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Carlos Augusto | Opinião Colunas Destaque Notícias Notícias do Jornal

Opinião: Eles não nos representam…

Eu elegi diretamente um vereador para ele me representar na Câmara Municipal dos vereadores. Se em sua gestão na vereança ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi diretamente um deputado estadual para me representar na Assembleia Legislativa Estadual. Se em sua gestão na Assembleia ele me decepcionar e me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi diretamente um deputado federal para me representar na Câmara de Deputados Federais. Se em sua gestão na Câmara ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um senador para me representar no Senado Federal. Se em sua gestão no Senado Federal ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um prefeito para me representar na Prefeitura. Se em sua gestão na Prefeitura Municipal, ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um governador para me representar no Governo Estadual. Se em sua gestão no Governo, ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

Eu elegi um presidente da república para me representar na Presidência da República. Se em sua gestão na presidência ele me decepcionar, me trair, não votarei mais nele.

A importância do voto é extremamente significativa pois representa também o Estado Democrático de Direito, pois se os nossos representantes eleitos  diretamente não atuarem eticamente, democraticamente e lealmente, podemos mudar de representação na eleição seguinte, ou até mesmo pedir sua cassação e o seu impedimento.

O chefe do executivo – o Presidente da República, pode fazer decretos, medidas provisórias e Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que deverão ser apreciadas pelo Congresso Nacional – Poder Legislativo, responsável por criar as leis.

Entretanto, os “guardiões da Constituição”, os 11 “Deuses do Olimpo”, vem de forma absolutista e ditatorial, ignorando solenemente a independência entre os poderes, se intrometendo e ditando regras nas prerrogativas dos outros poderes (executivo e legislativo), exemplo mais recente a decisão por maioria que impediu a execução das emendas do relator no orçamento das precatórias em recurso judicial dos partidos de oposição ao governo, bem como por decisão do Ministro Alexandre de Morais, que em decisão monocrática a pedido de alguns deputados do partido, afastou por 6 meses Roberto Jefferson da presidência do PTB, sob o argumento de que “ele poderia utilizar recursos públicos para atacar as instituições democráticas”.

A postura dos ministros do STF nessa intromissão aos outros poderes legitimamente constituídos através do voto direto e secreto, está anarquizando o Estado Democrático de Direito, em particular as liberdades individuais. Essa intromissão caracteriza uma forma de politização da Justiça ao atender as ações dos partidos de oposição ao governo, quando são derrotados na Câmara, apelam constantemente ao tribunais, em particular o STF.

Claro está que a intromissão dos ministros do STF nos demais poderes constituídos, é uma consequência das atitudes covardes dos presidentes da Câmara e do Senado que desonraram os eleitores ao permitiram a interferência dos 11 togados nas decisões do Poder Legislativo.

Não elegemos esses senhores ministros do STF e das demais instâncias do Poder Judiciário. Eles não nos representam. Queremos um País livre, sem a tutela daqueles que não foram eleitos e por esse motivo são ilegítimos.

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Destaque Notícias do Jornal Silvina Rios | Passa Aqui nos EUA

Como é a paquera aqui nos EUA

Atendendo a pedidos, no artigo de hoje vou falar um pouco de como é o cenário da paquera aqui nos EUA. Como os americanos “xavecam”, como e onde se relacionam e qual a diferença entre as estratégias de paquera dos americanos e a dos brasileiros.

Uma coisa impossível de negar é que hoje em dia, independente da nacionalidade, está mais difícil de começar um relacionamento sério e
estável. São inúmeros fatores que influenciam nessa dificuldade e por aqui nos EUA também não seria diferente.

Quando comparamos os homens americanos com os homens brasileiros, a primeira diferença que salta aos olhos, é o quanto os americanos são mais cautelosos, reservados e com mais protocolos, ao contrário dos homens brasileiros que já “chegam chegando”. Os brasileiros são mais atrevidos, mais audaciosos, tem mais iniciativas. Não que um perfil seja melhor ou pior do que o outro, ressalto aqui apenas as diferenças.

Todavia, os Americanos prezam por uma cultura livre: sem pressões,
sem relacionamentos/casamentos arranjados ou a obrigatoriedade de ter um relacionamento sério. São inúmeros os canais de “approach”: no trabalho, nos bares/ baladas e atualmente, mais do que nunca, a tecnologia: redes sociais e sites e aplicativos de namoro.

