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Rio de Janeiro passa a contar com sistema de coleta de lixo eletrônico

Da Agência Brasil

Pilhas, baterias, celulares, computadores e eletrodomésticos velhos passam a ter destinação correta no estado do Rio de Janeiro. A população poderá procurar pontos de descarte, e esses equipamentos serão encaminhados para a reciclagem ou dispensados de forma que não ofereçam riscos às pessoas e ao meio ambiente. Na quinta-feira (14), no Dia Internacional do Lixo Eletrônico, foi inaugurada a Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos, localizada em Realengo, na Zona Oeste da cidade do Rio.

A central, que conta com o apoio dos governos federal, estadual e municipal, será gerida pela Associação de Recicladores do Estado do Rio de Janeiro (Arerj). Com a inauguração, o estado passa a contar também com 271 pontos de entrega voluntária (PEV), que a população pode procurar para fazer o descarte de aparelhos eletroeletrônicos. A gestão dos pontos fica a cargo da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree).

A intenção é que seja consolidado o chamado ciclo da logística reversa. Ou seja, após o descarte do lixo eletrônico, os componentes são reciclados e voltam para a indústria para serem transformados em novos aparelhos. O que não é reciclado passa a ser dispensado da forma correta, por centrais especializadas.

“A logística reversa de eletroeletrônicos permite que esses materiais sejam descartados de forma adequada pelo consumidor, de forma a retornar para a cadeia produtiva gerando empregos verdes. Assim , se preserva os recursos naturais e se evita o descarte inadequado que poderia levar a poluição do solo e das águas”, diz o secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), André França.

Com o sistema implementado no Rio de Janeiro, a estimativa é que, no próximo ano, sejam recolhidos e destinados de forma ambientalmente adequada cerca de 200 toneladas de eletroeletrônicos.

A capital fluminense é a sétima cidade brasileira a ofertar esse serviço para a população. De acordo com o MMA, a meta é que, até o fim de novembro, pontos semelhantes estejam instalados em dez capitais. As centrais já estão presentes em Campo Grande, Florianópolis e Vitória, no Distrito Federal, em Maceió e Manaus. Curitiba, Goiânia e Fortaleza serão as próximas capitais a receber o serviço.

Para o presidente executivo da Abree, Sergio de Carvalho Mauricio, a inauguração da central é um importante passo para o país. Mas, ainda é preciso avançar. “Acho que o Brasil está bastante atrasado em relação a outros países, temos uma grande geração de resíduos promovida pelo fim da vida útil desses produtos e, lamentavelmente, muitos desses produtos continuam ainda tendo um descarte ambientalmente inadequado”, diz.

Mauricio acrescenta que, com a instalação da estrutura necessária, é preciso conscientizar a população, para que procurem os pontos de descarte. “Acho que a gente ainda tem uma longa jornada em transformar essas iniciativas em cultura. A hora que isso fizer parte da cultura, do dia a dia, de procurar o descarte correto para todos os produtos, não só eletroeletrônicos, mas outros materiais que são descartados, acho que vamos garantir que estamos deixando uma situação ambiental para as próximas gerações”.

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ONG Rio Eco Pets celebra parceria com Grupo Sinergia Educação

Você sabia que, ao juntar tampinhas plásticas, é possível ajudar a causa animal? Na ONG Rio Eco Pets esses dois pontos estão muito bem ligados em prol da solidariedade. Afinal, o projeto arrecada doações que são revertidas a entidades que defendem os animais. Desde o lançamento, em 2018, foram arrecadadas 198 toneladas de tampinhas.

A causa animal é muito esquecida, e precisa demais de ajuda. E a questão ambiental tem que ser dita, as pessoas têm que pensar nisso. Existe também um pouco do social, devido à zoonose. Através da castração, ajudamos a reduzir o risco dessa doença – explica Fernanda Perissé, fundadora da ONG.

Fotos tiradas no Colégio Liceu Franco-Brasileiro. Crédito: Divulgação

O sucesso da Rio Eco Pets está diretamente relacionado à participação de voluntários e parceiros. As escolas estão entre eles. O Grupo Sinergia Educação, que reúne o CEL Intercultural School e o Colégio Liceu Franco-Brasileiro, está com a ONG nesta caminhada.

 

Nosso trabalho com escolas começou em 2018 e é muito bacana ver essa troca com as crianças. Essa possibilidade de praticar a educação ambiental vindo desde a base é muito importante. E é também gratificante ter a parceria com escolas do peso do CEL e do Franco, que têm influência boa para trazer esse incentivo da educação ambiental, tanto para as crianças quanto para os pais. Temos certeza de que vai trazer bons frutos. Estamos animados também. A educação ambiental tem que fazer parte do currículo escolar.

Futuramente, quando a pandemia não representar um risco tão grande quanto o atual, a Rio Eco Pets estuda a possibilidade de fazer palestras presenciais nos colégios.

A ideia das tampinhas surgiu no colégio em 2019. Uma aluna trouxe, a mãe dela é voluntária e apresentou uma proposta. Começou na época do ‘Julho sem plástico’, quando fizemos uma campanha pra diminuir o uso do plástico na escola. E uma das atividades era arrecadação de tampinhas. A comunidade abraça bastante. A gente arrecada as tampinhas e separa toda quarta-feira, no Recreio, a terceira série do Ensino Médio as separa por cor, seguindo as indicações da ONG. Quando separamos por cor, na hora de vender para a reciclagem, tem maior valor agregado – explica Karolina Abrantes, responsável pelos projetos sociais do Franco.

