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Nova variante do coronavírus é identificada no estado do Rio

Da Agência Brasil

Uma nova linhagem do coronavírus, originária da B.1.1.28, foi detectada no município fluminense de Porto Real, divisa com o estado de São Paulo. Nomeada como P.5, a linhagem tem a mesma estrutura da cepa original, porém sofre mutações no spike, como é conhecida a coroa do vírus que se liga à célula. A informação foi divulgada hoje (22) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

“Dezenove casos da mesma variante já foram localizados no estado de São Paulo e, até o momento, não é possível afirmar que ela seja mais letal ou transmissível”, informou a secretaria, em nota.

A descoberta ocorreu graças ao monitoramento genômico da Rede Corona-Ômica-RJ. O estudo faz parte de uma parceria entre Secretaria de Saúde, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Laboratório Central Noel Nutels, da Fiocruz, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Os dados do monitoramento mostram ainda que a linhagem P.1 (Brasil) continua sendo a mais frequente no estado. Além disso, registrou uma baixa frequência da VOC B.1.1.7 (Reino Unido) e o declínio da P.2, desde novembro do ano passado.

A Secretaria de Saúde ressaltou que, independentemente da cepa do vírus ou linhagem, as medidas de prevenção e os métodos de diagnóstico e tratamento da covid-19 seguem os mesmos. Sendo assim, não há alteração nas medidas sanitárias já adotadas como uso de máscaras, álcool em gel e lavagem das mãos. A secretaria lembra que também é necessário evitar a aglomeração.

“Além disso, é importante os municípios continuarem avançando no processo de vacinação contra a covid-19 e que a população retorne para receber as segunda dose. Apenas assim, é possível alcançar a completa eficácia da vacina. Estudos mostram que todas as vacinas disponíveis no Brasil são eficazes contra as variantes identificadas até o momento”, concluiu a nota.

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Brasil atinge marca de 500 mil mortos pela covid-19

O Brasil atingiu neste sábado (19) a marca de 500 mil pessoas mortas em decorrência da Covid-19.

O total exato é de 500.022, e o número de casos confirmados é 17.822.659, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia no Brasil. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgou, via redes sociais, uma nota na qual lamenta a morte de meio milhão de brasileiros.

Em sua conta no Twitter, Queiroga diz prestar solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos.

“500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo. Trabalho incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível e mudar esse cenário que nos assola há mais de um ano”, postou o ministro.

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Rio teve queda de óbitos por covid-19 em maio, aponta mapa

Da Agência Brasil

O estado do Rio de Janeiro registrou queda no número de óbitos por covid-19 na 20ª semana epidemiológica do ano, compreendida entre os dias 16 e 22 de maio. As mortes caíram 25% em relação à 18ª semana epidemiológica, que vai de 02 a 08 de maio.

Na comparação com os dois períodos, também houve redução de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), complicação cuja alta incidência desde o ano passado é decorrente da covid-19. A ocupação de leitos caiu 21%.

Os dados constam no novo mapa de risco divulgado hoje (11) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). Diante dos números, a pasta manteve a bandeira laranja, que significa risco moderado.

Também não houve alteração na classificação de nenhuma região. Apenas o Norte Fluminense se situa na bandeira amarela, com baixo risco. As outras oito regiões registram risco moderado ou alto. A região metropolitana I, que abrange a capital e a Baixada Fluminense, está classificada na bandeira vermelha, com risco alto.

O mapa é usado para auxiliar os gestores públicos na tomada de decisão e serve de referência para a adoção de medidas restritivas. Segundo a SES-RJ, em todo o estado, estão ocupados 83% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 56% dos leitos de enfermaria.

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Boletim mostra queda da taxa de letalidade por covid-19 no Rio

Da Agência Brasil

A nova edição do boletim epidemiológico do Rio de Janeiro mostra queda da taxa de letalidade da letalidade da covid-19 no município em comparação à do ano passado. Em 2020, morreram 18.559 das 204.707 pessoas que contraíram a doença, o que representa 9,1%. Neste ano, foram 126.231 casos e 8.108 mortes na capital fluminense. A taxa de 2021, portanto, é de 6,4%.

Os dados constam no boletim epidemiológico da 22ª semana epidemiológica, apresentado hoje (4) pela prefeitura. É a primeira vez que o relatório divulga separadamente os números de 2020 e 2021, permitindo as comparações. As informações também estão disponíveis para consulta no painel online.

