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Rio passa a ter sistema de alerta por telefone para casos de desaparecimento de crianças e adolescentes

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro regulamentou nesta quinta-feira (18), a Lei nº 9.182, que cria o primeiro sistema de alerta por telefone do país que busca solucionar desaparecimentos de crianças e adolescentes.

Segundo a Delegacia de Descoberta de Paradeiros, 4.545 pessoas entre 0 e 17 anos de idade desapareceram apenas na cidade do Rio de Janeiro em 2020. Deste total, mais de 96% dos casos foram solucionados. Para o governador, o Alerta Pri será mais uma ferramenta importante na elucidação desse tipo de crime.

Criado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, o “Alerta Pri” será usado pela Polícia Civil e torna obrigatória a divulgação de fotos e informações das vítimas pelas companhias de telefonia celular. O sistema ganha esse nome em homenageia Priscila Belfort, desaparecida há 17 anos.

“Nosso objetivo é aumentar o índice de solução de casos, além de reduzir esse tipo de crime no Estado. Não solucionar esses tristes casos é deixar uma ferida aberta. É preciso ter um fim para que haja um recomeço. O Alerta Pri vem ao encontro do que todos querem: o melhor para a segurança da população”, disse Castro.

A mensagem de urgência enviada pelo Alerta Pri vai conter o nome, a idade, as características físicas, o local de desaparecimento e todas as demais informações selecionadas pela Polícia Civil. O objetivo é agir rapidamente quando esse tipo de crime for registrado no sistema.

O Alerta Pri foi elaborado nos moldes do Alerta Amber, dos Estados Unidos, que também é utilizado em outros 27 países como ferramentas no combate ao desaparecimento de pessoas.

“Num estado onde desaparecem mais de 20 pessoas por dia, precisávamos de uma lei como essa. A divulgação, nas primeiras 24 horas, dos dados das criança ou adolescentes desaparecidos, aumentam as chances de localização”, disse o deputado Alexandre Knoploch (PSL), autor do projeto de lei.

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Crianças arrecadam R$ 23 mil com vaquinha para restaurar área de Mata Atlântica

Por Alan Alves 

Duas crianças de 8 e 11 anos conseguiram arrecadar R$ 23 mil com uma vaquinha para plantar mudas de árvores em uma área de Mata Atlântica. O Marcello (8) e a Olivia (11) realizaram o financiamento coletivo com a intenção de restaurar uma área equivalente a um campo de futebol em uma antiga fazenda de café em Itu.

Eles conseguiram o suficiente para o plantio de 1.474 mudas e ainda contaram com a ajuda da a Fundação SOS Mata Atlântica, que contribuiu com outras 193 mudas parar atingir a meta de área plantada.

A iniciativa dos dois amigos de escola começou após uma visita à base de restauração florestal da ONG em Itu, em janeiro de 2019. No local, são produzidas mudas de árvores nativas da Mata Atlântica – aproximadamente 450 mil por ano – e usadas nos projetos de restauração florestal.

Vaquinha organizada pelas crianças arrecadou R$ 23 mil. (Foto: Marcelo Ferreli/SOS Mata Atlântica)

Após conhecerem um pouco mais sobre as características da Mata Atlântica e dos riscos da degradação do bioma para o meio ambiente e para a
sociedade, os dois tiveram a ideia de plantar um campo de futebol de árvores.

A leitura de livros na escola também fez criar nos dois o espírito de cooperação com o meio ambiente.

“Tudo começou na minha escola quando eu estava no segundo ano. Li um livro chamado SOS Planet Earth e li algo que me inspirou a levantar
dinheiro para ajudar as florestas tropicais da América do Sul”, disse Marcello.

“No dia da visita à base em Itu, o Marcello perguntou se ele plantasse uma muda ajudaria. Eles disseram que sim e aí tivemos essa ideia”, conta Olivia.

A vaquinha foi lançada em abril de 2019 (Dia da Terra) na plataforma GoFundMe. Nessa época, o Marcello morava no Canadá e a Olívia no Brasil, mas a distância não atrapalhou os planos dos amigos, que divulgaram a
campanha nas redes sociais, colégios e entre colegas e familiares.

Em setembro de 2020, Olivia entregou o cheque simbólico com o valor arrecadado para a Fundação SOS Mata Atlântica e fez o plantio da primeira muda do “Campo dos sonhos” dela e de Marcello, que não pode estar presente, mas que presenciou tudo por videoconferência.

