novo? Qual é o nome? Do que ele fala?

VV-O meu novo livro, Dominada Pelas Sombras, vai unir a magia da fantasia com a sensualidade do erotismo. Vai contar a história do Rei das Trevas Darius Blake e da caçadora de vampiros, Luna Hiller. O e-book será lançado no dia 31 de outubro, na Amazon Kindle.

 

Jornal DR1- Quais são os seus planos para o futuro?

VV- Continuar escrevendo e levando mais histórias para os meus leitores que ficam ansiosos esperando o lançamento dos meus livros.

 

Categorias
Destaque Diário do Rio Notícias

Cerca de 20 mil livros serão distribuídos em presídios do Rio

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que, por meio de uma doação do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), irá equipar todas as unidades prisionais do Rio de Janeiro com cerca de 20 mil exemplares de clássicos da literatura brasileira. O objetivo, segundo o órgão, é ampliar a oferta de leitura aos internos.

Ao todo, serão 1.780 livros de cada um dos 11 títulos diferentes doados. Entre as principais obras estão “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo; “A Cor Púrpura”, de Alice Walker; e “Pai Francisco”, de Marina Miyazaki Araujo.

A iniciativa tem a intenção é que existam mais opções de títulos, oferecendo mais oportunidades de ressocialização aos apenados e fortalecendo o projeto de remição por leitura da Seap.

Categorias
Notícias

Aumenta o número de crianças leitoras entre 5 e 10 anos, aponta pesquisa

O último levantamento da pesquisa Retratos da Literatura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro, identificou um aumento no número de leitores entre 5 e 10 anos. Desde março, mês em que a COVID-19 foi enquadrada como pandemia pela OMS (Organização Mundial da Saúde), as crianças têm estado fisicamente distantes da escola. Para a diretora da Catapulta Editores no Brasil Carmen Pareras, esse é um movimento que acompanha a chegada do e-commerce mais próximo do dia a dia das famílias.

“Todos nós tivemos de nos reprogramar para transformar nossas casas em escritórios digitais, refeitórios, escolas de ensino à distância e salas de lazer”, explica Pareras. Nesse sentido, a diretora da Catapulta Editores entende que o livro infantil pode ter ganhado um espaço especial nas atividades em casa, entre pais e filhos.

As medidas adotadas para conter a pandemia do novo coronavírus envolveram o isolamento social em diversas regiões do país. Com isso, lojas em diferentes áreas do comércio se mantiveram fechadas e distantes do público, principalmente entre os meses de março e julho deste ano. “Dessa forma, tivemos de acelerar o processo de comercialização por meio de canais eletrônicos. As mídias online nos aproximaram do nosso público, oferecendo um canal de comunicação que nos permite ouvir suas opiniões e sugestões”, explica Pareras.

Foto: Divulgação

Dia a dia em casa

A diretora da Catapulta Editores ressalta a quantidade de pais que relataram a mudança no comportamento infantil no período em casa, sob isolamento social. “Esse foi um dos momentos em que nós, inclusive, lançamos títulos no mercado literário, que têm tido boa aceitação”, acrescenta Pareras.

Um dos lançamentos foi a coleção Timóteo, composta por quatro livros. Indicadas para crianças a partir de quatro anos, as obras apresentam temas do cotidiano e rotina de maneira bastante lúdica. Ao final de cada título, há um jogo para que os pequenos memorizem o que a narrativa os mostrou.

Receber itens de compra em casa se tornou mais comum no período da pandemia. Segundo Pareras, esse é um dos fatores que aproximou toda a família aos livros infantis. “Anteriormente, as crianças se isolavam e ficavam concentradas em jogos eletrônicos. Quando se cansavam, mostravam-se irritadiças e passavam às travessuras, tentando atrair a atenção dos pais.  Com a facilidade de receber nossos livros em casa, pais e filhos se aproximaram e melhoraram a interação. ”

Obras interativas

A boa aceitação do e-commece durante a pandemia indica que a editora segue no caminho certo. “O objetivo da Catapulta Editores é promover a participação da família e estimular as crianças a reconhecer os livros como um meio de informação divertida, desde a idade mais tenra”, acrescenta Pareras.

Cores vibrantes, texturas relevos e sons fazem parte do acervo de títulos da editora. São obras que aguçam o tato, a visão e a audição – o que contribuem para o aprendizado infantil. “Além de estimular e desenvolver a coordenação motora, ao promover a curiosidade e prender a atenção”, afirma Pareras.

A coleção Abremente é a mais importante da Catapulta Editores. Os livros que a compõem foram desenvolvidos por psicopedagogas e já venderam mais de 50 milhões de cópias pelo mundo. “Por conta do conteúdo das obras, elas foram incorporadas a listas de livros paradidáticos. A coleção tem oito livros, que abrange crianças de 3 aos 11 anos”, celebra a diretora.

