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Pessoas com deficiência são vítimas do aumento da violência no país

 

Defensor Público cobra a criação de delegacias especializadas em todo o Brasil, tal como existe em SP, para dar maior segurança aos PcDs.

O alarmante crescimento da violência no Brasil vem atingindo em cheio as pessoas com deficiência. O Atlas da Violência 2021 revela que, quase a cada hora, um caso de violência contra pessoa com deficiência é registrado no Brasil.

As mulheres PcDs são as maiores vítimas e o estupro é considerado um dos crimes mais cruéis. Segundo a ONG Essas Mulheres, as taxas de notificação de violência são três vezes superiores entre o público feminino, se comparadas às de homens PcDs: violência física (68%) e sexual (82%).

Outras pesquisas trazem números preocupantes, dentro de um panorama geral. O Instituto Jô Clemente (antiga APAE-SP) mostrou, por exemplo, que o número de notificações de violência ou violação de direitos contra pessoas com deficiência intelectual triplicou no ano passado, na comparação com 2020.

Dados da ONU também reforçam a necessidade de um olhar mais atento para essa população, que tem 1,5 vezes mais chances de ser vítima de abuso sexual e 4 a 10 vezes maior probabilidade de ter vivenciado maus-tratos quando criança. A pessoa com deficiência também tem maior dificuldade de acesso a serviços; e também para conseguir intervenção policial, proteção jurídica e cuidados preventivos, haja vista problemas de locomoção ou de comunicação – comenta o Defensor Público Federal André Naves, especialista em inclusão social.

Naves enfatiza que a violência contra pessoas com deficiência precisa ganhar mais visibilidade para que a sociedade se conscientize da necessidade de prover maior proteção a essa parcela da população.

O tipo de violência mais notificado contra deficientes é a física – 53% dos casos -, seguida de violência psicológica (31%) e negligência/abandono (29%). A violência sexual se destaca entre pessoas com deficiência intelectual (35%). Em termos de gênero, as proporções de violência psicológica e violência sexual são mais altas para mulheres (35% e 28%, respectivamente) do que para homens (25% e 10%). No entanto, os casos de negligência são maiores entre homens (38% contra 24%), mas, mesmo assim, as notificações envolvendo mulheres superam as dos homens (1.171 contra 1040).

No último mês de maio, por exemplo, um funcionário negro do McDonald’s foi agredido no Shopping Iguatemi Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, após não ouvir um pedido de uma segurança do local para abaixar o volume do celular dele na praça de alimentação. Fábio Junior Deodato de Souza, 23, tem deficiência auditiva, é autista e trabalha há três anos no estabelecimento, em vaga destinada para pessoas com deficiência.

O caso foi registrado como lesão corporal na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Ribeirão Preto e encaminhado ao 7° DP. A SSP-SP (Secretaria de Segurança de São Paulo) confirmou que consta no boletim de ocorrência que Fábio foi vítima de chutes e socos por seguranças do estabelecimento comercial.

Como denunciar

Há diversos canais para denunciar estes crimes de forma anônima: Disque Direitos Humanos – 100; violência doméstica, conselhos tutelares — número 180; e Polícia Militar – 190. Os boletins de ocorrência podem ser feitos em Delegacias da Mulher, Delegacia Eletrônica (online) e Delegacia da Pessoa com Deficiência.

Em São Paulo, há uma delegacia especializada, a Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência, que ainda é pouco conhecida pelos próprios PcDs. O atendimento é feito por equipe multidisciplinar que inclui policiais, assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras e sociólogos.

Precisamos de mais delegacias com este apoio integrado em todo o país. É fundamental para a garantia dos direitos e a segurança de todas as pessoas com deficiência”, finaliza o Defensor Público.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU em 13 de dezembro de 2006 (Decreto nº 6.949/2009), diz que pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.

