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Fica a Dica Música Rio

Franco-Brasileiro promove tradicional Festival da Música neste sábado

Foto: Divulgação

Os 24 idosos que vivem na casa de repouso Bela Flor, no Andaraí, vão ter um presente neste sábado, a partir das 15h. A entidade vai exibir o projeto Festa da Música (Fête de La Musique), promovido pelo Franco-Brasileiro e transmitido pelo Youtube do colégio.

A apresentação ficará por conta da professora Heloisa Helena Azevedo, coordenadora de Francês da escola, e da aluna Sophia Dahmouche, da 2ª Série do Ensino Médio. Por conta da pandemia, o evento promovido pelo Franco será virtual.

Esta é uma tradição francesa que trouxemos para o colégio há mais

Foto: Divulgação

de 20 anos. Inicialmente eram apenas músicas francesas. Mas o conceito foi mudando, há algum tempo temos alguns gêneros, mas sempre priorizando o francês. Sempre tentamos trazer músicas francesas atuais, porque sabemos que agrada mais ao nosso público jovem. Ao mesmo tempo, a gente nunca esquece das canções clássicas, que agradam aos responsáveis – explica Heloisa.

A Festa da Música é uma verdadeira celebração à cultura francesa.

Além dos alunos, recebemos nossos professores que são músicos e cantores. Teremos professores e seus filhos cantando, temos uma banda com esses meninos. Quanto aos instrumentos, o violão, piano e a guitarra são, normalmente, os preferidos dos alunos – conta a coordenadora de Francês e organizadora do evento.

O link para acompanhar a Festa da Música é este: https://www.youtube.com/channel/UCquX2i8JG0dK3pFgSz5pF1w

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Brasil Saúde

59% dos idosos já deixaram de comprar medicamentos por falta de dinheiro

O mercado sênior vem chamando a atenção de muitos segmentos produtivos pelas perspectivas promissoras de negócios que envolvem esses consumidores. Mas, para um mercado em especial esse público tem grande importância: o farmacêutico. Para entender melhor os hábitos desse público dentro das farmácias, a Febrafar realizou por meio do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC), o Estudo do Mercado Sênior nas Farmácias.

O estudo tem como objetivo entender melhor a atual realidade desse grupo etário quando o assunto é a sua saúde, a prevenção e os seus hábitos de consumo. E um dos principais resultados registrados foi o fato desse público ter como principal fator para a definição de uma farmácia o preço, sendo que 91% dos entrevistados apontaram esse item.

Na sequência, os demais fatores foram localização, para 64%, e estacionamento, para 63%, dos entrevistados, sendo que o entrevistado poderia optar por mais de uma opção. Participaram da pesquisa 2.200 consumidores com 50 anos ou mais e 300 cuidadores de idosos em todo o país.

Ponto muito relevante desse público é que a maioria (67%) costuma pagar os medicamentos que compram, prioritariamente. Já 29% retiram no SUS, posto de saúde ou Farmácia Popular e só para 4% os medicamentos são pagos por parentes.

Impacto da crise

A pesquisa também apontou que a falta de dinheiro impacta esse público, sendo que 59% dos 2.200 consumidores afirmaram que em algumas vezes deixaram de comprar medicamentos por falta de dinheiro. Também se percebe que os entrevistados não possuem o costume de analisar preços, já que a maioria afirmou não ter pesquisado preços em outras farmácias, 73%.

Ainda como impacto dos preços, se observa que medicamentos genéricos, por serem geralmente mais baratos, foram os produtos mais adquirido pelos consumidores, com 66%, seguido por medicamentos de marcas (42%) e não medicamentos (27%), lembrando que os consumidores podem adquirir mais um tipo de produto por ida à farmácia.

Também se observa que se tem uma relutância desse público em utilizar serviços farmacêuticos, sendo que apenas 17% dos entrevistados afirmaram ter utilizado algum serviço do tipo nos últimos 90 dias.