O período em casa, devido a pandemia, exige que adultos se reinventem para manter as crianças entretidas e se desenvolvendo. A Catapulta Editores oferece alguns títulos voltados para a culinária infantil, como o Chef Mirim, que apresenta receitas de diversos países. São pratos simples de serem elaborados e promovem um momento de interação entre a família.

“Outro ponto positivo é ajudar as crianças a entender sobre a importância de organizar tarefas passo a passo. Com a obra, os pequenos a partir de oito anos têm acesso a utensílios de cozinha, como batedor de metal, fôrma para tortinhas e pão duro, que acompanham o livro”, finaliza Pareras.

Qualidade das atividades em casa é uma característica percebida pela diretora da Catapulta Editores e que encontra outro dado da pesquisa Retratos da Literatura do Brasil. Além do aumento de leitores entre 5 e 10 anos, o levantamento aponta a boa variedade, a qualidade da literatura infantil no país e o investimento das famílias na mediação do livro com os filhos.

Categorias
Brasileiro com muito Orgulho

Ruy Castro – Jornalista e Escritor

A capacidade investigativa aliada a um criterioso interesse por temas nacionais são características marcantes de seus livros. A qualidade do texto, aprimorado pela experiência como jornalista, também é aspecto de realce em sua obra. Considerado um dos mais importantes biógrafos do Brasil, tem uma longa trajetória jornalística em renomados veículos de comunicação das cidades de Rio de Janeiro e São Paulo.

Aos 4 anos, aprende a ler sozinho, sentado no colo da mãe enquanto ela lia em voz alta a coluna do autor Nelson Rodrigues no jornal Última Hora. Autodidata, Ruy persegue o caminho da escrita como objetivo de vida. Aos 17 anos, muda-se com a família para o Rio de Janeiro para continuar os estudos.

Em 1967, então com 19 anos, é contratado para o primeiro emprego como jornalista no periódico Correio da Manhã. O ofício é exercido durante mais de duas décadas em redações de importantes jornais e revistas do país como O Pasquim, Jornal do Brasil e Manchete.

No início da década de 1990, resolve se afastar das redações e passa a se dedicar à literatura. Alimentado pelo vínculo afetivo com a obra de Nelson Rodrigues, escreve O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues (1992). Vencedor do prêmio Esso de Literatura (1994), é uma obra seminal do estilo pessoal que Ruy Castro constrói como escritor.

O tom literário dramático, exagerado, encontrado na biografia, não é casual, mas uma escolha consciente do autor, um jogo literário deliberado que busca retratar a vida de Nelson Rodrigues em seu particular e real tragicidade, aspecto definitivo da famosa obra do dramaturgo pernambucano.

Escreve algumas obras ficcionais, a primeira delas é o romance Bilac Vê Estrelas (2000), trama que envolve ficção e personagens reais – como o escritor Olavo Bilac – no cenário de um Rio de Janeiro modernizado à moda parisiense do início do século XX.

Em 2007, publica Era no Tempo do Rei, também um romance de ficção histórica, em que narra as peripécias do imperador menino, Dom Pedro I, e seu amigo plebeu Leonardo, em meio às disputas políticas que ocorrem no Brasil colônia após o desembarque da família real em terras brasileiras.

Muito embora publique obras de ficção, crônicas e livros de reconstituição histórica, como Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova (1990), debruça-se, em especial, sobre as biografias, que o tornam célebre. Os temas que norteiam a escolha das obras biográficas e de reconstituição histórica não são apenas as histórias de vida dos biografados, mas também assuntos de interesse pessoal do escritor, como futebol, a vida boêmia, a sociedade carioca e o alcoolismo.

Categorias
Destaque Notícias

Brasil perde 4,6 milhões de leitores em quatro anos

O Brasil perdeu, nos últimos quatro anos, mais de 4,6 milhões de leitores, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. De 2015 para 2019, a porcentagem de leitores no Brasil caiu de 56% para 52%. Já os não leitores, ou seja, brasileiros com mais de 5 anos que não leram nenhum livro, nem mesmo em parte, nos últimos três meses, representam 48% da população, o equivalente a cerca de 93 milhões de um total de 193 milhões de brasileiros.

As maiores quedas no percentual de leitores foram observadas entre as pessoas com ensino superior – passando de 82% em 2015 para 68% em 2019 -, e entre os mais ricos. Na classe A, o percentual de leitores passou de 76% para 67%.

O brasileiro lê, em média,  cinco livros por ano, sendo aproximadamente 2,4 livros lidos apenas em parte e, 2,5, inteiros. A Bíblia é apontada como o tipo de livro mais lido pelos entrevistados e também como o mais marcante.

Esta é a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró Livro em parceria com o Itaú Cultural.

Foram feitas 8.076 entrevistas em 208 municípios entre outubro de 2019 e janeiro de 2020. A coleta de dados foi encomendada ao Ibope Inteligência. A pesquisa foi feita antes da pandemia do novo coronavírus, não refletindo, portanto, os impactos da emergência sanitária na leitura no país.

