Categorias
Destaque Educação Notícias

UFRJ abre concurso público para professores

A UFRJ abriu concurso público para duas vagas para o cargo de professor da carreira de magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT). Os classificados atuarão no Colégio de Aplicação da UFRJ (CAp-UFRJ).

Há uma vaga para o setor curricular de Biologia e uma para o de Orientação Educacional. Os classificados terão jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva.

A remuneração inicial é de R$ 4.472,64, podendo chegar a R$ 9.616,18, dependendo da titulação do docente (aperfeiçoamento, especialização, mestrado ou doutorado). Os classificados recebem também auxílio-alimentação (R$ 458), auxílio-pré-escolar (R$ 321, por dependente), auxílio-transporte e auxílio-saúde.

Os interessados em participar devem se inscrever na página do concurso até as 23h59 do dia (31). A inscrição custa R$ 170. Na mesma página, estão disponíveis o edital do concurso e o cronograma inicial.

As datas de realização das provas e os demais prazos ainda serão divulgados. Em caso de dúvidas, os candidatos podem enviar e-mail para docente@concursos.pr4.ufrj.br.

Categorias
Brasil Educação

Educadores de todo o País são convidados a participar do Prêmio Professor Transformador

Inscrições seguem abertas até 1° de março; além de prêmios em dinheiro e da possibilidade de expor seus projetos no maior evento de Educação da América Latina – a Bett Educar -, vencedores ganharão um programa completo de treinamento em Mindfullness.

Após vivenciarem um ano totalmente atípico e desafiador, por conta da pandemia, educadores de todo o País são convidados a participar de uma iniciativa cujo objetivo também é valorizar o esforço do professor nesse período. Trata-se do Prêmio Professor Transformador, que reconhece projetos de Educação Transformadora desenvolvidos por educadores de todo o Brasil, em quatro categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio. As inscrições seguem abertas até 1º de março e podem ser feitas, gratuitamente, pelo site: significare.org.br/premio

O Prêmio Professor Transformador é promovido em conjunto pelo Instituto Significare, Base2edu e Bett Educar, organizadora do maior evento de Educação da América Latina – a Feira Bett Educar. Aliás, os finalistas do Prêmio (serão três em cada categoria) terão a oportunidade de expor seus projetos na edição do evento em 2021 e o vencedor (também de cada categoria) terá participação como convidado especial.

E por que participar do Prêmio Professor Transformador 2021? Confira outros motivos:

• Os primeiros colocados em cada categoria serão premiados com um treinamento completo em meditação Mindfulness, ministrado pela Mindkids, empresa idealizada pela especialista Daniela Degani, certificada pelo Mindfulness Training Institute da Inglaterra. O objetivo é proporcionar oportunidades para que também os educadores cuidem do seu equilíbrio emocional, tão necessário em meio ao atual contexto da pandemia;

• Os vencedores em cada categoria receberão troféu e prêmios em dinheiro no valor de R$ 7 mil. Já os segundos e terceiros colocados (também em cada categoria) receberão, além do troféu, prêmios no valor de

R$ 2.500,00;

• O Prêmio Professor Transformador possui ampla divulgação nos principais veículos de Educação do País, como o portal Porvir, as Revistas Direcional Escolas e Educação, o Portal Educador 21, entre outros. Trata-se, portanto, de uma importante oportunidade para dar visibilidade a práticas educacionais transformadoras e inspiradoras;

• Os autores dos 350 projetos selecionados para a etapa classificatória do Prêmio farão parte do Banco de Práticas do Instituto Significare, um espaço com acesso gratuito para educadores de todo o País, que podem consultar informações em formato de vídeo, artigos e outros materiais sobre práticas educacionais transformadoras;

• Aos 350 educadores que chegarem à etapa classificatória da premiação, também será concedido o Certificado Professor Transformador 2021 e o Selo Digital Professor Transformador, além da possibilidade de indicar alguma liderança de sua escola para receber o Certificado Liderança Transformadora.