Além disso, mesmo com a necessidade de isolamento social, 91% desses consumidores afirmaram que realizam compras de forma presencial. Já compras por WhatsApp ou APPs são utilizadas por 16% dos participantes, 14% usam telefones e apenas 4% sites.
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Destaque Diário do Rio Notícias Saúde

Começa vacinação contra a gripe de idosos com 70 anos ou mais no Rio

Começou nesta segunda-feira (24) a vacinação contra a gripe de idosos com 70 anos ou mais. Nesta etapa da campanha, até o dia 14 de junho serão imunizadas as pessoas com 60 anos ou mais, respeitando a faixa etária por semana.

– 24/05 a 31/05 – Idosos com 70 anos ou mais

– 31/05 a 07/06 – Idosos com 65 anos ou mais

– 07/06 a 14/06 – Idosos com 60 anos ou mais

Após os idosos, será iniciada, no dia 14 de junho, a aplicação das doses da vacina contra a gripe nos grupos prioritários, que contemplam trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades e com deficiência, profissionais de educação, caminhoneiros, transportes coletivos e de longo percurso, portuários, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas.

Como ainda não há estudos sobre possíveis efeitos das vacinas contra a gripe e Covid-19, quando tomadas simultaneamente, a recomendação é que haja um intervalo de 14 dias entre a aplicação dos dois imunizantes.

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Destaque Diário do Rio Notícias Rio Saúde

Número de internações e de mortes de idosos tem queda no Rio com vacinação

Da Agência Brasil 

De janeiro a março deste ano, as internações e mortes de idosos com mais de 80 anos diminuíram no estado do Rio. Segundo levantamento da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, nesse período, houve queda de 49% nas internações e de 44% nos óbitos decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de pacientes acima de 90 anos. Entre os idosos com idade acima de 80 anos, as mortes diminuíram 22% e as hospitalizações, 33%.

A principal avaliação  é que o início da vacinação para essa faixa etária tenha causado a redução de internações e óbitos.

O secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves, disse que, desde o primeiro lote de vacinas chegou ao estado, a secretaria buscou enviar, de forma rápida, as doses aos municípios.”Toda nossa operação logística é feita pensando no resultado, na ponta, na vida de cada cidadão. Constatar esta redução de óbitos e internações, com pouco mais de dois meses de vacinação, associada a outras medidas, nos dá esperanças da reversão do cenário atual da epidemia”, afirmou.

Até o momento, 329.062 idosos com 80 anos ou mais foram vacinados no estado do Rio. Até a manhã desta segunda-feira (5), 1.316.104 pessoas tinham sido vacinadas e 374.909, recebido a segunda dose. A expectativa é que nos próximos dias nova remessa de vacinas seja entregue ao estado pelo Ministério da Saúde.

A subsecretária de Vigilância em  Saúde, Cláudia  Mello, disse que, mesmo com números positivos, os dados registrados continuam sendo analisados para fundamentar os resultados da vacinação. Ela destacou que a pandemia continua e que as medidas de restritivas e de prevenção serão mantidas, como o uso obrigatório de máscara, a frequente higienização das mãos e o distanciamento social. “Precisamos continuar avaliando esses dados para que tenhamos informes cada vez mais precisos”, afirmou.

Variantes

Na semana passada, a Secretaria de Saúde iniciou um dos maiores sequenciamentos de variantes da covid-19 do país. Com investimento de R$ 1,2 milhão, o estudo vai analisar 4.800 amostras nos próximos seis meses, com o objetivo de monitorar a evolução das variantes da covid-19, melhorar ações epidemiológicas e possibilitar a ampliação precoce de números de leitos e de medidas restritivas, além de identificar a incidência das novas cepas na população fluminense.

O estudo, que procura entender melhor as modificações sofridas pelo SARS-CoV-2, vai analisar 400 amostras a cada 15 dias. Atualmente, está na fase de compra de insumos e separação de amostras. O objetivo é que os primeiros vírus sejam sequenciados na segunda quinzena de abril.