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Justiça decreta prisão de acusados do assassinato de Moïse Kabagambe

Foi decretada hoje (2) a prisão de três homens envolvidos no espancamento e na morte do imigrante congolês Moïse Mugenyl Kabagambe. O crime ocorreu no dia 24, no quiosque Tropicália na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. A ordem de prisão foi dada na madrugada pela juíza do Plantão Judiciário, Isabel Teresa Pinto Coelho Diniz.

A prisão temporária de Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o “Dezenove”; Brendon Alexander Luz da Silva, o “Totta”; e Fábio Pirineus da Silva, o “Belo”, foi pedida ontem pela Polícia Civil ao Ministério Público. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios da Capital, Henrique Damasceno, eles responderão por homicídio duplamente qualificado.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), os acusados foram identificados após o depoimento de testemunhas que presenciaram o espancamento, feito com barras de madeira. Após a violência, a vítima ainda foi amarrada com uma corda por um dos indiciados.

Na decisão, a juíza ressalva que são necessárias mais investigações para esclarecer os fatos.

“Contudo, ainda existem diligências e atos investigativos a serem realizados a fim de que os fatos sejam melhor elucidados. A prisão temporária é espécie de medida cautelar que visa assegurar a eficácia das investigações para, posteriormente, possibilitar o fornecimento de justa causa para a instauração de um processo penal. Não se trata de prisão preventiva, obedecendo a hipóteses diversas, sendo uma espécie de prisão cautelar ainda mais restrita”.

As imagens do quiosque mostram que três homens participaram da sessão de violência contra Moïse, que foi brutalmente agredido a pauladas, após o início uma aparente discussão. As circunstâncias da briga ainda estão sendo apuradas pela polícia.

Parentes do congolês sustentam que ele tinha ido ao local cobrar uma dívida. Já os agressores afirmam que ele havia iniciado uma briga dentro do estabelecimento.

 

 

Agência Brasil

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Tiroteio interrompe serviços de trens no Rio

Um tiroteio nas comunidades da Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-pau, em Cordovil e Brás de Pina, na zona norte do Rio de Janeiro, interrompeu o serviço de trens em um trecho do ramal de Saracuruna, da concessionária SuperVia. De acordo com a empresa, às 6h o ramal passou a operar apenas no trecho entre as estações da Central do Brasil, no Centro da cidade, e Penha, na Zona Norte.

As extensões Vila Inhomirim e Guapimirim ficaram com os serviços suspensos. A concessionária informou que ao todo 11 estações foram fechadas, entre a Penha Circular e Saracuruna. Nas estações das extensões o trem não circulou, mas por lá não foi necessário fechar a estação. “Essa medida é para garantir a integridade de clientes e colaboradores da concessionária.”

A Supervia destacou que a operação no ramal Saracuruna foi normalizada às 8h desta quarta-feira e os trens passaram a circular por todas as estações.

O porta-voz da Secretaria de Estado de Polícia Militar, tenente coronel Ivan Blaz, disse à Agência Brasil que a operação foi feita em razão do ataque de criminosos, ontem à noite, ao carro de uma mulher que errou o caminho e entrou na comunidade. Ela estava com o filho de 17 anos que foi ferido com um tiro na cabeça e está em estado grave no Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

O porta-voz disse que os criminosos da região de Cordovil estão em confronto com uma facção rival e, por conta disso, têm tentado expandir o território, forçando os pontos de invasão. “Isso é um absurdo, em uma realidade civilizada. A Polícia Militar fez essa operação hoje com batalhões da zona norte do Rio de Janeiro. Já temos dois presos, armas apreendidas. Neste momento, contamos com a população para obter maiores informações, mas, acima de tudo, precisamos dar um basta na ação desses marginais na região”, afirmou, na entrevista.

Ivan Blaz disse que a suspensão dos serviços de trens é uma manobra de segurança adotada pela concessionária quando ocorrem operações policiais que podem representar algum risco aos passageiros. “Assim que a situação se estabilizou, a Polícia Militar avisou à SuperVia para que retomasse a operação, então foi feita uma vistoria e a operação já foi retomada.”