Como se inscrever?

Pelo site significare.org.br/premio, professores de todo o País podem se inscrever para a segunda edição do Prêmio Professor Transformador. No portal, também é possível consultar o regulamento completo da premiação.

O educador pode inscrever mais de um projeto de sua autoria, aplicado em escola pública ou privada, com conclusão em 2021 ou em anos anteriores. Com essa abertura, a organização do Prêmio Professor Transformador abre possibilidade para que mais projetos sejam inscritos e inspirem outros educadores pelo Brasil a também compartilharem suas iniciativas para promover uma Educação Transformadora.
Categorias
Brasil Educação

Rede de escolas dá dicas para educadores se prepararem para 2021

Muitas coisas mudaram no Brasil, e no mundo, no último ano. Não apenas as formas de interagir, ensinar, apoiar e viver, mas também mudanças em diretrizes que afetam todas as escolas. Houve avanço no ensino híbrido, o que é um ponto extremamente positivo para o futuro, mas ainda há outras questões que precisamos observar para garantir bons resultados nos próximos meses.
Para a Sphere International School , rede de escolas inovadoras, bilíngues e internacionais concebida a partir das referências da educação e cultura brasileira, do Grupo SEB, fazer diagnósticos ao longo de todo o processo remoto de ensino é essencial para todas as escolas e séries. A prática ajuda a entender quais são os ajustes necessários que precisam ser feitos no ensino para cada aluno e a hora certa para isso. Essa tomada de decisão promove melhorias e evita defasagens. Por isso, a rede oferece abaixo algumas dicas para educadores se prepararem para 2021. Confira!
1. Diagnóstico de aprendizagem

Foram muitos os dias de aulas totalmente online e isolamento social. Apesar de uma vacina já existir, ao que parece, ainda temos muitos outros por vir. Porém, é preciso se preparar para a volta às aulas presenciais. Alguns alunos se adaptaram bem, mas outros, apesar de todo o apoio dado por professores, responsáveis e escolas, ainda tiveram dificuldade. Só saberemos o impacto real da pandemia na aprendizagem das crianças com diagnósticos profundos para entender onde estão as lacunas. A partir disso, os educadores deverão elaborar planos personalizados de recuperação para cada aluno.

“É importante pensar que cada aluno é único e, por isso, tem facilidades e dificuldades em áreas diferentes, além de formas de aprender distintas. A realização desse diagnóstico e um plano de ensino que leva em consideração a necessidade de cada criança será essencial para que a educação seja completa”, explica Susan Clemesha, diretora acadêmica da Sphere International School.
2.Acolhimento socioemocional

O isolamento social e as notícias sobre mortes e doenças causaram em muitas crianças, ao longo de 2020, sentimentos como medo, ansiedade, estresse, confusão e insegurança. Os educadores devem estar preparados para receber e apoiar essas crianças na volta às aulas presencial. Devem ouvir suas preocupações e responder suas perguntas com calma e paciência. Também é importante incentivá-los a expressar, comunicar e nomear seus sentimentos.

Durante os últimos meses, em que a escola teve que migrar para o ambiente online, também houve um movimento de aproximação entre as instituições de ensino e as famílias dos alunos. Não seria possível continuar o ensino sem a assistência dos pais. Eles, por sua vez, também deram mais valor para as escolas e professores. Com isso, as decisões escolares ficaram alinhadas com as opiniões e visões dos familiares das crianças, criando uma real comunidade. A integração entre os dois núcleos deve ser mantida em 2021 para melhor apoiar os pequenos.
3. Uso de tecnologia