A taxa de letalidade do Rio tem se mantido bem acima da média nacional desde o ano passado. Atualmente, o painel do Ministério da Saúde mostra índice de 2,3% para todo o país. Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam que percentuais muito altos podem indicar falta de atendimento adequado para quadros mais graves ou baixo número de testes, o que gera subnotificação principalmente de casos leves, interferindo no cálculo da letalidade.

O boletim da prefeitura mostra que houve um salto significativo na média de exames feitos pela rede municipal de saúde desde novembro de ano passado, o que pode ter reflexos na taxa de letalidade. Além disso, a queda ocorre em meio ao avanço da vacinação, iniciada em janeiro deste ano. Segundo o boletim, 33% da população já tomou a primeira dose da vacina e 14,3%, a segunda.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, a qualidade do atendimento na rede pública de saúde melhorou. “Como eu disse muito ao longo do ano passado, o Rio tinha uma taxa de letalidade que era o dobro da cidade de São Paulo. As pessoas contraíam a doença e, quando ficavam graves, acessavam a rede pública, não eram bem atendidas e acabavam indo a óbito.”

Paes disse que nem sempre se consegue impedir que as pessoas peguem a doença e cheguem ao estado grave, mas destacou que o trabalho da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) contribuiu para que se salvassem mais vidas. “As pessoas têm um atendimento melhor e, claro, tem aí um ganho de aprendizado das equipes de saúde. No início era tudo muito desconhecido”, avaliou.

A redução do número de óbitos é notada desde a 15ª semana epidemiológica, em meados de abril. “É o que esperamos da vacina. Vamos continuar tendo síndrome gripal e casos mais leves, mas o que de fato esperamos é a queda dos casos mais graves e a redução dos óbitos. A vacina até impede o adoecimento, mas também tem um percentual de pessoas que podem adquirir o vírus. E o que se espera é que não se agrave e não evolua para óbito”, disse o superintendente de Vigilância em Saúde da SMS, Márcio Garcia.

A incorporação de dados de testagem foi outra novidade nesta edição do relatório. “Como já anunciamos, desde o início de janeiro, incorporamos o teste rápido de antígeno, que, em 15 ou 20 minutos, dá o resultado. O teste está disponível em todas as unidades de saúde. E o gráfico mostra uma boa representatividade dele em 2021. Estamos fazendo mais testes de antígeno do que o PCR. São os dois melhores disponíveis para o diagnóstico de covid, mas o PCR leva dois ou três dias para ter o resultado”, enfatizou Garcia.

Apesar da queda no número de mortes, o boletim indica que todas as regiões da cidade permanecem classificadas como de risco alto de transmissão. Foi considerando o conjunto de dados em que foram prorrogadas, até 14 de junho, medidas restritivas como as limitações de ocupação impostas para o funcionamento de bares e restaurantes e a proibição de abertura de boates e casas de festa.

A meta de vacinar toda a população maior de 18 anos até o fim de outubro, conforme divulgado no mês passado está mantida. Como os grupos prioritários já foram atendidos, começou nesta semana a imunização do público em geral. A ordem estabelecida pelo calendário da SMS leva em conta o critério de idade. Até o fim de junho, espera-se alcançar as pessoas de 51 anos.

Pouco após a apresentação do boletim, Paes divulgou um comunicado nas redes sociais anunciando a antecipação da vacinação para pessoas de 55 e 54 anos, que poderão receber a primeira dose já na próxima semana. No calendário anterior, essa faixa etária seria contemplada apenas a partir do dia 16 de junho.

Além disso, na quarta-feira (9) poderão ser vacinados os profissionais de educação. A prefeitura quer concluir a aplicação da primeira dose em todos eles o mais breve possível. O plano do município é que as aulas estejam normalizadas no segundo semestre.

Novo perfil de internados

Atualmente, a taxa de ocupação de leitos na rede pública municipal é de 65%. São 1.304 pessoas internadas. O boletim mostrou uma mudança de perfil desse público, com redução nos percentuais de idosos.

Em janeiro, 16,7% dos ocupantes de leitos na rede pública do município tinham entre 80 e 89 anos. No mês passado, o percentual caiu para 7,3%. Houve queda também nas faixas etárias entre 70 e 79 anos (de 23% para 11,3%) e entre 60 e 69 anos (de 23,7% para 18,1%).