O estudo é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj)  – com recursos de R$ 1,2 milhão – e conta ainda com a parceria do Laboratório Nacional de Computação Científica, do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Laboratório  Central (Lacen), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio.

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Cultura Destaque Diário do Rio Notícias

Secretaria de Envelhecimento lança primeiro concurso de poesia para idosos

Com o tema “Envelhecer é…”, o projeto “Mais Cidade” lança o primeiro Concurso de Poesia da Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida voltado para idosos. O projeto quer saber o que é envelhecer sob o olhar da sua poesia.

Poderão participar do concurso as pessoas de 60 anos ou mais que residam na cidade do Rio de Janeiro.

Os interessados deverão enviar vídeos de até dois minutos com a poesia ou um texto de até 30 linhas. Todos de autoria própria. As inscrições e o material podem ser enviados entre os dias 05 e 16 de abril para o número de WhatsApp 96518-2106. O edital do concurso será encaminhado ao participante no ato da inscrição.

Em parceria com a Rio Star, os primeiros colocados ganharão um par de ingressos para a maior roda gigante da América Latina. Os critérios utilizados pela banca são a originalidade e criatividade. Além disso, todos os inscritos também irão ganhar um certificado digital de participação.

“Com o desejo de superar esse momento, desenvolvemos ações e parcerias utilizando as mais diversas plataformas digitais. As ações do projeto Mais Cidade são fundamentais para ampliar a visão cultural da nossa cidade”, disse o secretário da pasta, Junior da Lucinha.

O projeto “Mais Cidade” consiste em garantir o direito à cidade, oportunizando o acesso à população atendida pela secretaria através de visitas a espaços culturais, turísticos, artísticos e de lazer, incentivando o convívio coletivo, contribuindo para a qualidade de vida e estimulando os valores sociais e culturais inerentes ao desenvolvimento da autonomia.

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Rio inicia vacinação para idosos a partir dos 89 anos

 

Começou nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, a semana de vacinação contra a Covid-19 para os idosos de 85 a 89 anos., começando pelas pessoas  de 89, na segunda, e reduzindo a idade por ano a cada dia, conforme foi feito na semana passada. E no sábado, 13, será o dia de vacinar quem não pôde se imunizar durante a semana.

Além das clínicas da família e centros municipais de Saúde da Cidade do Rio, houve neste sábado, dia 06,  vacinação em postos drive-thru na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão; no CMS Belizário Penna, em Campo Grande; no CMS Manoel Guilherme da Silveira, em Bangu; no Engenhão, em Engenho de Dentro; no Parque Madureira; no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca; na Policlínica Lincoln de Freitas Filho, em Santa Cruz; no Sambódromo, em Santo Cristo; e na UFRJ, na Praia Vermelha.

Com exceção dos postos da UERJ e do Parque Olímpico, que estão abertos , vacinando, de segunda a sábado, os demais funcionam somente aos sábados, das 8 às 12 horas.

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 Mais de 1.300 idosos foram vacinados nos postos drive-thru no Rio

 

Para alegria de muitos idosos cariocas e de suas famílias, a chuva forte deu uma trégua na manhã do sábado, 6 de fevereiro, tornando possível a vacinação da população acima dos 90 anos no sistema drive-thru. A ação, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS),  contou com o apoio de diversos órgãos da Prefeitura do Rio. Das 2.605 pessoas vacinadas neste sábado, 1.337 foram na modalidade drive-thru.

Já na primeira semana de funcionamento do posto da UERJ, que funciona de segunda a sexta-feira, entre os dias 1 e 5, foram 3.341 vacinados. Também já foram ministradas 3.503 doses em domicílio para idosos acamados.

A novidade é que o posto do Parque Olímpico passa a funcionar também de segunda a sexta, das 9 às 15 horas, já a partir do dia 8. Nele haverá vacinação no modo tradicional, para pedestres, e pelo drive-thru. O superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Márcio Garcia, falou sobre a continuidade da campanha com esse sistema de atendimento: “São drive-thru espalhados pela cidade, com vacinação super tranquila, rápida, cômoda e com segurança”.

