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Cultura Social

Cantor Dudu Nobre participa de campanha beneficente contra a fome

Legião da Boa Vontade intensifica a campanha de mobilização social para atender o maior número de pessoas e tem adesão do cantor Dudu Nobre. 

            O cantor, sambista e compositor Dudu Nobre, recentemente, fez um vídeo para a LBV. A convite do representante da Legião da Boa Vontade do Rio de Janeiro, Pedro Paulo, o artista emprestou a sua imagem, talento e prestígio, para uma campanha social da instituição, gratuitamente.

Foto: Clilton Paz & Pedro Paulo.

  A LBV, instituição que existe há décadas, em parceria com o MMA Social e o Prêmio Cultural Plumas & Paetês, vêm realizando, diariamente, doações de cestas básicas para famílias ceifadas pela pandemia da COVID-19. Mesmo com as vacinas existentes e as campanhas de vacinação sendo efetuadas, a LBV vem fazendo a sua parte intensificando a campanha de mobilização social DIGA SIM para atender o maior número de pessoas possíveis devido à pandemia do coronavírus.

            Na visão do representante Pedro Paulo, “Infelizmente, milhares de vidas foram ceifadas e a pandemia tem causado grandes impactos nas famílias, principalmente as mais vulneráveis”. Dessa forma, ter o apoio de artistas e celebridades como o cantor Dudu Nobre valoriza o trabalho de pessoas e instituições como a LBV, o MMA Social e o Prêmio Plumas & Paetês Cultural. E a perspectiva é que outros artistas possam aderir a este tipo de movimento, bem como empresas para alavancar as doações e atender mais famílias vulneráveis.

            Ainda, segundo Pedro Paulo, a meta da LBV é entregar, por meio da campanha DIGA SIM, nas cinco regiões do país, cerca de 85 mil cestas básicas, 242 mil litros de leite, 91 mil kits de higiene e limpeza, e ainda 20 mil cobertores. O inverno, que é a estação mais fria do ano, está chegando e com isso uma demanda crescente de famílias a serem atendidas nas 82 unidades socioeducacionais da LBV.

Conheça mais sobre o projeto

  Instagram: @lbvbrasil / @torres.pedropaulo

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Esportes Fica a Dica Social

Quilômetros percorridos em atividades do dia a dia se transformam em apoio financeiro para ONGs

 

 

App promove cultura de doação e impacta positivamente o terceiro setor

Em meio a tantas dificuldades que o Brasil vem passando e o crescimento da fome e da miséria devido a pandemia, ações de solidariedade se multiplicaram em todo o país. Diversas redes foram construídas para captar recursos, combater a crise sanitária e econômica e ajudar famílias em situações de vulnerabilidade.

De acordo com dados do monitor da Associação Brasileira dos Captadores de Recursos (ABCR), o número de doações chegou a R$6 bilhões no início da pandemia. Porém, a média mensal vem diminuindo. Em junho de 2020, a arrecadação ficou 88% abaixo do que foi registrado em maio.

Aromeiazero doou 21 bicicletas através da”Bike Parada Não Rola” para duas aldeias indígenas. Foto: Reprodução

Pensando em contribuir com as Organizações Não Governamentais (ONGs), os empresários André Kok e Saulo Marchi lançaram em fevereiro de 2021, o Km Solidário. Trata-se de um aplicativo gratuito cujo objetivo é desenvolver a cultura de doação, transformando quilômetros percorridos nas atividades do dia a dia em apoio financeiro para mais de 10 ONGs cadastradas.

O  Aromeiazero é uma delas. O Instituto promove mudanças no modo de vida das pessoas, combate a desigualdade social e torna  as cidades mais verdes e resilientes através de projetos relacionados à bicicleta. O apoio financeiro desta e de outras campanhas colaboram com as ações desenvolvidas pelo Aro.

O desafio é grande, mas é muito bonito o que a gente se propôs. Temos que dar 3 voltas ao mundo pedalando, todo mês, para bater nossa meta de arrecadação. Parece impossível, mas com a ajuda de cada um, rola – explica Murilo Casagrande, sócio fundador e diretor do Aromeiazero.

Os interessados em contribuir com o Instituto, precisam fazer download do app no celular, escolher o Aromeiazero e o tipo de atividade que vão realizar e clicar em concluir ao finalizar. A partir daí, as distâncias percorridas em bike, caminhada, natação ou corrida são convertidas em doações financeiras. Vale informar que nada é cobrado do usuário, todo o dinheiro vem por meio dos patrocínios e anúncios existentes dentro do aplicativo. Caso queira ajudar, mas não pode praticar exercícios é possível doar um valor no próprio app. As doações podem ser por cartão de crédito, boleto ou pix.