Os desafios para as escolas vão além de integrar a tecnologia no uso diário. É preciso ampliar o uso de ferramentas tecnológicas que garantam a continuidade das aulas ou atividades para o caso do surgimento de outras pandemias mais adiante. Esse ponto é ainda mais importante se considerarmos a segunda onda da doença que acomete o mundo nesse momento e as incertezas com relação à aplicação de vacinas no Brasil.
Além disso, a adequação do ensino à tecnologia é fundamental para gerar nos alunos o seu protagonismo e a atuação de forma interativa, modelo que está cada vez mais presente na sociedade moderna. Por isso, as instituições devem propor atividades com recursos digitais de forma integrada e construtiva. Não se trata apenas da utilização das plataformas, mas de entender cada quesito que faz parte do processo educativo relacionado ao uso das tecnologias, sejam elas ferramentas físicas ou virtuais.
4.Matrículas

As instituições precisam estar preparadas para as matrículas e rematrículas deste ano, e flexibilizar a forma como isso acontece será necessário. A Sphere, por exemplo, abriu visitações digitais para atender os pais que não podiam ir até o local, mas continuou a receber na escola quem assim preferisse, em horários alternativos.
A digitalização das matrículas ajuda a economizar materiais e papéis, evita grandes deslocamentos e aglomerações e pode até ter uma atuação preventiva de cobrança, já que o processo passa a ser feito automaticamente. Outros serviços, como secretaria e tesouraria também devem ter a opção de acontecer digitalmente, mesmo após o retorno das aulas presenciais.
5.Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

O uso da tecnologia aumentou em todos os setores, e na educação básica não poderia ser diferente. Em 2020, inclusive, foi a peça principal para permitir que o ensino continuasse, mesmo à distância. A tendência é que após a erradicação deste vírus, a tecnologia ainda faça cada vez mais parte do ambiente escolar.
A LGPD, aprovada no segundo semestre de 2020, colocou o Brasil entre os países que atuam legalmente para proteger os dados e a privacidade dos cidadãos. A princípio pode parecer um exagero, ou um desafio, mas é uma maneira de garantir segurança para todos os envolvidos. Ela vai exigir mudanças e garantias das escolas também, que armazenam informações financeiras e dados pessoais de centenas de famílias. Servidores confiáveis, sistemas de proteção contra ataques virtuais, documentos de autorização de uso de imagem para publicar fotos e vídeos dos alunos em redes sociais e sites, entre outras medidas. É importante que as instituições procurem conselhos legais e tecnológicos para garantir sua conformidade com a nova legislação.

6.Medidas de biossegurança

As dificuldades surgiram com tudo quando o assunto é biossegurança. Depois da crise sanitária do novo coronavírus, e entendendo que essas situações podem voltar a acontecer no futuro, ficou evidente a necessidade de criar medidas de proteção para que, na volta às aulas, nenhum contágio aconteça.
A lista de protocolos a ser adotada deve ser extensa. A Sphere, por exemplo, implementou mudanças nos espaços físicos, como sanitização, processos de biossegurança e higienização dos ambientes, uso obrigatório de máscaras, checagem constante de temperaturas, higienização, distanciamento, salas mais arejadas, entre outras. Incluir orientações para pais e responsáveis também ajuda, já que o risco não está limitado ao espaço físico da instituição. A adoção dessas medidas fez com que a rede não registrasse nenhum caso de contágio desde que as aulas retornaram ao modelo presencial e vai continuar trabalhando para que isso não ocorra em 2021.
Categorias
Destaque Educação

Governo regulamenta renegociação de dívidas com o Fies

O governo federal regulamentou o programa que permite a renegociação de dívidas de financiamentos concedidos com recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida estava prevista na Lei nº 14.024/2020, sancionada em julho, que suspendeu o pagamento de parcelas do Fies até 31 de dezembro, em razão da pandemia de covid-19.

A resolução do Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil, com as regras do programa, foi publicada hoje (22) no Diário Oficial da UniãoA medida vale para os contratos assinados até o segundo semestre de 2017 e para os débitos vencidos e não pagos até o dia 10 de julho deste ano, na fase de amortização, quando o estudante já concluiu o curso.