Em consequência, o percentual de internados de faixas etárias mais baixas aumentou. As pessoas entre 50 e 59 anos, por exemplo, representam 46,2% dos ocupantes de leitos na rede pública. Em janeiro, eram 22,5%. “Com o início da vacinação por idade, esperamos ver uma redução das internações e de casos graves e óbitos em todas as faixas etárias”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

De acordo com o secretário, o percentual de internados idosos deve continuar em queda. “No público acima de 60 anos, os números não caem mais porque ainda temos muita gente internada com covid cronicamente, desde antes da vacina. Conforme essas pessoas forem tendo alta, o percentual de internados vai se reduzir ainda mais nessas faixas etárias”, afirmou.

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Governo do RJ lança auxílio emergencial de até R$ 300; pagamentos começam no sábado

O Governo do Estado do Rio de Janeiro lançou, na quarta-feira (2), o SuperaRJ, programa que vai beneficiar mais de 355 mil famílias (cerca de 1,4 milhão pessoas) que vivem na pobreza e extrema pobreza e que perderam os empregos durante a pandemia da Covid-19. Nessa primeira etapa, conforme o governo, 42.569 famílias já começam a receber, no próximo sábado (05), o auxílio emergencial de R$ 200, com acréscimo de R$ 50 para cada filho, limitado a dois menores. O programa também prevê crédito para microempresas e trabalhadores individuais que buscam reaquecer negócios que foram afetados pela pandemia.

Nos primeiros dias, as entregas dos cartões para pessoas beneficiadas da Região Metropolitana serão realizadas nas quadras das escolas de samba dos grupos Especial e de Acesso. Nesses locais, haverá serviços à disposição da população, como emissão de documentos e atendimento para micro e pequenos empresários. No interior, os cartões começam a ser entregues no dia 8 de junho. A previsão inicial de investimentos é de mais de R$ 86 milhões por mês. A partir do dia 25, o governo inicia o pagamento de cerca de 315 mil desempregados, investindo mais de R$ 77 milhões por mês.

Os beneficiados já podem realizar seus cadastros no site www.superarj.rj.gov.br, que foi desenvolvido pelo Proderj, para receber, por mensagem de celular, as datas e os locais para a retirada dos cartões. O governo também lançou um Call Center para que os contemplados possam tirar dúvidas 0800 071 7474.

“O enfrentamento à pobreza é a principal meta do SuperaRJ. Nós queremos ver a população atendida. É necessário olhar para os pobres, para aqueles que não têm suas necessidades básicas supridas. O isolamento e o desemprego trouxeram essa situação de forma mais crítica e tenho certeza que esse auxílio vai mudar a realidade das pessoas”, destacou o governador Cláudio Castro.

O Governo do Estado diz que está realizando capacitações para que os servidores atendam aos beneficiados em todos os postos de distribuição espalhados pelos municípios fluminenses. Estão envolvidas nas classificações as secretarias de Trabalho e Renda, Educação e Desenvolvimento Social, além do Detran e da Faetec. São mais de 2 mil pessoas envolvidas na operação, com o apoio de 810 componentes de escolas de samba.

Financiamento para micro e pequenos empresários

No SuperaRJ, o financiamento pode chegar a até R$ 50 mil para micro e pequenas empresas e até R$ 5 mil para autônomos e profissionais informais. O prazo máximo é de 60 meses, com carência variando de seis a 12 meses. Os contratos serão firmados pela Agência Estadual de Fomento (AgeRio). Sem juros, os créditos serão financiados pelo Fundo Estadual de Fomento ao Microcrédito Produtivo Orientado para Empreendedores (Fempo). No total, serão investidos, inicialmente, cerca de R$ 150 milhões. Os créditos podem começar a ser solicitados no site www.agerio.com.br.

Protocolo com as escolas de samba

Durante o lançamento do programa, o governador assinou o protocolo de intenções com a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e com a Liga Independente do Grupo A (Liga RJ) para a cooperação operacional das agremiações na implantação do SuperaRJ.

O objetivo é que a população encontre nas estruturas físicas das escolas de samba núcleos organizados para cadastramento, orientação e entrega dos cartões de benefício. O prazo de vigência deste Protocolo de Intenções será de três meses contados partir da assinatura, podendo ser prorrogado.