Nova faixa etária contemplada: idosos de 85 a 89 anos 

Na semana que vem, é a vez de os idosos de 85 a 89 anos serem vacinados, começando pelos de 89, na segunda-feira, 8 de fevereiro, e reduzindo a idade por ano a cada dia, conforme foi feito na semana passada. E no sábado, 13, será o dia de vacinar quem não pôde ir durante a semana.

Além das clínicas da família e centros municipais de Saúde da Cidade do Rio, houve neste sábado vacinação em postos drive-thru na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão; no CMS Belizário Penna, em Campo Grande; no CMS Manoel Guilherme da Silveira, em Bangu; no Engenhão, em Engenho de Dentro; no Parque Madureira; no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca; na Policlínica Lincoln de Freitas Filho, em Santa Cruz; no Sambódromo, em Santo Cristo; e na UFRJ, na Praia Vermelha. Com exceção dos postos da UERJ e do Parque Olímpico, os demais funcionam somente aos sábados, das 8 às 12 horas.

Foto: Prefeitura RJ

 

 

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Destaque Saúde

ONG leva atividade física virtual gratuita a idosos de comunidades

A Covid-19 causou uma mudança radical na vida das pessoas, e entre os idosos a ameaça da doença se fez sentir de forma mais aguda. Como estão entre aqueles que correm maiores riscos se forem contaminados pelo novo coronavírus, a necessidade de isolamento forçou desde a suspensão de tratamentos para evitar idas ao hospital até o fim de atividades ao ar livre – interrompendo exercícios físicos. A consequência disso foi não só um sedentarismo muito prejudicial como um aumento no sentimento de solidão.

Para aliviar essa condição, o Instituto Sempre Movimento (ISM) lançou o programa Envelhecer Sustentável, de promoção de saúde para idosos em ILPIs (Institutos de Longa Permanência de Idosos) e comunidades em diversos pontos do país. O programa, que leva atividades físicas on-line para esse público, foi lançado no dia 15/09, na Morada São João – no centro da capital paulista -, a maior instituição pública de acolhimento do Estado, com 210 moradores. A atividade ainda foi transmitida ao vivo para as comunidades João XXIII e Vila Nova Curuçá (regiões Oeste e Leste de São Paulo, respectivamente) e outras em Guarulhos e Itapevi (ainda em SP), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ).

“É marcante ver como o movimento transpõe limites sociais e estruturais. Estávamos lá chegando em casebres com condições muito simples, mas absolutamente imbuídos de um propósito para entregar o melhor em saúde para todos”, diz a diretora do Instituto, Amanda Costa. Atualmente, cerca de 60 idosos acompanham as aulas on-line semanalmente. São moradores de São Paulo capital (zonas oeste e leste), Itapevi, Guarulhos, Santo André, Barueri, Caraguatatuba, Jacareí e São José dos Campos (SP), João Pessoa e Campina Grande (PB), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Nova Bassano (RS), Maringá (PR), Belém do Pará e Mosqueiro (PA).

 

Foto: Reprodução
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O projeto conta com seis professores voluntários e a meta é oferecer as sessões on-line de atividade física de forma continuada a 100 idosos, atendendo pessoas em todos os estados do Brasil. As aulas acontecem por meio de ferramentas de conferência on-line e são ministradas duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, às 14h, com o professor orientando toda a turma remotamente. Trata-se, portanto, de um programa desenvolvido para colher frutos de uma velhice saudável e funcional.

O grupo de participantes tem conexão de internet em casa e equipamento para assistir às aulas – seja pelo computador ou celular. Daí, basta o participante clicar no link que recebe e entrar na conferência no dia e hora marcados. “Oferecemos um programa que consiste em atividades físicas de forma regular, duas vezes por semana, com professores que prestam o melhor programa de atividade física, algo a que esses idosos não teriam acesso”, diz Amanda. A ONG busca parceria ainda com operadoras de telefonia, para que mesmo idosos que hoje não contem com conexão à internet em casa possam participar.