A resolução entra em vigor em 3 de novembro e a adesão ao programa poderá ser solicitada ao banco até 31 de dezembro e será efetuada mediante termo aditivo ao contrato de financiamento, podendo ser assinado eletronicamente pelos financiados e seus fiadores.

No caso de quitação, em parcela única, do débito vencido ou saldo devedor total, haverá redução de 100% dos encargos moratórios, desde que o pagamento seja feito até 31 de dezembro. Também poderá ser feita a liquidação do saldo devedor em quatro parcelas semestrais, até 31 de dezembro de 2022, ou 24 parcelas mensais, com redução de 60% dos encargos e pagamento a partir de 31 de março de 2021.

Já os parcelamentos do saldo devedor feitos em 145 ou 175 parcelas mensais receberão redução de 40% e 25%, respectivamente, e os pagamentos começam a partir de janeiro de 2021. Em caso de prorrogação do estado de calamidade pública em razão da pandemia, ficará suspensa automaticamente a obrigação do pagamento da primeira parcela em janeiro, exceto no caso da liquidação total em parcela única.

O valor da parcela mensal resultante da renegociação não poderá ser inferior a R$ 200, mesmo que isso implique redução do prazo máximo de parcelamento. Os descontos concedidos no programa são referentes apenas aos encargos moratórios, permanecendo a cobrança dos débitos contratuais.

Será permitida apenas uma renegociação no âmbito do programa. Em caso de não pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas do saldo devedor renegociado, o cidadão perderá o direito ao desconto concedido sobre os encargos, e o valor correspondente será reincorporado ao saldo devedor do financiamento.

As pessoas que têm dívidas em discussão judicial e queiram aderir ao programa de regularização deverão renunciar em juízo à ação. Nesse caso, a renúncia sobre quaisquer alegações de direito é irretratável e não exime o autor da ação do pagamento de custas e honorários advocatícios.

O Fies é o programa do governo federal que tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Com informações: Agência Brasil

Categorias
Destaque Rio

Rio reinicia hoje aulas para alunos do terceiro ano do ensino médio

As escolas estaduais do Rio de Janeiro reiniciam hoje (19) as aulas presenciais para alunos do terceiro ano do ensino médio e do quarto módulo de educação de jovens e adultos (EJA). A volta será opcional para os estudantes e ocorrerá apenas nos municípios onde a prefeitura não fizer nenhuma oposição a atividades presenciais escolares.

As aulas serão retomadas em 416 escolas localizadas em 16 municípios do estado do Rio e 63 mil alunos são esperados.

As aulas presenciais de todas as redes de ensino foram suspensas em março deste ano por causa da pandemia de covid-19. As escolas particulares já haviam recebido autorização para retomar as atividades presenciais no início de setembro.

Os alunos de ensino fundamental, dos dois primeiros anos do ensino médio e dos primeiros módulos de EJA continuarão com aulas remotas. Já os estudantes de ensino médio e do quarto módulo de EJA poderão optar pelo ensino remoto ou presencial.

A ideia é que esses estudantes possam concluir seus estudos a tempo de participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em janeiro de 2021.

Categorias
Destaque Rio

Professores da rede privada do Rio adiam retorno de aula presencial

Os professores da rede privada de escolas do Rio de Janeiro decidiram, pela sexta vez, em três meses, manter a greve. Em assembleia virtual realizada no sábado (3), resolveram que o retorno das atividades presenciais não deveria ser feito agora. A assembleia manteve o trabalho com o ensino remoto nos estabelecimentos do setor privado de ensino dos municípios do Rio de Janeiro, de Itaguaí, de Paracambi e de Seropédica. Os profissionais indicaram que o retorno às aulas presenciais somente deve ocorrer com garantia das autoridades da Saúde, com base em rígidos protocolos de segurança. A categoria vai fazer nova assembleia no dia 10 de outubro, às 14 horas para avaliar a situação.