Quem pode receber o auxílio

– Inscritos no Cadastro Único de Pessoas Sociais (CadÚnico), nas faixas de pobreza ou extrema pobreza
– Pessoas com renda familiar per capita igual ou inferior a R$ 178
– Morador do Estado do Rio de Janeiro
– Maior de 18 anos, exceto no caso de mães adolescentes
– Cidadãos com o CPF regularizado
– Quem perdeu o emprego formal com salário de até R$ 1.501, a partir de 13 de março de 2020, sem fonte de renda

Quem NÃO pode receber

– Beneficiários do Bolsa Família ou de qualquer auxílio emergencial federal ou municipal
– Quem recebe benefícios previdenciários, assistenciais ou trabalhistas, como pensão, aposentadoria e seguro-desemprego
– Pessoas com renda, no ano de 2020, igual ou superior a R$ 28.559, 70

Quem pode solicitar financiamento

–  Micro e pequenas empresas
– Cooperativas e associações de pequenos produtores
– Microempreendedor individual
– Agricultores familiares
– Profissionais autônomos, inclusive agentes e produtores culturais
– Empreendimentos da economia popular solidária
– Costureiras, cabeleireiros, manicures, esteticistas, maquiadores, artistas plásticos, sapateiros, cozinheiros, massagistas, empreendedores sociais, empreendedores que atuam em comunidades e negócios de impacto social.

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Carlos Augusto | Opinião Diário do Rio Notícias do Jornal Política

A CPI da Cloroquina: The End

A tão esperada inquisição do ex-ministro Pazuello vazou água. Esperavam os “guardiões” da honestidade e da moralidade, os senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho e Omar Aziz, arrancar no depoimento do Pazuello alguma situação que pudesse ser utilizada para pedirem a cabeça do Presidente Bolsonaro.

Como já era esperado, nada foi dito ou nada que pudessem incriminar as ações do governo federal no combate a pandemia. Por outro lado, esses mesmos “guardiões” estão atuando fortemente para que a CPI não chegue aos estados e municípios para apurar onde foi parar a dinheirama que foi remetida pelo governo federal para combater a pandemia da Covid-19.

Primeiramente, eles, os “guardiões”, insistiram em culpar o governo e todos aqueles que defendem o tratamento precoce com o uso da Hidroxicloroquina, Ivermectina e Azitromicina, na administração de doses de forma profilática para a redução de mortalidade. Entretanto, sabemos que esses medicamentos não são recomendados na fase avançada da doença.

Como até agora não foi comprovado nenhum tipo de negligência do governo federal, frustrados, os integrantes da CPI contrária ao governo federal mudaram a estratégica e tentaram (e ainda tentam) responsabilizar o governo federal pelas centenas vítimas no Brasil e, sobretudo, pelas mortes ocorridas no Estado do Amazonas.

O Senador Randolfe Rodrigues, desesperado por incriminar o ex-ministro Pazuello, chegou ao ridículo de questionar a suposta ajuda do governo de Nicolás Maduro, da Venezuela, que teria oferecido auxílio ao Brasil com a liberação de cilindros de oxigênio. Sabemos que a situação de fome, miséria, violência e óbitos tem sido recorrente no dia-a-dia do povo venezuelano. Sem sombra de dúvidas, a atitude do Maduro foi uma provocação ao Brasil e, da mesma forma, a atitude do senador durante a inquisição do Pazuello.

Também sabemos, porque é público e notório, que o povo cubano está passando por uma situação muito delicada, e porque não dizer caótica, em relação à pandemia e à economia. Se há condições do governo venezuelano em promover ajuda a outros povos, com certeza absoluta, deveria ajudar ao revolucionário povo cubano.

Essa CPI, assim como todas as outras, tende acabar em “pizza”, enquanto esses “guardiões” da honestidade insistirem em atuar politicamente, direcionando todas as baterias contra o governo federal.

Essa CPI, para não acabar em “pizza”, tem que investigar os Estados e Municípios, começando pelo Pará, Alagoas, Amazonas, Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo. Tem que investigar e colocar no xilindró os governadores e prefeitos corruptos e assassinos que desviaram milhares de reais destinados ao combate da pandemia. Esses sim são os verdadeiros responsáveis por mais de 450 mil mortes. Precisam ser investigados pela CPI!

Carlos Augusto (Carlão)
Jornalista, sindicalista e advogado

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Carlos Augusto | Opinião Notícias do Jornal Política

A CPI da Cloroquina

De repente, todo mundo virou médico e cientista. São os ministros de “capa preta” dando ultimatos absurdos e inconstitucionais a ANVISA ao autorizarem os estados, os municípios e o Distrito Federal a importar e distribuir vacinas contra a Covid-19 que foram registradas por autoridades sanitárias estrangeiras e liberadas para distribuição comercial nos respectivos países, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não observe o prazo de 72 horas para a expedição da autorização.