O aplicativo está disponível em Android e IOS e ocupa menos espaço no celular do que um vídeo de dois minutos. Além disso, pode ser sincronizado com FitBit, Garmin, Polar, Strava ou Apple Saúde. Para quem já tem histórico de resultados e rankings nesses programas, não precisa se preocupar, nenhuma informação será perdida. Para saber mais, confira a página do Km Solidário no site do Aro: http://bit.ly/kmsolidario.

Sobre o Aro

O Instituto Aromeiazero é uma organização sem fins lucrativos que utiliza a bicicleta para reduzir as desigualdades sociais e contribuir para tornar as cidades mais resilientes. Os projetos contam com patrocínio de empresas e pessoas físicas, além de leis de incentivo, sendo grande parte das ações em periferias e comunidades vulneráveis. Desde 2011, as iniciativas do Aro promovem uma visão integral da bicicleta, potencializando expressões culturais e artísticas, geração de renda e hábitos de vida saudáveis. Para saber mais informações, entre em contato:

Assessoria de Imprensa

E-mail: imprensa@aromeiazero.org.br

Whatsapp: (21) 981832288

Redes Sociais

Instagram: Aromeiazero

Facebook: Aromeiazero

Youtube: Aromeiazero

 

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Destaque Diário do Rio Notícias Notícias do Jornal Rio Social

ONG Afrotribo leva educação e cultura a jovens carentes e atua na valorização da autoestima de negros

“Há 15 anos, eu fui vítima de um racismo muito grande. Então, a partir disso, eu tinha duas opções: ou entrava em depressão, ou usava isso para dar a volta por cima e transformar a realidade em algo bom. Fiquei meses abatida, mas depois eu decidi empoderar, trabalhar jovens em comunidades carentes, jovens negros, para enfrentarem o racismo, para combater o racismo estrutural que, infelizmente, está no nosso dia a dia. E foi aí que a ONG surgiu”. É assim que Paula Tanga, presidente da Afrotribo descreve o objetivo da organização sem fins lucrativos que atua hoje na valorização da autoestima de negros de comunidades carentes do Leste fluminense.

A ONG leva educação e cultura para crianças, adultos e idosos – gente esquecida pelo poder público – de municípios como São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Maricá. Somente crianças, são 150 atendidas atualmente. Nos espaços conseguidos com muito suor pela ONG, junto a prefeituras, elas têm aulas de reforço escolar, música, dança, grafite, leitura, línguas, entre outros, administradas por professores voluntários. Crianças e jovens também fazem cursos de modelo e manequim e participam de desfiles de moda, como forma de valorizar a beleza e a autoestima – somente em São Gonçalo, já foram realizados mais de 90 desfiles.

 

“São crianças bem carentes. Tem criança que está aprendendo a ler e escrever aqui, nas nossas aulas de reforço. Tem criança de 7 e 9 anos que nem sabe escrever o nome. Então, a situação delas é bem precária. Se não fosse a ONG, eu acho que essas crianças estariam por aí abandonadas, largadas. A ONG está dando esse apoio, e elas não querem sair daqui. Tem criança que assiste aula de manhã e quer assistir de tarde também. Fazemos também”, diz Paula.

Por causa da pandemia, as crianças foram divididas em dois grupos, que assistem às aulas em turnos opostos, para evitar aglomerações.

Crianças têm aulas de reforço na ONG. (Foto: Alan Alves)

“Elas não estão tendo aulas [nas escolas municipais], porque colocaram as aulas online agora na pandemia, mas elas não têm acesso a internet. Como vão assistir as aulas assim? Somente aqui na ONG é que elas podem continuar estudando. São crianças muito largadas e a gente acolheu. Temos licença do CMDCA [Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente] para trabalhar com crianças, e a função de uma ONG é essa: chagar onde o poder público não chega. E a gente chega, tem acesso, a comunidade abraçou a gente”, diz a presidente.