Ainda na assembleia, os profissionais foram informados sobre a prorrogação do prazo de inscrição do Fundo Emergencial Solidário, para o apoio de professores demitidos. Tiveram ainda atualização sobre a Rede de Apoio em Saúde Mental para Educadores/as (Reame).

O presidente do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), Oswaldo Teles, disse no início da assembleia que o Rio e o Brasil enfrentam um momento difícil com uma luta muito inglória.

Para Teles, nenhum órgão científico indicou que há segurança para a volta ao trabalho. Teles acrescentou que o país está em uma pandemia. “Vivemos uma greve totalmente diferente, pois nos mantemos trabalhando com o ensino remoto e em greve pela vida, contra a volta às aulas presenciais nas escolas”, observou.

Sinepe Rio

Em nota, após decisão da 3ª Câmara Civil do TJ do Rio da quarta-feira (30), o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Rio Janeiro (Sinepe Rio), José Carlos da Silva Portugal, informou aos associados que a justiça tinha autorizado o retorno às aulas presenciais na rede privada de ensino, mantendo a oferta do ensino remoto.

A nota destacava ainda que a Justiça derrubou a liminar que impedia a reabertura das escolas. O dirigente lembrou que as instituições deveriam tomar todos os cuidados e precauções já estabelecidos. “A responsabilidade da manutenção dessa volta depende da forma com que cada um de nós retornará”, observou.

O diretor do Sinepe Rio, Lucas Werneck, disse que a decisão da assembleia não vai mudar a situação porque a participação dos professores já seria voluntária, apenas os que se sentem aptos devem voltar às aulas presenciais.

Lucas Werneck acrescentou que entende a manutenção da paralisação, mas ponderou que a adesão é por parte dos professores e assim como o retorno é voluntário. O diretor afirmou que o retorno na semana passada foi positivo com quase 50% das escolas. “Amanhã quase 90% das escolas estarão voltando, pelo que a gente teve de informação com conversas com associados. Então, a gente entende que a grande maioria já estará com as suas escolas abertas”, completou, acrescentando que os 100% devem ser atingidos durante a semana.

Com Informações: Agência Brasil

Categorias
Destaque Rio

Justiça cassa liminar e aulas no Rio podem retornar nesta segunda

A Justiça do Trabalho cassou a decisão liminar que suspendia o retorno às aulas presenciais nas escolas particulares do Rio de Janeiro. Com isso, o retorno às atividades escolares do ensino fundamental e médio poderá ocorrer a partir desta segunda-feira (14). Escolas devem manter, no entanto, o ensino remoto como opção. 

A decisão foi tomada pelo desembargador Federal do Trabalho, Carlos Henrique Chernicharo, a pedido do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro. Na decisão, Chernicharo afirma que “não há como postergar o retorno das atividades laborais da categoria dos professores e afins, até que se tenha por erradicado o risco, sob pena de causar dano irreparável aos alunos, pais e professores, que neste período de pandemia, após sete meses de paralisação da sociedade como um todo, clamam pela normalidade de suas vidas”.

Chernicharo enfatiza que os profissionais de ensino não são obrigados a voltar às atividades presenciais, “devendo ser respeitada a manifestação de vontade de cada trabalhador, de acordo com a realidade de cada um, especialmente, àqueles que se encontram na chamada ‘faixa de risco’, conforme definido pelas autoridades em matéria de saúde, mantendo-os ativos por meio do ‘ensino à distância’”, diz a decisão.

Os pais também não podem ser obrigados a manter o estudante em aula presencial. Por isso, segundo o desembargador, cabe à entidade escolar manter o ensino a distância para atender às exigências curriculares de cada faixa etária de acordo com as leis de diretrizes voltadas ao ensino médio e fundamental.

Volta às aulas

A volta às aulas presenciais nas escolas particulares foi autorizada pelo governo do estado, pelo decreto 47.250, publicado no dia 4 de setembro. O decreto permitia a volta, a partir desta segunda-feira, na rede particular e, nas escolas públicas, em 5 de outubro. A autorização vale apenas para regiões que permanecem em baixo risco de contaminação pela covid-19 por, no mínimo, duas semanas seguidas antes da data prevista para a abertura.