A grande imprensa escrita e televisiva, que se posiciona contrária ao governo federal, tem os seus repórteres durante 24 horas por dia, há 360 dias, com o mesmo discurso: “O tratamento precoce não tem comprovação científica”. Os políticos oposicionistas, também com o mesmo discurso inventaram, com o apoio dos 11 da “capa preta”, a CPI da Covid.

Com a convicção de que o povo brasileiro não tem memória, a tal Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), envolvido em corrupção em investigação do Ministério Público Federal sobre desvios de mais de R$ 260 milhões em recursos da saúde no Estado do Amazonas. O senador está com bens bloqueados, passaporte retido em razão dessas investigações promovidas na operação “Maus Caminhos”, considerada por muitos o maior escândalo de corrupção do Amazonas. A esposa do senador e seus irmãos chegaram a ser presos.

A CPI ainda tem como relator a “velha raposa” Renan Calheiros, outro corrupto envolvido em vários escândalos da “Lava Jato”, que recentemente teve arquivadas as apurações da Lava Jato pelos onze políticos do partido STF, mesmo sendo alvo de quase trinta apurações, ainda com investigações em curso.

A “raposa velha” tem seu nome vinculado a suspeitas de desvios na Transpetro, subsidiária da Petrobras, e a recebimento de propina em troca de sua atuação legislativa para atender interesses de empreiteiras. A Segunda Turma do Supremo recebeu em dezembro de 2019 parte da denúncia da PGR contra o parlamentar, sob a acusação de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Parece piada, mas esse é o relator que pediu a prisão preventiva do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten, sob a suposta alegação de que o depoente mentiu durante seu depoimento à comissão.

A postura desses senhores de conduta corrupta não tem precedentes. Se comportam como se fossem cidadãos de conduta ilibada e, com a maior “cara de pau”, estão presidindo e relatando uma CPI que tinha tudo para dar certo e apurar tudo que envolve as ações de combate a pandemia causada pela Covid-19, principalmente com relação aos prefeitos e governadores, incluindo os governos do Amazonas, Alagoas e Pará, que receberam milhares de recursos financeiros do governo federal, cujo destino desses recursos está sendo apurados pela PF.

A postura daqueles que são contrários ao governo federal demonizaram o tratamento precoce pelo uso da Hidroxicloroquina, Azitromicina e Ivermectina no combate a pandemia. Se é certo que esse coquetel de remédios não tem comprovação científica na cura da Covid-19, também não está comprovado que eles, no tratamento precoce, tenham efeitos maléficos aos contaminados. O que se sabe é que muitos contaminados que se trataram precocemente com esse coquetel de remédios se curaram.

Pelo sim ou pelo não, o fato é que não devemos descartar qualquer medicamento que possa ser utilizado contra essa pandemia que vem levando a óbito milhares de brasileiros. O que não dá é para ficar em casa e só ir ao hospital se estiver sentido falta de ar e sem paladar, como foi a orientação do então ministro Luiz Henrique Mandetta. Lembram?

Carlos Augusto (Carlão)
Jornalista, sindicalista e advogado

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Fiscais interrompem festa clandestina para 200 pessoas em Botafogo

Fiscais da Prefeitura do Rio interromperam uma festa irregular, na madrugada de domingo (16/05), que acontecia em uma boate no bairro de Botafogo, Zona Sul da cidade. No momento da chegada da equipe de fiscalização, cerca de 70 pessoas estavam no local, mas a previsão era que contasse com aproximadamente 200 clientes.

O público foi dispersado pelos agentes, o material (bebidas) apreendido e o responsável pelo evento foi multado por violação de medida sanitária. A festa foi mapeada pelo setor de inteligência da Secretaria de Ordem Pública.

Fiscalizações

Em nove dias de fiscalizações do decreto 48.845, vigente até dia 20 de maio, a Seop registou 11.416 autuações – entre multas e interdições a estabelecimentos, infrações sanitárias, multas de trânsito, reboques e apreensões de mercadorias.

Foram 357 multas aplicadas a bares, restaurantes e ambulantes e 21 estabelecimentos interditados por desrespeitarem as medidas previstas em decreto municipal.

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EUA autorizam vacina da Pfizer para faixa etária de 12 a 15 anos

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos autorizou a vacina contra covid-19 da Pfizer e da parceira BioNTech para uso em crianças a partir de 12 anos, ampliando o programa de vacinação do país.