Árvores serão plantadas em área do tamanho de um campo de futebol. (Foto: Marcelo Ferreli/SOS Mata Atlântica)

A propriedade onde as mudas serão plantadas possui mais de 500 hectares, onde acontecem ações de educação ambiental, mobilização, cursos e capacitações. Mais da metade do território da propriedade foi recuperado com o plantio de árvores nativas do bioma, e algumas já alcançam 10 metros de altura.

Na área de restauração em Itu, uma pesquisa identificou 20 espécies nativas de mamíferos que passaram a ocupar o território, sendo que seis encontram-se em algum grau de ameaça de extinção, o que demonstra a importância da área para a conservação da diversidade local e regional.

“Quando conhecemos algo, no caso a Mata Atlântica, e entendemos a sua importância, é um grande passo para que ações como essa aconteçam. Ficamos muito felizes pelo engajamento das crianças em prol da Mata Atlântica, que ainda precisa ser mais conhecida por boa parte da população brasileira”, afirma Kelly De Marchi, coordenadora de Educação Ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

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Brasil Saúde

No mês da Luta Contra o Câncer Infantil surge o alerta sobre os desafios para aumentar as chances de cura da doença

No Brasil, o câncer é a enfermidade que mais mata crianças e adolescentes de 01 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca)

De Fortaleza, no Ceará, Juan Yure Carneiro das Chagas, com apenas 13 anos, já enfrentou obstáculos que poderiam desestruturar qualquer pessoa adulta. Depois de uma inocente brincadeira entre amigos, Juan descobriu uma alteração no osso femoral e foi diagnosticado com Osteosarcoma – câncer ósseo que começa nas células formadoras dos ossos. O pequeno, como parte do tratamento, precisou passar por uma amputação. Juan encontrou no esporte a chance de um recomeço e foi no surfe que o pequeno manobrou a doença. “A cura foi a melhor alegria da minha vida. Hoje eu sou um vencedor”.

Tendo em vista o desafio de mudar a vida de crianças e adolescentes com câncer como o Juan, o mês de fevereiro celebra o dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil (15/02), com objetivo de alertar sobre a doença e promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura aos mesmos patamares dos países com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que podem chegar a 80%. Atualmente, no Brasil, as chances de cura são de 64%.

De acordo com pesquisa realizada pelo INCA – Instituto Nacional de Câncer, no Brasil, a cada hora, surge um novo registro de câncer em crianças e adolescentes. Esta é a doença que mais mata crianças e adolescentes de 01 a 19 anos no país. Ainda conforme o estudo, entre os anos 2020 e 2022, o Brasil terá cerca de 625 mil novos casos de câncer diagnosticados entre crianças e adultos.

Para aumentar as chances de cura no cenário no Brasil, o Instituto Ronald McDonald, instituição sem fins lucrativos, há quase 22 anos atua para aproximar famílias da cura do câncer infantojuvenil. A organização tem como missão promover saúde e qualidade de vida para crianças e adolescentes antes, durante e após o tratamento da doença através de diversos projetos pelo Brasil.

Como é o caso do Juan Carlo Moreira, que aos 10 anos foi diagnosticado com 10 tumores malignos e uma metástase no pulmão. Ele passou pelo tratamento oncológico e contou com o auxílio da Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro, um dos programas coordenados pelo Instituto Ronald McDonald. “Eu não acreditava em doações, e ali, na Casa, vi realmente a importância delas para quem atravessa a doença. Sou a prova de que o preconceito existe e de que cada doação conta, e conta muito. Guardo isso no meu coração, é um peso de ter, um dia, duvidado da ajuda dessas doações”, afirma Alessandra Araújo de Souza, mãe de Juan.

Sua jornada não foi fácil, mas hoje, aos 18 anos, ele está curado, é estudante técnico de informática, está no seu primeiro emprego e tem o sonho de estudar fora do país.

Apenas em 2019, a organização sem fins lucrativos, que depende exclusivamente de doações de pessoas físicas e empresas, realizou cerca de 95 mil atendimentos a crianças e adolescentes com câncer em tratamento e seus familiares. Só pelo programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil, o Instituto Ronald já capacitou mais de 27 mil profissionais e estudantes da área de saúde, sensibilizando os participantes sobre a importância dos sinais e sintomas da doença em crianças e adolescentes como auxílio para o aumento das chances de cura.