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A diretora do ISM destaca que os professores são profissionais que atendem algumas das principais redes de academias do país, como Cia Athletica e Competition. “Os professores se entusiasmaram tanto com a iniciativa que, por eles, daríamos aulas a cem vezes mais idosos”, conta. Os idosos são escolhidos por lideranças das comunidades, e muitos deles já eram atendidos pelo Instituto Sempre Movimento antes da pandemia. Para ingressar no programa, todos passaram por uma avaliação prévia chamada “Health Analytics”, com equipe especializada, para entender as demandas físicas e clínicas e determinar pontos para análise de evolução nos quesitos de saúde.

Amanda diz que o programa também vai oferecer palestras educacionais com médicos e professores renomados, como o obstetra e ginecologista Marco Antonio Lenci, do Hospital Israelita Albert Einstein e do renomado professor de educação física Márcio Atalla, além de doação de suplementos vitamínicos.

Cuidado para além da pandemia

Amanda afirma que o projeto não é uma iniciativa pontual: o programa de atividades físicas vai continuar mesmo depois que o isolamento social tiver acabado. O Instituto Sempre Movimento foi a primeira organização do terceiro setor a atuar na prestação de auxílio a ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos). No início da pandemia, as ações contavam com poucas doações de insumos como álcool em gel, barras de sabonete, máscaras, luvas, face shields e toucas. O material era levado para instituições tanto públicas como filantrópicas e privadas, nas periferias de São Paulo. “Das 40 iniciais, avançamos hoje para 140 em SP, na capital, no interior e no litoral, com mais de 5.800 pessoas em situação de vulnerabilidade”.

O mapeamento das ILPIs mais necessitadas foi feito com apoio da promotora do Idoso do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), Cláudia Maria Beré. “Muitas vezes, esses locais contam apenas com os recursos que levamos a eles. Não se pode tratar e cuidar de idosos em regiões carentes apenas nos momentos de urgência. A luz que se apontou para a situação dessa população por conta da pandemia precisa continuar apontada para eles, que formam uma população das mais desassistidas. Estamos falando que o envelhecimento não é apenas um fenômeno biológico, mas uma categoria social, e como tal deve ser tratada”.

O ISM ainda atua em parceria com o Hospital Samaritano e o Instituto Horas da Vida na prestação de atendimento sustentado a 20 ILPIs na periferia de São Paulo, alcançando 600 idosos. Nesse trabalho, desenvolvido há mais de seis meses, são entregues testes PCR para Covid-19 (realizados tanto nos idosos como nos cerca de 240 funcionários que trabalham nessas unidades), EPIs e álcool em gel, e é feita a desinfecção de cada local. Além disso, oferecem palestras e orientação, monitoramento periódico nos locais e mantêm centrais de enfermagem.

Costureiras

O Instituto também vem promovendo uma ação de geração de renda para costureiras idosas em Paraisópolis: a ONG custeia a produção de máscaras de tecido, que são distribuídas nas ILPIs. “Com isso, você gera renda que se reverte em atividade econômica para toda uma comunidade: elas fazem compras nas mercearias locais, que compram de fornecedores, que empregam pessoas. É um ciclo virtuoso”. O material para a confecção das máscaras é doado por outras oficinas de costura da capital paulista, então as costureiras de Paraisópolis não têm custo. A ação já produziu 4 mil máscaras. “Temos lá costureiras que ficaram absolutamente sem renda. Prontas para trabalhar, profissionais habilidosas. É preciso não deixar essa roda parar”.

Parceiros

Ela destaca o apoio conquistado desde o início da ação: “No início, tínhamos de pedir tudo. Era bater de porta em porta, e o apoio era muito pouco”. Mas o esforço encontrou reconhecimento de parceiros como BMW, que ofereceu os veículos para o transporte dos insumos às instituições. Além disso, a Droga Raia forneceu o álcool em gel e a Hypera Farma forneceu vitamina D para reforçar o sistema imunológico dos idosos.