Antes da pandemia os sites e aplicativos de namoro já dominavam mais de 30% como meio mais usado para conhecer ou se relacionar com alguém. Estima-se que esse número hoje em dia já chega a ser mais de 40% do canal mais utilizado para paquera.

Existem sites e aplicativos de namoro para todos os tipos e finalidades que você possa imaginar: religiosos, latinos, amantes de cachorros/ de gatos, europeus, brasileiros, para casais procurando aventuras, para
encontros casuais, para namoro, para casamento, enfim… para tudo que se queira ou o perfil se encaixe.

As pessoas não são estereotipadas por estarem usando aplicativos
de namoro, porque aqui é algo muito comum e amplamente utilizado por pessoas de qualquer idade, raça, crença ou classe social.

Os americanos geralmente têm uma estratégia de conquista com
mais etapas quando se fala em entrar num relacionamento sério: primeiro troca mensagens ou o número de telefone, depois de algumas mensagens trocadas, fala-se por meio de ligações e depois vem o primeiro date (encontro), daí o que vai derivar desse encontro vai depender das intenções de ambos.

Algo bem comum por aqui também é o fato de muitos americanos preferirem primeiro morar junto com suas namoradas/ namorados, para só então partir para o casamento formal. É bem típico dos americanos morarem juntos com pouco tempo de namoro, quando
eles se sentem envolvidos.

Enfim, em meio a guerra dos sexos dos solteiros, nota-se também muito receio, muito medo de se ferir, de se entregar, de se envolver e corações partidos. E acredito eu, que isso, claro, não é um “privilégio” só da cultura americana nesse cenário.

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Destaque Eduardo Okayama | Lâminas do Cotidiano

A morte e as cambalhotas em Copacabana

Basta que alguma celebridade morra trágica e inesperadamente, para que a comoção tome conta do Brasil inteiro. Acho justíssimo o sofrimento de quem lamenta a perda de uma pessoa importante e única, encravada no mais afetuoso lado esquerdo do peito. Enterrar nossos mortos, com efeito, talvez seja um dos atos mais difíceis e ao mesmo tempo, mais heroicos de nossa condição humana.
Basta, portanto, que lamentemos a morte de alguém conhecido nacionalmente, para que as mídias sociais sejam invadidas por um sem-número de frases doces e acolhedoras que, a despeito de conterem certa veracidade, padecem daquilo que a filosofia chama de truísmos ou Flatus Vocis, banalidades empobrecedoras.
Então lemos no Instagram ou no Facebook, algo como: “a vida é um sopro e, sendo assim, temos que realizar os nossos desejos imediatamente, sem adiarmos por um segundo sequer o beijo na mãe querida, a declaração de amor ao amado ou a sonhada viagem a Paris”.
Ora, o fato de realizarmos nossos desejos aqui e agora, em nada ameniza a temeridade e a ubíqua presença da morte. Posso gritar como um alucinado na rua, dar cambalhotas no calçadão de Copacabana, consumir as guloseimas da tia Marilda até o desfalecimento do fígado, entregar-me a todo tipo de prazer sensorial, beber um tonel de vinho chileno e nada disso afastará a angústia e inevitabilidade da morte em meu coração. “A grande morte que nos habita não sofre de ansiedade porque sempre terá a última palavra”, asseverou o poeta alemão Rilke.
Mas o que os sábios do Ocidente e do Oriente têm a nos dizer sobre a precariedade do ser humano perplexo e solitário diante do colapso inevitável de sua existência? Algo que julgo importantíssimo, pois traz a filosofia e a ciência das religiões a serviço de nosso aperfeiçoamento humano.
Se não podemos vencer a morte, se ela sempre sairá sorridente da luta final, ao menos podemos, com nobreza e coragem, enfrentá-la racionalmente. Os gregos davam o nome de Areté e Mutatis Mutantis, os hindus chamam de Dharma, o processo anímico pelo qual encontramos o nosso lugar no cosmos, a fim de realizarmos o melhor de nosso talento intelectual no dia a dia.
Se você for um balconista de farmácia, por exemplo, apesar do salário baixo e do pouco reconhecimento social, deverá ser o MELHOR e mais preparado balconista da cidade. Atento, prestimoso, profundo conhecedor dos receituários médicos e seus enigmas intraduzíveis. Se você for um vendedor de viagens ao exterior, deverá ser também o MELHOR dos vendedores. Atencioso e educado com os clientes.
Transformar cotidianamente o banal em excepcional, infundindo beleza às nossas simples ações, significa transfigurar a vida, efêmera e contingente, numa obra de arte. E quando a indesejada da gente chegar, como disse o poeta Manuel Bandeira, vai encontrar um ser humano guerreiro, capaz de olhá-la bem no fundo dos olhos e dizer: a vitória é tua como sempre, mas a dignidade e a honra diante do desigual combate foram somente minhas.