Em 2020, o programa Diagnóstico Precoce, em versão totalmente digital, capacitou 742 estudantes de enfermagem e medicina e residentes em pediatria. Ainda em 2020, o Instituto Ronald McDonald, por meio de suas ações e campanhas, beneficiou 68 projetos, de 59 instituições em 43 municípios de 21 estados mais o Distrito Federal.

No Brasil, o tempo entre a percepção de sintomas e a confirmação diagnóstica do câncer infantojuvenil é longo e por isso muitos pacientes chegam ao tratamento em fase avançada da doença. “Identificar precocemente o câncer infantojuvenil é fundamental para aumentar as chances de cura e resultados positivos de tratamento. Os sinais do câncer na infância muitas vezes são imprecisos e por isso é importante estarmos sempre em alerta.”, reforça o superintendente do Instituto Ronald McDonald, Francisco Neves.

Principais sinais e sintomas do Câncer infantojuvenil

Em sua fase inicial, os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil podem se assemelhar aos de doenças comuns da infância, o que muitas vezes dificulta a suspeita e o diagnóstico correto do câncer em crianças e adolescentes.

• Aumento do abdômen;

• Dores de cabeça – especialmente se incomum, persistente ou grave, acompanhada de vômito (normalmente pela manhã ou com piora ao longo dos dias);

• Sangramentos no nariz ou gengiva;

• Tontura;

• Palidez e hematomas;

• Emagrecimento – quando a criança não ganha peso, perde peso ou ganha peso de forma insuficiente;

• Alterações oculares – pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos;

• Fadiga, letargia ou mudanças de comportamento – como isolamento;

• Dor em membro ou dor óssea;

• Caroços ou inchaços – especialmente se forem indolores e sem febre ou outros sinais de infecção;

• Febre e tosse persistente – ou falta de ar e sudorese noturna.
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Brasil Política

“Não vamos mais perder crianças no Brasil”, afirma ministra Damares Alves

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (09), regulamenta a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas
“Não vamos mais perder crianças no Brasil”. A frase é da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e foi dita durante a assinatura do decreto que regulamenta a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. O texto legal foi chancelado pelo presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta terça-feira (09).

“Vamos levar um pouco de paz, tranquilidade e esperança a essas famílias que têm seus entes queridos desaparecidos”, afirmou o presidente após assinar o texto. O decreto deve ser publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (10).

A política estabelece que as denúncias de crianças e adolescentes desaparecidos são recebidas pelo Disque 100, canal de denúncias de direitos humanos do ministério (Lei 13.812, de 2019). “Nem todo mundo que desaparece é uma questão de segurança pública. Aquela mulher ameaçada e que quer desparecer, tem o direito. Nós vamos cuidar das situações que não sejam de segurança”, esclareceu a ministra informando ainda que, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) terão iniciativas conjuntas nessa política pública.

Decreto

O texto determina a implementação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecida. O banco de dados terá a cooperação técnica e operacional de estados e demais entes federados com o objetivo de dar suporte à Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.

Na versão pública do cadastro, de livre acesso por meio da internet, os cidadãos poderão encontrar informações sobre as características físicas das pessoas desaparecidas, fotos e outros dados úteis para a identificação e que não levem risco para a vida da pessoa desaparecida.

O cadastro ainda contará com informações sigilosas, destinadas aos órgãos de segurança pública. Nesses dados, serão apresentados registros padronizados de cada caso com o número do boletim de ocorrência, assim como informações sobre as características físicas, fotos, contatos dos familiares ou responsáveis pela inclusão dos dados da pessoa desaparecida no cadastro e qualquer outra informação relevante para sua pronta localização.

Comitê Gestor

Com o decreto, também foi instituído o Comitê Gestor da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, órgão que integrará a estrutura organizacional do MJSP. Além de prestar auxílio à Pasta e ao MMFDH na formulação e aplicação da política, o Comitê Gestor ainda vai promover a realização de estudos, debates e pesquisas sobre a situação dos desaparecidos no País e no exterior.