A vacina está disponível nos EUA sob uma autorização de uso emergencial para pessoas a partir dos 16 anos. A Pfizer/BioNTech disseram que iniciaram o processo de aprovação total para essas idades na semana passada.

Nesta segunda-feira (10), a FDA afirmou que estava fazendo alterações para incluir milhões de crianças de 12 a 15 anos.

É a primeira vacina contra a covid-19 a ser autorizada nos Estados Unidos para essa faixa etária, vista como um passo importante para levar as crianças de volta às escolas com segurança.

O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu aos estados que disponibilizassem a vacina aos adolescentes mais jovens imediatamente.

“A ação de hoje permite que uma população mais jovem seja protegida da Covid-19, aproximando-nos de retornar a um senso de normalidade e acabar com a pandemia”, disse a comissária em exercício da FDA, Janet Woodcock, em um comunicado.

“Os pais e responsáveis podem ter certeza de que a agência realizou uma revisão rigorosa e completa de todos os dados disponíveis, como fizemos com todas as nossas autorizações de uso emergencial da vacina contra a covid-19.”

A maioria das crianças com covid-19 desenvolve apenas sintomas leves ou nenhum sintoma. No entanto, as crianças correm o risco de adoecer gravemente e ainda podem transmitir o vírus.

Houve surtos relacionados a eventos esportivos e outras atividades para crianças nessa faixa etária.

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Inatividade aumenta mortes por doença cardiovascular na pandemia, diz pesquisa

Da Agência Brasil

Estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a inatividade física na pandemia pode aumentar as mortes por doenças cardiovasculares em até 200 mil novos registros no longo prazo. O Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada & Nutrição, da Faculdade de Medicina, projetou em março de 2020, a partir da revisão de 50 estudos, que a falta de exercícios teve um crescimento de 50%.

Uma das pesquisas, que foi base para a análise, mostra que a falta de atividade física é responsável por cerca de 9% da mortalidade anual, resultando em cerca de 5 milhões de mortes por ano no mundo. Outros dados encontrados mostram que mesmo a inatividade de curto prazo (até um mês) pode aumentar o fator de risco para as doenças do coração.

“Nós temos dados que de fato confirmam que a inatividade física cresceu, e cresceu especialmente nos grupos clínicos que foram mais expostos a essa condição de isolamento social”, disse Bruno Gualano, professor da Faculdade de Medicina da USP. O estudo recebeu o prêmio 2020 Impact Award do American Journal of Physiology – Heart and Circulatory Physiology, por ser o artigo mais citado da revista no último ano, com 77 citações.

As informações foram utilizadas na formulação de políticas públicas. “Muitos programas de atividade física a distância, política públicas, infelizmente não no nosso país, mas em países europeus, no próprio Estados Unidos, para a promoção de atividade física.”

Gualano destacou que o exercício foi encarado pela comunidade científica e pelos tomadores de decisão como um fator de risco importante que precisava ser combatido durante a pandemia.

Recomendações

O pesquisador ressaltou que a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é a prática de 150 a 300 minutos por semana de atividade física moderada a vigorosa. “É aquela atividade que a gente faz conversando com alguém ao lado e que a gente sente uma certa dificuldade para conversar.” No Brasil, cerca de 50% da população é considerada inativa.

Ele afirmou, no entanto, que é preciso manter os cuidados para a prática diante dos riscos da covid-19. “A atividade física é essencial, mas a academia de ginástica não é. O que eu quis dizer com isso? Que a academia não é importante? Não, é importante, mas não é vital. Significa que eu consigo manter meus níveis de atividade física sem me entranhar numa academia que não traga as condições ideais de proteção”, explicou.

Efeito protetor

O grupo de pesquisa também se debruçou sobre o fator de proteção dos exercícios para as formas mais grave de covid-19. Foram avaliados 200 pacientes internados com a infecção, relacionando a condição ao nível de atividade física praticada.

“O efeito protetor da atividade física vai até a página três. Há uma resposta protetora no geral, mas para quando a gente avalia o paciente grave, com comorbidade, com obesidade, de uma idade mais avançada, com doenças crônicas associadas, que são fatores agravantes da covid, esses fatores parecem superar o efeito protetor da atividade física.”

Gualano destaca, portanto, que a recomendação é que se faça atividade física, tendo em vista que ela reforça a resposta imune do organismo e previne condições que são fatores de risco para a covid grave, como obesidade, diabete tipo 2 e hipertensão.