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Parque aquático para cães no Rio faz sucesso no verão

Verão, sol, calor… Essa é a combinação perfeita para um dia de praia ou piscina, não é mesmo? E se a gente sofre com as temperaturas altas da estação mais quente do ano e procura logo meios de se refrescar, imagine os animais de estimação. A boa notícia é que no Rio tem espaço também propício para os Pets aliviarem o calor e ainda se divertir.

Um “parque aquático” para cães (e também para os seus donos) tem ficado lotado neste verão na cidade. Montado no Recreio dos Bandeirantes, o Park Clube do Totó possui uma piscina de 400 metros quadrados e em formato de rampa (com 10cm a 1,30m de profundidade) para fazer a alegria de cachorros de todos os tamanhos. Eles podem andar, nadar e brincar com os donos, que são permitidos a entrar na água também.

O parque foi fundado há seis anos na Zona Oeste do Rio e nunca esteve tão movimentado. São em média 60 cães por dia de diferentes raças. A única exigência é que o animal seja dócil — raças consideradas mais agressivas são proibidas no local, como pit bull, american staffordshire, american bully, rottweiler, doberman, dogo argentino, fila e mastife.

Parque aquático fica no Recreio dos Bandeirantes. (Foto: Divulgação/Park Clube do Totó)

O idealizador do espaço é o Marco Antônio Marinho, mais conhecido como “Totó”. “O parque surgiu quando eu comecei a ir à praia com os meus cachorros e sempre tinha confusão. Tinha banhista que brigava e chamava a guarda municipal. Aí eu resolvi criar a piscina para os cachorros e me juntei com uns amigos pra montar o negócio”, destaca.

O clube abre em dias de sol, de terça a domingo, incluindo feriados, das 09h às 17h. O valor do ingresso para um cão com dois humanos acompanhantes é R$ 60. Para cada cão extra do mesmo dono, o preço fica R$ 40 mais caro. E um humano extra paga R$ 10.

Calor faz mal aos pets

As temperaturas muito altas fazem mal aos pets e, segunda a veterinária Mariana Santos, algumas das consequências bastante comuns são desidratação, diarreia e náusea. Há risco ainda da chamada intermação, aumento da temperatura corporal que pode levar até a morte.

A especialista diz que alguns cuidados devem ser adotados, sobretudo no verão, para evitar problemas com a saúde dos bichinhos de estimação. Afirma que as piscinas são muito bem-vindas, mas que também é possível improvisar para refrescar o calor dos animais.

“É preciso sempre oferecer bastante água fresca, evitar passeios ou exercícios muito extenuantes nos momentos de sol forte, não deixar os animais dentro do carro, viajar, de preferência, com ar condicionado ligado, não deixar os animais em quintais ou terrenos sem cobertura ou abrigo do sol. E, claro, uma piscina pode ser bem interessante, mas os donos podem colocar também uma bacia com água que eles também vão gostar muito”, diz.

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Verão, crianças e pandemia: 12 cuidados para adotar no período de férias

Estação preferida da garotada, o verão traz dúvida aos pais e atenção redobrada com a saúde e a segurança
Férias, calor, alegria e diversão. Todos esses substantivos são sinônimos do verão, estação que costuma ser a preferida da garotada em todo o país.

O período, no entanto, é repleto de perigos que demandam atenção redobrada de pais e cuidadores, como riscos de afogamento, queimadura solar, desidratação, infecção gastrointestinal, micoses de pele e outros.

Dr. Paulo Telles, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria, lembra ainda que neste ano cheio de desafios por conta da COVID-19, as crianças estão ansiosas e precisando de espaço e liberdade.

“E por isso vale ressaltar mais uma vez: não se esqueçam dos cuidados que ainda devem ser tomados pela pandemia, como evitar aglomerações, uso de máscara em espaços públicos e higiene frequente das mãos. Prefira sempre lugares abertos e ventilados, como parques, praças e praias”, destaca o médico.

Para manter as crianças seguras o pediatra pede que pais e cuidadores fiquem atentos às seguintes dicas:

Risco de afogamento

Crianças na piscina e mar devem sempre estar assistidas, usando boias e coletes adequados para a idade e tamanho, caso não saibam nadar. “Mas fique de olho o tempo todo, cuidado com distrações como o celular e bebidas alcoólicas!”

Atenção ao excesso de sol

Pode causar insolação, além dos riscos das queimaduras solares em médio e longo prazos.

Use muito protetor solar: “FPS 50 ou mais e repasse sempre que a criança for na água ou suar muito e/ou a cada 3 horas. Evite exposição nos horários de maior risco, entre 10h e 16h, em que o sol está mais forte. Chapéus e roupas com proteção UV são sempre bem-vindos”, ensina o médico.

Picadas de Inseto
Cuidado com as picadas de inseto, especialmente nas regiões endêmicas, em que insetos transmitem doenças graves. Dr. Paulo recomenda o uso de maneira adequada do repelente, conforme instruções do produto e idade da criança, e sempre por cima do protetor solar quando for usar ambos.

Beba bastante líquido
Atenção à desidratação! “Cabe aos pais, de maneira ativa, insistir para que as crianças tomem muita água ao longo do dia de diversão.”

Alimentação
Fiquem atentos à alimentação: prefira alimentos mais leves, como frutas, legumes e grelhados e evite frituras e comidas prontas na praia e parques. Lave sempre as mãos antes das refeições porque as viroses intestinais e intoxicações alimentares também são mais comuns no verão.