A unidade terá ainda a competência de apresentar propostas de edição e de alteração de atos legislativos e normativos e criar protocolos de atuação governamental e para a instituição do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. Além disso, o Comitê vai elaborar estratégias de acompanhamento e avaliação da política e apoiar os ministérios na articulação com outros órgãos e entidades federais, com demais entes federativos e com as organizações da sociedade civil.

O regimento interno do Comitê Gestor será aprovado e publicado pelo ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública. O órgão será integrado por três representantes do MJSP, três do MMFDH, um do Ministério da Cidadania e um do Ministério da Saúde e terá a participação de representantes da sociedade civil.

A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas

O decreto também define os eixos de desenvolvimento e atuação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desparecidas. O MMFDH será responsável por atuar no desenvolvimento psicossocial e jurídico às vítimas e familiares, na capacitação e educação em direitos humanos, em ações pelo registro civil e pela adoção segura. Já o MJSP, além de coordenar o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, fará a capacitação de agentes de segurança pública, a perícia forense, o registro criminal e a investigação.

Os dois ministérios poderão instituir Grupos de Trabalho ou outros mecanismos administrativos para o desenvolvimento da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, dentro dos eixos sob sua responsabilidade.

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Brasil Educação

Visitadores do Programa Criança Feliz serão capacitados para identificar violência contra crianças

Atualmente a iniciativa conta com mais de 26 mil profissionais em todas as regiões do país
Os profissionais que atuam diretamente nas visitas às famílias do Programa Criança Feliz serão capacitados para identificar violências cometidas contra crianças que estão na primeira infância. A Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (SNDCA/MMFDH), lançou nesta semana um edital que vai viabilizar esse treinamento por meio de dois cursos na modalidade de Ensino à Distância (EAD). A ação poderá beneficiar as mais de 870 mil crianças, que são atendidas pelo Programa.
Os agentes do Criança Feliz têm a responsabilidade de visitar as famílias incluídas no Programa. Essa aproximação permite que esses profissionais reconheçam as necessidades de cada contexto e possam pensar em maneiras singulares de intervenção. Por esse motivo, a capacitação desses agentes é de extrema importância para o enfrentamento da violência contra crianças.
Explica o titular da SNDCA, Maurício Cunha. Atualmente a iniciativa conta com mais de 26 mil profissionais em todas as regiões do país.

O primeiro curso terá como tema a “Contextualização da Violência na Primeira Infância”. O segundo vai falar sobre as “Ferramentas para a prevenção e o enfrentamento à violência contra crianças na primeira infância”.

A visitação é o diferencial do Criança Feliz. O programa já tem resultados muito positivos e vamos manter a qualidade do serviço prestado. Através dele, mudaremos o futuro das nossas crianças e para chegarmos lá precisamos investir na qualificação dos profissionais que estão atuando lá na ponta, no município.
Afirma Luciana Miranda, secretária nacional de Atenção à Primeira Infância do Ministério da Cidadania.

A iniciativa ocorre no contexto do biênio da Primeira Infância no Brasil, 2020 – 2021, estabelecido pela lei federal nº 13.960/2019. A ideia é estimular ações formativas e informativas realizadas pelos setores público, privado e da sociedade civil sobre a importância do desenvolvimento infantil e o enfrentamento de toda e qualquer violência nesta etapa da vida.

O edital foi desenvolvido em uma parceria entre o MMFDH e o Ministério da Cidadania, no âmbito do projeto BRA/10/007 – “Boas práticas na implantação e implementação dos sistemas de informação para a infância e a adolescência – SIPIA, Conselhos tutelares e SIPIA, SINASE WEB”.

O Criança feliz está presente em todas as regiões do país e é coordenado pela Secretaria Nacional de Atenção à Primeira Infância do Ministério da Cidadania, tem como público prioritário gestantes e crianças de zero a três anos, ou de até seis anos de idade quando beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Inscrições

Segundo o Edital, serão consideradas elegíveis para desenvolver os cursos pessoas jurídicas que realizam pesquisas e capacitação relativas à área temática proposta. Além do desenvolvimento das capacitações, a instituição selecionada deverá elaborar material digital que será disponibilizado no Portal de Capacitação do Ministério da Cidadania (MC).

As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas até o dia 19 de fevereiro de 2021. Para ter acesso ao edital, os interessados devem acessar o portal da Joint Operations Facility – JOF, das Nações Unidas Brasil.