O porta-voz ressaltou ainda que os policiais vão permanecer nas comunidades, mas devem reduzir a varredura que está sendo feita hoje à procura de criminosos, drogas e armas. “A gente precisa continuar com a ação nessas localidades. Já temos uma ocupação em uma comunidade da região, em Quitungo, mas a grande varredura não pode ser constante. Logicamente, o dia de hoje vai ser todo nessa operação”, afirmou.

Passageiros dos trens se jogaram ao chão dos vagões para se proteger do tiroteio. O mesmo ocorreu com pessoas dentro de ônibus que passavam pela região. Os criminosos chegaram a tomar dois ônibus para interditar a passagem em ruas da Cidade Alta e dificultar o trabalho dos agentes de segurança.

Por causa do tiroteio, o Centro Municipal de Saúde (CMS) José Breves e a Clínica da Família Heitor dos Prazeres, na Cidade Alta, foram fechadas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as unidades acionaram o protocolo de acesso mais seguro. “Para segurança de usuários e profissionais, não há previsão para abertura na manhã desta quarta-feira (2). Nova avaliação do território será realizada posteriormente.”

 

 

Agência Brasil

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Congolês é espancado até a morte na Barra da Tijuca

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte do congolês Moise Mugenyi Kabagambe, de 24 anos.

Na última segunda-feira (24), o jovem Moise foi espancando até a morte por cerca de 15 minutos com pedaços de pau em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O momento foi flagrado por câmeras de segurança. De acordo com a Polícia Civil, as imagens estão sendo avaliadas para identificação dos suspeitos.

Moise teria ido cobrar ao gerente do quiosque o pagamento por duas diárias atrasadas. Ele trabalhava no local como ajudante de cozinha. O rapaz foi encontrado por policiais ainda preso, deitado ao chão já sem vida, em um ponto próximo ao estabelecimento.

O proprietário do quiosque, já foi intimado pela Polícia Civil, mas ainda não prestou depoimento. A expectativa é que ele compareça nesta terça-feira à Delegacia de Homicídios da Capital, responsável pelo inquérito. De acordo com os investigadores, o comerciante, que não teve a identidade revelada, cedeu espontaneamente imagens das câmeras de segurança do estabelecimento.

Segundo uma nota, emitida pela comunidade congolesa no Rio de Janeiro, cinco pessoas teriam agredido Moise, incluindo o gerente do quiosque, com pedaços de pau e um taco de baseball. Moise morreu no local. “Esse ato brutal, que não somente manifesta o racismo estrutural da sociedade Brasileiro, mas claramente demonstra a Xenofobia dentro das suas formas, contra os estrangeiros, nós da comunidade congolesa não vamos nos calar”, diz nota da comunidade congolesa.

O primo de Moise, Yannick Iluanga Kamanda, que teve acesso às imagens obtidas pela Polícia Civil, disse ao Extra que o primo chegou até a ter as pernas e os braços amarrados durante a agressão.  “Num primeiro momento, o meu primo é visto reclamando por que ele queria receber. Em determinado momento, os ânimos se acirraram e o gerente pega um pedaço de madeira. O meu primo corre para se defender com uma cadeira. O gerente vai embora e em seguida volta com cinco pessoas e pegam o meu primo na covardia. Um rapaz dá um mata-leão (chave de pescoço) nele e os outros quatro se revezam em bater”, disse. ” Ele apanhava e as pessoas se revezavam para bater. Não satisfeitos, eles amararam os braços e as pernas dele e continuaram batendo. O meu primo ficou desacordado e mesmo assim ele espancavam ele. Só depois de um tempo , eles viram que ele estava desacordado e deixaram ele jogado na areia”, acrescentou.

Moïse Kabamgabe estava no Brasil desde 2011, quando fugiu da guerra na República Democrática do Congo. O corpo dele foi enterrado no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio, no domingo (30/1).