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Caroline Rodrigues Ribeiro | Associação Livre Destaque Notícias do Jornal

Liberdade, insegurança e solidão em tempos de relacionamentos líquidos

Em 1920, acometido pelas questões de sua época, Freud escrevia em Mal-estar na Civilização que a sociedade havia trocado uma parcela das suas possibilidades de liberdade por uma parcela de segurança. Em seu livro Mal-estar na pós-modernidade, Bauman faz uma atualização da frase freudiana ao dizer que na pós-modernidade nós trocamos uma parcela de segurança por uma parcela de liberdade.

De fato, tendo como uma das suas principais prerrogativas a liberdade individual, o capitalismo ampliou ao extremo as liberdades de escolha, o que resultou numa diminuição da segurança. Os medos e incertezas trazidas pelos nossos tempos estão indubitavelmente atrelados a essa liberdade sem freios que nos condiciona a relações cada vez mais frágeis.

Se hoje, com o advento das redes, se fez possível nos conectarmos a cada vez mais pessoas, a impessoalidade do mundo virtual somada a liberdade que ele nos proporciona nos permite curtir, descurtir, dar match, cancelar pessoas com um simples toque. Ou seja, essa liberdade de escolha reserva também uma liberdade de substituição.

As pessoas se tornaram dispensáveis. Nos transformamos em ilhas e envoltos por um mar de tecnologias estamos aptos a viver a solidão dos tempos pós-modernos.

Conjugamos relações com consumo e fazemos delas meras utilidades com prazo de validade determinado pelo interesse, seja ele qual for.
Estamos cada vez mais nos adaptando á frouxidão dos laços, ao desprendimento nas relações. Ninguém se impõe o trabalho do esmero, do zelo no trato que requer paciência e empenho. Ninguém mais quer suportar o fastio, as dores emocionais, as desilusões costumeiras do convívio cotidiano.

Relacionar-se é trabalhoso. O confronto de pensamentos, valores, hábitos gera desconforto. Sentimento esse extremamente evitado na moderna sociedade do bem-estar. Por isso, ao primeiro sinal de incômodo, desfazem-se laços. Na lógica capitalista, mercantilizamos as relações. Se o “produto” demonstra defeito, jogamos fora, o substituímos.

Foi-se o tempo de reparar arestas. O perdão agora é démodé. Não precisamos consertar relacionamentos quebrados, porque o tempo é outro, é o tempo do desapego. Aliás, liberdade na nossa sociedade pressupõe desapego. Chegou o tempo que a liberdade de escolha é tão grande que já não somos capazes de suportar quaisquer incômodos e desconfortos causados por outrem. Nesse contexto, esvazia-se o diálogo e maximizam-se as intolerâncias, porque a ordem é prescindir.

No entanto, as consequências dessa liberdade demasiada é o medo que essa fragilidade nos laços tem nos causado. Nos sentimos todos inseguros e solitários. De seres gregários, condição para nossa segurança em sociedade, passamos a viver uma solidão disfarçada. Nos bares, nas festas, nas praias, nos transformamos numa multidão de gente sozinha.

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Destaque

Meio Ambiente do Trabalho (Parte 2)

Seguindo nossa coluna, sobre o Meio Ambiente do Trabalho, ressaltamos que é absolutamente necessário dar importância e garantir condições mínimas de dignidade para o bom desempenho do trabalho, para ser desenvolvido de forma urbana, limpa, digna, correta e salubre, visando à incolumidade física e psíquica daquele que labora. “Percebe-se que o conceito de meio ambiente do trabalho, excede os limites estático do espaço geográfico interno do local destinado à execução das tarefas, alcança também o local da residência do trabalhador e o meio ambiente urbano”, conforme cita Júlio César de Sá da Rocha:

“O meio ambiente do trabalho se caracteriza, com a soma das influências que afetam diretamente o ser humano, desempenhando aspecto chave na prestação e performance do trabalho. Pode-se, simbolicamente, afirmar que o meio ambiente de trabalho constitui o pano de fundo das complexas relações biológicas, psicológicas e sociais a que o trabalhador está submetido.”