Na noite da última quinta-feira (10), no entanto, a Justiça do Trabalho havia deferido o pedido de liminar feito pelo Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio), suspendendo o retorno  das atividades presenciais. A decisão foi da 23ª Vara da Justiça do Trabalho. Na decisão, o juiz Elisio Correa de Moraes Neto argumenta que “a média móvel de infectados no Rio de Janeiro ainda não alcançou uma redução concreta”, o que é demonstrado nos dados oficiais do estado.

As aulas presenciais estão suspensas desde março, por causa da pandemia de covid-19, que levou a óbito cerca de 17 mil pessoas no estado.

Recurso

A liminar cassada hoje foi obtida pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio). A entidade disse que irá recorrer da decisão. “Entendemos que ainda não há a menor segurança para esse retorno”, diz o vice-presidente do Sinpro-Rio, Afonso Celso Teixeira.

Ontem (12), em assembleia virtual, o Sinpro-Rio aprovou a manutenção da greve. Os professores defendem o não retorno das atividades presenciais agora e a manutenção do trabalho com o ensino remoto nos estabelecimentos do setor privado de ensino. Para eles, o retorno deve ocorrer somente com garantia das autoridades da saúde, com base em rígidos protocolos de segurança.

Na capital

Em nota, a prefeitura do Rio de Janeiro diz que as escolas particulares ainda não podem retomar as aulas presenciais por conta de uma decisão judicial anterior, que segue em vigor. Trata-se de decisão expedida no dia 6 de agosto, que suspendeu os efeitos do decreto municipal que permitia o retorno facultativo das aulas na rede privada do Rio, para alunos do 4º, 5º, 8º e 9º anos do ensino fundamental.

A nota afirma ainda que a Procuradoria Geral do Município (PGM) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra essa decisão e aguarda a análise do mérito.

Categorias
Destaque Educação

Justiça do Trabalho suspende retorno às aulas presenciais no RJ

A Justiça do Trabalho deferiu pedido de liminar feito pelo Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio) que pede a suspensão do retorno às aulas presenciais na rede particular do estado a partir de segunda-feira (14). A decisão da 23ª Vara da Justiça do Trabalho foi dada na noite de ontem (10) e suspende a autorização prevista no decreto 47.250 do governo do estado, publicado no dia 4 de setembro.

As aulas presenciais estão suspensas desde março, por causa da pandemia de covid-19, que levou a óbito mais de 16 mil pessoas no estado. Na decisão, o juiz Elisio Correa de Moraes Neto argumenta que “a média móvel de infectados no Rio de Janeiro ainda não alcançou uma redução concreta”, o que é demonstrado nos dados oficiais do estado.

“Verifica-se que ainda é considerável o índice de contaminação e óbitos por coronavírus, levando à conclusão de que ainda não houve modificação substancial no quadro de risco à vida que ensejou as medidas restritivas adotadas pelo Estado do Rio de Janeiro e por autoridades de todo o mundo”, diz o texto da decisão.

O juiz destaca também que a atividade de aulas implica em aglomeração e que envolve crianças, que “nem sempre estarão aptas para a adaptação aos critérios sanitários”. “Conclui-se, portanto, que o retorno às aulas na data fixada do decreto representa risco acentuado aos professores, representados pelo sindicato autor, assim como as famílias dos alunos e a toda a sociedade”.

De acordo com a decisão, a suspensão vale até que os estudantes e professores sejam vacinados contra o coronavírus ou até que se demonstre, “de forma concreta, por meio de estudo técnico ou de outro modo, que não há risco aos alunos, professores e à sociedade”. Com isso, os estabelecimentos de ensino devem se abster de convocar professores para atividades presenciais, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Com informações: Agência Brasil