Os pais das crianças também atuam como voluntários e são beneficiados pela ONG. “As mães vêm para cá e ajudam a gente. Como não temos funcionários, elas vêm pra ajudar a gente, porque isso está fazendo bem para os filhos delas. E também fazemos um trabalho com esses pais. Temos curso de trança, empreendedorismo, para auxiliar a renda deles. Iniciamos também curso de drenagem linfática, para que possam ter renda na pandemia, já que quase não conseguem trabalhar. Muitas dessas pessoas eram camelôs e não estão podendo trabalhar na rua. Então, ficou meio complicado e estamos dando cursos para ajudar na renda”, destaca.

Salas de leitura

Fachada da sede da ONG Afrotribo, em São Gonçalo. (Foto: Alan Alves)

Além das salas de aula, a ONG também possui salas de leitura, com diversos livros, que atendem as crianças, os pais das crianças e também idosos das comunidades – alguns com 87 anos, que fazem parte de um grupo de leitura semanal. Uma das salas de leitura, em São Gonçalo, onde fica a sede da ONG, leva o nome da atriz brasileira Ruth de Souza, que morreu em julho de 2019.

“Eu escrevi um livro, lançado no consulado de Angola, e participei da última Bienal do Livro, concorrendo a salas de leitura. E ganhamos oito salas que poderiam ser instaladas no município de são Gonçalo ou onde eu quisesse inaugurar. Foi quando começamos a montar os espaços de leitura. E a gente sobrevive aqui sem apoio nenhum. A prefeitura cedeu o espaço [em São Gonçalo], mas só isso.  Tudo que está aqui dentro, móveis e outras coisas, é de doação. Foram as pessoas que doaram para gente. Podemos atender ainda mais crianças e abrir ainda mais salas, mas precisamos de apoio para isso”, afirma.

Uma das salas de leitura leva o nome da atriz brasileira Ruth de Souza. (Foto: Alan Alves)

E o hábito da leitura incentiva o da escrita. As crianças estão até escrevendo um livro para falar sobre a vida. “É o ‘Livro de favela’, em que elas falam como está a vida delas durante a pandemia, relatam como está a situação e também falam sobre a ONG, sobre como as atividades educativas, as atividades culturais e a música estão transformando a vida delas. Estamos procurando apoio para lançar o livro em breve”, diz a presidente.

Há também na ONG uma “sala de meio ambiente”, que funciona no bairro Barro Vermelho, também em São Gonçalo. “Nessa sala as crianças têm m trabalho com hortas, aprender a fazer reciclagem, trabalham e aprendem sobre plantas medicinais e várias outras atividades”, afirma Paula.

Salas de leitura contam com diversos livros para crianças, adultos e idosos. (Foto: Alan Alves)

Premiação e reconhecimento

Paula também teve a ideia de criar uma premiação para enaltecer negros fazedores de arte e ações que fortalecem a cultura afro-brasileira. Ela realizou pela primeira vez, em janeiro de 2020, o Prêmio Ubuntu de Cultura Negra – a palavra Ubuntu é de origem bantu e significa “humanidade”.

“Uma vez eu estava assistindo ao Oscar e eu não me senti representada naquela premiação. Foi aí que me inspirei e decidi criar o Prêmio Ubuntu, onde homenageamos os negros com medalha. Eu quis muito homenagear meus irmãos com um tapete vermelho, com toda força. E consegui. Homenageamos vários fazedores de cultura do estado do Rio de Janeiro. Enchemos o Teatro Carlos Gomes com 4 mil pessoas e foi surpreendente. Não sabíamos que iríamos alcançar tantas pessoas. Teve até matéria internacional falando do nosso prêmio. Eu fiquei emocionada”, lembra.

Em 2021, por causa da pandemia, a premiação não foi realizada, mas Paula diz que espera poder fazer o próximo evento em janeiro de 2020, na área externa da Sala Cecília Meireles, que fica no centro do Rio de Janeiro.

E planos é o que não falta nessa proposta de levar educação e cultura a pessoas carentes e incentivar a valorização dos negros. “Quero fazer mais salas para cursos e estou com a proposta de colocar um cinema popular aqui, em São Gonçalo. A gente quer também abrir um espaço para uma escola de música e para montar uma orquestra com as crianças. Para isso, estamos com uma campanha para arrecadar instrumentos musicais. A gente quer avançar cada vez mais porque a gente sabe que a vida delas mudou”.

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Educação Meio Ambiente Rio

ONG Rio Eco Pets celebra parceria com Grupo Sinergia Educação

Você sabia que, ao juntar tampinhas plásticas, é possível ajudar a causa animal? Na ONG Rio Eco Pets esses dois pontos estão muito bem ligados em prol da solidariedade. Afinal, o projeto arrecada doações que são revertidas a entidades que defendem os animais. Desde o lançamento, em 2018, foram arrecadadas 198 toneladas de tampinhas.