Internet e redes sociais

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Zoara Failla, a internet e as redes sociais são razões para a queda no percentual de leitores, sobretudo entre as camadas mais ricas e com ensino superior.

“[Essas pessoas] estão usando o seu tempo livre, não para a leitura de literatura, para a leitura pelo prazer, mas estão usando o tempo livre nas redes sociais”, diz.

“A gente nota que a principal dificuldade apontada é tempo para leitura e o tempo que sobra está sendo usado nas redes sociais”, completa.

O estudo mostra que 82% dos leitores gostariam de ter lido mais. Quase a metade (47%) diz que não o fez por falta de tempo. Entre os não leitores, 34% alegaram falta de tempo e 28% disseram que não leram porque não gostam. Esse percentual é 5% entre os leitores.

A internet e o WhatsApp ganharam espaço entre as atividades preferidas no tempo livre entre todos os entrevistados, leitores e não leitores. Em 2015, ao todo, 47% disseram usar a internet no tempo livre. Esse percentual aumentou para 66% em 2019. Já o uso do WhatsApp passou de 43% para 62%.

Categorias
Fica a Dica

Queridinhos da Quarentena: livros de autoajuda lideram o ranking de leitura

Se existe um hábito que se fortaleceu ainda mais durante o período da pandemia é o da leitura. O Skeelo, maior plataforma de e-books do país, comprova essa movimentação em números. Em março, período que marcou o início do isolamento social, o aplicativo registrava um pouco mais de 10 milhões de assinantes. Em julho o número de usuários ultrapassou a casa dos 21 milhões.

No ranking dos e-books mais baixados estão os títulos de autoajuda. “Acredito que esses conteúdos conquistaram seu espaço pois muitos leitores enxergaram no livro um verdadeiro aliado da saúde mental”, afirma Rafael Lunes, sócio do Skeelo.

Confira o ranking dos 10 e-books mais baixados:

“O Poder do Hábito”, de Charles Duhigg (Companhia das Letras)
“A História do Mundo para quem tem Pressa”, de Emma Marriot (Valentina)
“Mindset: A nova psicologia do sucesso”, de Carol Dweck (Companhia das Letras)
“Agir e Pensar como um Gato”, de Stéphane Garnier (Valentina)
“Escravidão – volume I: Do primeiro leilãode cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares”, de Laurentino Gomes (Globo Livros)
“Desbloqueie o poder da sua mente”, de Michel Arruda (Gente)
“O dilema do porco-espinho”, de Leandro Karnal (Planeta)
“Sonhos e disciplina: Transforme seus projetos em realidade”, de Augusto Cury (Gold 360)
“Proteja sua emoção: Aprenda a ter a mente livre e saudável”, de Augusto Cury (Gold 360)
“Clássicos do Mundo Corporativo”, de Max Gehringer (Globo)

Categorias
Rio

Rota da Leitura recebe mais de quatro mil livros em um mês

Mais de quatro mil livros doados em apenas um mês. Exemplares que serão ferramentas para a libertação de livros e montagem de salas de leitura em diversas ações pelo estado. Lançado no dia 4 de junho pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), o Rota da Leitura já percorreu bairros das Zonas Sul, Norte e Oeste, valorizando e divulgando a corrente solidária em prol do incentivo ao hábito da leitura. No total, foram 4.011 livros neste período.

Após o carro buscar os livros nas casas dos doadores, a Superintendência de Leitura e Conhecimento da Sececrj faz a triagem de todo o material na Biblioteca Parque Estadual, realizando a higienização e classificando por segmento. Na lista estão clássicos, como ‘Mundo de Sofia’, ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ e ‘O Pequeno Príncipe’, e o best seller ‘Uma Breve História da Humanidade’.

“Livros foram feitos para serem lidos, é com essa ideia que pessoas estão se voluntariando e doando livros, criando uma grande corrente literária”, conta Pedro Gerolimich, superintendente de Leitura e Conhecimento da Sececrj.

Para se inscrever, os interessados em doar livros para o projeto podem entrar em contato pelo Whatsapp (21) 99906-3675 ou pela internet no link. São aceitos no roteiro a ser traçado no mínimo 10 livros, que podem ser de qualquer estilo, tem que estar em bom estado de conservação e não pode apenas ser didático (caráter pedagógico utilizado nas escolas). O material, que será higienizado, vai ser utilizado em ações em locais com baixos índices de leitura e pouca oferta de equipamentos culturais. Os doadores vão ganhar um Diploma de Amigo da Leitura.

Temos um carinho muito especial com esse projeto e ficamos felizes com a boa aceitação. São mais de quatro mil livros que serão importantes para incentivar a leitura em todo o estado. E reforçamos que as inscrições estão abertas e todos podem doar”, disse a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.