É importante que os licitantes se cadastrem e submetam suas propostas com antecedência. O upload das propostas deverá ser finalizado antes da data e hora limites para recebimento de propostas. O site de inscrições não permitirá o upload de documentos após o prazo limite de recebimento de propostas.

Para dúvidas e mais informações:
gab.sndca@mdh.gov.br

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Cidade Cultura Rio

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove colônia de férias para crianças da comunidade

Cia Livre de Dança, da Rocinha, promove até 29 de janeiro a colônia de férias “Fazendo Arte nas Férias” para 20 crianças e adolescentes (de 5 a 15 anos) da comunidade localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro. As atividades são gratuitas e acontecem de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h, na sede da Cia, localizada na Via Ápia 44/301. Todas as aulas – Hip Hop, Mix Dance, Jazz, Tiktok, Now United, Circo, Artesanato, Oficina Teatral, Danças Urbanas, Musicalização, Percussão e Dança Afro – são voltadas para a linguagem da dança, ministradas pelos professores, coreógrafos e dançarinos Ana Lúcia Silva, Mikael David, Hanna Guimarães, Alexandre Pires, Gleyce Lima e Yara Batista.

É uma colônia de férias com foco na dança, em que as crianças vivenciam diversas atividades artísticas, criativas e lúdicas que contribuem para a formação de um dançarino”, explica a professora e coreógrafa Ana Lúcia Silva, idealizadora da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura criado por ela na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em 1999.

Todas as medidas de prevenção ao novo coronavírus estão sendo seguidas na colônia de férias. Além de as atividades serem simultâneas e restritas a três crianças por vez, cada participante fica em uma área limitada por uma marcação no piso que restringe o espaço. Além disso, não é permitida a entrada com calçados da rua e todos devem levar sua própria garrafa de água, além de máscara e álcool gel.

 

1 - Colônia Fazendo Arte nas Férias - Cia. Livre de Dança - crédito da foto_Nara Raboredo.jpg

Ana Lúcia e a Cia Livre de Dança

Nascida e criada na Rocinha, Ana Lúcia Silva está à frente da Cia Livre de Dança, escola e Ponto de Cultura que criou na comunidade em 1999. Graduada em Licenciatura Plena em Dança pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, ela acredita na dança como veículo transformador, e por isso a importância de sempre estudar. Valorizando suas origens, Ana Lúcia Silva tem orgulho de  ter representado a Rocinha em eventos nacionais e internacionais, como também ter sua biografia apresentada em uma exposição para mulheres negras nos Estados Unidos.

Mais informações:

www.instagram.com/cialivrededanca

www.facebook.com/cialivrededancadarocinha

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Brasil Saúde

Verão, crianças e pandemia: 12 cuidados para adotar no período de férias

Estação preferida da garotada, o verão traz dúvida aos pais e atenção redobrada com a saúde e a segurança
Férias, calor, alegria e diversão. Todos esses substantivos são sinônimos do verão, estação que costuma ser a preferida da garotada em todo o país.

O período, no entanto, é repleto de perigos que demandam atenção redobrada de pais e cuidadores, como riscos de afogamento, queimadura solar, desidratação, infecção gastrointestinal, micoses de pele e outros.

Dr. Paulo Telles, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria, lembra ainda que neste ano cheio de desafios por conta da COVID-19, as crianças estão ansiosas e precisando de espaço e liberdade.

“E por isso vale ressaltar mais uma vez: não se esqueçam dos cuidados que ainda devem ser tomados pela pandemia, como evitar aglomerações, uso de máscara em espaços públicos e higiene frequente das mãos. Prefira sempre lugares abertos e ventilados, como parques, praças e praias”, destaca o médico.

Para manter as crianças seguras o pediatra pede que pais e cuidadores fiquem atentos às seguintes dicas:

Risco de afogamento

Crianças na piscina e mar devem sempre estar assistidas, usando boias e coletes adequados para a idade e tamanho, caso não saibam nadar. “Mas fique de olho o tempo todo, cuidado com distrações como o celular e bebidas alcoólicas!”

Atenção ao excesso de sol

Pode causar insolação, além dos riscos das queimaduras solares em médio e longo prazos.

Use muito protetor solar: “FPS 50 ou mais e repasse sempre que a criança for na água ou suar muito e/ou a cada 3 horas. Evite exposição nos horários de maior risco, entre 10h e 16h, em que o sol está mais forte. Chapéus e roupas com proteção UV são sempre bem-vindos”, ensina o médico.