 

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Mais um tiroteio em massa deixa 7 pessoas feridas no último Domingo na cidade de Baltimore, estado de Maryland

Após o feriado de Ação de Graças, conhecido aqui nos Estados Unidos como Thanksgiving, um dos feriados mais importantes para o país, na quinta-feira dia 25/11/21, o país enfrentou mais um atentado de tiroteio em massa na cidade de Baltimore, no estado de Maryland, que deixou 7 pessoas feridas, entre elas um adolescente de apenas 16 anos.

A polícia local ainda está investigando mas não tem evidências ainda se trata-se de apenas 1 atirador ou vários envolvidos.

Também na última segunda-feira, dia 29/11/21, o FBI (a polícia federal americana) divulgou o relatório com a conclusão da investigação sobre o tiroteio em massa que ocorreu em 2019 na cidade de Dayton no estado de Ohio, no qual o atirador Connor Betts matou 9 pessoas (incluindo sua irmã, jovem de 22 anos). De acordo com o relatório, o atirador Connor Betts agiu sozinho, disparou em torno de 41 tiros, matou 9 pessoas, deixou 27 feridas e foi morto logo em seguida por policiais no local do crime. O relatório apontou que Connor Betts era “fascinado por assassinato e violência em massa” e vinha fantasiando com esse atentado já algum tempo antes do comete-lo.

De acordo com o Gun Violence Archive, uma organização sem fins lucrativos, que rastreia tiroteios nos Estados Unidos, houve 625 tiroteios em massa somente em 2021, totalizando 650 mortes e mais de 2650 pessoas feridas.

Mortes por armas de fogo é uma das principais causas de mortes nos EUA e o número de atentados em massa vem aumentando ao longo dos últimos anos, com um aumento significativo em 2020 e 2021.

É um problema que causa inúmeras discussões entre políticos e a sociedade em geral. Não há uma razão precisa que explique porque esse fenômeno acontece com tanta frequência nos EUA, mas é algo que assusta a todos e aparentemente não há uma solução a vista para tal situação.

Abaixo segue um gráfico da organização Gun Violence Archive mostrando a evolução dos atentados em massa de 2014 a 2021.

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IML do Rio de Janeiro conclui que mortos no Salgueiro foram baleados

Da Agência Brasil

Os resultados dos laudos de necropsia realizados pela perícia do Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo, indicam que as mortes ocorridas no conjunto de favelas do Salgueiro foram provocadas por projéteis de arma de fogo. A informação é da Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro. De acordo com a pasta, não há “indícios de facadas ou outro tipo de arma com ação cortante ou perfurocortante”.

Os projéteis arrecadados em três corpos dos mortos no confronto com a Polícia Militar no fim de semana, passarão por confronto balístico. A expectativa da secretaria é de que as armas e os nomes dos policiais militares que participaram da ação sejam entregues ainda hoje à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), responsável pelas investigações do caso.

Os confrontos com policiais do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) resultaram em dez mortes, entre elas, a do sargento lotado no 7º BPM (São Gonçalo), Leandro Rumbelsperger da Silva, de 38 anos de idade. De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil, cinco dos nove mortos tinham antecedentes ou anotações criminais.

Moradores e famílias de mortos denunciam que houve uma chacina na comunidade. Eles dizem também que entre os mortos há pessoas que não estavam envolvidas com crimes.

Os confrontos no conjunto de favelas do Salgueiro começaram na madrugada de sábado (20), quando o sargento foi baleado durante um patrulhamento na localidade de Itaúna. O PM chegou a ser levado para o Hospital Estadual Alberto Torres, também em São Gonçalo, mas não resistiu ao ferimento.

No domingo, policiais do Bope fizeram ações na região. No dia seguinte, moradores encontraram oito mortos em uma área de manguezal. Eles mesmos levaram os corpos para uma rua próxima junto às casas e os cobriram com panos.

Ontem (23) o IML de Tribobó concluiu a identificação de mortos nos confrontos do fim de semana, além do sargento.

Um dos homens, identificado como Igor da Costa Coutinho, foi reconhecido por policiais do 7ºBPM como um dos envolvidos no ataque à equipe no sábado, que provocou a morte do sargento.