Os impactos negativos causados pelo labor em condições degradantes e insalubres afetam diretamente a vida do trabalhador, e por consequência, o convívio familiar, de influenciar sobre toda a sociedade, ocasionando problemas das mais variadas ordens. E a de proteção ao meio ambiente do trabalho têm por motivo precípuo proteger o trabalhador e sua saúde física, mental e espiritual, garantindo seu desenvolvimento enquanto pessoa humana, amparado pelo valor social do trabalho, propiciando-lhe meios dignos para o bom desempenho de suas funções.

O meio ambiente foi definido pela Lei nº 6.938/91, artigo 3º, inciso I, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente – o qual prescreve que “meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. O trabalho humano foi elevado ao alto nível de proteção que prioriza o ser humano, ou seja o homem não é uma máquina de trabalho, não foi feito para o trabalho, mas o trabalho foi criado para a satisfação humana.

As condições laborais influenciam na qualidade de vida do trabalhador e está diretamente relacionada à sua saúde, pois é no ambiente laboral que passa a maioria do tempo de sua existência e, por causa disso, é necessário dispor de um sistema constitucional que garanta direitos a essa parcela da sociedade.

O dano ambiental é um problema que atinge toda a sociedade, é uma lesão que alcança os seres humanos indistintamente e na sua totalidade. O meio ambiente do trabalho saudável é direito fundamental do trabalhador.

Fique de olho!

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Destaque Jonathan Oliveira | E-Sports Notícias do Jornal

Arcane: “É apenas um joguinho”

Na semana da edição passada falei sobre o lançamento da nova série Netflix em parceria com a Riot Games, denominada Arcane. A série fez sucesso entre o público e acabou surpreendendo a própria empresa de streaming.

Após a sua estreia no último sábado (06), Arcane seguiu batendo recordes, e se tornou a produção original Netflix mais bem avaliada, recebendo a nota de 9.4, no mais renomado site que engloba
todos os filmes e séries que já foram lançados, o IMDb, passando a “A Fabrica de Kota” que recebeu 9.2 e “Black Mirror” com a nota de 8,9.

Arcane também teve a maior estreia mundial em 38 países, superando
o Round 6 e na China aonde o jogo tem bastante força, chegando a bater 130 milhões de visualizações, não a de se negar o sucesso que está fazendo.

Série animada baseada no universo do jogo League of Legends, recebeu 15 mil avaliações e superou outras séries renomadas,
isso tudo apenas tendo lançado três episódios que está dividido em
primeiro ato, segundo ato e terceiro ato.

O esporte eletrônico nunca esteve tanto em seu auge, onde em um mundo que trás oportunidades e empregos para o público.

Mesmo em 2021, o preconceito com os jogos se classificar como esporte, ainda é muito comum, pois as pessoas mais velhas não olham como algo positivo, apenas como um hobbie e talvez pense como perda de tempo, porém hoje em dia, o Esports está crescendo e demonstrando sua importância.

Um jogo como League of Legends e o lançamento de Arcane é uma prova que está crescendo.

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Destaque Mônica Freitas | Ética e Cidadania

Uma missão de vida

O que nos dá o direito de, como animais racionais que somos, escravizar, explorar e maltratar outras espécies de animais? Atualmente, o especismo constitui, junto ao racismo e ao machismo, a pedra de toque que reúne ideias e discussões éticas em torno da discriminação e do sofrimento de seres vivos em benefício de outros seres vivos. Talvez, nenhum tratado sobre justiça escrito até então possa fazer jus a tal questão. Na vida prática, sabemos que há ações que afetam dolorosamente e mortalmente seres vivos, em especial, aqueles dotados de certa consciência e percepção de dor e prazer, os sencientes. O que explica o fato de que, apesar de todo progresso intelectual, continuamos a incutir sofrimento a outras espécies para satisfazer meros caprichos?