A causa animal é muito esquecida, e precisa demais de ajuda. E a questão ambiental tem que ser dita, as pessoas têm que pensar nisso. Existe também um pouco do social, devido à zoonose. Através da castração, ajudamos a reduzir o risco dessa doença – explica Fernanda Perissé, fundadora da ONG.

Fotos tiradas no Colégio Liceu Franco-Brasileiro. Crédito: Divulgação

O sucesso da Rio Eco Pets está diretamente relacionado à participação de voluntários e parceiros. As escolas estão entre eles. O Grupo Sinergia Educação, que reúne o CEL Intercultural School e o Colégio Liceu Franco-Brasileiro, está com a ONG nesta caminhada.

 

Nosso trabalho com escolas começou em 2018 e é muito bacana ver essa troca com as crianças. Essa possibilidade de praticar a educação ambiental vindo desde a base é muito importante. E é também gratificante ter a parceria com escolas do peso do CEL e do Franco, que têm influência boa para trazer esse incentivo da educação ambiental, tanto para as crianças quanto para os pais. Temos certeza de que vai trazer bons frutos. Estamos animados também. A educação ambiental tem que fazer parte do currículo escolar.

Futuramente, quando a pandemia não representar um risco tão grande quanto o atual, a Rio Eco Pets estuda a possibilidade de fazer palestras presenciais nos colégios.

A ideia das tampinhas surgiu no colégio em 2019. Uma aluna trouxe, a mãe dela é voluntária e apresentou uma proposta. Começou na época do ‘Julho sem plástico’, quando fizemos uma campanha pra diminuir o uso do plástico na escola. E uma das atividades era arrecadação de tampinhas. A comunidade abraça bastante. A gente arrecada as tampinhas e separa toda quarta-feira, no Recreio, a terceira série do Ensino Médio as separa por cor, seguindo as indicações da ONG. Quando separamos por cor, na hora de vender para a reciclagem, tem maior valor agregado – explica Karolina Abrantes, responsável pelos projetos sociais do Franco.

Como deve ser feita a reciclagem

Sobre reciclagem, a fundadora da ONG Rio Eco Pets faz um alerta importante:

A reciclagem não é só juntar o resíduo e enviar. Existe uma forma

Fotos tiradas no Colégio Liceu Franco-Brasileiro. Crédito: Divulgação

correta de como ele deve ser enviado. Não são todos o mesmo tipo de plástico, existe uma forma de enviar. Por exemplo, não trabalhamos com garrafas pet, mas elas, para serem enviadas corretamente para a reciclagem, devem estar limpas. Porque uma garrafa com resto de refrigerante vai atrair vetores, como baratas e formigas. Também precisa estar sem o rótulo, que, apesar de ser plástico, tem um polímero diferente. O plástico é classificado por polímeros. E o que compõe o rótulo é diferente do da garrafa. Pet é o polímero 1, e o rótulo, geralmente, é o número 5, que é polipropileno.

Além de parceiros, como o Grupo Sinergia Educação, a rede de solidariedade da Rio Eco Pets conta com a ajuda de diversos voluntários. Para também se tornar um(a), entre em contato pelo Instagram do projeto: @rioecopets

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Fazendo a Diferença Rio Social

ONG Basquete Cruzada comemora nova ação com colégio no Rio

Franco-Brasileiro arrecada alimentos não-perecíveis 
Então como uma escolinha, a ONG Basquete Cruzada teve início em 1998, fruto do sonho de seus quatro fundadores, na quadra poliesportiva da Cruzada São Sebastião, no Leblon, no Rio de Janeiro. Atualmente, o projeto atende a 150 alunos, desde os 6 anos a adultos, e tem vários desafios na pandemia. Um deles é ajudar a combater a fome de sua comunidade. Para isso, o projeto social conta com alguns parceiros. Um deles é o Colégio Liceu-Franco Brasileiro (Rua das Laranjeiras, 13), que arrecada quilos de alimentos não-perecíveis.
Sempre falo que não adianta fazer as coisas na comunidade se a sociedade não está fazendo também. É muito importante essa integração de parceiros se importarem com as pessoas que têm menos informação. Quando esses parceiros trazem essas informações, automaticamente há uma troca de experiência, de vidas e ambos crescem: tanto as crianças do projeto quanto as de fora – destaca Wagner da Silva, um dos quatro fundadores da Basquete Cruzada, ao lado de Samy Nunes, Rafael Oliveira e Fernando Pereira.
Crédito: Divulgação/Basquete Cruzada (Fotos retiradas antes da pandemia)

O projeto social vai além do esporte da bola laranja e das cestas. E oferece atividades como muay-thay, jiu-jitsu, judô, teatro, biblioteca comunitária aulas de inglês e sessões de cinema.