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Confronto em favela em São Gonçalo, no Rio, deixa mortos e PM faz ocupação

Da Agência Brasil

A Polícia Militar (PM) realiza operação no Conjunto de Favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e permanecerá na região para garantir o trabalho de perícia da Polícia Civil.

Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) estão na localidade Palmeirinha, na comunidade do Salgueiro para realizar a perícia. O trabalho está sendo feito na área próxima ao mangue, onde, segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil, moradores encontraram oito corpos, ainda não identificados. “As equipes também realizam as primeiras diligências na região para a coleta de elementos informativos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos”, completou em nota a Polícia Civil.

O porta-voz da Comunicação da Secretaria de Polícia Militar, tenente coronel Ivan Blaz, disse à Agência Brasil, que ainda não foi decidido se a ocupação da Polícia Militar vai permanecer na comunidade mesmo após a conclusão da perícia. “Ainda estamos verificando isso”.

Segundo Ivan Blaz, a prioridade agora é concluir a perícia do local e depois fazer a retirada dos corpos. “Estamos falando de um confronto intenso em uma área de mata. Um confronto que durou quase três dias, com um policial militar morto. Os corpos estão aparecendo após a saída do policiamento. Estão sendo retirados dos locais onde foram encontrados. Isso é uma questão processual. A perícia precisa ser feita agora para identificar isso”, completou.

A decisão de fazer a ocupação foi tomada após a Secretaria de Estado de Polícia Militar ser informada de que havia corpos em uma área de manguezal na localidade de Itaúna, no Salgueiro.

Confronto

Moradores relataram que levaram os corpos para uma região junto às casas, onde foram cobertos por panos brancos. Bombeiros disseram que, por questão de segurança, não podiam entrar na comunidade, que, desde o fim de semana, passa por intensos tiroteios entre traficantes e policiais.

Segundo a PM, na tarde de ontem (21), policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) participaram de uma operação no Salgueiro, depois de receberem informações de que um dos criminosos – apontado como participante de um ataque à equipe do 7º BPM no sábado (20) – estaria ferido ainda no interior da favela. Nesse confronto, o sargento Leandro Rumberlsperger da Silva, de 38 anos, foi baleado. Ele chegou a ser levado para o Hospital Estadual Alberto Torres, mas não resistiu ao ferimento.

“As equipes foram atacadas nas proximidades de uma área de mangue com mata, ocorrendo um intenso confronto”, disse a Polícia Militar.

De acordo com a secretaria, na ação foram apreendidas duas pistolas, 14 munições calibre 9 mm, 56 munições de fuzil calibre 762, cinco carregadores (dois para fuzil e três para pistola), um uniforme camuflado, 813 tabletes de maconha, 3.734 sacolés de pó branco e 3.760 sacolés de material assemelhado ao crack. A ocorrência foi registrada na 72ª DP, no Mutuá, bairro de São Gonçalo.

Ainda segundo a secretaria, no mesmo dia, por volta de 15h, “uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada por conta de um indivíduo ferido e criminosos armados obrigaram a retirada [dele] de Salgueiro. O homem morreu e foi reconhecido por policiais do 7ºBPM como um dos envolvidos no ataque criminoso à guarnição no sábado. Desta vez, o registro foi feito na 73ª DP, em Neves, também bairro de São Gonçalo.

Defensoria

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou que, por meio de sua Ouvidoria Externa, recebeu, na noite de ontem, relatos sobre “a violenta operação” no Salgueiro. A Ouvidoria informou ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) sobre o fato e pediu medidas cabíveis  para “interromper as violações”. A defensoria informou ainda que está em contato com as lideranças locais prestando orientações necessárias.

Os defensores do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) e representantes da Ouvidoria Externa da Defensoria Pública decidiram antecipar a ida para a comunidade do Salgueiro. Eles estão a caminho do local para colher informações sobre as mortes ocorridas após operação policial. Anteriormente, a previsão era que os defensores fossem ao local, às 14h. Eles pretendem “coletar informações sobre o ocorrido para as medidas, inclusive judiciais, que se fizerem necessárias em defesa dos moradores, vítimas e seus familiares”.