Luisa Mell, em seu livro Como os Animais Salvaram Minha Vida (2018), conta, com honestidade e com o coração, sua trajetória como ativista e seu primeiro contato com a dura realidade dos animais em seu programa de TV Late Show Viva Mundo (Rede TV, 2008). Depois de ficar desempregada, Mell encontrou seu propósito na luta `a favor dos animais e em defesa do vegetarianismo e do veganismo. Sua ONG, que leva seu nome, tem ganhado o reconhecimento e a admiração de muitos. E, apesar de alguns desentendimentos e polêmicas com pessoas famosas, Mell continua corajosamente sua caminhada, denunciado vaquejadas, rodeios, testes em animais, o abandono e os maus tratos de animais. Sua militância faz, junto ao seu livro, um apelo contundente `a uma virada de consciência e atitude mais responsáveis em favor de animais de outras espécies.

Oscar Wilde, famoso escrito inglês do século 19, uma vez disse: “Se você passar tempo com os animais, corre o risco de se tornar uma pessoa melhor.” Sinceramente, acredito nisso. Também acredito que em seu livro, Luisa Mell dá um testemunho desse processo, o qual está ao alcance de todos nós. Vale a pena tentar.

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Sérgio Vieira | Entre Colunas

Cada macaco no seu galho

Ciência, significa conhecimento ordenado, um conjunto de informações repousados sobre princípios certos, não só teórico, mas também experimentado. Ciência representa toda a informação adquirida através do estudo, pesquisa e da prática. O saber, designa a forma elevada desse conhecimento.

Matérias científicas são destinadas para estudara natureza nos seus julgamentos fundamentais, gerido por regras e leis de origem natural com legitimidade universal. Concordando ou não, as leis da natureza já nasceram sancionadas, sem chances de habeas corpus ou alterações, são eternas, jamais poderão ser revogadas sob pena de extinção total da vida. Ciências Naturais, ou da Natureza, não tem como objeto de estudo o comportamento humano em sociedade, tão pouco suas invenções, mas sim exclusivamente os conceitos físicos, químicos e biológicos dos seres vivos e do meio ambiente.

As ciências naturais se completam no processo de experimentação ao analisar as peças de estudo sem a intervenção dos seres humanos. Portanto, o empírico é um fato que se apoia somente em experiências vividas, e não em opiniões. É um método criado para testar a validade de teorias e hipóteses em um contexto de experiência que gera evidências para se obter conclusões.

Já o senso comum é o conhecimento baseado em um experimento vulgar, não sistemático e nem organizado de forma racional. Esse empirismo designado para aquele indivíduo que promete curar doenças, sem noções científicas, é um charlatão.

Todas as disciplinas e especializações têm as suas importâncias que são fundamentais à coletividade dentro dos seus respectivos habitats de atuação. Quando o cidadão é inábil em ciências, desqualificado na área de ciências naturais, atua fora do seu “quadrado” emitindo opiniões públicas com grande influência popular e principalmente regras, pode ameaçar o avanço da sociedade com consequências devastadoras à humanidade.

Neste caso, se não for irresponsável é criminoso, um assassinato ao saber. Será um embaixador da ignorância, o mensageiro da desordem e representante líder de uma tragédia. É injúria, não somente aos profissionais da área de ciências naturais, mas à todas as espécies da vida terrestre.

Neste momento sob uma enfermidade epidêmica de estudos ainda inconclusivos e efeitos conflitantes, demonstram um risco exponencial à sobrevivência. É de extrema necessidade que a discussão cientifica e resultados contraditórios deste tema, sejam públicos. Mas, é imperativo admitir que apenas os especialistas e cientistas, pertinentes a esta área da saúde, exercitem o saber das suas expertises.

Toda e qualquer ação clínica, orientações e decisões cabíveis são atribuições exclusivas ao ignorado profissional conhecido pelo título de médico. É, só ele quem sabe o caminho e/ou tentativa de como curar. Baseando-se nas conclusões cientificas disponíveis devem ser livres e assegurados no exercício das suas funções, é para isso que ele existe, é para isso que ele se aparelhou.

A discricionariedade administrativa jamais pode sobrepor as razões cientificas que sustentam a vida.

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Culinária Destaque Fernanda Haddock Lobo | Comer Bem

Sardela

Ingredientes

– 3 pimentões vermelhos picados;

– 1 cebola picada;

– 4 dentes de alho picados;

– 1 pimenta Dente de Moça (sem sementes) picada;

– 75g de aliche;

– ½ xícara de azeite;

– Sal a gosto;

– 1 colher (chá) de páprica defumada;

– ½ colher (chá) de erva doce.