A ONG e o Franco estão há dois anos como parceiros:
Tudo começou quando, através da Karol Abrantes (responsável pelos projetos sociais da escola), os alunos vieram aqui duas vezes fazer atividades com a garotada, foi muito legal. Após as atividades todos trocaram experiências. Depois o Franco fez uma ação muito interessante: soube da nossa biblioteca comunitária, para incentivar a garotada a ler, e era necessário ter bastante gibis. Então a escola se mobilizou e trouxe mais de 300 revistinhas.
Para o Franco, essa sinergia com a Basquete Cruzada é bastante produtiva:
O trabalho do Wagner com a sua experiência e conhecimento enorme de mundo traz para os nossos alunos uma possibilidade muito rica de aprendizado. E  é totalmente de acordo com o nosso projeto político pedagógico, fazendo os estudantes entenderem seu papel no mundo e a importância de fazer escolhas alinhadas à cidadania, responsabilidade e autonomia – comenta Karolina Abrantes.
Exemplo de parceria
Wagner vê essa parceria com o Franco como um exemplo:
Dando oportunidade aos menos favorecidos é que vamos diminuir as desigualdades sociais. É muito importante quando o Basquete Cruzada se coloca à disposição de receber pessoas que estão super interessadas a fazer o trabalho. Então quando o Franco entra na história, conectando pessoas, conhecer histórias, fazer e promover ações dentro de um projeto é muito importante para diminuir as desigualdades no Rio.
O telefone do Franco-Brasileiro é: (21) 3235-2050.
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Destaque Saúde

ONG leva atividade física virtual gratuita a idosos de comunidades

A Covid-19 causou uma mudança radical na vida das pessoas, e entre os idosos a ameaça da doença se fez sentir de forma mais aguda. Como estão entre aqueles que correm maiores riscos se forem contaminados pelo novo coronavírus, a necessidade de isolamento forçou desde a suspensão de tratamentos para evitar idas ao hospital até o fim de atividades ao ar livre – interrompendo exercícios físicos. A consequência disso foi não só um sedentarismo muito prejudicial como um aumento no sentimento de solidão.

Para aliviar essa condição, o Instituto Sempre Movimento (ISM) lançou o programa Envelhecer Sustentável, de promoção de saúde para idosos em ILPIs (Institutos de Longa Permanência de Idosos) e comunidades em diversos pontos do país. O programa, que leva atividades físicas on-line para esse público, foi lançado no dia 15/09, na Morada São João – no centro da capital paulista -, a maior instituição pública de acolhimento do Estado, com 210 moradores. A atividade ainda foi transmitida ao vivo para as comunidades João XXIII e Vila Nova Curuçá (regiões Oeste e Leste de São Paulo, respectivamente) e outras em Guarulhos e Itapevi (ainda em SP), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ).

“É marcante ver como o movimento transpõe limites sociais e estruturais. Estávamos lá chegando em casebres com condições muito simples, mas absolutamente imbuídos de um propósito para entregar o melhor em saúde para todos”, diz a diretora do Instituto, Amanda Costa. Atualmente, cerca de 60 idosos acompanham as aulas on-line semanalmente. São moradores de São Paulo capital (zonas oeste e leste), Itapevi, Guarulhos, Santo André, Barueri, Caraguatatuba, Jacareí e São José dos Campos (SP), João Pessoa e Campina Grande (PB), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Nova Bassano (RS), Maringá (PR), Belém do Pará e Mosqueiro (PA).

 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O projeto conta com seis professores voluntários e a meta é oferecer as sessões on-line de atividade física de forma continuada a 100 idosos, atendendo pessoas em todos os estados do Brasil. As aulas acontecem por meio de ferramentas de conferência on-line e são ministradas duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, às 14h, com o professor orientando toda a turma remotamente. Trata-se, portanto, de um programa desenvolvido para colher frutos de uma velhice saudável e funcional.