Como deve ser feita a reciclagem

Sobre reciclagem, a fundadora da ONG Rio Eco Pets faz um alerta importante:

A reciclagem não é só juntar o resíduo e enviar. Existe uma forma

Fotos tiradas no Colégio Liceu Franco-Brasileiro. Crédito: Divulgação

correta de como ele deve ser enviado. Não são todos o mesmo tipo de plástico, existe uma forma de enviar. Por exemplo, não trabalhamos com garrafas pet, mas elas, para serem enviadas corretamente para a reciclagem, devem estar limpas. Porque uma garrafa com resto de refrigerante vai atrair vetores, como baratas e formigas. Também precisa estar sem o rótulo, que, apesar de ser plástico, tem um polímero diferente. O plástico é classificado por polímeros. E o que compõe o rótulo é diferente do da garrafa. Pet é o polímero 1, e o rótulo, geralmente, é o número 5, que é polipropileno.

Além de parceiros, como o Grupo Sinergia Educação, a rede de solidariedade da Rio Eco Pets conta com a ajuda de diversos voluntários. Para também se tornar um(a), entre em contato pelo Instagram do projeto: @rioecopets

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Moradores se unem para reciclar óleo e mantêm projetos de comunidade com venda do produto

Moradores da associação Fazenda Botafogo, no Rio, se uniram para para evitar o descarte irregular de óleo doméstico, protegendo assim o meio ambiente e evitando inundações da região com a chuva em decorrência de entupimentos da rede de esgoto, e ainda por cima conseguem ganhar dinheiro com o produto. Os moradores fazem a coleta do óleo, armazenam em garrafas pet e o material é vendido a uma empresa. Com o dinheiro, mantêm vivos projetos sociais que beneficiam a comunidade.

A ideia, que surgiu em dezembro, foi do presidente da associação, Aloísio Brandão. Ele diz que o projeto hoje conta com a adesão de cerca de 120 moradores e que, semanalmente, são recolhidos uma média de 100 litros de óleo.

“Tínhamos uma dificuldade muito grande do entupimento das galerias de esgoto. A maior parte, quando a gente ia abrir as galerias, eram placas de gordura, já que as pessoas descartavam na pia, no vaso, diretamente na rede de esgoto. E foi aí que lançamos o projeto do óleo social. Esse óleo hoje é vendido e o valor é utilizado em prol da comunidade”, destaca.

Moradores da Fazenda Botafogo mantêm projetos sociais com venda de óleo. (Foto: Divulgação)

O descarte irregular de óleo contamina o meio ambiente, podendo poluir as águas, o solo e até a atmosfera. Além disso, se retido na rede de esgoto, o óleo dificulta a passagem das águas pluviais, favorecendo as inundações, e atrai pragas que podem causar doenças, como leptospirose, hepatites e esquistossomose.

“Temos o Rio Acari, que passa pela comunidade e que, antes do seu desassoreamento, em 2019, sempre transbordava e alagava as ruas por causa do entupimento das galerias. Em 2013, a água chegou ao segundo andar de muitos apartamentos. Mas hoje, depois do desassoreamento e da conscientização dos moradores, isso nunca mais aconteceu”, destaca.

A intenção agora é ampliar o projeto. “Muitos, sobretudo agora na pandemia, por medo de sair de casa e levar o óleo até a associação, ainda descartam irregularmente. Mas nossa intenção é espalhar o projeto para que todos tenha essa consciência e contribuir com a comunidade e o meio ambiente”.

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A sustentabilidade nos dias atuais

A Covid-19 parou o mundo, deixou tudo de cabeça para baixo e trouxe muito medo, insegurança, mas também fez o ser humano mudar e melhorar em algumas questões, principalmente nos cuidados com o próximo e com o meio ambiente. Muitas pessoas estão aderindo à sustentabilidade ambiental e ecológica para, num futuro próximo, manter o meio ambiente em harmonia com a existência das pessoas, ou seja, cuidar e preservar o sistema e assim garantir uma excelente qualidade de vida para gerações futuras. Estamos mais conscientes também da importância da reciclagem para a diminuição da poluição. O que podemos fazer para preservar o meio ambiente?

 

– Evitar jogar lixo nas praias, rios e lagos, para não poluí-los;

– Procurar separar os lixos de casa, colocando o orgânico de um lado e o reciclável de outro;

– Evitar o desperdício da água e da energia elétrica. Usar só o necessário, fazendo assim um consumo consciente;

– Não colocar fogo em lixo, para não promover queimadas;

– Não jogar óleo nas águas e nem nos ralos de casa. Separar o óleo e levar em algum lugar para reciclar;

– Tentar se alimentar de uma forma mais saudável, evitando o consumo de produtos industrializados;

– Plante árvores, faça hortas em casa;

– Recicle tudo que for possível. A reciclagem é muito importante para a preservação do meio ambiente, porque diminui o lixo no planeta e, por consequência, reduz a poluição do ar, da água e do solo.

Com algumas medidas básicas e cada um fazendo a sua parte conseguiremos um meio ambiente menos poluído e melhor para se viver. A conscientização é o primeiro passo para construirmos um futuro melhor.