Modo de Preparo

– Em uma panela, coloque o azeite e refogue por, aproximadamente, 10 minutos a cebola, alho, pimenta, pimentões e o sal;

– Coloque essa mistura no liquidificador e acrescente o aliche, a páprica e a erva doce, bata bem;

– Coloque em uma tigela e leve a geladeira antes de servir

– Sirva com torradas ou pão italiano.

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Brasil Colunas Destaque Notícias Notícias do Jornal Política

Opinião: O estado de exceção imposto pelo STF

Por Carlos Augusto Aguiar (Carlão)

Durante os “anos de chumbo” da ditadura militar, era comum a atuação dos governos militares na implantação de atos que visavam  manter o povo acuado indefeso diante da repressão violenta que prendia, torturava e matava todos aqueles que se opunham ao regime.

Foram criadas “leis e decretos” na tentativa de “justificar” o arbítrio, como por exemplo, o AI-5 que permitia o fechamento do Congresso e a cassação de mandatos de parlamentares, a suspensão dos direitos políticos de qualquer cidadão, tudo isso sumariamente. Também permitia nomeação de interventores no lugar de governadores e prefeitos. Permitia ainda a demissão sumária de funcionários públicos e acabou com direitos básicos ao suspender o direito de habeas corpus.

O Regime de Exceção caracteriza-se pela suspensão  de direitos e garantias constitucionais fundamentais e de proteção do Estado. O Estado de Exceção é uma situação de restrição de direitos e concentração de poderes que, durante sua vigência, aproxima um Estado sob regime democrático ao autoritarismo. Em situações de exceção, o Poder Executivo pode, desde que dentro dos limites constitucionais, tomar atitudes que limitem a liberdade dos cidadãos.

Quanto ao Estado de Sítio, impõem-se medidas extremas em situações tais como: comoção grave de repercussão nacional, ineficácia do estado de defesa decretado anteriormente e em resposta a agressão armada estrangeira.

No Brasil, por decreto do Presidente da República pode ser instituído o Estado de Sítio após autorização formal do Congresso Nacional e consulta ao Conselho da República e ao Conselho de Defesa Nacional.

Temos ainda a Lei de Segurança Nacional, dispositivo legal que estabelece quais são os crimes contra a segurança nacional e contra a ordem política e social, entre os quais os que causam dano ou lesões à integridade territorial e à soberania nacional; ao regime adotado no país (democrático), à Federação, ao Estado de Direito e a aos chefes dos Poderes da União.

A VIOLAÇÃO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL

A luz das prerrogativas do estado de exceção, que foram impostas durante o regime militar (1964-1979), podemos concluir que a postura dos Ministros do STF nada deixa a desejar.

As prisões arbitrárias, sem o devido processo legal, que estão sendo determinadas pelos Ministros do STF, violam flagrantemente a nossa Constituição, se tratando de uma censura prévia, prisões sumárias, censura às liberdade de expressão, prisões sem condenações por crimes de opinião, entre outros argumentos que tentam se justificar  o arbítrio.

A postura dos ministros do STF, em particular o Ministro Alexandre de Moraes, (o ditador), utiliza de suas prerrogativas para intimidar todos os que ousam a afrontá-lo com críticas a sua postura  ditatorial.  

O Ministro ditador que fez escola com os governos militares já está ameaçando  quem se utiliza dos meios sociais para difundir campanha eleitoral. Com ameaças afirmou que” se houve disparos em massa de mensagens na campanha eleitoral vai punir com prisão”. “Se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado, e as pessoas que assim fizerem isso irão para a cadeia por atentarem contra as eleições e a democracia no Brasil”.

E suma, para o ministro ditador, será preso todos aqueles que participarem das eleições pelas redes sociais. Só para lembrar, durante a ditadura militar a repressão, não apenas torturou os opositores do regime, bem como censurou letras musicais e peças teatrais.

O que diz o artigo 220, de nossa Carta Magna:

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição .

  • 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
  • 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

Em suma, aqueles (STF), que deveriam ser os guardiões da Constituição para que fosse ela respeitada por todos os brasileiros e estrangeiros residentes no País, são os primeiros a transgredi-la. Impõe a todos os brasileiros uma ditadura totalitária, uma censura prévia, sem oposição da sociedade organizada, dos meios de comunicação e, pasmem, do Congresso Nacional.

“Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável; Agora estão me levando, Mas já é tarde.” Bertold Brecht