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Estudantes criam projeto de ecodraga com potencial para limpar lixo da Baía de Guanabara

Três estudantes do ensino técnico da Escola Firjan Senai Sesi São Gonçalo, no Rio, desenvolveram um projeto de ecodraga com potencial para minimizar uma situação crônica vivida pelos cariocas em decorrência do processo de degradação que se intensificou, principalmente nas décadas de 50 e 60, com o elevado crescimento urbano: a poluição da Baía de Guanabara, uma das maiores do litoral brasileiro e que englobando praticamente toda a Região Metropolitana. O projeto foi desenvolvido para limpar o lixo que flutua sobre a água.

Com o auxílio de um engenheiro, os alunos Carlos Eduardo Veras Keller, Daniel Caruso Melo Roquette Couto e Rafaela Pessanha de Freitas desenvolveram o projeto de embarcação usada para recolher o lixo do mar. Diferentemente de embarcações coletoras semelhantes, a ecodraga evitar o vazamento de gasolina na água, já que é movida à energia solar.

A embarcação, com 14 x 7 metros de tamanho, pode navegar por até sete horas em cada operação. Nela ficariam um
reservatório para o lixo e uma esteira na parte frontal, capaz de recolher e armazenar mais de 300 garrafas pets grandes por operação. “Com várias ecodragas em funcionamento, seria possível minimizar o impacto ambiental do descarte de lixo na baía”, diz Keller. Os estudantes já fizeram o protótipo da embarcação e, agora, estão atrás de empresas e de autoridades do governo para tentar tirá-lo do papel.

O projeto está concorrendo a um prêmio: é um dos finalistas da 19ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE 2021). Promovida anualmente pela Escola Poliécnica da USP e realizada pelo Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico- LSI-TEC, a FEBRACE é considerada a maior feira brasileira pré-universitária de Ciências e
Engenharia em abrangência e visibilidade.

Nesse ano, a premiação reúne, ao todo, 345 projetos finalistas, desenvolvidos por 716 estudantes de 295 escolas do ensino fundamental, médio e técnico de todo o País. Conta ainda com a participação de 482 professores. Os projetos serão julgados e premiados pela criatividade e rigor científico. A cerimônia de premiação está marcada para 27 de março, com transmissão pelo canal oficial da Febrace no Youtube.

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Reviver Centro permite opinião da população sobre proposta de revitalização para atrair moradores

A população do Rio poder dar a sua opinião sobre o Plano Urbano Reviver Centro, que visa a recuperação urbanística, social e econômica do Centro do Rio e bairros do entorno e para atrair mais moradores à região. A terceira pesquisa sobre a moradia na área central foi lançada e traz essa possibilidade de participação popular sobre o Projeto de Lei Complementar que institui o plano e que será analisado na Câmara de Vereadores.

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano diz que o objetivo é tornar o debate mais participativo. Para opinar e deixar contribuições, basta acessar o site: www.prefeitura.rio/revivercentro.

O centro tem abundante comércio e serviços, facilidade de acesso a transportes e possui rica diversidade cultural, além de patrimônio histórico cultural relevante, que inclui museus, teatros e centros culturais. Ainda assim, possui baixa densidade residencial, o que faz com que muitas áreas fiquem desertas fora dos dias e horários comerciais. Com a pandemia, a situação se agravou, contribuindo para o enfraquecimento das atividades econômicas.

O Reviver Centro tem na construção de novas moradias e no retrofit (conversão de imóveis comerciais em residenciais ou de uso misto) o carro-chefe da iniciativa de atrair moradores, aproveitando o potencial já construído e terrenos vazios, sem uso há décadas. O Centro já possui núcleos de moradias no Castelo, Cruz Vermelha, Bairro de Fátima e Lapa, e o objetivo é avançar, trazendo novos habitantes de várias faixas de renda e movimentação social e econômica.

O projeto propõe, por exemplo, isenção de dívida ativa, IPTU, ITBI e ISS, além de liberação de taxas de licenciamento, para projetos de residenciais ou uso misto. A exploração do andar térreo dos prédios com lojas, com objetivo de trazer vitalidade e movimento às ruas da região também foi incluído. Ele propõe ainda o aproveitamento das coberturas dos prédios com áreas de uso coletivo, mirantes, restaurantes ou áreas de lazer.

A concessão de benefícios a quem aderir ao programa de Locação Social que a Prefeitura pretende criar, com público-alvo de estudantes universitários, estudantes cotistas e servidores públicos, também foi incluída no projeto.

A revitalização do espaço público é outra meta, com melhorias nas ruas, passeios e áreas públicas para estimular a caminhada ou a mobilidade limpa, com o uso de veículos não motorizados ou motorizados com tecnologia limpa, integração entre os modais de transporte e a preservação da paisagem cultural.

Há previsão de criação de ciclorrotas, de manter e ampliar estações de compartilhamento de bicicletas, ampliar espaços de circulação de pedestres, estimular a criação de áreas com vegetação, que contribuam para o sombreamento, redução da temperatura, redução de emissões de gases de efeito estufa e melhoria da qualidade do ar, e a criação de jardins de chuva em áreas coletivas, áreas de recuo, galerias de pedestres, largos e praças, de modo a reduzir a área impermeabilizada da região e contribuir com a microdrenagem urbana.