O grupo de participantes tem conexão de internet em casa e equipamento para assistir às aulas – seja pelo computador ou celular. Daí, basta o participante clicar no link que recebe e entrar na conferência no dia e hora marcados. “Oferecemos um programa que consiste em atividades físicas de forma regular, duas vezes por semana, com professores que prestam o melhor programa de atividade física, algo a que esses idosos não teriam acesso”, diz Amanda. A ONG busca parceria ainda com operadoras de telefonia, para que mesmo idosos que hoje não contem com conexão à internet em casa possam participar.

Foto: Reprodução

A diretora do ISM destaca que os professores são profissionais que atendem algumas das principais redes de academias do país, como Cia Athletica e Competition. “Os professores se entusiasmaram tanto com a iniciativa que, por eles, daríamos aulas a cem vezes mais idosos”, conta. Os idosos são escolhidos por lideranças das comunidades, e muitos deles já eram atendidos pelo Instituto Sempre Movimento antes da pandemia. Para ingressar no programa, todos passaram por uma avaliação prévia chamada “Health Analytics”, com equipe especializada, para entender as demandas físicas e clínicas e determinar pontos para análise de evolução nos quesitos de saúde.

Amanda diz que o programa também vai oferecer palestras educacionais com médicos e professores renomados, como o obstetra e ginecologista Marco Antonio Lenci, do Hospital Israelita Albert Einstein e do renomado professor de educação física Márcio Atalla, além de doação de suplementos vitamínicos.

Cuidado para além da pandemia

Amanda afirma que o projeto não é uma iniciativa pontual: o programa de atividades físicas vai continuar mesmo depois que o isolamento social tiver acabado. O Instituto Sempre Movimento foi a primeira organização do terceiro setor a atuar na prestação de auxílio a ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos). No início da pandemia, as ações contavam com poucas doações de insumos como álcool em gel, barras de sabonete, máscaras, luvas, face shields e toucas. O material era levado para instituições tanto públicas como filantrópicas e privadas, nas periferias de São Paulo. “Das 40 iniciais, avançamos hoje para 140 em SP, na capital, no interior e no litoral, com mais de 5.800 pessoas em situação de vulnerabilidade”.

O mapeamento das ILPIs mais necessitadas foi feito com apoio da promotora do Idoso do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), Cláudia Maria Beré. “Muitas vezes, esses locais contam apenas com os recursos que levamos a eles. Não se pode tratar e cuidar de idosos em regiões carentes apenas nos momentos de urgência. A luz que se apontou para a situação dessa população por conta da pandemia precisa continuar apontada para eles, que formam uma população das mais desassistidas. Estamos falando que o envelhecimento não é apenas um fenômeno biológico, mas uma categoria social, e como tal deve ser tratada”.

O ISM ainda atua em parceria com o Hospital Samaritano e o Instituto Horas da Vida na prestação de atendimento sustentado a 20 ILPIs na periferia de São Paulo, alcançando 600 idosos. Nesse trabalho, desenvolvido há mais de seis meses, são entregues testes PCR para Covid-19 (realizados tanto nos idosos como nos cerca de 240 funcionários que trabalham nessas unidades), EPIs e álcool em gel, e é feita a desinfecção de cada local. Além disso, oferecem palestras e orientação, monitoramento periódico nos locais e mantêm centrais de enfermagem.

Costureiras

O Instituto também vem promovendo uma ação de geração de renda para costureiras idosas em Paraisópolis: a ONG custeia a produção de máscaras de tecido, que são distribuídas nas ILPIs. “Com isso, você gera renda que se reverte em atividade econômica para toda uma comunidade: elas fazem compras nas mercearias locais, que compram de fornecedores, que empregam pessoas. É um ciclo virtuoso”. O material para a confecção das máscaras é doado por outras oficinas de costura da capital paulista, então as costureiras de Paraisópolis não têm custo. A ação já produziu 4 mil máscaras. “Temos lá costureiras que ficaram absolutamente sem renda. Prontas para trabalhar, profissionais habilidosas. É preciso não deixar essa roda parar”.

Parceiros

Ela destaca o apoio conquistado desde o início da ação: “No início, tínhamos de pedir tudo. Era bater de porta em porta, e o apoio era muito pouco”. Mas o esforço encontrou reconhecimento de parceiros como BMW, que ofereceu os veículos para o transporte dos insumos às instituições. Além disso, a Droga Raia forneceu o álcool em gel e a Hypera Farma forneceu vitamina D para reforçar o sistema imunológico dos idosos.