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Conselho mantém suspenso registro de médico acusado de homicídio

Da Agência Brasil

Por unanimidade, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) prorrogou a suspensão do registro do médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido por Dr. Jairinho, por possível infração ao Código de Ética Médica. O médico está preso acusado de homicídio pela morte de Henry Borel, de 4 anos de idade.

A medida, segundo o conselho, é um recurso para proteger a população e assegurar a boa prática médica no Rio de Janeiro. A primeira vez em que o Cremerj aplicou a interdição cautelar em Dr. Jairinho foi em 10 de junho. O processo do médico está em andamento e corre em sigilo, seguindo as normas do Código de Processo Ético-Profissional. As punições previstas em lei vão de advertência até cassação definitiva do registro.

Prisão

Dr. Jairinho está preso desde o dia 8 de abril acusado de homicídio triplamente qualificado. Além da morte de Henry Borel, de 4 anos de idade, o ex-vereador foi denunciado pelo Ministério Público Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) em dois casos de torturas em filhos de ex-namoradas e ainda por violência doméstica.

No dia 30 de junho, Dr. Jarinho perdeu o mandato de vereador por quebra de decoro parlamentar, em decisão unânime da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, também está presa desde o dia 8 de abril, com a prisão preventiva decretada pela Justiça.

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Agressões contra crianças e adolescentes chegam a quase 120 mil

Da Agência Brasil

No data em que se comemora o Dia da Criança (12), o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou que o Brasil alcançou a marca de 119,8 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes entre os meses de janeiro a setembro deste ano. Os números são do Disque 100. No ano passado inteiro o total de denúncias chegou 153,4 mil.

Em cerca de 66% dos casos, a agressão ocorre dentro de casa (79.872). De acordo com o levantamento, a agressão vem principalmente dos pais:  51.293 das agressões foram praticadas pela mãe e 20.296 pelo pai. O levantamento não especifica o tipo de agressão sofrido.

“É um número muito alto. Precisamos dar um basta na violência, principalmente contra crianças e adolescentes, que são o futuro da nossa nação. Para vencer essa situação, devemos denunciar os casos, cobrar ação das autoridades responsáveis e conscientizar as famílias”, destaca a ministra Damares Alves.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) tem diversos canais para que qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes possa ser denunciada.

Como denunciar:

O governo federal disponibiliza diversos de canais para atendimento às vítimas do abuso infantil. Entre eles está a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, que funciona por meio do serviço Disque 100 e que conta agora com números no WhatsApp e Telegram (basta apenas digitar Direitoshumanosbrasilbot no aplicativo).

A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do governo federal tem uma cartilha com informações sobre abuso sexual. Nela constam informações como os conceitos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, mitos e verdades sobre esses crimes, métodos do agressor e perfil das vítimas.

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Policiamento é reforçado em área disputada por milícias no Rio de Janeiro

Da Agência Brasil

O policiamento foi reforçado na zona oeste da cidade do Rio, após uma noite de tiroteios e incêndios de vans de transporte, ocasionados pela disputa entre dois grupos de milícias. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (16) pela assessoria da Polícia Militar (PM), que deslocou contingentes de vários batalhões para a região.

Pelo menos sete vans foram incendiadas entre a noite de ontem e esta manhã nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz e Paciência, áreas controladas por grupos milicianos, que se dividiram recentemente, após a morte do criminoso Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, baleado em confronto com a polícia, em junho deste ano.

Por conta da violência na região, empresas de transporte coletivo tiraram os ônibus de circulação, deixando a população com poucas alternativas. O sistema de trens continua operando.

O corredor Transoeste do BRT foi temporariamente interrompido no trecho da Avenida Cesario de Melo, afetando duas linhas de ônibus articulados, responsáveis pelo transporte de milhares de passageiros por dia.

A PM informou que o reforço do policiamento visa a garantir o retorno do transporte coletivo, principalmente no final do dia, quando os trabalhadores voltam para casa.