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CELEBRANDO 10 ANOS DE TRAJETÓRIA, CIRCUITO CINE CURTA LEVA A MAGIA DO CINEMA PARA MILHARES DE ALUNOS

Celebrando em 2020 seus 10 anos de trajetória, a edição deste ano do Circuito Cine Curta, projeto que na última década levou para milhares de crianças a magia do cinema para as salas de aula das escolas públicas, ganha agora uma maior audiência. Em razão da pandemia provocada pelo COVID-19, o bem sucedido projeto segue em sua missão, porém agora em nova “sala de cinema”, a internet.

Contando com a sempre imprescindível participação de professores, coordenadores e diretores escolares, o Circuito Cine Curta deste ano vai beneficiar um incontável número de alunos, que poderão ver de casa, via celular, computador, tablet ou pela TV, os melhores e mais recentes curtas-metragens da safra de filmes brasileiros, entre os gêneros de ficção, animação e documentário, que estão disponíveis até o dia 30 de outubro no site: www.novabossa.com.br .

O projeto conta este ano com a participação de 100 escolas da rede pública de ensino do Rio de Janeiro e estima alcançar em torno de 7 mil crianças e jovens, de 6 a 14 anos. Desde 2010, o Circuito Cine Curta já beneficiou 132 mil estudantes, em 1.580 sessões, de 152 escolas da rede pública, de 45 bairros cariocas.

Este ano serão exibidos de 12 filmes nos quais o enfoque está em temas como diversidade (raça, religião e direitos), inclusão, meio ambiente, saúde, qualidade de vida e respeito, assuntos extremamente importantes e atuais para as crianças e jovens atendidos pela rede pública de educação. A décima edição Circuito Cine Curta conta hoje com a adesão de 35 bairros do município do Rio de Janeiro, das zona norte, sul e oeste.

O projeto criou e desenvolveu três apostilas com roteiros pedagógicos, conforme a programação dos filmes e correspondentes aos segmentos do Ensino Fundamental I e II. Após o período de exibição, os alunos das escolas participantes são estimulados pelos professores a desenvolverem trabalhos temáticos, que este ano podem ser enviados por e-mail ou via WhatsApp, entre os dias 2 e 13 de novembro. Todos os trabalhos dos alunos serão avaliados por um grupo de curadores, formado por profissionais das Secretarias de Educação e Cultura do Município do Rio de Janeiro.

Os melhores trabalhos serão contemplados com os seguintes prêmios individuais e coletivos: “Professor Mais Engajado” (um tablet e camisa personalizada do projeto); “Turma Mais Engajada” (os filmes e camisas personalizadas). A turma ganhará ainda um prêmio apropriado a idade dos alunos, como pendrives e jogos; “Aluno Mais Criativo” (um troféu, camisa do projeto e um prêmio apropriado a sua idade, como fone de ouvido, jogos e pendrives).

Um bom exemplo do envolvimento das escolas com a iniciativa são os resultados obtidos na edição de 2016, na qual foram realizados pelos alunos mais de 180 trabalhos pedagógicos, entre músicas, maquetes, peças de teatro, objetos e brinquedos, além de livros de histórias.

Na programação desta edição, foram selecionados filmes premiados em festivais nacionais e internacionais, como os curtas de animação “Lé com Cré”, de Cassandra Reis; “As Aventuras de Pety”, de Anahí Borges; os curtas de ficção “Dela”, de Bernard Attal; ‘Lily´s Hair’, de Raphael Gustavo da Silva; e “O Véu de Amaní”, de Renata Diniz.

O principal objetivo do projeto é utilizar o cinema como uma ferramenta pedagógica, contribuindo para que os alunos tenham maior facilidade de assimilar conhecimento nas disciplinas tradicionais, além de incentivar a formação de novos públicos com capacidade crítica. Criado e desenvolvido pela Nova Bossa Produções Culturais, a 10ª edição do Circuito Cine Curta é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e pelas empresas Amil e Valid Soluções, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS RJ.

O Circuito Cine Curta foi idealizado pela atriz e produtora cultural Juliana Teixeira, que assina a curadoria dos filmes juntamente com Alessandra Matos, também responsável pela consultoria pedagógica. Os curtas-metragens são selecionados de acordo com o potencial pedagógico das obras e a adequação de suas respectivas temáticas ao universo infanto-juvenil.

“Esta é a primeira vez que o projeto acontecerá remotamente. Através de ferramentas digitais, os filmes poderão ser visualizados de casa, garantindo a segurança de alunos e professores das escolas atendidas. Neste período ímpar que atravessamos, devido à pandemia gerada pela Covid-19, o projeto se consolida como possibilidade de trabalho pedagógico lúdico e prazeroso, promovendo a manutenção das atividades educativas em ambiente virtual por meio da arte cinematográfica nacional”, diz Juliana Teixeira.