Picadas de Inseto
Cuidado com as picadas de inseto, especialmente nas regiões endêmicas, em que insetos transmitem doenças graves. Dr. Paulo recomenda o uso de maneira adequada do repelente, conforme instruções do produto e idade da criança, e sempre por cima do protetor solar quando for usar ambos.

Beba bastante líquido
Atenção à desidratação! “Cabe aos pais, de maneira ativa, insistir para que as crianças tomem muita água ao longo do dia de diversão.”

Alimentação
Fiquem atentos à alimentação: prefira alimentos mais leves, como frutas, legumes e grelhados e evite frituras e comidas prontas na praia e parques. Lave sempre as mãos antes das refeições porque as viroses intestinais e intoxicações alimentares também são mais comuns no verão.

Atenção redobrada nas brincadeiras
Os acidentes em parquinhos aumentam no verão: cuidado com escaladas, escorregadores e brinquedos altos.

Se for pegar barcos e embarcações, deixem as crianças sempre com colete salva-vidas.

Ao usar bicicleta, patins, skate e patinete, lembre-se sempre de usar equipamentos de proteção de maneira adequada, como capacete, joelheira e cotoveleira.

Cuidado com os fungos
As infeções fúngicas de pele aumentam muito no calor. “Prefira calçados ventilados e troque as roupas úmidas com mais frequência. Dê preferência a roupas leves e claras”, ensina Dr. Paulo.

Bom sono
Mesmo nas férias, atenção ao sono e descanso adequados dos pequenos, porque de manhã precisam estar com as baterias recarregadas para mais um dia de diversão.

Atenção aos automóveis
Faça sempre a revisão do carro antes de viajar, descanse antes de dirigir e use sempre cadeiras de transporte adequados para cada faixa etária.

“Às vezes, medidas simples, como trocar o tênis pelo chinelo, passar repelente e protetor solar podem fazer toda a diferença na saúde e no bem-estar da criança e na tranquilidade e no descanso de pais e cuidadores”, conclui o pediatra.
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Notícias do Jornal Social

A Obra do Berço – Ajude!

Instituição de assistência social, sem fins lucrativos, de utilidade pública estadual, com certificação CEBAS pelo MDS (hoje Secretaria Especial do Desenvolvimento Social). Fundada em 1928, por um grupo de senhoras para prestar serviços de assistência às mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com confecções de enxovais, pré-natal e puericultura.

Embora pequena, é grande em sua missão de acolher, desenvolver crianças em seus primeiros mil dias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, além de promover o fortalecimento de vínculos familiares.

Hoje, o cenário de desigualdade social na cidade do Rio de Janeiro torna imprescindível a continuidade destes serviços de apoio à mulher em vulnerabilidade social, em especial àquelas com filhos na primeira infância.

Estas mães precisam deixar seus filhos em local idôneo, que os protejam dos riscos sociais a que ficariam expostos e, sobretudo, ofereça um programa de apoio educativo e suporte emocional, que desenvolvam suas potencialidades cognitivas e fortaleçam os vínculos sociofamiliares.

Muitos são os cariocas que já fizeram parte do quadro de voluntariado por gerações. Seus nomes ficaram escritos na árvore da Obra do Berço na certeza dia bons frutos que colheriam, o fruto de um futuro digno para nossas famílias.

Escreva você também, seu nome lá!

ATENDIMENTO

Segunda a sexta – 8h às 18h

Rua Cícero Góis Monteiro, 19
Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
CEP: 22471-240

CONTATO

Telefones:

(21) 98909-3435 – (21) 2539-3902
contato@aobradobercorj.org.br

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Notícias

Aumenta o número de crianças leitoras entre 5 e 10 anos, aponta pesquisa

O último levantamento da pesquisa Retratos da Literatura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro, identificou um aumento no número de leitores entre 5 e 10 anos. Desde março, mês em que a COVID-19 foi enquadrada como pandemia pela OMS (Organização Mundial da Saúde), as crianças têm estado fisicamente distantes da escola. Para a diretora da Catapulta Editores no Brasil Carmen Pareras, esse é um movimento que acompanha a chegada do e-commerce mais próximo do dia a dia das famílias.