Atenção redobrada nas brincadeiras
Os acidentes em parquinhos aumentam no verão: cuidado com escaladas, escorregadores e brinquedos altos.

Se for pegar barcos e embarcações, deixem as crianças sempre com colete salva-vidas.

Ao usar bicicleta, patins, skate e patinete, lembre-se sempre de usar equipamentos de proteção de maneira adequada, como capacete, joelheira e cotoveleira.

Cuidado com os fungos
As infeções fúngicas de pele aumentam muito no calor. “Prefira calçados ventilados e troque as roupas úmidas com mais frequência. Dê preferência a roupas leves e claras”, ensina Dr. Paulo.

Bom sono
Mesmo nas férias, atenção ao sono e descanso adequados dos pequenos, porque de manhã precisam estar com as baterias recarregadas para mais um dia de diversão.

Atenção aos automóveis
Faça sempre a revisão do carro antes de viajar, descanse antes de dirigir e use sempre cadeiras de transporte adequados para cada faixa etária.

“Às vezes, medidas simples, como trocar o tênis pelo chinelo, passar repelente e protetor solar podem fazer toda a diferença na saúde e no bem-estar da criança e na tranquilidade e no descanso de pais e cuidadores”, conclui o pediatra.
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Chegada do verão alerta tutores para doenças parasitárias, leishmaniose, viroses e otite

Médico-veterinário lista seis dicas de como cuidar dos animais nos dias mais quentes e úmidos

Na próxima segunda-feira, 21, começa o verão, umas das estações mais aguardadas pela maioria da população. No entanto, o clima quente e úmido pode trazer alguns riscos aos pets, mesmo em isolamento social, segundo Marcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico de produtos pet da MSD Saúde Animal. Por isso, o profissional listou sete dicas importantes para curtir a época em segurança com os cães e gatos. Confira.

Uso de antipulgas

As pulgas e carrapatos são os principais riscos. Segundo Marcio Barboza, todos os pets podem adquirir os parasitas, mesmo que convivam pouco com outros animais ou estejam mais em casa por causa da quarentena.

“Os pets podem apresentar desde uma simples coceira até doenças infecciosas graves. Para evitar isso, é necessário utilizar produtos com longa duração de ação e eficácia imediata, que protejam também o ambiente, contra os parasitas. Assim, podemos concluir que o pet e toda a família estarão seguros”, diz o médico-veterinário.

Cuidado com as doenças de pele

Os pets podem adquirir diversos problemas de pele, sendo que o mais comum são as dermatites, que podem ficar mais graves durante o verão. Elas podem ser ocasionadas por picadas de pulgas e carrapatos ou até por umidade excessiva na pele. A dica é que os produtos antiparasitários com longa duração, como por exemplo o que contém o princípio Fluralaner, pode ser de grande auxílio na prevenção das dermatites provocadas por ectoparasitas, pois deixa o animal mais tempo livre de pulgas e carrapatos.

Leishmaniose, uma das doenças mais perigosas

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é líder nos casos da doença no continente americano, representando aproximadamente 96% do total de casos. A propagação da enfermidade acontece a partir da picada do mosquito-palha infectado, que pode picar o cão e também as pessoas que com ele convivem e, com isso, causar desde problemas dermatológicos até o falecimento do pet.

“Por isso é muito importante ficar atento à prevenção, mesmo o animal não morando em área endêmica. É recomendado o uso da coleira que, após ser colocada no pescoço do cão, começa a liberar seu princípio ativo, a Deltametrina. Além disso, vale a atenção com os cuidados básicos como manter o local do pet limpo e com telas antimosquitos nas janelas, para manter o mosquito afastado”, explica o profissional.

Atenção ao calendário de vacinação!

Já é sabida a importância das vacinas, responsáveis por prevenirem doenças e trazerem qualidade de vida aos cachorros e gatos. Mas é importante que sejam administradas pelo médico-veterinário, respeitando as peculiaridades de cada pet. “Cada animal é único e a imunização deve ser feita de acordo com o estilo de vida, raça, comportamento, idade e a região em que o pet mora. Vale lembrar que, além da imunização por meio da vacina, o tutor deve se informar sobre a prevenção contínua de outras doenças, como, por exemplo, a leishmaniose, que necessita da utilização de uma coleira. O conjunto desses dois métodos trará maior segurança ao animal e ao dono”, completa Marcio Barboza.

Dor de ouvido? Sim, os PETs também sentem!

A otite também é uma das ocorrências comuns em cães no verão, já que os ouvidos podem ficar mais úmidos e ter contato maior com a água (piscina, praia, banhos com maior frequência). Marcio Barboza diz que o problema pode acontecer, mas é simples de tratar se identificada a causa primária e tratada corretamente. Além de secar bem as orelhas do animal, é preciso levá-lo ao médico-veterinário ao menor sinal da inflamação, como dor, secreção ou coceira nos ouvidos. “Após diagnosticada, o veterinário vai prescrever medicamento para a otite e o tratamento dura em média 7 dias, sendo que o animal precisa ser reavaliado após este período”, fala.

Check up e cuidados gerais

Por fim, e não menos importante, vale reforçar os cuidados básicos e gerais. É preciso estar atento às temperaturas dos locais onde o pet está – evitar deixa-lo em ambientes muito quentes-, disponibilizar comida e água fresca, e promover a ida preventiva ao veterinário para que o especialista possa acompanhar a saúde do animal evitando assim dores de cabeça no futuro.