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Alessandro Monteiro | Circuito Carioca Destaque

Editora Laszlo lança livro que ensina o caminho para envelhecer com saúde

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e cuidar da alimentação é um dos meios para se ter uma vida longeva e ativa. Com o passar do tempo, o corpo começa a nos mostrar que a energia dos 20 e poucos anos ficou para trás, é quando dores e um ou outro problema de saúde surgem com mais frequência. Mas muito dos males que acometem às pessoas com o passar dos anos podem ser evitados com a mudança de hábitos e estilo de vida.

Conhecer as respostas do corpo através do que oferecemos para ele – seja pela alimentação ou do próprio meio em que se vive – pode evitar 90% das doenças e sinais de envelhecimento ao qual estamos sujeitos a vivenciar. É esse o tema do lançamento da Editora Laszlo, “Mais jovem pelos seus genes”, da autora Sara Gottfried. O título aborda os efeitos da epigenética e o quanto a saúde e o bem-estar podem andar juntos com a maturidade a partir do nosso investimento em autocuidado.

Cientista, pesquisadora, palestrante, professora de yoga e médica ginecologista formada em Harvard, Sara Gottfried tem mais de 25 anos de experiência. É autora de livros que frequentemente ocupam as listas dos mais vendidos do The New York Times e da Amazon.

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A obra apresenta um programa de sete semanas, composto de um conjunto de propostas relacionadas à alimentação, ao sono, ao movimento, ao relaxamento, à exposição, ao descanso e ao pensamento. Depois desse período, o protocolo “Mais Jovem” funciona de forma contínua para manter as células se dividindo para sustentar os mecanismos de reparo do DNA e para reduzir suas chances de uma doença degenerativa, por exemplo. “Ao longo da vida, as influências mais profundas para a sua saúde, vitalidade e funcionamento não serão os médicos que você visita, os remédios e as cirurgias e outras terapias as quais você recorre. As influências mais profundas serão os efeitos cumulativos das decisões que você toma a respeito da sua dieta e estilo de vida na expressão de seus genes”, define o nutricionista genético Jeffrey Bland, que assina uma das citações do livro.

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Destaque Economia

Medo do desemprego é maior entre mulheres e jovens

O medo do desemprego entre as mulheres é bem superior ao dos homens, mostra indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quarta-feira (14). O Índice de Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida é uma publicação trimestral da CNI e nesta edição entrevistou 2 mil pessoas em 127 municípios do país, entre os dias 17 e 20 de setembro. 

O indicador de medo do desemprego no público feminino ficou em 62,4 contra 46,8 no público masculino, uma diferença de 15,6 pontos. O medo do desemprego também é maior entre os jovens, especialmente aqueles na faixa dos 16 aos 24 anos (57,9), e o da faixa seguinte, entre 25 e 34 anos (57,3). Esse indicador também é maior entre a população que reside no Nordeste (61,2) e os que recebem até um salário mínimo (65).

Apesar dos graves impactos econômicos da pandemia de covid-19, o medo do desemprego na população em geral ficou em 55 pontos, uma queda de 1,1 ponto na comparação com dezembro de 2019.

“A partir do fim do primeiro trimestre de 2020, as medidas de proteção adotadas no período contribuíram para conter o desemprego e aumentar a segurança no emprego. Possivelmente, a transferência de renda às famílias também contribuiu para esse resultado. Por fim, a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas nos últimos meses tem impactado positivamente a formação de expectativas dos agentes, que, em um primeiro momento, esperavam por uma recuperação econômica mais lenta”, avalia a CNI.

Satisfação com a vida

Já o índice de satisfação com a vida cresceu ligeiramente entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, passando de 68,3 para 68,5 pontos. A satisfação com a vida aumenta à medida que a renda também aumenta. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, esse valor é 72,8 pontos, enquanto quem tem renda de até um salário mínimo registrou pontuação de 65,7.

O indicador também é melhor entre os homens (70 pontos) na comparação com as mulheres (97,1).