“Todos nós tivemos de nos reprogramar para transformar nossas casas em escritórios digitais, refeitórios, escolas de ensino à distância e salas de lazer”, explica Pareras. Nesse sentido, a diretora da Catapulta Editores entende que o livro infantil pode ter ganhado um espaço especial nas atividades em casa, entre pais e filhos.

As medidas adotadas para conter a pandemia do novo coronavírus envolveram o isolamento social em diversas regiões do país. Com isso, lojas em diferentes áreas do comércio se mantiveram fechadas e distantes do público, principalmente entre os meses de março e julho deste ano. “Dessa forma, tivemos de acelerar o processo de comercialização por meio de canais eletrônicos. As mídias online nos aproximaram do nosso público, oferecendo um canal de comunicação que nos permite ouvir suas opiniões e sugestões”, explica Pareras.

Foto: Divulgação

Dia a dia em casa

A diretora da Catapulta Editores ressalta a quantidade de pais que relataram a mudança no comportamento infantil no período em casa, sob isolamento social. “Esse foi um dos momentos em que nós, inclusive, lançamos títulos no mercado literário, que têm tido boa aceitação”, acrescenta Pareras.

Um dos lançamentos foi a coleção Timóteo, composta por quatro livros. Indicadas para crianças a partir de quatro anos, as obras apresentam temas do cotidiano e rotina de maneira bastante lúdica. Ao final de cada título, há um jogo para que os pequenos memorizem o que a narrativa os mostrou.

Receber itens de compra em casa se tornou mais comum no período da pandemia. Segundo Pareras, esse é um dos fatores que aproximou toda a família aos livros infantis. “Anteriormente, as crianças se isolavam e ficavam concentradas em jogos eletrônicos. Quando se cansavam, mostravam-se irritadiças e passavam às travessuras, tentando atrair a atenção dos pais.  Com a facilidade de receber nossos livros em casa, pais e filhos se aproximaram e melhoraram a interação. ”

Obras interativas

A boa aceitação do e-commece durante a pandemia indica que a editora segue no caminho certo. “O objetivo da Catapulta Editores é promover a participação da família e estimular as crianças a reconhecer os livros como um meio de informação divertida, desde a idade mais tenra”, acrescenta Pareras.

Cores vibrantes, texturas relevos e sons fazem parte do acervo de títulos da editora. São obras que aguçam o tato, a visão e a audição – o que contribuem para o aprendizado infantil. “Além de estimular e desenvolver a coordenação motora, ao promover a curiosidade e prender a atenção”, afirma Pareras.

A coleção Abremente é a mais importante da Catapulta Editores. Os livros que a compõem foram desenvolvidos por psicopedagogas e já venderam mais de 50 milhões de cópias pelo mundo. “Por conta do conteúdo das obras, elas foram incorporadas a listas de livros paradidáticos. A coleção tem oito livros, que abrange crianças de 3 aos 11 anos”, celebra a diretora.

O período em casa, devido a pandemia, exige que adultos se reinventem para manter as crianças entretidas e se desenvolvendo. A Catapulta Editores oferece alguns títulos voltados para a culinária infantil, como o Chef Mirim, que apresenta receitas de diversos países. São pratos simples de serem elaborados e promovem um momento de interação entre a família.

“Outro ponto positivo é ajudar as crianças a entender sobre a importância de organizar tarefas passo a passo. Com a obra, os pequenos a partir de oito anos têm acesso a utensílios de cozinha, como batedor de metal, fôrma para tortinhas e pão duro, que acompanham o livro”, finaliza Pareras.

Qualidade das atividades em casa é uma característica percebida pela diretora da Catapulta Editores e que encontra outro dado da pesquisa Retratos da Literatura do Brasil. Além do aumento de leitores entre 5 e 10 anos, o levantamento aponta a boa variedade, a qualidade da literatura infantil no país e o investimento das famílias na mediação do livro com os filhos.

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Cultura Destaque

CELEBRANDO 10 ANOS DE TRAJETÓRIA, CIRCUITO CINE CURTA LEVA A MAGIA DO CINEMA PARA MILHARES DE ALUNOS

Celebrando em 2020 seus 10 anos de trajetória, a edição deste ano do Circuito Cine Curta, projeto que na última década levou para milhares de crianças a magia do cinema para as salas de aula das escolas públicas, ganha agora uma maior audiência. Em razão da pandemia provocada pelo COVID-19, o bem sucedido projeto segue em sua missão, porém agora em nova “sala de cinema”, a internet.

Contando com a sempre imprescindível participação de professores, coordenadores e diretores escolares, o Circuito Cine Curta deste ano vai beneficiar um incontável número de alunos, que poderão ver de casa, via celular, computador, tablet ou pela TV, os melhores e mais recentes curtas-metragens da safra de filmes brasileiros, entre os gêneros de ficção, animação e documentário, que estão disponíveis até o dia 30 de outubro no site: www.novabossa.com.br .

O projeto conta este ano com a participação de 100 escolas da rede pública de ensino do Rio de Janeiro e estima alcançar em torno de 7 mil crianças e jovens, de 6 a 14 anos. Desde 2010, o Circuito Cine Curta já beneficiou 132 mil estudantes, em 1.580 sessões, de 152 escolas da rede pública, de 45 bairros cariocas.

Este ano serão exibidos de 12 filmes nos quais o enfoque está em temas como diversidade (raça, religião e direitos), inclusão, meio ambiente, saúde, qualidade de vida e respeito, assuntos extremamente importantes e atuais para as crianças e jovens atendidos pela rede pública de educação. A décima edição Circuito Cine Curta conta hoje com a adesão de 35 bairros do município do Rio de Janeiro, das zona norte, sul e oeste.

O projeto criou e desenvolveu três apostilas com roteiros pedagógicos, conforme a programação dos filmes e correspondentes aos segmentos do Ensino Fundamental I e II. Após o período de exibição, os alunos das escolas participantes são estimulados pelos professores a desenvolverem trabalhos temáticos, que este ano podem ser enviados por e-mail ou via WhatsApp, entre os dias 2 e 13 de novembro. Todos os trabalhos dos alunos serão avaliados por um grupo de curadores, formado por profissionais das Secretarias de Educação e Cultura do Município do Rio de Janeiro.

Os melhores trabalhos serão contemplados com os seguintes prêmios individuais e coletivos: “Professor Mais Engajado” (um tablet e camisa personalizada do projeto); “Turma Mais Engajada” (os filmes e camisas personalizadas). A turma ganhará ainda um prêmio apropriado a idade dos alunos, como pendrives e jogos; “Aluno Mais Criativo” (um troféu, camisa do projeto e um prêmio apropriado a sua idade, como fone de ouvido, jogos e pendrives).

Um bom exemplo do envolvimento das escolas com a iniciativa são os resultados obtidos na edição de 2016, na qual foram realizados pelos alunos mais de 180 trabalhos pedagógicos, entre músicas, maquetes, peças de teatro, objetos e brinquedos, além de livros de histórias.

Na programação desta edição, foram selecionados filmes premiados em festivais nacionais e internacionais, como os curtas de animação “Lé com Cré”, de Cassandra Reis; “As Aventuras de Pety”, de Anahí Borges; os curtas de ficção “Dela”, de Bernard Attal; ‘Lily´s Hair’, de Raphael Gustavo da Silva; e “O Véu de Amaní”, de Renata Diniz.

O principal objetivo do projeto é utilizar o cinema como uma ferramenta pedagógica, contribuindo para que os alunos tenham maior facilidade de assimilar conhecimento nas disciplinas tradicionais, além de incentivar a formação de novos públicos com capacidade crítica. Criado e desenvolvido pela Nova Bossa Produções Culturais, a 10ª edição do Circuito Cine Curta é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e pelas empresas Amil e Valid Soluções, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS RJ.

O Circuito Cine Curta foi idealizado pela atriz e produtora cultural Juliana Teixeira, que assina a curadoria dos filmes juntamente com Alessandra Matos, também responsável pela consultoria pedagógica. Os curtas-metragens são selecionados de acordo com o potencial pedagógico das obras e a adequação de suas respectivas temáticas ao universo infanto-juvenil.

“Esta é a primeira vez que o projeto acontecerá remotamente. Através de ferramentas digitais, os filmes poderão ser visualizados de casa, garantindo a segurança de alunos e professores das escolas atendidas. Neste período ímpar que atravessamos, devido à pandemia gerada pela Covid-19, o projeto se consolida como possibilidade de trabalho pedagógico lúdico e prazeroso, promovendo a manutenção das atividades educativas em ambiente virtual por meio da arte cinematográfica nacional”, diz Juliana Teixeira.